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Um psicólogo que atua na área da saúde está realizando um grupo operativo com o propósito de promover a qualidade de vida de pacientes com doenças degenerativas. A principal atividade do coordenador do grupo, nesse caso, é a de
interpretar os fatores inconscientes que impedem a evolução exitosa do grupo.
estabelecer a comunicação apropriada entre os diversos níveis da dinâmica grupal.
manter o foco dos pacientes nas atividades que foram definidas como tarefa do grupo.
determinar o clima de trabalho que deve predominar entre os membros do grupo.
impedir a atuação das ansiedades básicas que surgirem na dinâmica grupal.
Pichón estruturou um esquema de avaliação do processo grupal por meio dos vetores, conhecido como Cone Invertido. Este esquema é composto pelos seguintes vetores, exceto:
Afiliação e pertença;
Cooperação
Comunicação
Aprendizagem
Estima
As psicoterapias de grupo surgiram a partir da necessidade de se estender a um número maior de pessoas as possibilidades de atendimento psicoterápico. Os primeiros grupos de que se têm notícias foram organizados por Pratt (1922). Addler, Bion, Foulkes, Pichon Riviére, J. Moreno entre outros, se destacaram no estudo dos grupos, e foi particularmente durante a segunda guerra e no pós-guerra que tiveram um grande desenvolvimento. Acerca desta informação é CORRETO afirmar:
Bion e Addler consideram que os grupos Operativos visam operar em uma determinada tarefa, desde que haja uma finalidade psicoterápica e não cobrem os seguintes campos: grupos de ensino-aprendizagem, grupos institucionais, comunitários e terapêuticos.
Addler considera que os grupos Operativos visam operar em uma determinada tarefa, desde que haja uma finalidade psicoterápica e não cobrem os seguintes campos: grupos de ensino-aprendizagem, grupos institucionais, comunitários e terapêuticos.
Foulkes, nas relações grupais, utilizou as vertentes sociológicas e introduziu a noção de campo grupal, tendo se dedicado ao estudo das minorias racionais.
Bion, embora nunca tenha trabalhado diretamente com grupoterapias, trouxe uma grande contribuição especifica contida quando publicou «O Futuro de uma Ilusão, O Mal-Estar na Civilização» (1930), sendo Psicologia de Massa o mais importante como contribuição às psicoterapias de grupo.
J. Morena conserva os mesmos princípios essenciais que utilizam os seguintes elementos básicos: cenário, protagonista, diretor, ego, auxiliar, público, cena a ser representada e nos Grupos Operativos. Vale destacar a formação dos papeis, o esquema conceitual referencial (ECRO) e a noção dos três Ds (o depositante, o depositado e o depositário).
Psicoterapia, grupo operativo e atividades de suporte social são ferramentas utilizadas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) I denominadas como:
Atendimento individual.
Atendimento em grupos.
Atendimento em oficinas terapêuticas.
Atendimento familiar.
Pichon Rivière, psiquiatra suíço-argentino, desenvolveu uma nova abordagem derivada de seus estudos dos grupos a qual denominou de grupos operativos. Para ele, não basta que haja um objetivo comum entre os membros do grupo, sendo necessário que os componentes façam parte de uma estrutura dinâmica chamada de:
Vínculo.
Pertinência.
Afiliação.
Centramento na tarefa.
Empatia.
A prática do grupo operativo com uma família é considerada uma estratégia válida no curso do tratamento de um membro familiar portador de doença mental. Isso se justifica porque, para os adeptos dessa estratégia, o grupo operativo
evidenciará que a família é a soma de suas partes, o que inclui o membro doente.
revelará que a doença comunica algo do grupo de que a pessoa faz parte.
ensinará a família a aceitar e apoiar o membro doente no grupo familiar.
levará cada membro a reconhecer e reparar sua contribuição individual para a doença.
devolverá à família a homeostase perdida com a doença de um de seus membros.
O caso da paciente poderia ser enquadrado dentro de técnicas grupais como a terapia comunitária e grupos operativos. Nesses dispositivos grupais não há necessidade de sigilo, e por isso, servem ao caso da paciente em questão.
Os Grupos Operativos foram introduzidos na década de 40, na Argentina, por Enrique Pichon Rivière. A respeito desse instrumento e método de investigação para o trabalho com grupos, analise as afirmativas seguintes:
I. É equivocado afirmar que o grupo operativo possui função terapêutica. Diferente disso, trata-se de uma modalidade de intervenção em grupo com foco em uma tarefa explícita, prática e objetiva.
II. Trata-se de um grupo cujos membros estarão articulados por suas mútuas representações internas, e ligados entre si por constantes de tempo e espaço.
III. A experiência em um grupo operativo ocorre em três fases. Especificamente na fase da tarefa é quando a resistência à mudança se instala, fruto das ansiedades depressivas e paranoides.
IV. A estrutura de funcionamento do grupo será dada pela inter-relação de complexos mecanismos de concessão e assunção de papéis. Os papéis de porta-voz, bode expiatório e líder são alguns descritos por Pichon Rivière.
V. Esquema Conceitual Referencial e Operativo (ECRO) é um instrumento criado por Pichon Rivière que, quando utilizado na situação grupal, possibilita o reconhecimento e confronto das referências próprias de cada componente do grupo.
Assinale a alternativa correta.
Somente as afirmativas III, IV e V estão corretas.
Somente as afirmativas I, II e V estão corretas.
Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
Somente as afirmativas II, IV e V estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Segundo a concepção de Enrique Pichon Rivière, os grupos operativos se subdividem em:
Autoajuda, institucionais (escolas, igrejas, associações, etc.) e psicoterápicos.
Ensino-aprendizagem (através da técnica de grupo de reflexão), de autoajuda e institucionais (empresas, escolas, igrejas, etc.).
Ensino-aprendizagem (através da técnica de grupo de reflexão) institucionais (empresas, escolas, associações, etc.) e comunitários (programas de Saúde Mental).
Psicoterápicos, ensino-aprendizagem (através da técnica de grupo de reflexão) e institucionais (empresas, escolas, associações, etc.).
Comunitários (programa de saúde mental), psicoterápicos de autoajuda.
A função denominada Continente do coordenador de grupo é uma função importante pelas seguintes razões:
1. Permite que ele contenha as possíveis emoções que podem emergir no campo grupal provindas de cada um e de todos.
2. Impossibilita que ele contenha as suas próprias angústias ou dúvidas despertadas pelo grupo.
3. Possibilita que ele não reconheça as emoções negativas no grupo.
4. Propicia que ele atue como a capacidade continente da mãe, isto é, acolhendo e contendo as necessidades do filho.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 1.
É correta apenas a afirmativa 4.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
De acordo com o referencial de grupo operativo de Pichon-Rivière, assinale a alternativa correta.
Na pré-tarefa, o grupo realiza um movimento a favor da transformação, que se efetiva no momento da tarefa.
O grupo torna-se depositário das ansiedades básicas que, inevitavelmente, surgem no campo grupal.
O papel de porta-voz deve ser exercido pelo líder ou pela pessoa mais falante do grupo.
O esquema referencial operativo centra-se nos fenômenos conscientes que atravessam a dinâmica do campo grupal.
No grupo, atua uma dimensão vertical relativa à história de cada participante, e outra horizontal relativa à história de cada família.
Quando se busca o desenvolvimento de um grupo, de modo a lhe possibilitar uma atuação mais saudável e criativa, aquele que desempenha o papel de facilitador deve:
Intervir de modo a evitar que os participantes façam referências a situações passadas que tenham causado mal-estar no grupo.
Impedir que as animosidades existentes entre os participantes sejam apresentadas objetivamente.
Dirigir a ação grupal para que os integrantes não se sintam perdidos na realização de reuniões ou outras atividades.
Buscar a ruptura de estereotipias de conduta que estejam presentes no acontecer grupal.
Considerando-se as nuances do caso relatado, poderia ser adotado, nesse ambiente institucional, o modelo de grupo de autoajuda, entendida como o apoio dispensado pelos participantes do grupo entre si, sem o direcionamento de um psicólogo da instituição.
Sobre a Psicologia de Grupo é correto afirmar.
O encontro de pessoas no grupo produz um fenômeno denominado de galeria de espelhos, no qual cada participante pode refletir nos outros e ter refletidos pelos outros os vários aspectos de sua imagem social e psicológica. Isso oferece ao indivíduo uma oportunidade ímpar de corrigir identificações patológicas, produzindo novas identificações mais saudáveis.
Uma característica importante da dinâmica grupal é o desempenho de “papéis” que são sempre adotados temporariamente pelos membros do grupo, conforme a influência do grupo sobre o participante.
Quanto às características pessoais que possam prever uma participação exitosa em grupo, a motivação é a principal delas. Motivação é um conceito que inclui a presença ou não de sofrimento psíquico. Além disso, devemos estar atentos para a capacidade de socialização, para a capacidade de feedback e para a história individual de cada participante que, independentemente de ser satisfatória ou não, não contra-indica o grupo.
O enquadre grupal é o conjunto de regras e combinações que organizam e possibilitam o processo grupal terapêutico. Ele inclui os aspectos práticos do tratamento: local, horário, frequência e duração das sessões, honorários, férias, número de participantes, grupo aberto ou fechado, etc. Ao mesmo tempo, também funciona como um organizador pessoal que estabelece limites e funções e proporciona a segurança necessária para os pacientes poderem atuar ao longo do tratamento. Ele é uma fronteira para as interações necessárias.
Os grupos operativos foram introduzidos e sistematizados por Pichon Rivière e abrangem os seguintes campos: ensino-aprendizagem, institucionais, comunitários e terapêuticos (ZIMERMAN, 1997). Sendo assim, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1. Ensino-aprendizagem.
2. Institucionais.
3. Comunitários.
4. Terapêuticos.
Coluna 2
( ) Programas voltados para saúde mental com a importante tarefa de integração e de incentivo às capacidades positivas, desde que eles fiquem unicamente centrados na tarefa proposta e conheçam os seus respectivos limites.
( ) A ideologia fundamental é de que o essencial é "aprender aprender", e o "mais importante do que encher a cabeça de conhecimentos é formar cabeças".
( ) Visam uma melhoria de alguma situação de patologia dos indivíduos, quer seja estritamente no plano da saúde orgânica, quer no psiquismo ou em ambos ao mesmo tempo.
( ) Promoção de reuniões que congregam participantes com vistas a debaterem e encontrarem uma ideologia comum para uma adequada formação humanística.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 3 – 2 – 4.
2 – 4 – 1 – 3.
2 – 1 – 3 – 4.
3 – 1 – 4 – 2.
4 – 3 – 1 – 2.
Carl Rogers, em seu livro ‘Grupos de encontro’, apresenta um estudo da origem e dos objetivos do movimento dos grupos de encontro; diferenciando-os dos grupos de criatividade, dos grupos de formação de equipe e dos grupos de percepção sensorial e corporal. Considerando esse livro, qual concepção o autor estabelece para os grupos de encontro?
Partem do pressuposto de que a finalidade é a de treinar o grupo para desenvolver uma tarefa comum.
Baseiam-se numa perspectiva terapêutica gestaltista, em que o psicólogo se centra num indivíduo de cada vez, porém sob um ponto de vista diagnóstico e terapêutico.
Pretendem acentuar o crescimento pessoal, o desenvolvimento e aperfeiçoamento da comunicação e relações interpessoais, por meio de um processo experiencial.
No que se refere ao trabalho com grupo em uma instituição em função da prevenção primária, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. Este trabalho não tende à cura, mas sim às possibilidades de desenvolvimento das capacidades e atitudes dos seres humanos.
PORQUE
II. A intervenção do psicólogo recai sobre a organização como totalidade, sobre seu organograma, e não somente sobre alguns de seus setores.
É correto afirmar que
as asserções I e II são proposições verdadeiras e a asserção II é uma justificativa da I.
as asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa da I.
a asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é uma proposição verdadeira.
as asserções I e II são proposições falsas.
Uma situação na qual os membros do grupo não têm padrões estabelecidos ou não podem seguir procedimentos ou hábitos tradicionais constitui uma situação
inusitada.
burocrática.
problema.
referência.
inovadora.
Considere os múltiplos fenômenos e elementos do psiquismo presentes no campo grupal, como conceituado pelos teóricos Zimmerman e Osório (2007) e assinale a alternativa incorreta.
No campo grupal circulam ansiedades que resultam, tanto em conflitos internos, como podem emergir funções das inevitáveis, e necessárias, frustrações impostas pela realidade externa
A comunicação nas múltiplas formas de apresentação, seja ela verbal ou não verbal, representa um aspecto de especial importância na dinâmica grupal
No grupo, embora os integrantes estejam reunidos, face a face, é possível que nem todos tenham os mesmos objetivos, ou tarefas comuns aos seus interesses
O campo grupal constitui como uma galeria de espelhos, onde cada um pode refletir e ser refletido
Por se tratar de análise em grupo, não há necessidade de que um grupo terapêutico analítico, que tenha sido implementado em uma instituição, guarde sigilo absoluto, pois é natural que os participantes comentem acerca das sessões no seu cotidiano, na convivência do ambiente de trabalho.