Questões de Concurso sobre Psicologia Hospitalar - Página 42 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Psicologia Hospitalar

 
 
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A inserção do psicólogo no hospital se deve à constatação de que o adoecimento sofre interferência significativa dos aspectos psicológicos, mobilizando nos doentes mecanismos psicológicos de adaptação à doença e à hospitalização. Um paciente que demonstra muita disponibilidade para discutir, de forma animada, sobre os aspectos técnicos de seus diagnóstico e tratamento, está utilizando como defesa a


A

sublimação.


B

racionalização.


C

anulação.


D

regressão.


E

negação.

A Psicologia Hospitalar busca comprometer-se com questões ligadas à qualidade de vida dos usuários bem como dos profissionais da saúde. Sendo assim, a atuação do psicólogo hospitalar abrange a(s) área (s):

I. clínica.

II. organizacional.

III. social.

IV. educacional.

Dos itens acima mencionados, estão corretos:


A

somente I, II e III.


B

somente I, III e IV.


C

somente II, III e IV.


D

somente I, II, e IV.


E

I, II, III, IV.

No contexto de hospitalização, o paciente é considerado o alvo legítimo dos planos de cuidado, já que, por vezes, as equipes assistenciais criam expectativas de que a participação da família restrinja-se aos momentos de solicitação. De forma indireta, há uma expectativa convencionada que o cuidador realize um trabalho quando a equipe de saúde se ausenta (SILVA; ZIHLMANN, 2018).

A partir da problemática associada a familiares/cuidadores de adolescentes hospitalizados, é correto afirmar que


A

a expectativa dirigida aos familiares contempla o conhecimento intenso de práticas assistenciais como administração venosa de medicamentos, aferição de sinais vitais, registro em prontuário de saúde, etc.


B

se compreende que, em um contexto com inúmeras inseguranças, a necessidade de tomada de decisões junto ao paciente, o enfrentamento direto da finitude e a presença dos familiares terminam por fragilizar emocionalmente o paciente.


C

é frequente a percepção dos familiares de que estejam colocados à margem do processo de cuidado, a partir, por exemplo, da lógica operante de que a equipe de saúde é detentora de um saber que pode ajudar a fazer cessar o sofrimento.


D

frequentemente, a equipe apresenta a expectativa de que os familiares ocupem centralidade no olhar assistencial no hospital, enquanto o adolescente e suas demandas sejam parte de uma queixa excessiva e própria do momento de metamorfose do corpo.


E

diante da soma de tantos elementos psicossociais preponderantes à família/cuidadores no hospital, observa-se que estes conseguem privilegiar seus sentimentos, baseando-se na necessidade própria de suporte emocional ao cuidado prático do adolescente.

Além do seu caráter assistencial à tríade paciente-família-equipe, a Psicologia Hospitalar constitui-se fundamentalmente pela tríade assistência, pesquisa e ensino. Sobre as atividades desempenhadas pelo Psicólogo Hospitalar é correto afirmar:


A

Oferece e desenvolve atividades em diferentes níveis de tratamento, visando basicamente a promoção e/ou a recuperação da saúde física;


B

Atua em instituições de ensino superior e/ou centros de estudo e de pesquisa visando o aperfeiçoamento ou a especialização de profissionais em sua área de competência;


C

Pode desenvolver diferentes modalidades de intervenção, dependendo da demanda e da formação do profissional específico; dentre elas ressaltam-se: atendimento psicoterapêutico; grupos psicoterapêuticos; grupos de psicoprofilaxia; grupos motivacionais, consultoria e interconsultoria;


D

No trabalho com a equipe multidisciplinar, preferencialmente interdisciplinar, participa de decisões em relação à conduta a ser adotada pela equipe, objetivando promover apoio e segurança a equipe, aportando informações pertinentes à sua área de atuação.

Freud propôs que se escutasse sob atenção flutuante, que não se fizesse uma seleção dos elementos do discurso do paciente. Em psicologia hospitalar isso significa que o psicólogo deve:


A

Dar atenção ao que o paciente fala sobre a doença, sua principal questão no momento.


B

Flutuar sua atenção durante a fala do paciente, apenas focando-a quando o tema do adoecimento aparecer.


C

Escutar livremente, sem valorizar previamente temas relacionados à doença.


D

Permitir que o paciente fale sobre o que desejar, evitando excessos em relação a temas médicos.


E

Direcionar a conversa para o tema do adoecimento, já que por questões de saúde as consultas são breves.

O hospital possui estratégias de intervenções específicas que se relacionam com o saber médico e o saber psicológico. No hospital, o psicólogo deve definir sua atuação baseada


A

na atuação profissional análoga à forma como obteve em sua formação, com ênfase na individualidade e no atendimento da psicologia clínica.


B

na inserção junto à equipe de saúde para afirmar-se e poder interagir com a equipe, constituindo-se como um agente de humanização, de modo a ampliar o modelo assistencial para pacientes, familiares, equipes de saúde e para a própria instituição.


C

no auxílio à tarefa médica com o objetivo de realizar diagnósticos diferenciais do estado emocional do paciente, para que seja elaborado o prognóstico do tratamento e as possíveis intervenções.


D

no atendimento de pacientes difíceis de modo a privilegiar os interesses do hospital na organização do fluxo hospitalar, para estimular a administração de medicamentos e os procedimentos mais caros.


E

no atendimento prioritário às demandas da instituição de saúde com a inclusão tão somente dos aspectos psicológicos do adoecimento.

Uma das estratégias que podem ser adotadas por um psicólogo que trabalha em um ambulatório de um hospital geral é a realização de um grupo de sala de espera. Essa modalidade de atendimento grupal


A

consegue atender tanto aos objetivos da instituição quanto aos objetivos dos pacientes que aguardam atendimento.


B

atende à grande demanda de pacientes que esperam atendimento, mas aumenta o tempo de espera pelo cuidado efetivo.


C

estimula uma atitude passiva nos pacientes, que favorece a aceitação das condutas e procedimentos médicos indicados.


D

acolhe os pacientes durante a espera pelo atendimento, impedindo a manifestação das questões individuais que se sobrepõem à doença.


E

oferece soluções imediatas para a maioria dos pacientes, identificando aqueles que realmente precisam de cuidados médicos.

“Os critérios adotados para interpretar o desenho, de modo geral, pautam-se no traçado, cores, localização, elementos constitutivos e faixa etária das crianças submetidas à avaliação psicológica. No contexto hospitalar, o desenho infantil está associado à avaliação de ansiedade em intervenções précirúrgicas e à investigação de conceitos de saúde e doença para crianças com doenças crônicas e agudas. Fora do ambiente hospitalar, o desenho infantil tem sido utilizado como instrumento de coleta de dados em pesquisas sobre dificuldades emocionais ou na compreensão de conceitos de saúde, doença e morte de crianças doentes crônicas e saudáveis” (MENEZES; MORÉ; CRUZ, 2008, p. 189).

A análise de resultados provenientes do desenho infantil no hospital fornece elementos relativos a dados __________________.

A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é


A
descritivos e quantitativos

B
sistematizados e qualitativos

C
psicométricos e empíricos

D
projetivos e clínicos

E
operacionais e superficiais

Ao avaliar um paciente internado em hospital geral, o psicólogo deve procurar identificar possíveis preditores psicossociais de enfrentamento que contribuirão no planejamento de estratégias de intervenção adequadas ao paciente e família. De acordo com Chiattone (2018) quais são esses preditores sociais?


A

Relações com a equipe de saúde, escolaridade e grau de suporte social.


B

Repressão dos sentimentos, fortes mecanismos defensivos e crença religiosa.


C

Forte inibição à agressão, estilo de vida e sentimentos de culpa graves e insolúveis.


D

Agressão auto dirigida, presença de desesperança, menor grau de aceitação das intervenções psicoterapêuticas.

Nas enfermarias os atendimentos costumam se iniciar a partir de um pedido de interconsulta ou da busca ativa realizada pelo psicólogo. Ao receber um pedido de interconsulta para um paciente internado, qual o primeiro aspecto que o psicólogo deve observar?


A

O motivo do pedido.


B

A dinâmica da família.


C

O prognóstico do paciente.


D

As comorbidades do paciente.

Sobre a prática em Psicologia Hospitalar, marque a alternativa CORRETA:


A

Em um primeiro atendimento hospitalar não deve realizar qualquer intervenção, observando apenas a realidade do paciente e fazendo uma escuta adequada.


B

O psicólogo que atende pacientes hospitalizados não deve atender os familiares do mesmo.


C

O psicólogo pode discutir o atendimento psicológico com outros profissionais da equipe, desde que o motivo seja voltado às questões hospitalares e respeite a privacidade do paciente.


D

Um psicólogo hospitalar não deve olhar o prontuário médico visto que esse é um instrumento privativo do médico, assim como os testes psicológicos são privativos do psicólogo.


E

Uma importante função do psicólogo hospitalar é a administração das rotinas e procedimentos hospitalares, tal qual um gestor da equipe.

Sobre a atuação do psicólogo no contexto hospitalar, verifica-se a importância do mesmo no trabalho interdisciplinar (Lima, 2011). Analise as afirmativas e marque a alternativa falsa:


A

A interconsulta no ambiente hospitalar é entendida como a ação de um profissional de saúde no processo de atendimento que um paciente vem recebendo. A responsabilidade pelo atendimento global do paciente é do profissional que faz o pedido de interconsulta. Ele atendia o paciente antes e vai continuar a atender depois da interconsulta. O interconsultor é sempre um especialista de outra área, chamado a esclarecer, diagnosticar ou dar solução a uma problemática de saúde que o paciente tenha e que fuja da competência do profissional ou equipe responsável.


B

O interconsutor vem para avaliar um problema específico e vai depois que o problema é solucionado. Esta é uma prática comum entre médicos, especialmente em hospitais universitários. Na medida em que começou a trabalhar em hospitais, ligado a equipes ou em Serviços de Psicologia independentes, o psicólogo passou a ter um status de especialista, diferente do status do psiquiatra, que mais freqüentemente lida com os casos de: distúrbio psiquiátrico ou psicótico que requerem o uso de psicofármacos e passou a ser chamado em interconsultas para tratar de questões psicológicas que pacientes apresentam no decorrer de seu atendimento medico.


C

Procurar envolver os outros profissionais numa melhor relação médico-paciente ou enfermeiropaciente, identificar ações que possam surtir efeitos imediatos, como estimular o médico a melhor esclarecer o problema do paciente, solicitar ao serviço social que providencie condições para que os familiares venham visitar o paciente e, especialmente, ouvir, apoiar e permitir ampla ventilação ao paciente. Após esta intervenção inicial, pode-se detectar a presença ou ausência de quadros psicológicos específicos que precisem ser tratados na forma de uma psicoterapia breve.


D

Assim, dificuldades de aceitação do diagnóstico e/ou prognóstico, ansiedade exacerbada em situações de exame, tristeza e/ou depressão eliciadas pelo quadro clínico ou pelo isolamento social e familiar decorrentes da hospitalização, somatizações, reações condicionadas a procedimentos, etc., passaram a se constituir em motivos para efetuar um pedido de interconsulta ao Psicólogo para participar do atendimento a um paciente internado em clínicas onde ele não atua. Nesta situação, o essencial da ação do psicólogo é ser capaz de fazer uma rápida análise da situação para identificar a origem do problema e depois deixar o trabalho para os outros profissionais sem necessariamente um acompanhamento contínuo.


E

É essencial o psicólogo como interconsultor num hospital geral e uma das suas ações mais visíveis perante os outros profissionais é a facilitação no processo de adesão de pacientes frente ao tratamento, os quais por sua vez encontram-se resistentes e a interconsulta viabiliza mudar crenças advindas do adoecimento.

Visto que, frente à morte, não há o que ser feito, muitas vezes, o que as pessoas enlutadas precisam é, principalmente em um hospital, apenas a compreensão da sua forma de externalizar o luto (Silva, 2003). Por isso, é importante ao profissional de psicologia oportunizar ao paciente e familiares, EXCETO:


A

Dar acolhimento, deixar a pessoa falar, desabafar, chorar etc. O importante para que isto ocorra com eficácia é ter um vínculo estabelecido. Ter acompanhado o paciente (e os familiares) durante o seu período de internação pode auxiliar.


B

Esclarecer aos familiares não tão ligados ao paciente terminal que manifestações emocionais vindas para eles daqueles que estão mais ligados ao paciente não devem ser entendidas como agressões pessoais.


C

Falar sempre a verdade em relação ao prognóstico do paciente. Isto é importante principalmente para manter o vínculo com a família e estabelecer laços de confiança, aqui deve-se também incentivar ao resto da equipe de saúde a desenvolver a mesma postura.


D

É o momento de começar a enfatizar as perdas. Aqui, pode-se incentivar a família a fazer uma avaliação geral de como entrou, como está, e de como sairá da situação com a perda do parente.


E

Incentivar a família a respeitar e também vivenciar junto com o paciente o tempo que resta, respeitando os limites e as vontades deste (o que não significa se submeter a qualquer imposição vinda do paciente, sob o fantasma de um futuro remorso ou culpa).

A postura do psicólogo que atua em situações como o processo de transplante em crianças deve ser ativa e direta, e precisa avaliar o apoio prático e afetivo que a criança tem e terá ao voltar para a rotina de atividades cotidianas dela.

C
Certo

E
Errado

No hospital, encontramos pacientes em isolamento, geralmente por infecções que podem ser transmissíveis. O paciente nesses casos pode apresentar sensação de abandono e fantasias diante do seu quadro clínico, além de despessoalização, limitação de atividades e perda da autonomia. Corresponde a possibilidade de atuação do psicólogo hospitalar neste caso:


A

Desmistificar o isolamento;


B

Evitar recursos audiovisuais aos pacientes;


C

Restringir ao extremo o contato físico da família junto ao paciente;


D

Orientar a esclarecer à família que deve dar espaço ao paciente e evitar as visitas;


E

Ampliar o campo de visão do paciente para que ele entenda que deve ficar sozinho nesse momento.

O registro em prontuário interdisciplinar de procedimentos específicos da psicologia, além de promover a comunicação na instituição hospitalar, também fornece dados sobre o estado emocional do paciente para que o mesmo possa ser percebido e avaliado em sua totalidade. Nesse sentido, algumas atitudes devem ser evitadas. Assinale a alternativa INCORRETA sobre o que deve ser evitado.


A

Escrever com objetividade;


B

Informações desnecessárias ou irrelevantes para a conduta da equipe;


C

Falta de clareza ou linguagem inadequada para compreensão da equipe composta por várias áreas;


D

Quebra de sigilo;


E

Ausência de síntese.

Quanto a atuação do psicólogo na maternidade, podem ser observadas condições muito significativas relacionadas à vivência da mãe diante da chegada de um bebê. Assinale a opção INCORRETA.


A

Os transtornos psiquiátricos associados ao puerpério estão tipicamente classificados em três categorias diagnósticas: blues, depressão puerperal e psicose puerperal;


B

O fator que mais dificulta o diagnóstico da depressão materna é o estigma associado à discrepância entre a expectativa de felicidade da mulher em uma gestação planejada e os sintomas de tristeza e irritabilidade;


C

A depressão materna pode interferir significativamente na unidade familiar e está associada a dificuldades interpessoais e prejuízos na interação entre mãe e bebê;


D

Toda gravidez, é marcada por fantasias inconscientes, muitas vezes contraditórias com os ideais conscientes, que podem influenciar muito na forma como a mãe significa sua própria condição, a condição da criança e dos familiares envolvidos;


E

Os sintomas prodômicos da psicose puerperal são inquietação, irritabilidade e alterações do sono que evoluem rapidamente para choro fácil, ansiedade e inapetência.

Uma forma da contribuição mencionada é o psicólogo compartilhar com a equipe multiprofissional dados psicológicos do paciente.

C
Certo

E
Errado

No que diz respeito à Psicologia Hospitalar, é correto afirmar que:


A

por ser uma prática que acontece dentro do hospital, a psicologia hospitalar é o campo de entendimento e tratamento das doenças.


B

é possível definir a filosofia da psicologia hospitalar como psicologia da escuta; contudo, essa escuta se torna inviável quando o paciente se encontra impossibilitado, organicamente, de falar.


C

o objeto de estudo da psicologia hospitalar diz respeito, prioritariamente, às doenças com causas psíquicas.


D

a Psicologia hospitalar é o campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento.


E

a psicologia hospitalar vem-se desenvolvendo, ancorada num paradigma epistemológico que valoriza o conhecimento interdisciplinar e, como consequência, privilegia a existência de doenças e não de doentes.

 
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