Questões de Concurso sobre Psicologia Hospitalar

 
 
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Com relação a elaboração de metas do serviço de psico oncologia. NÃO devemos considerar como parte do serviço:


A

Abrir prontuário próprio do serviço de Psicologia;


B

Realizar entrevista inicial com o paciente recém chegado;


C

Efetuar atendimento de emergência por solicitação da equipe médica ou enfermagem;


D

Efetuar atendimentos livres, sem foco definido, ou , número de sessão pré-determinado.

Conforme o livro Manual de psicologia hospitalar: o mapa da doença (SIMONETTI, 2016), no que concerne às técnicas de que dispõe a psicologia hospitalar para realizar suas intervenções, é correto afirmar que


A

uma das técnicas de que se vale a psicologia hospitalar é o manejo situacional, o qual reúne as intervenções básicas da psicologia clínica, tais como escuta, associação livre, interpretação e análise da transferência.


B

a escuta analítica, definida por Simonetti como uma das técnicas da psicologia hospitalar, compreende intervenções como análise institucional, controle situacional e mediação de conflito.


C

a mediação de conflito, o gerenciamento de mudanças e a psicologia de ligação são exemplos de ações específicas ligadas à psicologia hospitalar, ou seja, geralmente, o psicólogo não faz nada disso em seu consultório.


D

o manejo situacional engloba intervenções direcionadas à situação concreta que se forma em torno do adoecimento, tais como escuta, associação livre, interpretação e análise da transferência.


E

a principal técnica da psicologia hospitalar é a escuta analítica, que compreende as intervenções básicas da psicologia clínica, sendo o manejo situacional apenas um instrumento acessório, não constituindo uma técnica da psicologia hospitalar.

Ao afirmar que a ansiedade no ambiente hospitalar é intensa, Rudnick (2019) aponta para o que cabe ao profissional psicólogo produzir neste ambiente. Com base nessa reflexão, analise as afirmativas seguintes:


I. Cabe ao profissional psicólogo produzir um atendimento clínico com base na psicoterapia.

II. Cabe ao profissional psicólogo produzir uma mudança cognitiva dos pensamentos e crenças do paciente.

III. O objetivo da atuação do psicólogo é a mudança emocional e comportamental frente às mudanças e necessidades geradas pela doença.

IV. Por se tratar de uma escuta à beira do leito, o profissional psicólogo não precisa definir um método de tratamento.


Estão corretas:


A

I e II, somente.


B

II e III, somente.


C

III e IV, somente.


D

I e III, somente.


E

II e IV, somente.

Na década de 1930, no Brasil, com a ideia de que fatores psicológicos poderiam influenciar na saúde e na doença, foram fundados os primeiros serviços de higiene mental com a participação ativa de psicólogos, iniciando assim, junto à Psiquiatria, seu exercício profissional nas instituições hospitalares. É considerado um marco da Psicologia Hospitalar no Brasil:


A

o acompanhamento psicológico a crianças submetidas a cirurgias ortopédicas e suas famílias, por Mathilde Neder, na Clínica Ortopédica e Traumatológica do Hospital das Clínicas da universidade de São Paulo na década de 50.


B

o trabalho da psicóloga Aydil Pérez-Ramos, responsável pela assistência às crianças hospitalizadas, na unidade pediátrica do HCFMUSP, em 1956.


C

o estabelecimento da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, em 1997, a qual iniciou a publicação de um periódico em 2004.


D

o trabalho da professora Dra. Thereza Pontual de Lemos Mettel, na década de 70, em Ribeirão Preto, que deu origem a um programa pioneiro destinado ao treinamento de psicólogos no hospital geral, considerado referência em Psicologia da Saúde no Brasil.


E

regulamentação do exercício profissional do psicólogo: 27 de agosto de 1962 (Lei 4.119).

O papel do psicólogo hospitalar na equipe multidisciplinar é:


A

visitar os lares dos pacientes; identificar as condições da família e elaborar relatórios; mobilizar recursos para o tratamento; oferecer suporte e orientações ao paciente sobre seus direitos e deveres.


B

como participante de uma equipe de saúde pode contribuir na compreensão das possíveis repercussões emocionais que a doença pode ocasionar em determinado paciente/ familiar e atuar junto a esta equipe de saúde favorecendo novas compreensões sobre a subjetividade do ser que adoece.


C

é o responsável principalmente por planejar, organizar e avaliar os serviços da assistência ao paciente e aos familiares.


D

recebe o paciente, conversa olhando nos olhos e consegue levantar dados clínicos relevantes para a conduta a ser efetuada.


E

é responsável por diagnosticar e tratar todas as questões de ordem mental, como dependência química, depressão e ansiedade.

Com relação à Psicologia Hospitalar e a atuação em Cuidados Paliativos é correto afirmar que:


A

a espiritualidade compõe a dimensão psicológica e inclui ritos e símbolos que unem as pessoas em uma prática religiosa, e possui uma importância fundamental na prática em Cuidados Paliativos por todos da equipe multiprofissional.


B

apesar da importância que a religião e a espiritualidade possuem na cultura e para a população, nos cursos de saúde, em geral existe pouca preparação que qualifique os profissionais dessa área a lidar com questões religiosas do paciente em sua prática.


C

a Psicologia, para se firmar enquanto ciência psicológica, precisa se distanciar de temas que envolvem a religião em si, estando estes até relacionados a psicopatologias.


D

para pacientes em cuidados paliativos, a espiritualidade proporciona maior conforto, alívio de sintoma físico, auxílio no tratamento médico convencional e deve ser conduzida a assistência por capelania ou líderes religiosos.


E

O estudo com psicólogos realizado por Alves, Melo, Andrade & Souza (2014) se propôs a estudar os saberes e as práticas sobre os cuidados paliativos para estes profissionais e identificaram que estes direcionam suas práticas em três eixos: a Psicoeducação; a interdisciplinaridade e a Escuta qualificada.

Quanto à prática do Psicólogo Hospitalar:


I- Cabe ao psicólogo estar atento à família, tanto quanto ao paciente, trabalhando as questões voltadas ao sofrimento decorrente da experiência de adoecimento e atuando como ponte na comunicação entre paciente, família e equipe de saúde;

II- Mesmo em um ambiente hospitalar, o psicólogo deve atuar de forma profunda, assim como em uma atuação psicoterápica em consultório com atendimento individual ou grupal;

III- O psicólogo atua acompanhando apenas pacientes que apresentem aspectos psicológicos como causa do seu adoecimento, justificando assim o tratamento psicológico;

IV- O psicólogo realiza atividades como psicodiagnóstico; acompanhamento psicoterapêutico individual e grupal; pronto atendimento, interconsulta; seleção e treinamento dos profissionais de saúde.


Está(ão) correto(s):


A

II, III e IV, somente.


B

IV, somente.


C

I, II e IV, somente.


D

II e III, somente.


E

I, somente.

O psicólogo hospitalar atua na área da saúde, procedendo ao exame exclusivo de pessoas que apresentam problemas interpessoais e distúrbios psíquicos.


C

Certo


E

Errado

De acordo com Silva, Ribeiro e Azevedo (2018), as perspectivas mais atuais definem o conceito de alta hospitalar como


A

responsabilização do cuidado do paciente do hospital aos seus familiares.


B

transferência do cuidado ao paciente do hospital para outros contextos de saúde.


C

isenção do paciente em relação aos cuidados com a saúde.


D

liberação do paciente do hospital para a sua residência.


E

desobrigação do paciente em relação ao cuidado com a saúde.

O hospital é um lugar de estranhamento radical onde a experiência de adoecimento e hospitalização representam, para a maioria das pessoas enfermas, uma situação difícil. Nesse sentido, o modo como cada paciente e sua família reagem depende de vários fatores que a intervenção psicológica, nesse contexto, deve considerar, quais sejam:


I. A história pessoal e experiências anteriores de adoecimento do paciente.

II. O processo de hospitalização e morte de pessoas queridas do paciente e família.

III. O conhecimento prévio do diagnóstico da doença, como condição para planejar melhor a intervenção.

IV. O ciclo de desenvolvimento humano e compreensão atual da situação de hospitalização.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e III.


B

Apenas I, II e III.


C

Apenas I, II e IV.


D

Apenas II, III e IV.


E

I, II, III e IV.

A atuação do psicólogo em programas de transplante de órgãos ocorre em diversas fases do processo: pré-transplante, perioperatório, pós-operatório imediato e tardio (OLIVEIRA; AGUILAR; MACHADO; 2017). Assim, analise as assertivas abaixo:


I. O psicólogo na equipe de transplante favorece a percepção holística do paciente, atua para favorecer os recursos de enfrentamento às situações de crise e na adesão ao tratamento.

II. A avaliação psicológica do receptor inclui aspectos da rede de apoio social e familiar, disponibilidade física e afetiva das figuras de apoio, condição física e emocional do principal acompanhante, situações críticas vivenciadas pela família, local de estadia próximo ao centro transplantador, condição e estrutura do local de estadia no pós-transplante, presença de animais no domicílio.

III. Durante a internação para o transplante, o paciente pode experimentar sentimentos como solidão, dependência e transtornos de ajustamento reativos às dificuldades do pós-cirúrgico. Há casos de desenvolvimento de depressão e ansiedade patológicas.

IV. O uso de imunossupressores pode desencadear alterações de humor e os pacientes podem apresentar sentimentos de irritabilidade, medo, frustração, culpa, depressão, desesperança, isolamento ou até mesmo euforia.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e III.


B

Apenas I e IV.


C

Apenas II e IV.


D

Apenas I, III e IV.


E

I, II, III e IV.

Ainda, conforme as Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) nos serviços hospitalares do SUS (CFP, 2019), em relação ao eixo da atuação da psicologia nos hospitais, assinale a alternativa correta.


A

No que se refere à rotina de trabalho das(os) profissionais da psicologia, devem evitar o estabelecimento de rotinas e de protocolos de trabalho, devido a dinâmica do ambiente hospitalar, também devem atentar para os registros nos prontuários, evitando expor o estado emocional da pessoa atendida e as intervenções e ações realizadas junto da equipe.


B

A(o) profissional da psicologia deve se interessar tão somente pela condição da pessoas assistida/familiares a partir das condições anteriores à situação que levou ao atendimento no equipamento hospitalar, para, a partir disso, traçar as intervenções de cuidado.


C

As ações terapêuticas devem ser adequadas e diversas, de acordo com as necessidades da pessoa assistida/familiares, como atendimentos individuais, em grupo, psicoeducação, diálogo franco, manejo ambiental, entre outros.


D

A(o) profissional deve priorizar técnicas clássicas de intervenção e desenvolver estratégias de forma independente da equipe de trabalho, também deve-se evitar o foco na patologia que envolve o caso da pessoa que irá receber o atendimento psicológico.

No contexto da atuação em Psicologia da Saúde e Hospitalar há diferentes modelos explicativos do processo saúde-doença, os quais norteiam ações em diferentes níveis de assistência junto a diversos públicos. Sobre o referido contexto, assinale a afirmativa correta.


A

A interdisciplinaridade é intrínseca ao cuidado em saúde, de modo que sua prática não sofre influência dos modelos explicativos, seja o biomédico ou o biopsicossocial.


B

No contexto brasileiro, o advento do SUS favoreceu o fortalecimento da concepção biopsicossocial do processo saúde-doença, não obstante divergências entre esse modelo e a noção de equidade.


C

O modelo biomédico, da mesma forma que a concepção biopsicossocial, valoriza determinantes biológicos (bioquímicos, fisiológicos e anatômicos) na explicação dos processos de adoecimento e morte.


D

A concepção biopsicossocial valoriza os determinantes e condicionantes biológicos socioculturais, psicológicos, econômicos e ambientais, favorecendo a compreensão multideterminada e multifatorial dos fenômenos da saúde e da doença.

Segundo Foucault (1980), o hospital como instrumento terapêutico é um fenômeno relativamente novo no contexto histórico ocidental. Pode-se AFIRMAR que:


A

No final do século XVIII, a reorganização do hospital se fez exclusivamente a partir do poder soberano;


B

No final do século XVIII, o médico deixa de ser o principal responsável pela organização hospitalar;


C

Antes do século XVIII, o hospital era essencialmente uma instituição de assistência aos pobres;


D

Antes do século XVIII, a medicina era responsável pela administração hospitalar.

Segundo Angerami-Camon (2003, p. 23), no que concerne à Psicologia Hospitalar, em seus objetivos e parâmetros, é correto afirmar, EXCETO:


A

E como minimização do sofrimento provocado pela hospitalização, também é necessário abranger-se não apenas a hospitalização em si – em termos específicos da patologia que eventualmente tenha originado a hospitalização –, mas principalmente as sequelas e decorrências emocionais dessa hospitalização.


B

O psicólogo precisa ter muito claro que sua atuação no contexto hospitalar não é psicoterápica dentro dos moldes do chamado setting terapêutico.


C

A Psicologia Hospitalar tem como objetivo principal a minimização do sofrimento provocado pela hospitalização. Se outros objetivos forem alcançados a partir da atuação do psicólogo junto ao paciente hospitalizado – inerente os objetivos da própria psicoterapia trata-se de simples acréscimo ao processo em si.


D

O processo de hospitalização deve ser entendido como um mero processo de institucionalização hospitalar, e, principalmente, como um conjunto de fatos que decorrem desse processo e suas implicações na vida do paciente.

Em psicologia hospitalar, uma demanda passível de intervenção pelo psicólogo é o hospitalismo. Assinale a alternativa que não corresponde a uma característica do hospitalismo.


A

Frequente relato pelo paciente, de agravamento de seu quadro clínico, às vésperas da alta hospitalar


B

Expectativas irreais em relação aos benefícios do prolongamento da internação


C

Solicitação de alta hospitalar a pedido do paciente, mesmo não sendo indicada pela equipe assistencial naquele momento


D

Quadro de repetidas re-internações, com demandas de cuidados emocionais mediante agravamento e prolongamento de queixas físicas e psicopatológicas


E

Insegurança e exigências do paciente e/ou familiares, que passam a se opor à alta quando esta é comunicada

Independente da abordagem teórica em psicologia, há elementos fundamentais na atuação do psicólogo no hospital geral, tal como a necessidade orientá-la para a tríade – paciente, acompanhante, equipe de saúde. O objetivo da referida orientação é:


A

Minimizar estresse com técnicas de relaxamento e fortalecer estratégias de enfrentamento visando atender às demandas emocionais da família.


B

Considerar as características de cada local, verificando o contexto apropriado para o atendimento para estabelecer vínculo e manter o foco nas demandas centrais.


C

Propor diretrizes que orientam a atuação profissional por meio da construção de protocolos, da delimitação de instrumentos, procedimentos e de estratégias baseadas em evidências.


D

Viabilizar vínculo, minimizar estresse e dispor-se à escuta de queixas e demandas do sofrimento por meio do emprego de instrumentos, procedimentos e de estratégias baseadas em evidências.


E

Promover vínculo e mostrar-se disponível para a escuta das queixas e demandas acerca do sofrimento; mediar o relacionamento e a comunicação da equipe; e, atender às demandas emocionais da família.

O funcionamento de um Pronto Socorro (PS) abarca em sua rotina demandas e necessidades específicas no contexto de um hospital geral. Além da urgência física, é possível considerar outro modo de urgência, imbricada diretamente a cada sujeito e a cada história – a urgência subjetiva/psicológica. A urgência subjetiva/psicológica pode ser definida como:


A

Um conjunto reações neuropsicológicas localizadas em tempo e espaço de compreensão, dada a singularidade e o caráter subjetivo de cada vivência e pessoa.


B

A facilidade do sujeito em angústia aguda de desenvolver uma narrativa sobre si e sua história tanto em referência ao passado quanto ao momento presente.


C

A ruptura do equilíbrio com o qual uma pessoa enfrenta situações adversas, embora explicite desenvoltura na narrativa acerca da experiência aguda de angústia e sofrimento.


D

Um conjunto reações decorrentes da quebra de homeostase com a qual a vida transcorria antes eclodindo em uma narrativa bem demarcada em antes e depois da irrupção da angústia.


E

A ruptura com a homeostase com a qual a vida transcorria antes e que põe em crise a relação do sujeito com o mundo, irrompendo angústia aguda e estado de sofrimento insuportável.

Leia as seguintes afirmações sobre o papel do Psicólogo Hospitalar no Brasil:


I. É função básica do psicólogo compreender o papel das variáveis psicológicas sobre o desenvolvimento de doenças e seus comportamentos associados.

II. Na atuação clínica hospitalar, o psicólogo pode fornecer atendimento para pacientes com dificuldades de ajustamento à condição de doente e morte, no caso da terminalidade.

III. O psicólogo deve facilitar, criar e garantir a comunicação efetiva e afetiva entre paciente/família e equipe, conforme a necessidade que apareça.

IV. O psicólogo hospitalar deve facilitar o fluxo das emoções e reflexões, detectar os focos de stress e sinalizar as defesas exacerbadas.

V. Na unidade hospitalar, o psicólogo pode, dentre outras, prestar assistência nas unidades de emergência, de internação ou centros de terapia intensiva.


Assinale a alternativa CORRETA.


A

Apenas uma está correta.


B

Apenas duas estão corretas.


C

Apenas três estão corretas.


D

Apenas quatro estão corretas.


E

Cinco estão corretas.

Com relação à atuação do psicólogo hospitalar com o paciente cirúrgico, julgue os itens que se seguem de acordo com as ideias de Turra, Junior, Almeida e Doca (2011).


I. Estudos evidenciam que a preparação cirúrgica baseada no estilo de enfrentamento individual dos pacientes pode reduzir os níveis de ansiedade pré-operatória.

II. Se o modo de expressão dos medos do paciente cirúrgico é conhecido, podem-se desenvolver estratégias preventivas de manejo.

III. A falta de informações para o paciente pré-cirúrgico reduz a colaboração e dificulta o enfrentamento do contexto cirúrgico.


Assinale a alternativa correta.


A

Apenas o item I está certo.


B

Apenas o item II está certo.


C

Apenas o item III está certo.


D

Todos os itens estão certos.


E

Nenhum item está certo.

 
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