Questões de Concurso sobre Processo Saúde-Doença

 
 
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O acontecimento de difícil assimilação, por parte do sujeito, que deflagra ou ajuda a deflagrar o processo de adoecimento é denominado de:


A

Situação de Emergência.


B

Situação de Intenso Stress.


C

Situação Diagnóstica Prévia.


D

Situação Diagnóstica Preditiva.


E

Situação Vital Desencadeante.

No Brasil, a presença da psicologia nas instituições sociais ocorreu inicialmente no Século XIX, no interior da medicina e junto à psiquiatria. Como auxiliar à medicina, numa perspectiva patologizante, a psicologia era apenas secundária. Atualmente, a psicologia dispõe de conhecimentos para a atuação em equipes multidisciplinares, desenvolvendo ações coletivas com usuários, familiares, redes sociais e comunidades. Nesse contexto, é correto afirmar:


A

a principal contribuição do trabalho do psicólogo é proporcionar a não alienação do paciente no processo saúde-doença e a não exclusão do social.


B

a psicologia atua com foco direcionado aos casos de doenças crônicas e ações destinadas à adesão do doente, ao tratamento.


C

a psicologia considera, com base na reforma psiquiátrica, que a loucura é um distúrbio hereditário, cujo melhor tratamento encontra-se no seio da família.


D

a psicologia já acumulou conhecimento suficiente para permitir que seus profissionais atuem em equipes multidisciplinares, desenvolvendo psicoterapia e avaliação psicológica com usuários.

A discussão em torno das desigualdades sociais em saúde colocou a questão do direito a saúde na pauta politica em todo o mundo. Diferentes populações atribuem maior ou menor importância ao direito a saúde como um direito humano fundamental. De acordo com Barata (2009), existem muitos marcos teóricos que nos auxiliam a entender esse fenômeno. Na América Latina a discussão sobre as desigualdades sociais vem sendo feita principalmente a luz da teoria da determinação social do processo saúde-doença. Analisando as alternativas à seguir, assinale aquela que contempla o entendimento da autora sobre como o processo saúde-doença ajuda a entender as desigualdades sociais em saúde no Brasil.


A

Os processos de análise dos determinantes sociais em saúde deveriam ser menos subjetivos e mais enfocados na perspectiva epidemiológica societária, para que políticas gerais de saúde possam ser de fato planejadas sem dispersão acerca de pontualidades grupais ou temporais.


B

No Brasil, há uma heterogeneidade populacional muito grande, o que impossibilita dar maior ênfase explicativa aos modos de vida, considerando que nele estão englobados tanto os aspectos materiais quanto os aspectos simbólicos que refletem as características sociais de determinação social da saúde.


C

O modelo aplicado pelo SUS para analisar a determinação social do processo saúde-doença se centra exclusivamente em pensar os modos de vida, considerando que nele estão englobados tanto os aspectos materiais quanto os aspectos simbólicos, sendo os primeiros, sempre mais importantes, pois dão a base para a construção de políticas eficazes.


D

A versão brasileira da teoria da determinação social do processo saúde-doença dá maior ênfase explicativa ao modo de vida, considerando que nele estão englobados tanto os aspectos materiais quanto os aspectos simbólicos que refletem as características sociais de produção, distribuição e consumo, às quais cada grupo social esta relacionado através do modo de vida.


E

A versão brasileira da teoria da determinação social do processo saúde-doença é uma das únicas que dá menor ênfase explicativa ao modo de vida, considerando que nele são menores os aspectos materiais quanto os aspectos simbólicos que refletem as características sociais de produção, distribuição e consumo, às quais cada grupo social esta relacionado através do modo de vida, ou seja, de generalização epidemiológica utópica.

Em sua conceituação sobre os determinantes sociais em saúde, Rita Barata (2009) discute como a mudança da análise de risco e multideterminantes foram perdendo espaço para conceituações sócio-históricas e, nesse processo, como há uma influência importante das conceituações marxistas. Segundo a autora, no Brasil, desde a década de 1980 foram feitas varias tentativas de operacionalização do conceito marxista de classe social para uso em investigações empíricas em diferentes campos do conhecimento, incluindo a saúde. Na concepção marxista, por exemplo, as classes sociais são definidas como grandes grupos de indivíduos que se diferenciam entre si pela posição que ocupam no sistema de produção historicamente determinado, pelas relações que estabelecem com os meios de produção, pelo papel que desempenham na organização social do trabalho e pelo modo como se apropriam de parte da riqueza social. Assinale a alternativa que corresponde à conceituação da autora sobre classe social em pesquisa epidemiológica em saúde.


A

Como as classes sociais são definidas como grandes grupos de indivíduos que se diferenciam entre si pela posição que ocupam no sistema de produção historicamente determinado, pelas relações que estabelecem com os meios de produção, esse tipo de discussão só consegue ser de fato eficaz na análise epidemiológica da saúde dos trabalhadores.


B

Para efeito das investigações epidemiológicas, o que se pede ao conceito de classe social e que através dele possam ser identificados grupos definidos a partir de seus vínculos sociais estruturais, que são os determinantes mais imediatos das condições de vida das famílias e, portanto, da situação de saúde dos indivíduos.


C

Para efeito das investigações epidemiológicas, o que se pede ao conceito de classe social e que através dele possam ser identificados grupos definidos a partir de seus vínculos laborais, que são os determinantes mais imediatos das condições de saúde dos indivíduos.


D

Para a elaboração das políticas de saúde, a ideia de classe social deveria servir para analisar o risco econômico associado aos diferentes acessos de subsídios sanitários, tal como idealiza o SUS.


E

Para o caso brasileiro, atendendo as prerrogativas do sistema sanitário, a ideia de classe social serve para gerenciar acesso e acessibilidade sob risco de exclusão econômica.

As representações da doença podem influenciar a saúde de várias formas, afetando comportamentos preventivos ou como as pessoas podem reagir as mesmas. Assinale a alternativa que representa o componente de corresponde a Identidade da Doença na perspectiva das Representações da Doença:


A

Inclui rótulos e sintomas;


B

Gênese das doenças, se por fatores externos e internos;


C

Inclui a duração do desenvolvimento da doença;


D

Inclui impacto físico, social e econômico.

Como reação ao diagnóstico de uma doença grave, por vezes uma pessoa pode agir como se não estivesse sob ameaça, postergando ou abandonando o tratamento. Pode ainda, diante de procedimentos dolorosos ou invasivos, não questionar o motivo da internação ou dos procedimentos e mesmo reagir animadamente. Qual mecanismo de defesa predomina no funcionamento descrito?


A
Negação.

B
Recalcamento.

C
Deslocamento.

D
Racionalização.

Analise o trecho a seguir:


O processo saúde/doença, entendido como um fenômeno coletivo, num processo histórico e _______________, remete-nos a uma atuação integrada com vistas à saúde, demonstrando a necessidade da __________________. Assim, o movimento da saúde integral, a visão biopsicossocial, influenciará a nova forma de atuação, enfatizando a melhoria de qualidade de vida no trabalho e o direito que todo cidadão tem de receber atenção e cuidados que lhe garantam atendimento _________________.


Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas.


A

cultural, transversalizar, holista.


B

cultural, interdisciplinaridade, global.


C

multideterminado, transversalizar, holista.


D

multideterminado, interdisciplinaridade, global.

As UTIs consistem em unidades ou centros isolados, com maior controle do ambiente, permitindo o fornecimento dos cuidados contínuos requeridos por pacientes que se encontram em condições críticas de saúde. Diante dessas características, as UTIs adquirem, do ponto de vista dos pacientes e de seus familiares, um simbolismo particular, que costuma estar associado, em grande parte, à maior gravidade e consequentemente, ao risco de morte.

O tratamento em uma UTI pode ser estressante e psicologicamente traumático para o paciente e sua família. A experiência vivenciada durante o período na UTI pode desencadear sintomas de ansiedade e um quadro que envolve flutuações de níveis de consciência, desorientação, delírios, alucinações e alterações do comportamento. O nome desse quadro clínico é:


A
Delirium tremens.

B
Estado crepuscular.

C
Síndrome pós-cuidados intensivos.

D
Flutuação esquizotípica.

E
Obnubilação pós-terapêutica.

O papel das equipes de saúde é conseguir apoiar a comunidade e outros setores para a intervenção sobre determinantes do processo saúde/doença, bem como garantir atenção singular aos casos com maior vulnerabilidade. Nesse contexto, entende-se que


A

as dimensões da saúde são restritas, o que se aproxima da responsabilidade e da culpa individual dos usuários por sua saúde.


B

a perspectiva da vulnerabilidade nega o aspecto biológico do ser, pois o social e o psicológico o superam


C

a perspectiva da vulnerabilidade não nega o aspecto biológico do ser, mas sim o aprimora e o supera.


D

a doença é desfecho de um processo de responsabilidade do indivíduo, apontando-se que saúde e doença são produções de dimensão única.

Segundo Callegari et. al. (2014) o diagnóstico de uma doença crônica representa várias alterações, tanto na vida do paciente, quanto de sua família, como mudanças de rotinas, costumes e alterações físicas e psicológicas. A insuficiência renal crônica, por ser uma patologia com altos índices de morbidade e mortalidade, tem se tornado um problema de saúde pública que merece atenção. O paciente renal crônico luta para entender e aceitar sua doença, procurando compreender a origem e seu tratamento. Diante desses motivos, como uma forma de minimizar o sofrimento do processo saúde-doença, a tendência da Psicologia e das ciências da saúde é compreender as limitações do tratamento e olhar para o paciente dentro de uma perspectiva integrativa dos domínios


A

emocionais, ambientais e físicos.


B

biológicos, ambientais e emocionais.


C

físicos, emocionais e psicológicos.


D

biológicos, psicológicos e social.

O enquadre clínico de avaliação e assistência em saúde configurou-se historicamente como via única de práticas do Psicólogo. No Brasil, pode-se dizer que tal condição sofreu forte influência dos moldes médicos de entendimento do processo saúde e doença. Diante de uma proposta de atenção primária em saúde, este modelo parece, por si só, não contemplar todas as necessidades psicológicas da população. O Psicólogo inserido neste contexto deve então atentar para uma perspectiva ______________ do conceito de saúde.

A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é


A
global

B
histórica

C
fisiológica

D
enigmática

E
verticalizada

Segundo a psicologia da saúde, as respostas de enfrentamento de uma criança foram codificadas em três categorias. Assinale a alternativa que descreve características do Enfrentamento Ativo:


A

Sentar de forma calma e tranquila;


B

Agir com choro e gritos;


C

Agir com agressão física;


D

Imaginar que está em outro lugar.

A visão pessoal da saúde e da doença influencia o comportamento preventivo e a maneira como o indivíduo reage ao surgimento de sintomas. Straub (2014) destaca alguns componentes desta representação da doença.

Assinale a alternativa que NÃO contém um desses componentes:


A

Identidade da doença.


B

Causas da doença.


C

Suporte social recebido na doença.


D

Consequências da doença.


E

Grau de controle da doença.

Leia o relato a seguir.


Durante entrevista com psicóloga, um paciente com HIV relatou o impacto que o diagnóstico e a evolução da doença tiveram em sua rotina diária e demais esferas de sua vida. Em uma de suas falas relata: “Eu sei que alguns parecem estar bem. Mas na casa de apoio, ouço apenas notícias ruins, não vai ser diferente comigo, não vou conseguir.”


A partir desse relato é possível identificar uma distorção cognitiva denominada


A

abstração seletiva.


B

personificação.


C

inferência arbitrária.


D

generalização.

Os autores DIAS E OLIVEIRA (2013) apontam que o conceito de saúde tem mudado radicalmente nos últimos anos. Antigamente, saúde significava apenas a ausência de doença, mas logo se percebeu que não apresentar nenhuma doença física aparente, não significava ter saúde.


Atualmente, para além deste conceito, qual alternativa resulta no entendimento de um sentido maior e mais abrangente deste processo?


A

Através um olhar direcionado às relações interpessoais, que se estabelecem no encontro entre pessoas, no reconhecimento do outro como legítimo em suas singularidades e diferenças. Vislumbrar a possibilidade de um cuidar associando vários saberes e compreendendo o sentido de saúde como a capacidade de instruir novas normas em vários tipos de situações.


B

Um modelo centrado no ato prescritivo e na produção de procedimentos.


C

Na individualização do normal e do patológico ao nível do corpo do homem-biológico.


D

Saúde-doença são semelhantes individualmente e coletivamente na população.

A violência obstétrica é uma forma de violência de gênero, caracterizada pela imposição de intervenções danosas à integridade física e psicológica das parturientes, perpetrada pelos profissionais de saúde, bem como pelas instituições (públicas e privadas) nas quais tais mulheres são atendidas (SAUAIA; SILVA, 2016).


A quem se atribui esse tipo de violação?


A

Aos direitos humanos.


B

A multiprofissionalidade.


C

A sobreposição do saber da equipe.


D

A desumanização da saúde.

Numa condição na qual o bem-estar subjetivo do paciente aumenta sempre que o médico fornece informações positivas e sempre que mantém com ele uma boa comunicação, observa-se o seguinte:


A

o bem-estar subjetivo é uma variável independente.


B

a boa comunicação é uma variável dependente.


C

a informação positiva é uma variável espúria.


D

o bem estar-subjetivo é uma variável dependente.

Considerando a natureza dinâmica do desenvolvimento humano no processo de saúde-doença, é correto afirmar:


A

O processo de saúde-doença deve ser investigado de modo disciplinar e com base no modelo biomédico.


B

Esta concepção de desenvolvimento humano não difere do modelo tradicional de pesquisa científica.


C

Nessa concepção de desenvolvimento, os diagnósticos e prognósticos evitam levar em consideração uma variedade de fatores tanto internos quanto externos da pessoa.


D

A dimensão probabilística do curso de vida não desfaz as previsões deterministas dos prognósticos médicos.


E

A pessoa é ativa no seu desenvolvimento e, consequentemente, suas escolhas podem ter um papel substancial no curso do processo de adoecimento e cura.

As pessoas adoecem e morrem de acordo com o modo como vivem. Ou seja, as formas como a sociedade, as comunidades e as famílias se organizam são determinantes na produção e manutenção de sintomas. Sobre o processo saúde-doença, analise as afirmativas seguintes.

I Os determinantes do processo saúde-doença envolvem ações no sistema de atenção à saúde, com mudanças nos modelos assistenciais e ampliação da autonomia dos sujeitos.

II O adoecimento está relacionado com fatores biológicos, econômicos, sociais e culturais que afetam o indivíduo de uma maneira geral.

III Há a necessidade de intervenções nas condições socioeconômicas, ambientais e culturais, por meio de políticas públicas intersetoriais.

IV Os determinantes sociais são fatores que interferem nas condições de saúde e de vida das populações, preponderantemente influentes nos grupos sociais, tais como pobreza, exclusão social, estresse, desemprego, condições de moradia e trabalho, redes sociais.

Estão corretas


A

I e II, apenas.


B

I e III, apenas.


C

II e III, apenas.


D

III e IV, apenas.


E

I, II, III e IV.

 
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