Questões de Concurso sobre Psicologia Hospitalar

 
 
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A morte é uma realidade presente nas unidades de terapia intensiva. Dentre os fatores relacionados à dificuldade de aceitação da morte por pacientes internados, estão:


A

Vínculos afetivos, personalidade e quociente de inteligência.


B

Vínculos afetivos, idade e condição socioeconômica.


C

História e elaboração de perdas anteriores e crenças com relação à morte.


D

Idade, condição socioeconômica e cultural do paciente.


E

Vínculos afetivos, adoecimento agudo e idade avançada.

Em relação ao papel do psicólogo hospitalar, marque a alternativa incorreta:


A

Deve ser um agente de mudanças.


B

Tem a função da interconsulta: auxiliando outros profissionais a lidarem com o paciente.


C

Possui a função de diagnosticar e compreender o que está na queixa e no sintoma do paciente.


D

Deve proporcionar assistência ao paciente, à família desse paciente e à equipe de saúde, sempre buscando o bem-estar físico e mental dos envolvidos.


E

O psicólogo hospitalar atua exclusivamente com a prevenção do paciente.

O psicólogo de um hospital se apresenta a F., 54 anos, internado na Unidade de Tratamento Intensivo há 7 dias, consciente e responsivo. F. apresenta alucinações visuais, desorientação espaço temporal e fuga de ideias. O médico plantonista afirma não ter percebido tal quadro em seu último plantão, três dias antes. A enfermagem comenta que o paciente estava entubado até a véspera. Um familiar, questionado, informa que F. trabalha como advogado e que levava uma vida normal e nunca havia apresentado tais sintomas.


De acordo com as informações disponíveis, a conduta a ser adotada pelo psicólogo deverá ser a de


A

diagnosticar uma psicose endógena e orientar o paciente a buscar tratamento psiquiátrico, após a alta hospitalar.


B

explicar, cuidadosamente, ao paciente, a situação em que se encontra para favorecer o enfrentamento da crise sem a fuga da realidade.


C

orientar os familiares para a situação nova em que o paciente se encontrará após a alta hospitalar, intermediando a criação de uma rede que permita o tratamento de sua psicopatologia


D

sustentar, diante da equipe, a importância de introduzir, no tratamento do paciente, medicações específicas para combater os sintomas descritos.


E

oferecer referências espaçotemporais e subjetivas, promovendo a comunicação com o paciente e agenciando sua relação com o mundo.

Historicamente, existe no caso brasileiro uma anterioridade da prática com relação à teoria. Nos episódios, nos empreendimentos institucionais, na construção de um campo próprio para a psicologia, verificamos que a técnica precede o conhecimento. Este, de maneira geral, permanece como um fundamento, cujo valor se esgota na derivação de uma ação prática [...].


Disponível em: . Acesso em: <http://psyykologi02.blogspot.com.br/2011/05/ epistemologia-filosofi ca-o-trabalho.html>26 abr. 2016. Adaptado.


Na história da Psicologia nos hospitais no Brasil, que característica corresponde ao que é apontado no texto?


A

A utilização, desde a década de 1940, da psicologia no hospital como suporte teórico à prática médica.


B

A anterioridade do surgimento de serviços de acompanhamento psicológico em relação à regulamentação da profissão de psicólogo.


C

A contemporaneidade entre a demanda por atenção psicológica nos hospitais e a publicação das primeiras teses sobre psicossomática.


D

A irregularidade do exercício da psicologia por profissionais médicos no início do séc. XX


E

A apropriação das propostas da teoria psicanalítica para o embasamento do atendimento clínico no hospital.

A presença do psicólogo Manuel foi requisitada na enfermaria de urologia do hospital no qual trabalha a pedido dos médicos que atendem nesta unidade a fim de auxiliá-los na condução de um caso no qual o paciente se recusa a realizar um procedimento cirúrgico que lhe garantirá uma sobrevida maior. Tal situação, caracterizada por um trabalho em equipe interprofissional, é conhecido na área da psicologia hospitalar como:


A

Abordagem sistêmica.


B

Atendimento inter-hospitalar.


C

Interconsulta.


D

Intermediação.


E

Aconselhamento.

Na cena hospitalar, a medicina e psicologia aproximam-se bastante, articulam-se, coexistem e tratam o mesmo paciente. É CORRETO afirmar que:


A

O médico preocupa-se com o diagnóstico da doença, ao passo que o psicólogo está mais voltado para o prognóstico da mesma.


B

A filosofia da medicina é curar doenças e salvar vidas, ao passo que a filosofia da psicologia hospitalar é reposicionar o sujeito em relação a sua doença.


C

O objetivo da medicina é evitar que o paciente morra, ao passo que o da psicologia hospitalar é oferecer melhor qualidade de vida ao paciente doente.


D

O médico precisa procurar a causa da doença para poder tratá-la, ao passo que, para o psicólogo, basta entender quais as fantasias do paciente em relação à doença para poder ajudá-lo.


E

A medicina visa à cura do corpo físico, ao passo que a psicologia hospitalar visa à cura do corpo simbólico.

Paciente do sexo feminino, 67 anos, evangélica, casada há 40 anos, 2 filhos independentes, dona de casa, internouse para realização de biopsia cerebral. Contudo, houve intercorrências durante o procedimento que impediram a realização da biópsia e a paciente sofreu o rompimento de uma artéria importante, deixando-a com sequelas. Após 2 meses e meio de internação para tratamento e restabelecimento da paciente, ela recebe alta hospitalar com traqueostomia, sem andar ou comer sozinha. O esposo da paciente mantém uma atitude de revolta e diz que não vai levar a paciente para casa enquanto ela não sair do hospital melhor do que entrou. Você é psicólogo do setor de enfermaria e tem acompanhado o caso desde o início. Como você procede?


A

Entrevista o familiar a fim de compreender as demandas latentes que o fazem recusar a levar a paciente para casa.


B

Dá voz ao desejo manifesto da família e conversa com a equipe de cuidados, solicitando que a paciente só receba alta quando estiver totalmente restabelecida.


C

Entrevista os filhos da paciente a fim de identificar outro suporte social que se responsabilize pela alta hospitalar.


D

Entrevista o paciente com técnicas de persuasão para tentar convencê-lo a levar a paciente para casa, alertando para os riscos reais de a paciente se infectar com uma bactéria hospitalar no caso de uma desnecessária internação mais prolongada.


E

Não intervém, pois, esta questão já é uma formalidade estabelecida pelo hospital, e a paciente receberá a alta hospitalar, quer o familiar concorde ou não.

Considerando eventuais quadros clínicos e intercorrências clinicas apresentadas no contexto hospitalar, o delirium é uma síndrome com características bastante específicas. Entre as alternativas abaixo, marque a alternativa que NÃO faz parte desta síndrome:


A

Diminuição da atenção voluntária;


B

Rebaixamento do nível de consciência.


C

Desencadeado por uma disfunção orgânica.


D

Prejuízo da memória de curto prazo.


E

Curso crônico.

É correto afirmar que a mãe winnicottiana suficientemente boa possibilita ao bebê a ilusão de o mundo ser criado por ele, em uma experiência de onipotência primária como base do fazer-criativo.

C
Certo

E
Errado

A Psicóloga de uma unidade pediátrica de hospital geral trabalha para atender as demandas de atendimento psicológico que são encaminhadas. Entre os recursos profissionais que dispõe para realizar seu trabalho, ela pode utilizar:


A

Diagnóstico diferencial, para ampliar o foco de análise do biológico para o psicosocial para os médicos da equipe.


B

Consulta conjunta, para registrar o acompanhamento do estado clínico do paciente e as intervenções planejadas.


C

Registro sistemático, para diagnosticar e tratar problemas de comunicação entre profissionais e pacientes.


D

Interconsulta médico-psicológica, para auxiliar na compreensão dos determinantes do processo de adoecimento.

Sobre a atuação do psicólogo na clínica privada e no contexto hospitalar assinale a alternativa ERRADA


A

O trabalho do psicólogo no âmbito do hospital, embora derivado da clínica, se distancia desta por possuir objetivos diferentes. Enquanto a psicologia clínica visa a reconstrução mais ampla da personalidade, o psicólogo hospitalar trabalha com focos de descompensação.


B

Na clínica, em geral, é o paciente que procura auxílio psicológico com um queixa de algo que quer modificar; no contexto hospitalar o psicólogo, normalmente, busca o seu cliente no leito ou no espaço em que ele estiver para o atendimento, pressupondo que a hospitalização já é uma demanda para o atendimento.


C

O psicólogo hospitalar deve basear seu trabalho em uma perspectiva multidisciplinar, voltado para a saúde mental, com referencial psicossomático.


D

O psicólogo hospitalar não pode, em nenhuma hipótese, participar de discussão de casos nem de interconsulta com os demais membros da equipe, em virtude de infringir o código de ética no que diz respeito a quebra de sigilo.


E

O psicólogo hospitalar diferentemente do clínico de consultório particular não possui um setting terapêutico definido e estável, visto que poderá realizar atendimento em qualquer espaço do hospital que se encontre o seu cliente com necessidade de atendimento.

Sobre o tratamento hospitalar previsto na RAPS, marque a opção INCORRETA.


A

O público-alvo é constituído principalmente por casos graves relacionados aos transtornos mentais e ao uso de álcool, crack e outras drogas, em especial de abstinências e intoxicações severas.


B

Mesmo diante do acesso à rede por meio do hospital, faz-se necessário sua vinculação e referência a um CAPS, que assumirá o caso.


C

O usuário, no caso da RAPS, não deve em hipótese alguma acessar a rede de saúde a partir do Hospital, já que a porta de entrada da Rede deve ser a Atenção Básica.


D

O tempo de internação deve ser curto, até a estabilidade clínica do usuário.


E

A internação hospitalar deve seguir o princípio da integralidade da atenção.

Segundo Romano (1999), no que se refere ao trabalho do psicólogo com a família do paciente hospitalizado é CORRETO afirmar:


A

Os grupos de apoio a familiares seguem os mesmos passos da condução de qualquer pequeno grupo, seja ele operatório ou psicoterápico.


B

O psicólogo deve compreender que uma doença é experimentada individualmente e a família é afetada superficialmente por esse acontecimento.


C

Doença, hospitalização e cirurgias costumam ameaçar o sistema familiar, seus papéis e seus canais de comunicação. Uma vez afetado pelo adoecimento, esse sistema não se reorganizará.


D

Grupo de apoio, intervenção na crise e horários flexivos para visitas são estratégias que devem ser evitadas no atendimento pois suprem as necessidades dos familiares de pacientes hospitalizados de forma pouco eficiente.


E

No trabalho com grupos de familiares não há a necessidade de garantir a confidencialidade tendo em vista que as reuniões ocorrem no ambiente hospitalar.

Ao estimar o tempo de duração da internação e do tratamento, a programação terapêutica auxilia o psicólogo hospitalar a estabelecer a estratégia terapêutica mais adequada para ser desenvolvida no atendimento aos pacientes.

C
Certo

E
Errado

Quando se fala de qualidade de vida ao paciente internado na UTI, alguns procedimentos acabam sendo quase rotineiros. Uma situação comum é a realização da traqueostomia em pacientes que, com o quadro clínico estável, apresentam insuficiência respiratória e dificuldades em ficar sem o auxílio da ventilação mecânica. No entanto, estes pacientes, traqueostomizados, apresentam dificuldade de comunicação com o uso da voz. Com relação a esses pacientes, assinale a conduta que deve ser adotada pelo psicólogo intensivista.


A

Em função da impossibilidade da fala, não é possível realizar atendimento, apenas técnicas de relaxamento e visualização


B

Oferecer suporte psicológico e atender o paciente traqueostomizado, a fim de minimizar a angústia, fantasias e medos relacionados ao adoecimento, à hospitalização e ao procedimento realizado. O uso de estratégias alternativas de comunicação, como uso da leitura labial e gestos, é necessário e eficaz.


C

A melhor possibilidade de intervenção do psicólogo diante do paciente traqueostomizado é com a família, orientando e dando suporte para que não se choquem diante da nova situação e desenvolvam estratégias de comunicação com o paciente.


D

É importante conversar com a equipe de saúde sobre a possibilidade de manter sempre o paciente sob efeito de sedativo, ainda que leve, para que ele se mantenha calmo e colaborativo.


E

A intervenção com os pacientes que têm traqueostomia só acontece efetivamente depois que já não precisam mais da ventilação mecânica, pois então é possível realizar atendimento individual e explorar as demandas existentes.

O processo de interconsulta em psiquiatria infantil envolve o conhecimento da psicologia do desenvolvimento normal, do diagnóstico e do tratamento e a familiaridade com os aspectos da hospitalização pediátrica. Sobre o processo de interconsulta, considere as afirmativas a seguir:

I Trata-se de uma relação involuntária para diagnosticar e encaminhar o paciente ao atendimento clínico.

II O solicitante obtém proveito da relação manejando com maior sensibilidade e habilidade o paciente.

III Trata-se de uma relação voluntária, para auxílio mútuo entre profissionais, melhor ajudando o paciente.

IV Prioriza o ato médico, pois o paciente passa a ser acolhido somente após o encaminhamento médico.

Em relação às características da interconsulta, estão corretas as afirmativas


A

I e II.


B

II e III.


C

III e IV.


D

I e IV.

Em relação à condição psicológica do paciente interno na UTI, analise as informações abaixo:

I. Em geral, ao invés de um delírio, o que os pacientes apresentam na UTI é um delirium, expresso, por exemplo, pela agitação psicomotora.

II. Como as ameaças vividas cumprem a fusão do imaginário com o real – medo da morte, perda do controle, separação dos familiares etc. – são bastante comuns situações de intensa ansiedade.

III. A depressão pode ter origens diversas, por exemplo, ser uma reação à doença, à manifestação de um transtorno afetivo prévio ou decorrência de uma patologia orgânica específica.

IV. As reações do paciente podem ser diversas, como autodestrutiva (suicídio), inadequadas (gritar), desesperançosas (descredito no tratamento) e má adesão (recusar a medicação).

Estão CORRETAS


A

I e III, apenas.


B

II e III, apenas.


C

II, III e IV, apenas.


D

II e IV, apenas.


E

I, II, III e IV.

Em relação ao atendimento psicológico no hospital, é INCORRETO afirmar que


A

permite a livre expressão das emoções do paciente face aos temores do adoecimento/morte.


B

favorece a restauração do autocontrole, equilíbrio e participação ativa no tratamento.


C

tem um caráter de ajustamento à situação de crise vivenciada face à doença/morte.


D

compreende várias modalidades, por exemplo avaliação, interconsulta, encaminhamento etc.


E

desestimula o uso de mecanismos defensivos, posto que estes têm uma função desadaptativa.

 
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