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Sobre o impacto diagnóstico nos processos saúde-doença, assinale a alternativa correta.
Ao comunicar o diagnóstico ao paciente, um dos objetivos da psicologia é identificar as variáveis psicossociais e contextos ambientais em que a intervenção psicológica possa auxiliar no processo de enfrentamento da doença, incluindo situações possivelmente estressantes às quais pacientes e familiares são submetidos após o diagnóstico.
As situações psicossociais podem apresentar obstáculos para a capacidade de encarar os problemas em indivíduos com doenças crônicas. Por esse motivo, essas situações são evitadas, buscando, assim, diminuir o distress provocado pelo diagnóstico.
A potência do trabalho do psicólogo está no âmbito do psicológico e, embora o olhar biopsicossocial seja imprescindível nesse contexto, sua atuação fica voltada para as vivências subjetivas do paciente.
É aceito o entendimento de que nem sempre o paciente tem o direito de saber sobre a sua condição médica, mas somente em situações nas quais as possibilidades de tratamento para o enfrentamento da patologia apresentam bom prognóstico.
Ao comunicar o diagnóstico para o paciente, o psicólogo deve por em prática sua habilidade em entender as questões subjetivas do paciente para que, não sabendo as questões objetivas da doença, possa transmitir as informações para o doente.
O descuido da filha com o próprio estado de saúde caracteriza estado de negação do adoecimento, próprio de cuidadores de idosos de alta dependência.
O adoecimento e a hospitalização podem ser sentidos e vividos pelo doente como um ato de violência, sensação e vivência que podem ser justificadas pelo fato de:
I. A doença traz uma ruptura para a vida normal do sujeito.
II. A doença e o tratamento podem impor mutilações e deformidades físicas.
III. A hospitalização provoca a institucionalização do doente obrigandoo a rotinas diferentes.
IV. A hospitalização despoja o paciente de sua identidade.
V. Ocorrência de procedimentos invasivos repetitivos aos quais o paciente é submetido.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é
II e IV
V
III e IV
I, II, III, IV e V
II e V
Lemgruber destaca que numerosos são os fatores que podem explicar a tendência ao aumento da utilização das terapias de curto prazo. Nesse contexto, a valie os fatores abaixo.
I | Desenvolvimento dos centros comunitários de saúde mental e advento das terapias cognitivas e comportamentais. |
II | Desenvolvimento dos centros comunitários de saúde mental e advento da terapia psicanalítica. |
III | Estudos e pesquisas com tempo delimitado, e os benefícios que essa abordagem pode trazer a muitos pacientes, conforme observam os terapeutas. |
IV | Diminuição de custos exercidos pelas seguradoras de saúde e pelas empresas. |
Dentre esses fatores, os que podem concorrer para o aumento da utilização das terapias de curto prazo estão presentes nos itens.
I, III e IV.
I, II e IV
II e IV.
II e III.
Para Barbero, Giró e Gomis (2008), são atitudes necessárias ao acompanhante espiritual:
I. Hospitalidade.
II. Capacidade de criar vínculo contínuo e permanente.
III. Capacidade de sustentar a dor do outro e a própria dor.
IV. Atitude de exploração e de busca.
V. Deixar-se tocar intimamente pelo paciente.
Assinale a alternativa CORRETA.
Todas as alternativas estão corretas.
As alternativas I, II e III estão corretas.
As alternativas I, III e V estão corretas.
As alternativas I, II, III e V estão corretas.
As alternativas I, II, III e IV estão corretas.
A área de atenção à saúde dos trabalhadores insere-se no campo das práticas em saúde coletiva e o psicólogo poderá deparar-se com as questões do processo saúde-doença em sua relação com o trabalho, independentemente do lugar em que esteja atuando (CREPOP/CFP, 2008). Assim, é correto afirmar que:
Quando atua na Vigilância em Saúde do Trabalhador, o psicólogo deve priorizar a adequação do trabalhador às condições do ambiente e da organização dos processos de trabalho.
A vivência de esgotamento profissional em um contexto de estresse laboral prolongado, com ritmo de trabalho penoso e ambientes que passam por transformações organizacionais, pode levar à exaustão emocional e desencadear a síndrome de Burnout (esgotamento profissional) ou a neurose profissional.
As perspectivas de atenção, tratamento e reabilitação na área da Saúde do Trabalhador incluem abordagens que devem priorizar a reabilitação para o trabalho, permitindo o retorno imediato às funções laborais apesar da presença da doença.
Diferentes condições de trabalho, a falta de trabalho ou mesmo a ameaça de perda do emprego deixaram de ser critérios utilizados na análise do sofrimento mental do trabalhador, visto que são condições vivenciadas num cenário econômico amplo no país.
Todas as situações de adoecimento do trabalhador devem ser creditadas ao seu trabalho, independente das condições que este dispõe para realizar suas atividades.
Benito, Barbero e Payás (2008) defendem que a dimensão espiritual é bastante valorizada pelos pacientes e familiares e, apesar dos avanços nos diálogos entre as diferentes visões sobre o tema, ainda é uma área pouco desenvolvida. Segundo estes autores, são consideradas necessidades espirituais dos pacientes:
I. Ser reconhecido como pessoa, ser olhado com estima e ser aceito sem condições.
II. Voltar a ler sua vida, falar da sua história passada, reformular o caos e falar das boas coisas vividas.
III. Encontrar significado e propósito à sua existência, dar sentido ao que foi sua vida, ao que é e também ao que estar por vir.
IV. Liberar-se das culpas e perdoar-se, assim como expressar sentimentos e vivências religiosas.
V. Estabelecer sua vida para além de si mesmo; necessidade de continuidade e de ir mais além.
Assinale a alternativa CORRETA.
As alternativas I, III e IV estão corretas.
As alternativas I, II e IV estão corretas.
As alternativas I, II e III estão corretas.
As alternativas I, II, III e V estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.
“É preciso ainda considerar o quanto é difícil não se deixar enredar pelo humanismo piegas que permeia as relações de cuidado (...) A oferta de amparo e proteção aos sofredores e necessitados fascina pelo poder que confere àqueles que se colocam na posição de detentores do saber sobre a doença e o doente e a consequência disso é impedir que um saber próprio, singular a cada sujeito, possa emergir, petrificando-o no lugar de objeto a ser gozado pelo Outro institucional.” (Ibid., p. 254-255).
De acordo com o excerto acima, assinale a alternativa INCORRETA:Na relação de cuidado, a satisfação das supostas necessidades implica o apagamento do sujeito.
A humanização das práticas assistenciais em saúde não conduz necessariamente à desinstitucionalização.
O objetivo da relação de cuidado é promover a emergência da singularidade do sujeito.
O saber sobre a doença é vulgar, no sentido em que só diz respeito ao próprio doente.
A objetificação do sujeito advém do silenciamento de suas demandas psicossociais.
Considere‐se a seguinte fala de um médico e seu relacionamento profissional de saúde com o doente e a doença: “A senhora é uma bomba relógio, pode morrer a qualquer momento com a doença que tem”. De acordo com Angerami‐Camon (2002), é correto afirmar que esse profissional de saúde tenha adotado como postura o(a)
empatia genuína.
calosidade profissional.
profissionalismo afetivo
barreira profissional.
abertura profissional.
Pesquisadores estudaram vários componentes do modo como uma doença pode ser representada pelo paciente. Cada componente pode afetar a motivação do indivíduo para buscar cuidado médico. A respeito desses componentes, assinale a alternativa incorreta.
Um dos componentes é a identidade da doença, incluindo seu rótulo e os sintomas. Alguém que tenha sintomas irá buscar um rótulo para eles. Da mesma forma que alguém que tenha sido diagnosticado irá buscar sintomas consistentes daquele rótulo.
O grau de controle que o paciente avalia ter sobre a doença é outro componente. Pessoas que consideram sua doença ou problema de saúde como incurável tendem a procurar mais as consultas e a seguir o tratamento.
A maneira como o paciente interpreta as causas de sua enfermidade é outro componente que influencia na representação da doença. A reação do paciente se diferencia de acordo com a gravidade que ele avalie que causou seus sintomas.
O curso de desenvolvimento da doença é um componente que atua sobre o comportamento do paciente. Os pacientes que acreditam que sua doença é aguda e curta abandonam o tratamento antes que aqueles que acreditam que ela é crônica.
As consequências percebidas da doença também influenciam em sua representação. Os pacientes ignoram mais os sintomas que perturbam em nível mínimo sua vida cotidiana.
O fato de reconhecer um sintoma ou um grupo de sintomas não leva automaticamente ao cuidado da saúde. Vários fatores socioculturais influenciam na determinação dos comportamentos do “papel de doente”. Acerca desses fatores, é correto afirmar que
os muito jovens e os idosos, em geral, usem o serviço de saúde com mais frequência que os adolescentes e os adultos jovens.
o status socioeconômico preveja o relato de sintomas e a procura por atendimento de saúde. Pessoas de renda alta geralmente relatam mais sintomas e pior estado de saúde que pessoas de baixa renda
os fatores culturais e a etnia não influenciem na maneira como a pessoa responde ao sintoma físico.
muitas pessoas sejam motivadas a determinar a causa da enfermidade. Geralmente, tais atribuições são precisas e influenciam na busca pelo tratamento.
geralmente se observe, ao construir internamente as causas de uma doença, o movimento de busca de tratamento se as causas forem atribuídas às emoções. Caso a doença seja atribuída a infecções, por exemplo, provavelmente a pessoa não procurará tratamento.
Em situações limites de desespero frente ao sofrimento, à dor, à morte, em nossa sociedade se recorre a poderes sobrenaturais, em vista da precariedade dos elementos naturais disponíveis, e, nessa situação, as classes se confundem.
BERGER, P. El Dosel Sagrado, Buenos Aires: Amorrurtu, 1967.
A citação foi utilizada no estudo de Minayo (2004) sobre as representações da cura no catolicismo popular. Considerando tal afirmação e a implicação das práticas religiosas em relação à saúde e doença, assinale a alternativa correta.
No Brasil, a busca da cura através de meios sobrenaturais é recorrente em algumas classes sociais.
Independentemente da classe social, as formas de dar significados as suas experiências e práticas religiosas se confundem.
Todas as religiões são em certo sentido materialistas, pois as potências que elas colocam em jogo são antes de tudo a preservação da vida.
O conceito de saúde e doença, vida e morte ultrapassa e atravessa a realidade biopsicossocial; entretanto, o campo de intervenção médica se circunscreve tecnicamente aos contornos e ao interior do corpo.
O esforço para entender a busca da cura por meio das práticas religiosas exige do profissional a distinção entre suas próprias formas de lidar com situações limites de outras, especialmente, ante a dor, o sofrimento, a doença e a morte.
Considerando autores como Bleger e Pichon-Riviére, dentre os mecanismos que servem à organização das relações intergrupais e ao desenvolvimento de ações defensiva, temos:
Formação substitutiva – Projeção - Resiliência
Resiliência – Introjeção - Identificação
Formação reativa – Projeção – Sincretismo
Introjeção – Projeção - Identificação
Sincretismo – Resiliência – Formação substitutiva
Segundo Straub (2014), duas importantes lições da psicologia da saúde são as constatações de que a saúde e a doença não são simples questões de genética e biologia e de que a saúde é, basicamente, de nossa própria responsabilidade. Acerca dessas lições, assinale a alternativa incorreta.
Para muitas doenças, a hereditariedade desempenha um papel pequeno ou mesmo não desempenha nenhum papel. Até quando a vulnerabilidade genética desempenha um papel, nem todas as pessoas com a mesma vulnerabilidade desenvolvem a doença.
O estresse, as emoções negativas, os recursos de enfrentamento e os comportamentos de saúde, entre outros fatores, tornam uma pessoa mais ou menos suscetível a doenças e podem influenciar a progressão da doença e a velocidade da recuperação.
Existem evidências substanciais de que o comportamento, os processos mentais e a saúde estejam intimamente relacionados. Esta é a mensagem fundamental do modelo biopsicossocial da saúde.
À medida que as pessoas se tornam cada vez mais conscientes de sua saúde, uma mudança ocorre na maneira como elas percebem a responsabilidade pelo seu bem‐estar físico, social e psicológico.
No cuidado com a própria saúde, a partir das intervenções realizadas, as pessoas aprendem sobre a importância de realizar exames preventivos, aderir ao tratamento receitado e ter comportamentos saudáveis. Tal consciência garante que as pessoas sigam aquele que sabem ser o curso de ação mais saudável.
Vulnerabilidades são as dificuldades internas, mentais, vivenciadas ao longo da vida. De acordo com Koller, a vulnerabilidade
desenvolve atributos pessoais, laços afetivos e rede social.
altera respostas pessoais a determinados riscos.
só opera na presença de fatores de risco.
implica o enfrentamento de uma situação de risco.
O modelo que implica a teoria da interação recíproca entre vários fatores envolvidos na origem das doenças, como o potencial patogênico do agente agressor, a suscetibilidade do organismo e o ambiente, é denominado
multicausal.
sociocultural.
organizacional.
diferencial.
Campos (2013), ao tomar a clínica como analisador, defende que toda clínica é institucional. Esse autor ao discutir a importância do dispositivo de supervisão institucional, considera que:
I - Pensar o modo de operar o sintoma de cada sujeito é sempre uma invenção;
II - As pistas e indicações que o sujeito dá para dirigir a construção de seu projeto terapêutico são preciosas e devem ser sensivelmente escutadas;
III - Conseguir desenvolver uma “sensibilidade advertida” requer cuidados e suporte específicos;
IV - O encontro com o serviço, através das atividades de autocuidado, promove mudanças nessa relação usuário-mundo;
Analise as afirmativas acima como verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa correta:
(V); (F); (V); (F);
(V); (F); (V); (V);
(F); (V); (V); (V):
(V); (V); (V); (F);
Conforme Straub (2005), o comportamento do indivíduo em relação à doença (illness behavior) refere‐se aos comportamentos da pessoa enferma, buscando definir seu estado de saúde e identificar opções terapêuticas. A respeito desse tipo de comportamento, assinale a alternativa incorreta.
São muitas as razões que levam as pessoas a não reconhecer sintomas potencialmente perigosos de uma doença, inclusive o medo de que seu sintoma seja sinal de uma doença grave.
Existem fatores psicológicos, como o foco de atenção do indivíduo em um dado momento, que interferem no reconhecimento dos sintomas existentes.
Estratégias de enfrentamento de indivíduos repressores/moderadores, que tendem a estar atentos às informações relacionadas à própria saúde, favorecem um processo adaptativo saudável de autocuidado
A representação da doença influencia a forma como os indivíduos percebem e reagem a seus sintomas, podendo interferir na motivação de buscar cuidado médico.
Fatores socioculturais, perturbações psicológicas, experiências prévias e perspectiva de vida estão entre os fatores que podem interferir na busca de diagnóstico e tratamento para sintomas percebidos.
As ofertas pedagógicas para os psicólogos e outros profissionais demandam o desenvolvimento de processos de formação e aprimoramento. Nesse contexto, considere as ações presentes nos itens abaixo.
I | Entender o campo da saúde mental, reconhecendo limites e conduzindo o atendimento para instituições especializadas. |
II | Ampliar a competência dos trabalhadores tanto na dimensão técnica quanto na prática. |
III | Promover o avanço da reforma manicomial não permitindo substituição da internação hospitalar pelo atendimento nos CAPS e na AB. |
IV | Ajudar no aprimoramento das relações interpessoais tanto na equipe quanto para lidar com o outro. |
Como proposta de um modelo educativo na saúde voltado para os técnicos, são importantes as ações presentes nos itens
I e III.
I e II.
III e IV.
II e IV.
De acordo com Barbero, Giró e Gomis (2008) analise as seguintes alternativas a respeito do acompanhamento espiritual:
I. Acompanhar é dirigir, se trata da clássica “direção espiritual” que minimiza o sofrimento e conforta o paciente.
II. Acompanhamento espiritual não é psicoterapia e não aborda os possíveis transtornos cognitivos, emocionais ou de conduta.
III. Acompanhar espiritualmente o paciente pode significar doutriná-lo e favorecer a clareza de crenças e atitudes.
IV. O acompanhamento espiritual se utiliza de estratégias validadas de intervenção e de comunicação terapêutica.
V. Acompanhar espiritualmente não é ajudar o paciente a sair da experiência de sofrimento e sim favorecer que ele atravesse toda a dor e possa integrar e transcendê-la.
Assinale a alternativa CORRETA.
Todas as alternativas estão corretas.
As alternativas I, III e V estão corretas.
As alternativas II, IV e V estão corretas.
As alternativas II, III, IV e V estão corretas.
As alternativas I, II, IV e V estão corretas.