Questões de Concurso sobre Psicologia Hospitalar

 
 
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A psicologia hospitalar é uma das especialidades da profissão de psicólogo, conforme resolução do Conselho Federal de Psicologia. É objetivo da psicologia hospitalar:


A

definir o psicólogo como representante da equipe médica.


B

assistir ao paciente, à sua família e à equipe de saúde.


C

acelerar tratamentos para colaborar com o sistema de saúde.


D

adaptar a sua forma de trabalho para o modelo médico.


E

comunicar pareceres clínicos desfavoráveis a pacientes e familiares.

Assinale a alternativa que não corresponde especificamente aos objetivos da avaliação e intervenção da psicologia em enfermaria junto ao paciente:


A

Diminuir ou adequar medos, ansiedade, entre outros, em relação a doença e a internação;


B

Oferecer elementos ou condições para que a paciente lide melhor com o processo de internação;


C

Viabilizar a participação do paciente no seu processo de hospitalização e doença;


D

Facilitar a interação entre família, paciente e equipe.

Considerando algumas das funções do psicólogo que atua em UTI de hospitais, assinale a alternativa que não constitui uma função do psicólogo nesse contexto.


A

Avaliação da adaptação do paciente à hospitalização, considerando seu estado psíquico e sua compreensão do diagnóstico.


B

Atuação junto à família acolhendo, orientando e informando as rotinas da UTI, e oferecendo-lhes espaço para expressão dos seus sentimentos e questionamentos quanto ao processo de internação do paciente.


C

Evolução clínica do paciente, considerando os últimos exames laboratoriais, assim como o seu humor.


D

Atenção a solicitações dos profissionais da equipe, em relação a aspectos psicológicos envolvidos na internação do paciente, além de incentivar o contato entre o paciente e a equipe, e entre os familiares e a equipe.


E

As intervenções psicológicas podem ser realizadas com o paciente, a família e a equipe de saúde.

O processo de hospitalização tende a ser potencialmente traumático para a criança, pois traz modificações intensas em sua rotina, o distanciamento do seu contexto habitual, o afastamento do ambiente escolar e das figuras de vínculo e dos brinquedos.

Sobre o brincar no hospital, é correto afirmar que


A

o brincar é uma atividade controversa, já que diversos autores sustentam que tende a funcionar como mecanismo de recusa à adesão de crianças ao tratamento proposto.


B

há um consenso em Psicologia Hospitalar que argumenta que o brincar deve ser dirigido pelo psicólogo, a fim de avaliar aspectos psicológicos da criança que não são verbalizados.


C

o brinquedo pode proporcionar a continuidade do desenvolvimento, além de se mostrar como um valioso recurso de ressignificação da dor e do sofrimento vivenciado pelas crianças hospitalizadas.


D

a brincadeira, como atividade eminentemente infantil, proporciona diversos benefícios, porém os brinquedos são, em geral, contraindicados a partir de uma medida de controle de infecção hospitalar.


E

o brincar é descrito na literatura como uma prática que ameniza os impactos psicológicos da hospitalização, porém ainda se restringe a realidades institucionais privadas, não sendo descrito em hospitais públicos.

É papel do psicólogo no âmbito hospitalar, EXCETO:


A

O trabalho dos profissionais da psicologia no hospital é lidar com sentimentos, pois o indivíduo, ao sair do contexto familiar, passa a assumir a condição de paciente, perdendo sua autonomia e independência.


B

O psicólogo deve apenas está atrás de um diagnóstico no sentido formal e acadêmico do termo.


C

O psicólogo deve observar e ouvir com paciência a linguagem verbal e não-verbal dos pacientes, já que ele é quem mais pode oferecer, no campo da terapêutica humana, a possibilidade de confronto do paciente com sua angústia e sofrimento na fase da hospitalização, buscando superar os momentos de crise.


D

Uma das atribuições do psicólogo hospitalar é buscar informações sobre a história do paciente, lembrando sempre que o diagnóstico, o prognóstico e técnicas de intervenção só terão importância ao se considerar que não se trata só de doenças, mas sim, de pessoas doentes.


E

Compreender o significado da vida no processo do cuidado inclui não somente atribuições técnicas do profissional, mas também capacidade de perceber e compreender o ser humano, como ele está em seu mundo, como desenvolve sua identidade e constrói a sua própria história de vida.

Assinale a alternativa que corresponde a UTI-A, mais especificamente a UTI do tipo I:


A

Que constam critérios minimamente aceitáveis para pacientes graves;


B

Maior número de equipamentos por paciente e um enfermeiro para cada cinco leitos;


C

Ampliação do número de exames e fisioterapeuta exclusivo;


D

Em processo de adequação a legislação vigente com possibilidade de seus leitos se tornarem semi-intensivos.

Quanto a algumas das atividades desenvolvidas pelo psicólogo no contexto hospitalar, considere os tópicos apresentados a seguir.


1) Preparação psicológica de pacientes para cirurgias.

2) Assistência aos familiares de pacientes hospitalizados.

3) Acompanhamento psicológico de pacientes com doenças crônicas submetidos a procedimentos invasivos.


Está(ão) correta(s):


A

1 e 2, apenas.


B

1, 2 e 3.


C

1, apenas.


D

3, apenas.


E

2, apenas.

Goidanich e Guzzo (2012) entendem que, no contexto da assistência psicológica no hospital, os pacientes se apresentam, por vezes, mais angustiados com a retrospectiva de vida que a internação reedita do que mobilizados emocionalmente com a hospitalização em si. Isso ocasionaria um resgate psíquico de perdas e das dificuldades experienciadas em sua história de vida.

Em uma unidade de internação, a intervenção psicológica bem fundamentada, dirigida às vivências particulares do paciente frente à hospitalização e/ou adoecimento, mostra-se:


A

fundamental, já que é a partir da abertura à escuta de conteúdos subjetivos, que o paciente pode situar moldes pessoais de dor e elaborar saídas funcionais a este momento de vida.


B

questionável, já que a presença do psicólogo acaba por mobilizar conteúdos de sofrimento psíquico que, quando não verbalizados, tendem naturalmente a serem esquecidos.


C

crucial, uma vez que a demanda psicoterapêutica é generalizada na experiência humana, que é agravada pela permanência no hospital, exigindo assim a modificação do setting adverso que se constitui no hospital.


D

controversa, já que a assistência psicológica pode amenizar o sofrimento psíquico associado ao contexto e ao momento de vida, mas poderá também mobilizar comportamentos agressivos do paciente dirigidos à instituição.


E

relevante, guiada pela proposta da amenização de angústias associadas à doença, desencorajando o paciente a tratar de assuntos outros, já que essa fala seria claramente um mecanismo de defesa contra a adesão ao tratamento.

O paciente X, sexo masculino, 48 anos, cursa com seu primeiro episódio de hospitalização, após ser diagnosticado com uma doença crônica. Está internado em uma enfermaria de seis leitos de um hospital público. Apresenta-se angustiado, frequentemente choroso, ameaçando evasão do hospital, caso a esposa não possa acompanhá-lo durante a noite.

A partir da reflexão da vinheta clínica acima, o psicólogo hospitalar:


A

reconheceria os limites técnicos de seu saber, uma vez que este caso parece circunscrever à assistência social.


B

atuaria na comunicação ao paciente das normas e rotinas hospitalares, ressaltando o quanto a sua reação emocional é inadequada.


C

tenderia a reconhecer traços de fobia social, marcados pela incongruência entre a idade do paciente e desamparo experienciado.


D

comunicaria à equipe a clara alteração psicopatológica do paciente, que preenche critérios diagnósticos de transtorno bipolar afetivo.


E

promoveria uma escuta ao paciente, compreendendo que a doença e a hospitalização são frequentemente associadas a vivências de desamparo, angústia e regressão.

Quando o paciente hospitalizado encontra-se em uma posição de negação da doença, porém aceitando o tratamento oferecido, o psicólogo deve:


A

Não fazer nada, já que, na maioria dos casos, é uma posição passageira.


B

Progressivamente mostrar evidências concretas da situação do paciente.


C

Pedir à equipe médica para conversar com o paciente e convence-lo de sua condição.


D

Evitar o assunto do adoecimento com o paciente para não gerar raiva ou descontrole.


E

Recorrer à família do paciente hospitalizado para que ele não permaneça em tal posição.

No que diz respeito à prática hospitalar Rudnicki (2014) sugere que a intervenção psicológica cumpre objetivos específicos. NÃO é apontado pela autora como um destes objetivos:


A

Viabilizar a participação ativa no processo de hospitalização.


B

Oferecer ao enfermo melhores condições para aliviar a relação com a doença.


C

Trabalhar a crença central do enfermo e sua relação com a vivência da doença.


D

Minimizar ansiedades, medos e expectativas irreais frente à enfermidade.


E

Levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e ao alívio de seus sintomas.

Sabe-se que o psicólogo no contexto hospitalar atua na intenção de cuidar dos variados aspectos psicológicos que se manifestam frente ao adoecimento. Estes que, invariavelmente, surgem bastante evidentes na família dos pacientes, no médico e por toda a equipe de saúde, não envolvendo diretamente os pacientes. Compreende-se que ao psicólogo, estas relações também devem ser alvo de sua atenção e não apenas sua relação com os pacientes. Teoricamente, estes dois tipos de relações estabelecidas pelo psicólogo neste contexto, são chamados de:


A

Relações Fundamentais e Relações Complementares


B

Relações Basilares e Relações Paralelas


C

Relações Fundamentais e Relações Paralelas


D

Relações Basilares e Relações Complementares

A inserção do Psicólogo nos hospitais, ao contrário do que supõe uma parcela da população, não se restringe a intervenções centradas no nível terciário da assistência. Pode-se citar uma crescente demanda dirigida ao psicólogo no contexto _____________, em que há, ao mesmo tempo, uma similitude e um distanciamento do modelo clínico. É similar, pois o psicólogo consegue acompanhar o paciente no processo de elaboração do adoecimento de uma maneira mais longitudinal. Por outro lado, se distancia, porque o setting é distinto, e, não raro, as consultas acontecem de acordo com a agenda do tratamento médico.

A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é


A
da UTI

B
do ambulatório

C
das enfermarias

D
da atenção básica

E
da atenção primária

Segundo Almeida (2010), os modelos atuais de atuação do psicólogo clínico raramente se aplicam nas instituições, uma vez que a forma habitual de diagnóstico e de psicoterapia não satisfaz a exigência para o atendimento do número de pacientes. Sobre a indicação de psicoterapia breve no contexto hospitalar, marque a opção CORRETA.


A

A psicoterapia breve tem como objetivo auxiliar o paciente a lutar contra a doença e a canalizar seus pensamentos para outros assuntos que não lhe tragam sofrimento.


B

A prática da psicoterapia breve é restrita ao trabalho do psicólogo no ambulatório.


C

A psicoterapia deve ser focal, visando aspectos estritamente relacionados com a doença, as dificuldades adaptativas à hospitalização e ao processo de adoecer.


D

Na emergência, a intervenção psicoterapêutica é breve e se objetiva realizar uma psicoterapia.


E

No hospital, o tempo de permanência é variável e cada vez maior o que permite ao psicólogo aprofundar as questões psicológicas a serem trabalhadas.

O processo por meio do qual as questões da vida social (complexas, multifatoriais, culturais e históricas) são reduzidas a um tipo de racionalidade, vinculando artificialmente os desvios em relação às normas sociais a um suposto determinismo orgânico e expressando-se no adoecimento da pessoa, denomina-se:


A

somatização.


B

medicalização.


C

saudização.


D

conversão.

A prática hospitalar evidência hiatos teóricos, traduzidos em desajustes no plano técnicos. É preciso considerar que as práticas psicoterápicas, no contexto hospitalar, transcendam o quadro de um empirismo obscuro, encontre uma racionalidade que as legitime e as torne coerentes, individualizadas e dotadas de sentido, indicadas cientificamente (FIORINI, 2004). No livro Teorias e Técnicas de Psicoterapia, Héctor Juan Fiorini questiona a prática da psicoterapia breve no que diz respeito aos seus fundamentos. Com base no autor citado, é CORRETO afirmar:


A

A psicoterapia breve deve evitar contribuições de outras disciplinas sociais e de diferentes modalidades terapêuticas.


B

As terapias breves precisam alicerçar-se na experiência clínica, na concepção terapêutica psicodinâmica.


C

As terapias breves devem configurar-se como meros recursos acidentais para uma emergência socioeconômica e sanitária.


D

Essa modalidade ignora a elaboração de um esquema referencial próprio, visto que é exercida em um contexto amplo que admite a extrapolação de conceitos de outros campos.


E

Uma terapêutica breve orienta-se fundamentalmente na compreensão psicodinâmica dos determinantes da crise e/ou doença, desconsiderando os fatores etiológicos da descompensação.

Romano (1999) destaca que uma primeira condição de efetividade para o trabalho multidisciplinar do psicólogo é a clareza de suas atribuições e das expectativas concernentes a sua especificidade. Neste sentido, a equipe frequentemente cria elevadas expectativas, entendendo que o psicólogo seja capaz de se mostrar competente o suficiente para que sua prática seja vista como necessária.

Sobre os fatores facilitadores à prática hospitalar e as expectativas da equipe multiprofissional, dirigida ao psicólogo, é correto afirmar que


A

a partir dos avanços em pesquisas de saúde, a equipe multidisciplinar tornou-se capaz de identificar as especificidades do trabalho psicológico, reduzindo as expectativas relacionadas ao psicólogo.


B

a formação do psicólogo hospitalar, sob o formato multiprofissional, reitera os estigmas associados à sua prática, já que esta experiência tende a dissolver os limites de atuação de cada profissional.


C

a hegemonia do modelo biomédico de tratamento da saúde opera como fator facilitador da inserção do psicólogo nas equipes multiprofissionais, uma vez que este paradigma tende a valorizar a subjetividade.


D

o caráter biológico associado à formação das diversas profissões componentes da equipe multiprofissional tem gerado um alinhamento conceitual consistente com a visão de saúde proposta pela Psicologia.


E

a equipe sente, por vezes, necessidade de que o psicólogo justifique a pertinência da adoção de procedimentos psicológicos de forma clara e objetiva.

A especialidade Psicologia Hospitalar foi reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia (2000), por meio da Resolução nº 014/2000, na qual apresenta instruções para o psicólogo obter o registro. Os profissionais que atuavam nessa área solicitavam o registro de especialista após a conclusão dos cursos de especialização credenciados pelo Conselho Federal de Psicologia ou diante da comprovação de experiência prática de dois anos e aprovação nas provas teóricas. Sobre essa prática e considerando a perspectiva teórica, a qual o profissional atua, analise e marque a alternativa falsa.


A

A perspectiva interdisciplinar por meio do diálogo constante entre a equipe de saúde representa uma estratégia efetiva para facilitar a comunicação. Isso possibilita discutir características de um caso clínico com os profissionais, definir procedimentos de intervenção e acompanhar os resultados avaliando seus efeitos.


B

Por meio da abordagem humanista, é preciso compreender as alterações emocionais vivenciadas pelos pacientes hospitalizados diante de uma situação de luto proveniente do surgimento da doença, assim será possível acompanhar o indivíduo no processo de elaboração dessa experiência por meio da exploração das verbalizações de maneira que o manejo da resistência e da transferência sejam fundamentais.


C

A partir da fundamentação fenomenológica existencial, enfatiza que se trata de uma área a qual visa minimizar, no paciente, o sofrimento gerado pelo processo de hospitalização, por meio da escuta e da empatia para iniciar a ressignificação ou atribuição de novos significados às suas vivências.


D

A teoria sistêmica, reconhecem a possibilidade do desenvolvimento de intervenções psicológicas pelo fato de considerarem o hospital um sistema aberto e dinâmico, repleto de significados nas relações que são estabelecidas entre paciente, família e equipe de saúde.


E

Essa visão multidimensional, focalizada na comunicação, na complexidade do contexto hospitalar e na intersubjetividade, representa o elemento central para reflexões críticas. Psicólogos da teoria cognitivo comportamental, no acompanhamento hospitalar de pacientes e familiares, buscam reestruturar cognições, minimizar estresse com técnicas de relaxamento e fortalecer estratégias de enfrentamento; também estão envolvidos na sistematização de diretrizes que orientam a atuação profissional por meio da construção de protocolos.

A psicologia hospitalar é o campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento. Essa definição para o objeto da psicologia hospitalar


A

concentra seu foco nas doenças com causas psíquicas, classicamente denominadas de psicossomáticas.


B

enfatiza que todo adoecimento orgânico tem uma causa psicológica que pode ser determinada.


C

realça que as vivências psicológicas têm sempre um papel decisivo na origem do adoecimento orgânico.


D

supera a equivocada disputa entre causação orgânica versus causação psicológica das doenças.


E

aceita que a doença é um fenômeno elementar que integra, de forma proporcional, aspectos biológicos e psicológicos.

Um dos problemas existentes na hospitalização infantil deriva do descuido de aspectos psicológicos, pedagógicos e sociológicos envolvidos nesta situação. Intervenções no contexto hospitalar devem buscar a promoção de condições favoráveis à reabilitação de efeitos de experiências adversas ao desenvolvimento comportamental da criança (Zannon, 1991). Diante desta afirmativa o que seria FALSO para Psicologia da saúde:


A

Produzir bem-estar no hospital deve ser atribuição específica do psicólogo, quando subsidia programas que promovam o conhecimento e a aquisição de comportamentos dentro desse contexto. Enquanto os demais profissionais devem restringir seus cuidados à parte biológica.


B

a identificação de processos psicológicos envolvidos na assistência à criança, assim como seus pais ou cuidadores.


C

diz respeito ao desenvolvimento de padrões de comportamento de adesão ao tratamento, prevenção de problemas de saúde e comportamentos de risco.


D

deve promover condições favoráveis ao enriquecimento ou à reabilitação comportamental de crianças, enfatizando a melhora na relação profissional-paciente.


E

O brincar deve ser explorado porque é uma das formas de expressão mais genuínas da criança, o meio através do qual ela expressa seu pensamento, uma vez que a linguagem verbal ainda não está suficientemente desenvolvida para esse fim.

 
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