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O grupo operativo, desenvolvido por Pichon-Riviêre, propõe uma abordagem de trabalho em grupo baseado tanto na tradição legada por Lewin quanto nos conhecimentos psicanalíticos. O grupo operativo caracteriza-se:
pela reprodução das estereotipias que dificultam o aprendizado e a comunicação.
como um modo de intervenção, organização e resolução de problemas grupais, baseado na Teoria do desapego.
por estar centrado em uma tarefa que pode ser o aprendizado, a cura (no caso da psicoterapia), o diagnóstico de dificuldades, entre outras.
pela construção de redes sociais solidárias de promoção da vida e mobilizar os recursos e as competências dos indivíduos, das famílias e das comunidades.
por empregar atividades de trabalho e lazer no tratamento de distúrbios físicos ou mentais, desajustes emocionais e sociais.
Os grupos terapêuticos, quanto a sua constituição, podem ser classificados em homogêneos e heterogêneos, que por sua vez podem ser determinados por vários elementos tais como:
número de pacientes por sessão, os critérios que os definem e a linha teórica do terapeuta.
sintomatologia e a faixa etária dos componentes, a dinâmica grupal.
população alvo a que se destina, o sexo ou a idade de seus componentes e a condição mórbida de seus membros.
marco referencial teórico, tempo ilimitado e os fenômenos grupais.
O psiquiatra suíço-argentino Pichon Rivière (1907-1977) foi também um estudioso dos grupos. Ele desenvolveu uma nova abordagem, que resultou nos chamados grupos operativos. Para ele, o grupo é um conjunto restrito de pessoas, que, ligadas por constantes de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação interna, propõe-se, explícita ou implicitamente, a uma tarefa, que constitui sua finalidade. No entanto, não basta que haja um objetivo comum ou que tenha como finalidade uma tarefa, é preciso que essas pessoas façam parte de uma estrutura dinâmica chamada:
Vínculo.
Intimidade.
Confiança.
Adesão.
Para Pichon Rivière, um grupo opera melhor quando há em seu conjunto de pessoas pertinência, afiliação, centramento na tarefa, empatia, comunicação, cooperação e aprendizagem. A pertinência pode ser vista como:
A intensidade do envolvimento do indivíduo no grupo.
O eixo principal da cooperação, refere-se ao grau de interação com que um participante mantém o vínculo com o trabalho a ser efetuado.
A qualidade da intervenção de cada um no grupo.
O modo como o grupo pode ganhar força para operar cada vez mais significativamente.
Em relação ao grupo operativo e a suas características, segundo o referencial teórico apresentado por Pichon-Rivière, assinale a alternativa INCORRETA.
Compreende uma tarefa cuja realização permite elaboração psíquica de medos e ansiedades.
Pressupõe uma mudança a partir de uma aprendizagem em situações interativas concretas.
Visa à promoção de ações que integrem o sentir, o pensar e o agir de cada membro e do grupo.
Concebe uma ação criativa para a superação das defesas expressas em crenças estereotipadas.
Estimula a autoatualização para a organização do autoconceito do indivíduo (self) e do grupo.
Todo grupo operativo é terapêutico, mas nem todo grupo terapêutico é operativo. Nos grupos operativos, não há uma tarefa, explícita ou implícita, como finalidade, sendo este um dos aspectos que os diferencia dos grupos psicoterápicos de diferentes correntes.
Certo
Errado
Trabalhos em grupo podem ser úteis em diferentes situações, com ganho substancial para o paciente, redução de tempo e de custos. Julgue os itens que se seguem referentes a práticas preventivas em grupo.
I. Os participantes do grupo terapêutico só se beneficiam quando este é homogêneo, em termos de características populacionais e de interesses clínicos de seus membros;
II. Nas práticas grupais, a intervenção pode ocorrer do terapeuta para o paciente e dos pacientes para eles próprios, de modo que o psicólogo não é o único agente responsável pela evolução do processo;
III. Uma das desvantagens da terapia em grupo é a percepção de solidão e de estranheza durante as sessões, a que os membros costumam se referir ao longo do processo;
IV. Sensibilização para o uso de preservativos, planejamento familiar, autocuidado, controle da alimentação são exemplos de intervenções em saúde que podem ser feitas em grupo dentro do hospital.
Marque a alternativa CORRETA.
Estão corretos os itens I e IV;
Está correto apenas o item IV;
Está correto apenas o item I;
Estão corretos os itens I e III;
Estão corretos os itens II e IV.
Zimerman (1997) considera alguns fenômenos importantes que definem o campo grupal. Entre estes temos o fenômeno da pertência, que é
a capacidade de se sentir participante do grupo.
a capacidade de conseguir separar o que é seu e o que é do outro.
o ato de acolher e ajudar nas angústias dos outros.
o fenômeno comucacional, em que a fala trazida por um membro do grupo ressoa em outro.
a capacidade de conseguir comunicar e vivenciar a dor do outro.
Pichon-Rivière afirmava que o que ocorre em um grupo se dá em dois eixos: vertical e horizontal. A história de constituição do indivíduo e seus processos psíquicos internos correspondem ao eixo vertical, enquanto o grupo em sua totalidade corresponde ao eixo horizontal.
Certo
Errado
O grupo se diferencia de uma simples soma dos integrantes, sendo focado como uma unidade de análise, com especial atenção ao que ocorre entre os seus membros, e não em cada pessoa individualmente. Sendo assim, o que uma pessoa diz, pensa ou sente em um grupo deve ser compreendido como comunicando algo sobre o conjunto no qual está inserida.
Certo
Errado
Em relação a psicoterapia de grupo é correto afirmar que:
é uma modalidade que emprega um líder com treinamento profissional, o qual seleciona, compõe, organiza e lidera um agrupamento de membros para trabalharem juntos para atingir o máximo de objetivos de cada indivíduo e do grupo em si.
é uma modalidade que emprega um líder, mas que não necessita de um treinamento profissional, o qual seleciona, compõe, organiza e lidera um agrupamento de membros para trabalharem juntos para atingir o máximo de objetivos de cada indivíduo e do grupo em si.
é uma modalidade que emprega um líder com treinamento profissional, o qual seleciona, compõe, organiza e lidera um agrupamento de membros para trabalharem individualmente para atingir o máximo de objetivos de cada indivíduo e do grupo em si.
é uma modalidade que emprega um líder que não necessita de um treinamento profissional, o qual seleciona, compõe, organiza e lidera um agrupamento de membros para trabalharem individualmente para atingir o máximo de objetivos de cada indivíduo.
é uma modalidade subjetiva que não necessita de um líder com treinamento profissional, o qual seleciona, compõe, organiza e lidera um agrupamento de membros para trabalharem juntos para atingir o máximo de objetivos de cada indivíduo e do grupo em si.
A ferramenta analítica que estuda as interações entre grupos é chamada de
Psicodrama.
Avaliação psicológica.
Psicomotricidade.
Sociometria.
Projetividade.
O grupo operativo, segundo a definição de Pichon-Rivière, é um conjunto de pessoas que procuram abordar um objetivo comum, trabalhando em equipe. O grupo operativo
precisa da intervenção de seu coordenador para que a tarefa de seus integrantes seja concretamente atingida.
parte da premissa de que, em um grupo, é necessário o estabelecimento daqueles que ensinam e daqueles que aprendem.
suprime os fatores subjetivos, para que a dinâmica do grupo possa se fortalecer e a tarefa possa ser realizada.
exige que os estereótipos sejam desarmados e rompidos, para que a ansiedade seja eliminada do trabalho do grupo.
tem objetivos, problemas, recursos e conflitos que devem ser estudados e considerados pelo próprio grupo.
Os grupos operativos, cuja técnica foi criada pelo psicanalista argentino Pichon Reviere, têm sido amplamente utilizados em equipes de saúde. Sobre os grupos operativos, analise as afirmativas a seguir:
I Abordam questões fundamentais da relação entre constituição do sujeito e funcionamento grupal.
II Os indicadores do processo grupal são afiliação e pertença; cooperação; comunicação; aprendizagem e pertinência.
III Apresentam como benefício uma otimização do trabalho do psicólogo, que tem sua demanda de atendimentos individuais diminuída.
IV Utilizam majoritariamente técnicas centradas no cliente, porém, o coordenador do grupo pode se utilizar de intervenções autocráticas.
Dentre as afirmativas, estão corretas:
II e IV.
I e III.
I e II.
III e IV.
As ações de promoção, prevenção e educação em saúde são vistas como pressupostos fundamentais no trabalho das equipes, no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Do mesmo modo, ressalta-se a potencialidade no trabalho com diferentes modalidades de grupos voltados para as principais demandas e necessidades em saúde da população. Nesse contexto, as ações no campo da saúde mental também devem ser objeto de intervenção das equipes de saúde, com as quais o profissional psicólogo tem condições de contribuir fomentando e desenvolvendo Grupos Terapêuticos, Operativos e Motivacionais. Dessa forma, o Grupo Operativo caracteriza-se por
agregar um conjunto de pessoas com objetivos comuns, que se propõem a uma tarefa, explícita ou implicitamente, interagindo e estabelecendo vínculos. Desse modo, os princípios organizadores do grupo são o vínculo e a tarefa.
adaptar técnicas utilizadas na terapia breve cuja intenção principal consiste em focar atenção sobre o tema que dificulta ou interfere na mudança de comportamento. É fundamental que o grupo esteja efetivamente comprometido com a realização das mudanças necessárias e compreenda a situação como um problema a ser solucionado.
incrementar o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal, baseado no compartilhamento de experiências, no compromisso do sujeito com suas ações, na construção de objetivo comum entre o grupo, na criação de estratégias de aumento da motivação e de enfrentamento da situação-problema.
promover o acolhimento e o compartilhamento de experiências como as principais ferramentas de cuidado, por possuir regras e passos bem definidos, um dos quais prevê que os participantes sejam convidados a expor suas dificuldades, as quais deverão ser problematizadas a partir das experiências prévias dos indivíduos.
Em relação ao conceito de transversalidade no trabalho com grupos, podemos afirmar:
O conceito de transversalidade, segundo Pichon-Rivière, refere-se à história individual de cada participante do grupo, que se cruza com a verticalidade (características do grupo).
O conceito de transversalidade, segundo Pichon-Rivière, refere-se à história grupal de cada participante do grupo, que se cruza com a horizontalidade (características do cada membro do grupo).
Foi um conceito criado por Kurt Lewin, para ser referir aos acontecimentos paralelos que se sucedem em um grupo e, geralmente, não são percebidos pelo seu líder.
É um conceito que amplia as noções de horizontalidade e verticalidade, levando em conta, nas análises dos grupos, múltiplas determinações sociais, políticas, econômicas, ideológicas e sexuais, permitindo a compreensão do grupo em um campo mais amplo.
Foi um conceito desenvolvido por Georges Lapassade, que tem a finalidade de avaliar as ansiedades e as fantasias emergentes em um grupo, bem como a maneira como são formuladas por seus membros.
Entre as diversas formas de se fazer dinâmicas de grupo, estão os grupos focais. Quanto a esses grupos, assinale a alternativa incorreta.
Os grupos focais utilizam a interação grupal para produzir dados e insights que seriam dificilmente conseguidos fora do grupo.
O grupo focal é um procedimento de coleta de dados, no qual o pesquisador tem a possibilidade de ouvir vários sujeitos ao mesmo tempo, além de observar as interações características do processo grupal.
O grupo focal é tomado como um grupo que se organiza em torno de uma tarefa específica e visa fornecer informações acerca de um tema anteriormente determinado.
Não há diferenças entre o conceito de Grupo focal e de Grupo operativo.
Nos grupos focais, prioriza-se a postura investigativa mais do que a estritamente clínica na condução da discussão.
O observador é fundamental para validar a investigação que utiliza grupos focais. Assinale a alternativa que define a principal função do observador.
Analisar a rede de interações presentes durante o processo grupal.
Apontar as reações do moderador com relação ao grupo, suas dificuldades e limitações.
Avaliar as intervenções feitas pelo moderador.
Viabilizar a discussão durante a dinâmica de grupo.
Evitar conclusões precipitadas por parte do moderador.