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Quando o paciente apresenta completa ausência da capacidade responsiva, sem uso de sedativos e sem comprometimento cognitivo prévio, ele pode ser classificado na situação de:
coma vígil.
torpor.
coma II.
coma IV.
consciência.
Uma das demandas da atuação em psicologia hospitalar refere-se à gestação de risco, provocando angústia e ansiedade, sobretudo quando ocorre a internação repentina para manutenção dessa gestação por meio de medicações e repouso contínuo, visando postergar ou inibir o trabalho de parto. Frente a casos como este, uma das intervenções do psicólogo é:
Garantir estratégias e ações de intervenção voltadas para evitar o surgimento e o desenvolvimento de doenças específicas.
Promover uma reflexão sobre a doença, as possibilidades de tratamento e as expectativas frente às transformações ocasionadas pela dinâmica da patologia nesse período.
Buscar estratégias para que a gestante consiga uma organização e uma delegação de suas obrigações diárias para haver tranquilidade mínima, escuta e acolhimento de angústias.
Assegurar mecanismos para a gestante se organizar frente à doença e à respectiva possibilidade de tratamento no período, amenizando as inquietudes decorrentes da desorganização diária.
A experiência de ter um familiar grave internado em UTI pode acionar um fenômeno adaptativo nos membros da família, o qual é denominado por luto antecipatório. A principal função do luto antecipatório é:
Facilitar a adaptação a uma ausência futura.
Promover uma rede de suporte e assistência.
Ocasionar reação e enfrentamento de uma situação de perda por morte.
Propiciar um desenvolvimento normal do luto, para entendimento e reorganização de recursos para enfrentamento da perda iminente.
Era visível que o estado geral de Dona Rosa, 59 anos, melhorava quando ela recebia a visita de seus familiares, principalmente dos filhos que ainda moravam com ela. Relatava da saudade que sentia de seus filhos, já que os mesmos não podiam vir ao hospital. Segundo a paciente “Ficar distante assim dos meus filhos me dá um aperto no peito tão grande, mas é também por conta deles que eu quero melhorar logo a a ir embora daqui...” (SIC). Considerando a situação em tela, fundamentado em Simonetti (2016) sobre o diagnóstico multiaxial em psicologia hospitalar, é CORRETO afirmar que se trata:
Eixo transferencial em que é possível identificar a posição de negação da paciente diante da doença;
Eixo reacional em que é possível identificar que houve contratransferência negativa;
Eixo transferencial, em que é possível identificar o ganho secundário (GS);
Eixo médico em que é possível identificar a situação vital desencadeante (SVD);
Eixo situacional em que é possível identificar as figuras vitais (FV).
Quanto à definição do papel do psicólogo hospitalar junto à equipe multiprofissional, não cabe ao psicólogo hospitalar:
participar das visitas multidisciplinares ao leito
orientar a equipe sobre as melhores estratégias de interação com pacientes e familiares
propor e realizar o acompanhamento psicoterapêutico sistematizado e continuado junto aos profissionais da equipe de saúde
fornecer material didático, em discussão de equipe, que aborde temas relacionados ao caso atendido
registrar em prontuários compartilhados informações relevantes para a melhor condução do caso, respeitando o caráter confidencial
Acerca do papel do psicólogo na Atenção em Saúde Mental no contexto hospitalar, assinale a alternativa correta.
Os pacientes que não conseguem estratégias de enfrentamento construtivas, mas reagem de modo mal adaptativo e destrutivo, deverão receber atendimento específico ofertado pela ação do psicólogo com as intervenções em crise, que é um manejo breve e adequado às situações como as hospitalizações.
Na hospitalização, a crise instalada não precisa ser suportada, atravessada, enfrentada da melhor maneira que for possível para a pessoa.
Envolvendo-se e comprometendo-se com o tratamento, o psicólogo poderá aceitar as restrições que a patologia de seu paciente impõe e certamente poderá desenvolver posturas mais ativas e de sobrevivência.
Cabe ao profissional de saúde, sobretudo ao enfermeiro inserido no contexto hospitalar, uma atenção ao que está acontecendo com o paciente e com seus familiares na situação de perda da saúde, identificando reações emocionais próprias do adoecimento, como inconformismo, negação, passividade ou regressão, por exemplo.
Desenvolve-se um trabalho de atenção à dor da perda da saúde, da condição de sadio e às reações (des)adaptativas, mesmo não interferindo na adesão ao tratamento e na elaboração do luto.
Os estudos psicológicos estabelecem três grupos distintos de sintomas pós-traumáticos gravíssimos em _______ , vítimas de maus-tratos, que são sintomas de: (1) intromissão; (2) medo e ansiedade generalizada; e (3) medo e pesadelos.
-
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do texto.
adultos
mulheres
crianças
transexuais
homens
Segundo Baptista e Dias (2003), a síndrome da UTI é caracterizada por um estado confusional, reversível e secundário à internação. Nesse contexto, os fatores responsáveis por ela são, exceto:
privação de sono.
idade avançada.
presença do estímulo da família.
efeitos colaterais de alguns medicamentos.
comprometimento do quadro clínico.
No que tange à experiência subjetiva e cognitiva diante do adoecimento e da morte na unidade de terapia intensiva (UTI), assinale a alternativa correta.
Na intenção de proteger a criança da situação desagradável, a equipe de saúde pode contribuir para limitar suas experiências, para atrasar ou para prejudicar seu desenvolvimento emocional, ao propor a visita à UTI.
Os adultos se chocam mais em ver pessoas doentes do que as crianças; por isso, a equipe de saúde sugere a não visita deles à UTI.
Alguns autores reforçam a importância do conhecimento acerca do desenvolvimento cognitivo e psicológico da criança pela equipe, mas principalmente por ela mesma.
Estudos afirmam que a criança a partir de 6 meses de vida já sente falta do seu responsável; por essa razão, sua visita à UTI é recomendada, mesmo que o paciente tenha um aspecto doente.
O conhecimento do desenvolvimento cognitivo e psicológico da criança auxilia na escolha da melhor abordagem quanto às necessidades da equipe de saúde no momento da visita à UTI.
O psicólogo hospitalar avalia uma paciente idosa internada numa Unidade de Terapia Intensiva no período noturno, com pneumonia, sem transtornos psiquiátricos e cognitivos prévios. Verifica-se que a paciente está acordada, tem dificuldade de manter a atenção no profissional, distrai-se com facilidade, encontra-se agitada e relata estar em casa, preocupada com o filho que vai almoçar, e não se lembra da internação. Assinale a alternativa correta da hipótese diagnóstica do psicólogo.
Diagnóstico médico.
Histeria.
Hospitalismo negativo.
Coma vígil.
Delirium.
A prática psicológica em um contexto hospitalar ocorre onde houver
um ser que adoece diante das diversas patologias e os diferentes espaços de atendimento após a alta hospitalar.
sofrimento e desadaptações, o trabalho do psicólogo incide nos aspectos subjetivos e emocionais do adoecimento, assim como nos possíveis desdobramentos relacionados ao tratamento, à recuperação, às sequelas, aos cuidados paliativos e ao óbito.
um processo de saúde-doença considerando as necessidades de ordem sociais e coletivas.
um espaço público que pede novas práticas de aceitação do adoecimento e seu significado religioso.
a necessidade de se ultrapassar os paradigmas tradicionais de atenção em saúde, implicando a atenção ao sujeito em sua parcialidade e participação de um profissional de saúde.
Angerami-Camon (1994) faz considerações importantes sobre o atendimento psicológico a pacientes cirúrgicos. Marque a opção VERDADEIRA em relação aos sintomas psíquicos desses pacientes e as possibilidades de intervenção.
( ) a) A preparação psicológica pré-cirúrgica é desnecessária em adultos devido à sua maturidade emocional para controlar seus impulsos.
( ) b) A sonolência do paciente, os adiamentos e interferências familiares devem ser tratados, sem exceção, como resistência ao processo terapêutico.
( ) c) O paciente pode apresentar agressividade, depressão reativa, reações de perda que, se não forem cuidadas, dificultam sua recuperação no pós-operatório imediato.
( ) d) A despersonalização do paciente é positiva nesses casos, pois o paciente terá a possibilidade de reorganizar toda sua personalidade.
Assinale a alternativa que apresenta atribuição da equipe da unidade de terapia intensiva (UTI) quanto aos cuidados com um paciente terminal e seus familiares.
O processo de comunicação com a família não é considerado cuidado com os familiares.
A avaliação cuidadosa das necessidades dos familiares, já que fornece subsídios importantes para a melhoria da compreensão, da satisfação e da capacidade para participar nas decisões relacionadas ao cuidado de alguém, que, na maioria das vezes, não poderá decidir por si próprio.
Uma das tarefas mais importantes de um intensivista é fornecer, de modo apropriado, informações claras e realistas, mas também compassivas e solidárias à equipe de saúde.
Nas situações de terminalidade, os encontros podem ser difíceis e complexos quando existe uma relação previamente estabelecida entre intensivistas e familiares.
Estabelecer expectativa de cura.
Ainda no texto “Atendimento ambulatorial e interconsultas no contexto hospitalar” Gorayeb & Possani (2015) destacam que durante a interconsulta primeiramente são coletadas informações gerais. Assinale a alternativa que NÃO se enquadra nestas informações:
Motivo do pedido.
Adaptação ao ambiente hospitalar.
Compreensão geral dos aspectos clínicos do paciente.
Possíveis prognósticos.
Medidas de proteção e de segurança necessárias para o atendimento ao paciente.
Ainda no texto “Adesão ao tratamento médico” Remor (2018) destaca as principais causas da falta de adesão ao tratamento. De acordo com o autor é INCORRETO dizer que estão entre as causas da falta de adesão:
Fatores sociais, econômicos e educativos.
Fatores relacionados à avaliação psicológica da adesão ao tratamento.
Fatores da equipe assistencial.
Fatores relacionados com o tratamento.
Fatores relacionados com o paciente.
Ainda em “O papel da psicologia da saúde nos cenários de atendimento à saúde”, Richard Straub (2014) sugere estratégias para melhorar a comunicação entre paciente e equipe profissional. Marque a alternativa INCORRETA sobre estas estratégias apontadas pelo autor:
Técnicas para trabalhar o apego inseguro de pacientes.
Técnicas de escuta ativa para profissionais de saúde.
Treinamento para profissionais de saúde desenvolverem sintonia com o paciente.
Instruções para profissionais de saúde sobre como se comunicar com pacientes, incluindo a transmissão de más notícias.
Treino de assertividade com pacientes considerados passivos.
Estabelecer o limite das internações em psiquiatria é atribuição
do gestor local do Sistema Único de Saúde.
do diretor geral do hospital geral que tenha leitos psiquiátricos.
da equipe multidisciplinar que atende os internos.
do coordenador do Centro de Assistência Psicossocial da região.
dos psiquiatras e psicólogos da instituição em que se busca a internação.
No âmbito hospitalar, segundo Angerami-Camon (2010), direcionamos nossa atenção para
o stress, segundo a transferência positiva.
a vulnerabilidade social, segundo a empatia.
o sofrimento, segundo a escuta e a empatia.
a adaptação, segundo a formação transferencial.
a complexidade individual segundo a biodiversidade.
No atendimento a pacientes com câncer no ambiente hospitalar, marque a alternativa que NÃO CONDIZ com a função do psicólogo:
Favorecer a adaptação das mudanças impostas pela doença.
Preparar o paciente para a realização de procedimentos invasivos.
Acionar o psiquiatra quando perceber a necessidade.
Revisão de valores para o retorno a vida profissional, familiar e social.
Cardoso (2007), relata que inicialmente um dos meios do psicólogo contribuir para a minimização e organização de sentimentos que acometem os pais ao receberem o diagnóstico de câncer de seus filhos é:
(Assinale a alternativa CORRETA).
Desmistificar o caráter mortal do câncer, mostrando para eles que cada caso é único e não afeta a todos da mesma maneira;
Ação proativa do psicólogo, orientando a equipe multiprofissional de como conduzir o atendimento;
Argumentar sobre aspectos paliativos auxiliando e preparando os pais para um melhor enfrentamento da doença;
Trabalhar as perdas impostas pela doença, demonstrando as repercussões específicas da própria condição inerente à patologia.