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Historicamente, a atuação do psicólogo brasileiro consolidou-se prioritariamente na esfera privada, tendo a prática psicoterápica como principal instrumento de trabalho. Logo, era compreensível que a área clínica consistisse na principal fonte de interesse profissional da grande maioria dos psicólogos ingressantes e concluintes dos cursos de Psicologia, desde a década de 60 (GONÇALVES; BOCK, 1996). Atualmente, a Psicologia se insere em diversas instituições e o papel do psicólogo é muito amplo. Segundo AngeramiCamon (2003, p. 23-24), a Psicologia Hospitalar tem como objetivo principal:
A minimização do sofrimento provocado pela hospitalização. Se outros objetivos forem alcançados, a partir da atuação do psicólogo junto ao paciente hospitalizado – inerente aos objetivos da própria psicoterapia acima citados –, trata-se de simples acréscimo ao processo em si.
A aplicação de testes psicológicos para fundamentar o correto diagnóstico médico.
A comunicação da causa mortis, pois, diante da atual crise pandêmica mundial, de enfrentamento da Covid-19, é imperioso que os(as) psicólogos(as) assumam responsabilidades profissionais por atividades além de seu leque de atuação, pois, geralmente, conhecem detalhes da causa mortis.
Reunir conhecimento e técnicas de maneira coordenada, principalmente por meio da aplicação de testes psicológicos, visando, dessa forma, a cura da doença.
Mesmo com a compreensão de que a doença e o internamento é um evento estressor para o grupo familiar, em um contexto hospitalar, espera-se que a família seja afetada, porém, não cabe ao psicólogo oferecer suporte psicológico familiar, uma vez que o seu foco de atuação é a cura da doença (paciente).
Qual a principal tarefa da(o) psicóloga(o) analista do comportamento no atendimento a pacientes hospitalizados?
Promover a saúde.
Prevenir e tratar as doenças.
Fazer a análise funcional do comportamento do paciente.
Estudar de modo científico as causas e origens da doença.
Em contexto hospitalar, a avaliação do idoso tem, entre suas finalidades, a investigação de quadros psicopatológicos. Entre os instrumentos de avaliação dos referidos quadros estão a Escala de Depressão Geriátrica (GDS), o Inventário de Ansiedade Geriátrica (GAI), a Escala de Independência em Atividades de Vida Diária (EIAVD) e a escala de Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVDs). A EIAVD tem como objetivo:
Avaliar as principais funções cognitivas, funções executivas, gnosia, praxia e função visoespacial.
Avaliar o desempenho em atividades que sejam intermediadas por algum instrumento ou objeto.
Rastrear sintomas inerentes ao humor não equivalentes aos originados por quadros de saúde física.
Realizar prognósticos de doenças crônicas e neurodegenerativas, bem como os resultados de tratamentos e evolução do caso.
Prevenir sintomas físicos com a finalidade de buscar acurácia diagnóstica, evitando sobreposição de sintomas presentes em vários quadros de saúde física.
Considerando que a psicologia no contexto hospitalar é um importante campo de atuação do(a) psicólogo(a) da saúde (Stenzel, Paranhos e Ferreira, 2012), numere a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as intervenções da psicologia às respectivas unidades hospitalares.
(1) Unidade de terapia intensiva.
(2) Unidade de emergência e urgência.
(3) Unidade de oncologia.
( ) Atendimento psicológico após o diagnóstico da doença.
( ) Atendimento a paciente monitorado e isolado.
( ) Atendimento a paciente vítima de acidentes.
( ) Atendimento psicológico para o enfrentamento da doença.
( ) Atendimento a paciente que atentou contra a própria vida.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é
3 – 1 – 2 – 3 – 2.
2 – 3 – 1 – 3 – 1.
3 – 2 – 1 – 3 – 1.
1 – 2 – 3 – 1 – 2.
2 – 3 – 1 – 1 – 3.
A gravidade das comorbidades em idosos está associada a maior risco de morte pós-hospitalização. Por essa razão, a saúde do idoso precisa ser compreendida, considerando todos os aspectos da vida. Isso implica também em entender a sua funcionalidade global, ou seja, sua capacidade de gerir e cuidar de si mesmo. A compreensão da saúde do idoso exige a compreensão de dois conceitos fundamentais para o tratamento de doenças e a manutenção da qualidade de vida. Esses conceitos são:
Autonomia e iatrogenia.
Mobilidade e autonomia.
Autonomia e independência.
Independência e mobilidade.
O momento do parto causa muita angústia, medo e ansiedade durante toda a gestação. O parto pode ser traumatizante para a mulher e para o bebê, tanto do ponto de vista clínico quanto do psicológico. Para evitar complicações nesse momento é importante que o cuidado e a preparação da mulher sejam iniciados no pré-natal, trabalhando com educação em saúde. Entre os métodos desse trabalho, destaca-se o método psicoprofilático desenvolvido pelo Dr. Lamase, após a Segunda Guerra Mundial. Sobre o método psicoprofilático, assinale a afirmativa correta.
Envolve psicoeducação para o reconhecimento das emoções e aprendizado de técnicas para o seu enfrentamento quando intensas e/ou desagradáveis na gestação.
Consiste no emprego de dessensibilização sistemática e a psicoterapia breve para reduzir o medo, a ansiedade e a associação entre contração uterina e dor.
Envolve informações cognitivas sobre as alterações corporais durante a gestação e o parto, visando diminuir a ansiedade ao esclarecer dúvidas e tornar mais conhecidas as alterações que ocorrerão durante o nascimento.
Consiste na escuta dos pensamentos da gestante sobre o parto, no apontamento de quais deles são reais e quais são imaginários, na explicação sobre as possibilidades de analgesia, e na orientação de técnicas para controle da dor.
A Psicologia Hospitalar brasileira, tal como é descrita, estaria incluída na área mais abrangente da Psicologia da Saúde. Qual das opções abaixo NÃO fazem parte das ações do psicólogo que trabalha em hospital?
Função de interconsulta: atua como consultor, ajudando outros profissionais a lidarem com o paciente.
Função de enlace: intervenção, através do delineamento e execução de programas junto com outros profissionais, para modificar ou instalar comportamentos adequados dos pacientes.
Função de coordenação: Psicoterapia grupal enfatizando as implicações psicológicas, sociais e físicas da saúde e da doença.
Função de gestão de recursos humanos: para aprimorar os serviços dos profissionais da organização.
Em conformidade com o artigo de Ribeiro, Reis & Kuster (2022) “Psicologia e Práticas Psicoterápicas no Âmbito Hospitalar”, as autoras destacam uma importante técnica para a atuação das(os) profissionais de psicologia no âmbito hospitalar que tem por objetivo orientar o paciente a aderir hábitos que tenham mais coerência e ajuste emocional, com a proposição de uma maior assertividade nas decisões e no enfrentamento da doença e intencionando maior resiliência para situações similares no futuro. A que se refere a técnica mencionada:
Técnica do Espelho.
Psicoeducação.
Roleplaying.
Cartões Desenhados.
De acordo com a revisão integrativa de Ternus & Wollmann (2021) em “Implementação da política de humanização nas Unidades de Terapia Intensiva: uma revisão integrativa” analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) As autoras salientam, a partir de sua revisão, que o recurso familiar é o elemento-chave para o controle da ansiedade e delírio dos pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para tanto, deve-se obliterar informações dos familiares e cuidadores para não produzir desregulação emocional.
( ) A revisão realizada pelas autoras aponta que o ambiente de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) produz situações de estresse nos pacientes a partir de questões como: risco de vida, falta de controle dos arredores, isolamentos físico e social, espaço físico, percepção sensorial (luzes e ruídos), mal-estar, padrão alterado de vigília do sono e falta de informação.
( ) Conforme a revisão, as condições de trabalho dos profissionais de saúde são apropriadas para a implementação da humanização nas Unidades de Terapia Intensiva, no entanto, o que dificulta a efetivação desta são as formações fragmentadas destes.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – V.
V – V – V.
F – F – F.
F – V – F.
Conforme o artigo de Mendes (2020) “Psicologia Hospitalar e Terminalidade: Possibilidades de Intervenção”, existe um método e conduta terapêutica orientados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que objetivam: “aliviar a dor e demais sintomas que causam sofrimento; entender a vida e considerar a morte como processo natural; não ter a intenção de apressar nem postergar o momento da morte; integrar todos os aspectos socioculturais e espirituais, bem como os aspectos psicossociais ao cuidado com o paciente; oferecer tecnologias de apoio que possibilitem que o paciente viva tanto quanto for possível; oferecer apoio à família do paciente, no sentido de que possa lidar melhor com a doença de seu ente querido ou com o luto após sua morte; lançar mão de equipe para cuidar das necessidades dos pacientes e familiares, como, por exemplo, aconselhamento para o luto, quando indicado, entre outros” (p. 4). Tal método e conduta denominam-se:
Intervenções com pacientes críticos.
Cuidados paliativos.
Atendimento em terminalidade.
Acompanhamento de luto.
A Psicologia Hospitalar, em uma concepção mais tradicional, é definida como o campo de compreensão e de intervenção relativas aos aspectos emocionais envolvidos na vivência
dos sintomas e probabilidades de cura que a pessoa possa vir a vivenciar, de tal sorte que ela consiga revisitar suas crenças e lidar com esquemas disfuncionais que promovem maior probabilidade de levá-la ao óbito (Simonetti, 2004).
do paciente para lidar com o sofrimento que o levará a aceitar a finitude da vida (Simonetti, 2004).
do paciente para lidar com sua incapacidade de autorregular-se diante da presença de um diagnóstico de doença terminal (Simonetti, 2004).
do sujeito acamado em conseguir desenvolver motivação interna para movimentar-se sob o ponto de vista da psicologia sistêmica ao encontro de uma gama de energia psíquica que o leve a vivenciar a cura (Simonetti, 2004).
do adoecimento e do tratamento de uma doença, tais como os sentimentos, os desejos, as falas, os pensamentos, as fantasias, as lembranças, as crenças, os sonhos, os conflitos, bem como, o estilo de viver e de morrer de cada sujeito (Simonetti, 2004).
Apesar da similaridade entre os termos Psicologia da Saúde e Psicologia Hospitalar, esses dois conceitos não são equivalentes. Entre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta característica especificamente relacionada a Psicologia Hospitalar.
Tem como objetivo compreender os fatores biológicos, comportamentais e sociais que influenciam na saúde e na doença.
Utiliza-se de conhecimentos das Ciências Biomédicas, da Psicologia Clínica e da Psicologia Social – Comunitária.
O trabalho do psicólogo se fundamenta na promoção e na educação para a saúde.
Tem a sua função centrada nos âmbitos secundário e terciário de atenção à saúde.
Tem como objetivo intervir com a população em sua vida cotidiana antes que a doença seja instalada.
Considerando o diagnóstico delirium uma complicação frequente de pacientes internados no hospital, em especial aqueles com condições clínicas graves, julgue os itens seguintes de acordo com o autor Botega (2002).
I. Existem três tipos de delirium: hipoativo, hiperativo e misto, sendo que o hipoativo é caracterizado por excesso de atividades motoras, inquietação e peregrinação.
II. O tratamento não farmacológico do delirium inclui a presença frequente da família e reajustes do ambiente, como por exemplo reduzir os possíveis barulhos e ruídos.
III. O delirium é uma síndrome frequentemente subdiagnosticada e indicativa de mau prognóstico, estando associada a maiores taxas de morbimortalidade.
Assinale a alternativa correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
Nenhum item está certo.
Assinale a alternativa que apresenta uma atividade que não corresponde à atuação do(a) psicólogo(a) hospitalar.
Fazer atendimento psicológico de pacientes para cirurgias e procedimentos invasivos.
Dar assistência aos familiares de pacientes hospitalizados.
Acolher pacientes em sofrimento psíquico decorrente de suas patologias, internações e tratamentos.
Realizar os diagnósticos das patologias crônicas e agudas dos pacientes.
Acompanhar psicologicamente pacientes com doenças crônicas.
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. A presença de ansiedade em um paciente internado em um hospital pode representar:
I. Reação psicológica à doença, à internação e ao ambiente hospitalar.
II. Uma manifestação da doença orgânica.
III. Um transtorno psiquiátrico preexistente, e que predomina a ansiedade como sintoma.
Estão corretas as afirmativas.
I, II e III, apenas
I e III, apenas
I e II, apenas
II e III, apenas
I, apenas
Considere o seguinte relato:
Na Medicina, justamente, não esqueço uma coisa que aconteceu quando fui viver na França, como bolsista, em 1972: morreu uma pessoa na calçada, a dois metros de uma farmácia, sendo que nenhum farmacêutico a acudiu. E os farmacêuticos não a socorreram porque se tocassem nela se tornariam responsáveis pelo atendimento. Propôs-se, então, uma lei que valorizasse o atendimento de emergência, mesmo que desse errado, e lembro um editorial do Nouvel Observateur dizendo que, se dependermos de leis para que as pessoas sejam humanas, estaremos perdidos.
Sobre isso, assinale a alternativa INCORRETA.
O sujeito ético deve estar disposto a violar a lei, se preciso for.
Uma lei é, sempre, uma aproximação de uma melhor conduta.
A construção da democracia e a dos direitos humanos são conjuntas.
Há circunstâncias nas quais violar a lei é eticamente decisivo.
Cumprir uma legislação ética e suas leis nos torna um sujeito ético.
A hospitalização de idosos em atenção interdisciplinar compromete os principais sistemas funcionais dos idosos, provocando incapacidades que resultam em síndromes geriátricas, conhecidas como os cinco “Is” da geriatria. São eles:
instabilidade postural e queda, insight, intoxicações por substâncias, iatrogenia e impulsividade.
incontinência urinária e fecal, ilusões mnêmicas, irradiação afetiva, ideias relacionadas à morte e imobilidade.
imobilidade, insuficiência cerebral, ilusões mnêmicas, insight e investimento libidinal ambivalente.
iatrogenia, instabilidade postural e queda, imobilidade, insuficiência cerebral e incontinência urinária e fecal.
A avaliação psicológica de pacientes candidatos a transplante de órgão costuma avaliar não só o paciente como também um familiar/cuidador. Segundo Romano (2008), durante a entrevista psicológica com o cuidador, o psicólogo hospitalar deve
reforçar a necessidade do transplante, de modo a alinhar a decisão do cuidador à da equipe de saúde.
referir os riscos do transplante de modo hipotético, usando a fórmula “talvez isso aconteça”, para evitar que o cuidador se renda à desesperança.
investigar as crenças religiosas do cuidador de modo a encaminhá-lo a locais que lhe ofereçam conforto espiritual.
deixar claro que a medicina não é uma ciência exata, e dessa forma manter um humor positivo de quem cuidará do paciente.
informar o cuidador das principais características do transplante, partindo das informações que ele já possui.
Considerando a atuação do Psicólogo na Estimulação Precoce nas "Áreas de atendimento em Neuropediatria", analise as assertivas:
I.A estimulação precoce pode ser necessária para todas as crianças, inclusive aquelas que não tiveram nenhuma afecção neurológica, por exemplo, os prematuros.
II.O Psicólogo sabe a importância que as atividades motoras têm para o desenvolvimento do cérebro.
III.A atuação do Psicólogo na estimulação precoce nas "Áreas de atendimento em Neuropediatria", é prescindível para a organização do sistema nervoso.
IV.Com a atuação do Psicólogo no atendimento nas "Áreas de atendimento em Neuropediatria", é possível eliminar todos os problemas com apenas com o uso de brinquedos, móbiles, mobiliário adaptado a sua estatura, brincadeiras e estimulações adequadas, pois a ausência de estímulos acarreta a perda definitiva de funções inatas.
Qual(is) afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S)?
Apenas, III e IV.
I, II, III e IV.
Apenas, I, II e III.
Apenas, I e II.
Na avaliação da criança hospitalizada, além das fontes fundamentais, o psicólogo pode coletar informações junto aos pais ou responsáveis pela criança por meio de fontes complementares. Nesse sentido, destacam-se duas técnicas de avaliação e intervenção utilizadas em instituições de saúde e respaldadas pela literatura científica, embora não sejam de uso privativo de psicólogos:
Teste Projetivo HTP e Mapa de Rede (MR);
Genograma Familiar (GF) e Mapa de Rede (MR);
Inventário de Percepção de Suporte Familiar (IPSF) e Teste de Apercepção temática (TAT)
Projeto Terapêutico Singular (PTS) e Mapa de Rede (MR);
Teste de Apercepção temática (TAT) e Projeto Terapêutico Singular (PTS).