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Adolescente de 15 anos foi internada na enfermaria do Núcleo de Estudos de Saúde do Adolescente (NESA) onde permaneceu até os 21 anos de idade devido a problemas secundários à paraplegia. Para ela, o leito do hospital representava mais que um lugar de receber cuidados. A autora destaca a postura de alguns profissionais mais afetados com o caso, identificando-a como a:
máxima cristã do mandamento do amor ao próximo
conduta ideal com adolescentes deprimidos
ética do bem dizer do sujeito
escuta privilegiada
Analise o caso descrito a seguir e assinale a opção INCORRETA.
Anastácia, 46 anos, ensino fundamental incompleto, dona de casa, moradora da periferia de Parnaíba, trabalha como faxineira uma vez na semana no centro da cidade. Há seis meses, vem sentindo cansaço, fraqueza, sem ânimo para as atividades diárias e perdeu nove quilos em quatro meses. Não consegue dormir direito. Procurou o posto da ESF de seu bairro e conseguiu ser consultada no mesmo dia. Chorou durante a entrevista com a enfermeira, relatando problemas com o marido que perdeu o emprego há oito meses e que voltou a beber demais. Relatou também saudades do filho que não vê há dez meses, porque ele mora em Brasília, onde trabalha e tem uma vida muito difícil.
A paciente apresenta comprometimento funcional, com prejuízo de sua vida pessoal, familiar e laborativa, devendo ser encaminhada para um tratamento mais estruturado num dispositivo de atenção psicossocial.
O quadro de sofrimento emocional apresentado por Anastácia é uma das formas mais comuns de apresentação do sofrimento psíquico nas unidades de saúde da família.
Uma parcela significativa de pacientes com esse tipo de sofrimento tem remissão espontânea dos sintomas e apresentam melhoras quando apoiados pelas equipes.
Neste caso, a usuária apresenta reações emocionais às dificuldades da vida e há que se cuidar para não medicalizar excessivamente processos como esses.
É fundamental reconhecer o sofrimento presente, oferecendo acolhimento, apoio e tratamento, verificando a relação entre os sintomas existentes e os mecanismos fisiopatológicos de origem emocional.
A imagem acima, extraída do livro Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, problematiza a realidade dos hospitais psiquiátricos que existiram por décadas no Brasil e em diversos países. Atualmente, os documentos oficiais estabelecem novas diretrizes para o atendimento em saúde mental direcionada a toda a população. Isso só foi possível mediante uma nova concepção do binômio saúde-doença.
Em relação a esses aspectos, é correto afirmar que
as ações em saúde pública, apesar de algumas mudanças, ainda têm enfatizado a doença e a sintomatologia, bem como negligenciam a positividade das experiências humanas que se associam à saúde.
a saúde é o oposto à doença, o que significa que o indivíduo saudável, do ponto de vista clínico, é aquele que não apresenta sintomas e encontra-se em estado de homeostase, dessa maneira dispensa intervenções especializadas (inclusive em hospitais).
saúde e doença devem ser analisadas a partir de parâmetros normativos, ou seja, a partir de indicadores circunscritos à maioria da população e que apontem para o funcionamento saudável dentro desses padrões.
a internação dos pacientes em hospitais ocorria em casos agravados e tinha por função minimizar riscos aos pacientes, pois as pessoas tinham dificuldades em lidar com a manifestação dos sintomas.
A saúde deve ser compreendida como um fenômeno biopsicossocial, no qual essas dimensões se integram e se afetam mutuamente. Há diversos estudos que apontam para a relação entre fatores patogênicos na organização de trabalho, por exemplo, o estresse e o desenvolvimento de doenças psicossomáticas.
O estresse pode estimular as glândulas suprarrenais a aumentarem a secreção de substâncias conhecidas como catecolaminas, dentre as quais se destacam a que prepara o organismo para a realização de grandes feitos e a que influencia o humor, a ansiedade, o sono e a alimentação.
Esses hormônios são chamados, respectivamente, de
Com a evolução histórica da medicina, passou‐se a perceber que procurar apenas um fator causal produz uma imagem incompleta da saúde e da doença de uma pessoa. A saúde foi, portanto, definida como um estado de completo bem‐estar físico, mental e social. A partir dessa visão, assinale a alternativa incorreta.
A saúde física, uma das dimensões da definição de saúde, implica ter um corpo saudável e livre de doenças, com bom funcionamento orgânico. Ela também envolve hábitos relacionados com o estilo de vida que aumentem a saúde física.
A saúde psicológica engloba ser capaz de pensar de forma clara, ter bom nível de autoestima e um senso geral de bem‐estar.
A saúde social engloba ter boas habilidades interpessoais, relacionamentos significativos e apoio social e está relacionada com fatores socioculturais e socioeconômicos.
As dimensões ou domínios presentes no conceito de saúde (física, psicológica e social) são independentes entre si, sendo que um domínio não influencia os outros.
A saúde pode ser compreendida como um estado positivo e multidimensional.
Segundo Straub (2014), um dos aspectos que os psicólogos da saúde usam para descrever a maneira como as pessoas lidam com sintomas médicos é o comportamento em relação à doença. Acerca desse aspecto, assinale a alternativa correta.
O comportamento em relação à doença refere‐se às maneiras como as pessoas respondem aos sintomas físicos.
Um dos fatores psicológicos que influenciam a consciência das pessoas em relação a sintomas físicos é o foco de atenção. As pessoas tendem a ser mais conscientes de sensações físicas quando estão profundamente envolvidas em uma tarefa.
O fato de uma pessoa ser normalmente otimista ou pessimista também influencia o relato dos sintomas. Pessoas que têm perspectiva otimista de vida, em geral, relatam menos sintomas que pessoas que veem o mundo de forma negativa.
A maneira como os indivíduos reagem aos sintomas é influenciada por suas percepções de saúde e doença, chamadas de representações da doença.
A maneira como as pessoas interpretam os sintomas é influenciada por fatores socioculturais, como experiência prévia e expectativas.
Ao longo da história, todas as civilizações foram afetadas por doenças e cada uma delas compreendia e tratava as doenças de forma diferente. Na primeira parte do século XX, à medida que o campo da medicina avançava na busca de uma compreensão da saúde e da doença, nascia o modelo biomédico. Considerando essa informação, assinale a alternativa incorreta.
O modelo biomédico sustenta que a doença sempre tem causas biológicas, sendo um resultado de um patógeno.
O modelo biomédico é reducionista, considerando que os fenômenos de saúde e doença são derivados de um único fator primário.
Esse modelo faz uma breve menção às variáveis psicológicas, sociais e comportamentais na doença, considerando que elas não sejam essenciais.
Esse modelo tem como base a ideia cartesiana do dualismo entre mente‐corpo.
De acordo com esse modelo, a saúde é a ausência de doenças.
Com relação às características dos pacientes ao procurar tratamento, Straub (2014) afirma que categoriza a maioria das pessoas na classificação de “uso normal”, mas existem duas categorias amplas para os demais pacientes: os procrastinadores e os que usam exageradamente o sistema. Os psicólogos da saúde têm investigado as razões para essas duas formas extremas de comportamento. Em uma análise dos fatores envolvidos no comportamento de demora na busca por tratamento, descreve cinco estágios no processo de tomada de decisão de procurar cuidado médico, que são:
demora na percepção; demora na aceitação da doença; demora comportamental; demora na marcação de consulta; e demora no tratamento.
demora na avaliação; demora na anuência; demora comportamental; demora na marcação de consulta; e demora no tratamento.
demora na avaliação; demora na aceitação da doença; demora depressiva; demora na marcação de consulta; e demora no tratamento.
demora na avaliação; demora na aceitação da doença; demora comportamental; demora na marcação de consulta; e demora no tratamento.
demora na avaliação; demora na aceitação da doença; demora comportamental; demora na marcação de consulta; e demora na cura.
O conceito de Psico-Higiene, de José Bleger, baseia-se na proposta de que o psicólogo deve ultrapassar a atividade psicoterápica, que visa o doente e a cura, e praticar a psico-higiene que foca uma população sadia e a promoção da saúde. É preciso, então, novos instrumentos de trabalho – conhecimentos e técnicas que sirvam a este propósito. É dada a classificação de 6 tipos de instituição. Avalie qual a alternativa CORRETA.
1 – instituições culturais básicas (família, igreja, escola); 2 – instituições industriais (empresas comerciais e econômicas, união de trabalhadores, empresas do Estado); 3 – instituições recreativas (clubes atléticos e artísticos, parques, campos de jogos, teatros, cinemas, salões de bailes); 4 – instituições de controle social formal (agências de serviços sociais e governamentais); 5 – instituições sanitárias (hospitais, clínicas, campos e lugares para convalescentes); 6 – instituições de comunicação (agências de transportes, serviços postal, telefone, jornais, revistas, rádios).
1 – instituições culturais básicas (família, igreja, escola); 2 – instituições comerciais (empresas comerciais e econômicas, união de trabalhadores, empresas do Estado); 3 – instituições recreativas (clubes atléticos e artísticos, parques, campos de jogos, teatros, cinemas, salões de bailes); 4 – instituições de controle social informal (agências de serviços sociais e governamentais); 5 – instituições sanitárias (hospitais, clínicas, campos e lugares para convalescentes); 6 – instituições de comunicação (agências de transportes, serviços postal, telefone, jornais, revistas, rádios).
1 – instituições culturais básicas (família, igreja, escola); 2 – instituições industriais (empresas comerciais e econômicas, união de trabalhadores, empresas do Estado); 3 – instituições recreativas (clubes atléticos e artísticos, parques, campos de jogos, teatros, cinemas, salões de bailes); 4 – instituições de controle social informal (agências de serviços sociais e governamentais); 5 – instituições sanitárias (hospitais, clínicas, campos e lugares para convalescentes); 6 – instituições de comunicação (agências de transportes, serviços postal, telefone, jornais, revistas, rádios).
1 – instituições culturais básicas (família, igreja, escola); 2 – instituições comerciais (empresas comerciais e econômicas, união de trabalhadores, empresas do Estado); 3 – instituições recreativas (clubes atléticos e artísticos, parques, campos de jogos, teatros, cinemas, salões de bailes); 4 – instituições de controle social formal (agências de serviços sociais e governamentais); 5 – instituições sanitárias (hospitais, clínicas, campos e lugares para convalescentes); 6 – instituições de comunicação (agências de transportes, serviços postal, telefone, jornais, revistas, rádios).
Moura (2003) afirma que 'Adoecer é um momento de crise, de perdas, onde se esbarra com o incontrolável e com a fragilidade da condição humana". Sobre esse assunto, é correto afirmar que:
no acompanhamento psicológico, o doente pode elaborar o luto pela perda da saúde e se posicionar como ser doente frente a equipe.
cabe ao psicólogo devolver ao doente e a família a harmonia perdida quando dá recursos para lidarem com o adoecimento.
a escuta do sujeito doente, sem exclusão do tratamento medicamentoso, possibilita que se abra mais espaço para o processo de ressignificação do adoecimento.
o paciente encontra no psicólogo alguém para preencher a falta e a angústia que o adoecimento impõe.
ao adoecer o sujeito demanda apenas cuidados médicos e estes são os que diminuirão a angústia e o sofrimento.
No campo da saúde, conhecer as significações dos fenômenos do processo saúde-doença é essencial para melhorar a qualidade da relação profissional-paciente-família-instituição (Turato, 2005). Uma das características dos métodos qualitativos em pesquisa é a busca dessas significações, o que explica, em parte, o aumento de pesquisas qualitativas no campo da saúde. Assinale a alternativa que apresenta um aspecto que caracteriza a metodologia qualitativa aplicada ao campo da saúde.
Interesse por comparações, nas quais as ocorrências são confrontadas entre grupos expostos e não expostos a certas situações.
Amostragem intencionada, que busca os indivíduos que vivenciam o problema em foco e/ou têm conhecimento sobre ele.
Os temas mais comuns são aqueles que ocorrem com mais frequência, gerais e universais.
A busca pela explicação do fenômeno é norteadora da atitude científica.
A consideração do positivismo como paradigma mais influente.
A respeito das reflexões atuais acerca dos conceitos de saúde e doença, Gaudêncio (2011) apresenta apontamentos topográficos para a cartografia dos conceitos. Considerando o que o autor explica sobre o tema, assinale a alternativa incorreta.
A concepção de saúde implica abstração ou falta de visibilidade. Caso a doença seja mais visível, apreender o que seja saúde é tarefa que se dá mais facilmente mediante a caracterização do oposto.
O conceito de doença, assim como o de enfermidade, é caracterizado pela forma por meio da qual uma dada moléstia é percebida pela clínica enquanto fato médico.
Saúde é mais que taxas laboratoriais, sendo também modo de estar, sentir‐se e ser. Devido a isso, é possível ser doente sem ter doença
Embora saúde e normalidade sejam conceitos diferentes, cada um contando com uma história e com usos sociais particulares, o conceito de normalidade constitui interface com o conceito de saúde, uma vez que, frequentemente, aposta‐se na ideia de que “ser saudável é ser normal”.
O conceito de saúde pode ser compreendido, em seu uso médico, social, cultural, político e jurídico, a partir de três correlações destacadas pelo autor: a correlação entre saúde e normalidade; entre saúde e vigilância; e entre saúde e disciplina.
Uma situação vital desencadeante é qualquer acontecimento na vida do sujeito que, ao lhe apresentar uma exigência quanto a um posicionamento social ou quanto a um trabalho psíquico, cria um estresse que, somado a uma presumível predisposição biológica, coloca em andamento o processo de adoecimento.
A respeito das chamadas situações vitais desencadeantes apontadas por Simonetti (2004), é correto afirmar que:
A situação vital desencadeante é também compreendida como a causa da doença que provocam os sintomas apresentados pelo paciente.
Dentre algumas situações vitais desencadeantes que são causa de adoecimento físico e psíquico, estão: separação amorosa, falecimento de pessoas queridas, aborto, por exemplo.
A relação temporal da situação vital desencadeante com o início dos sintomas pode ser imediata ou pode estar separada por um período prolongado.
Em geral são situações temidas e percebidas como negativas, não ocorrendo com aquelas que podem ser percebidas como positivas e até desejadas.
O psicólogo hospitalar trabalha a partir das causas, assim precisa identificar as situações vitais desencadeantes para promover intervenções efetivas junto ao paciente.
Considerando a evolução dos conceitos de saúde e doença, é correto afirmar que
nas mais antigas culturas conhecidas, acreditava-se que a doença resultava de forças míticas e espíritos malignos que invadiam o corpo. Galeno desenvolveu a primeira teoria racional das doenças, a teoria humoral, baseado em um sistema de farmacologia que os médicos adotaram por quase 1.500 anos.
o filósofo francês René Descartes desenvolveu sua teoria do dualismo mente-corpo (crença de que a mente e o corpo são processos autônomos, cada qual sujeito a diferentes leis de causalidade). A influência de Descartes abriu caminho para uma nova era na pesquisa médica, fundamentada no estudo científico do corpo.
sob a influência da igreja medieval, a medicina avançou muito durante a Idade Média, em que predominavam os estudos científicos do corpo, como por exemplo a dissecação. Além de que a doença era considerada uma punição de Deus por alguma malfeitoria.
a visão dominante na medicina moderna é o modelo biopsicossocial, que supõe que a doença seja o resultado de um vírus, bactéria ou algum elemento patogênico que invade o corpo.
a medicina psicossomática amplia o olhar sobre a saúde e a doença, baseada na psicologia norte-americana e no estudo científico do comportamento observável. Considerada, ainda, como um campo interdisciplinar que integra as ciências comportamentais e biomédicas para promover a saúde e curar as doenças.
Para Simonetti (2004), o aspecto psicológico em torno do adoecimento é o nome dado para:
os sintomas psicológicos causados pela doença física ou pelo tratamento. Refere-se aos efeitos da doença na subjetividade humana, como sentimento de impotência e revolta.
as manifestações da subjetividade humana diante da doença, tais como o estilo de vida e o estilo de adoecer. Pode aparecer como causa, fator desencadeante, fator agravante, fator mantenedor ou consequência da doença.
as manifestações da subjetividade humana diante da doença, tais como desejos e fantasias. Aparece sobretudo como causa de doenças psicossomáticas e fatores complicadores na relação do paciente com sua doença física.
a dimensão simbólica em torno do adoecimento, para além da dimensão biológica é constituído tanto por representações individuais quanto por representações sociais relacionadas à doença.
os sintomas físicos causados pela doença mental ou pelo tratamento refere-se aos efeitos da doença na psique humana.
Com o surgimento de uma doença, o que adoece é o processo de viver, a história de vida fica descontínua, o sujeito já não se percebe como uma sucessão e fragmenta-se. As estratégias com que contava já não se adaptam às novas circunstâncias. O agravamento da doença repercute no enfrentamento da vivência. Nesse contexto, dados os itens,
I. Ofertar escuta e dar voz à subjetividade do paciente possibilitam o reposicionamento da pessoa doente em relação à sua doença.
II. Estabelecer uma meta ideal para o paciente atingir durante o percurso da hospitalização.
III. Tratar apenas das doenças com causas psíquicas denominadas de psicossomáticas.
verifica-se que é(são) ação(ões) que deve(m) ser desenvolvida(s) pelo psicólogo no seu trabalho em hospital
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Analise as assertivas sobre o processo saúde-doença e assinale a alternativa incorreta:
O processo saúde-doença é um dos pontos centrais para os profissionais da saúde que buscam promovê-la, cuidando para que as pessoas possam ter, tanto quanto possível, uma boa qualidade de vida, mesmo quando as limitações se estabelecem. Para essa relação especial com os clientes, é necessário o aprendizado do uso dos instrumentos e das tecnologias para o cuidado que compõe a formação desses profissionais.
O papel fundamental do campo da psicologia tornou-se visível e preciso na sociedade, sendo a Saúde Pública atualmente uma área que emprega muitos profissionais de psicologia. Contudo, a ação da própria prática psicológica deve contemplar de forma mais eficaz e transparente os seus usuários. O psicólogo necessita atuar de forma condizente com a proposta do macro sistema SUS, a fim de atender com fidedignidade as suas especificidades.
“Saúde – estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente à ausência de doença ou enfermidade – é um direito fundamental, e que a consecução do mais alto nível de saúde é a mais importante meta social mundial, cuja realização requer a ação de muitos outros setores sociais e econômicos, além do setor saúde” (OMS, 1976).
Cabe aos profissionais da saúde reverem sua prática, buscando entender que não basta trabalhar com as doenças, é necessário compreender o indivíduo no todo como alguém que vive a experiência da necessidade, do adoecimento, carregada de valores e significados subjetivos, únicos, capazes de interferir na qualidade do cuidado prestado.
Considerando a capacidade de resiliência familiar enquanto um fator que pode diminuir seu grau de disfuncionalidade, analise os itens que, positivamente, podem contribuir para aumentar essa resiliência.
I. Capacidade familiar para reformulação de seu sistema de crença.
II. Fortalecimento da rigidez entre as fronteiras dos subsistemas familiares.
III. O duplo vínculo como fundamento da relação interacional entre os membros.
IV. Estímulo à empatia nas relações interpessoais e à negação das situações de crises.
V. Identificação dos estressores familiares e à capacidade de tomar decisões resolutivas.
Está(ão) CORRETA(S)
apenas uma.
apenas duas.
apenas três.
apenas quatro.
todas.
Na ótica da ciência do desenvolvimento, tanto a saúde quanto a doença são processos multideterminados. Com base nessa afirmação, é incorreto afirmar o seguinte:
a saúde e a doença podem ser compreendidas como uma única modalidade do mesmo processo de desenvolvimento patológico.
na perspectiva do curso de vida, assumida pela ciência do desenvolvimento, é possível pré-determinar o que seja um padrão normal ou patológico.
o curso de vida representa uma orientação teórica para o estudo do desenvolvimento humano que incorpora distinções temporais, contextuais e processuais.
o processo saúde-doença se caracteriza como um processo em desenvolvimento, construído a partir do interjogo entre o fenótipo e o genótipo.
o curso de vida envolve o indivíduo e a sociedade; maturação, crescimento, forças sociais e contextos socioculturais em diferentes níveis.
Considerando a doença como um evento que se instala de forma central na vida da pessoa, assinale a alternativa CORRETA.
Os enfermos tendem a manifestar as mesmas fases de agressividade, indiferença, melancolia e aceitação diante da doença em geral e frente à terminalidade.
As principais posições dos pacientes em relação à doença são a negação, a revolta, a depressão e o enfrentamento.
Apesar das condutas iniciais de barganha, revolta e negação, nem tudo gira em torno da doença para os pacientes.
Os pacientes intercalam, em geral, momentos de curiosidade, hostilidade, religiosidade e resignação nos tratamentos.