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Joana é psicóloga e acabou de ser contratada no município de Paes Landim e foi informada pela equipe de saúde, que teria de atuar com adolescentes diabéticos. Com este tipo de paciente é importante:
I. estar sensível à possibilidade de que o adolescente desrespeite a dieta, como uma forma de comportamento de oposição comum nos adolescentes.
II. insistir na modificação dos hábitos alimentares da família
III. encaminhar o adolescente para terapia individual.
IV. disponibilizar grupos de discussão nos serviços de atendimento a adolescentes diabéticos.
apenas a afirmativa I está correta;
apenas as afirmativas I e II estão corretas;
apenas a afirmativa I e III estão corretas;
apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas;
Uma paciente grávida teve uma intercorrência na gestação de alto risco. O médico detectou a ruptura espontânea da membrana amniótica na 21ª semana de gravidez. O feto se encontrava prematuro e o colo imaturo. Depois do nascimento, a mãe apresenta quadros de ansiedade e de culpa decorrente do rompimento da bolsa, tentando dar sentido ao ocorrido.
Esse quadro caracteriza
Diabetes Gestacional
Amnionexia Prematura
Doença Hipertensiva Específica da Gravidez
Aborto espontâneo
Trabalho de Parto Prematuro
Indicadores de saúde são utilizados para avaliar as condições de saúde de grupos populacionais e acompanhar sua evolução ao longo do tempo. Um dos indicadores mais largamente utilizados como “resumo” dessas condições tem sido a taxa de mortalidade infantil, que se encontra dividida em dois componentes de acordo com a idade na qual tenha ocorrido o óbito. Um componente, que é mais tardio, é mais sensível às condições socioambientais. O outro componente é mais precoce e mais dependente das condições associadas ao parto e aos cuidados prestados ao recém-nato.
Esses componentes são, respectivamente:
neonatal precoce; perinatal
posneonatal; neonatal
perinatal; posneonatal
posneonatal; perinatal
neonatal; posneonatal
Em um dia de muito trabalho, o psicólogo de um hospital é convocado a conversar com um paciente que reluta em aderir ao tratamento, é procurado por uma mulher que se desestrutura ao saber do diagnóstico de uma doença recebido por seu marido, intermedeia um conflito entre um médico e um fisioterapeuta, escuta um paciente da enfermaria que se encontra deprimido e, por fim, acolhe uma enfermeira estressada com o ritmo de seu trabalho.
Nesse contexto, o trabalho desse psicólogo só será possível se houver
uma sala que possa garantir a calma, a continuidade e a privacidade necessária para lidar com todas as questões listadas.
conhecimento de uma abordagem teórica interna à psicologia que seja sistematizada e que dê coerência e justificativa às intervenções que realiza.
hierarquia entre profissionais que buscam somar seus conhecimentos aos do colega de equipe, em benefício da pessoa que busca o atendimento no hospital.
capacidade de delimitar sua tarefa por relação ao espaço em que a executa, à temporalidade do hospital e à situação que lhe é apresentada.
delimitação prévia e, na medida do possível, inequívoca das tarefas a serem realizadas por cada membro de sua equipe para que não haja invasão de espaços nem superposição de campos de intervenção distintos.
O I Encontro de Psicólogos da Área Hospitalar, realizado em 1983, é considerado um marco histórico da constituição dessa prática no Brasil.
Uma importante consequência desse encontro foi
forçar o Conselho Federal de Psicologia a reconhecer a psicologia hospitalar como especialidade do psicólogo.
fomentar o reconhecimento acadêmico da prática pela criação da primeira Especialização em Psicologia Hospitalar no Brasil.
instigar o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo a definir a especificidade do campo de atuação do psicólogo hospitalar.
promover a implantação do Serviço de Psicologia no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP.
promover o encontro dos trabalhadores da área para possibilitar a criação da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar.
A nomenclatura psicologia hospitalar é quase exclusivamente brasileira. Em outras partes do mundo, a prática assim descrita se inclui no campo da psicologia da saúde.
Do ponto de vista da assistência, que característica da psicologia nos hospitais vem sustentar essa peculiaridade brasileira?
A participação equilibrada em todas as fases do atendimento, seguindo o modelo sanitarista.
A utilização do modelo biopsicossocial visando a articular os fatores biológicos, comportamentais e sociais nos processos de saúde e doença.
A ênfase nas ações de prevenção por oposição ao controle das doenças, de acordo com o modelo higienista
A preponderância da atuação nos âmbitos secundário e terciário de atenção à saúde, seguindo o modelo clínico/assistencialista.
A escolha do modelo comunitário para a promoção e educação para a saúde, capacitando agentes multiplicadores.
Considerando-se a atuação de cinco psicólogos empregados em um hospital, e respeitando-se as definições do Conselho Federal de Psicologia e a literatura da área, caracteriza-se como um psicólogo hospitalar aquele que atua
no setor de reabilitação do hospital, planejando, implementando e coordenando intervenções de profilaxia e tratamento de problemas relacionados ao desenvolvimento psicomotor dos pacientes.
em equipe interdisciplinar no setor de cardiologia, avaliando e acompanhando intercorrências psíquicas dos pacientes cirúrgicos, intervindo nas relações do paciente com a equipe médica e com sua família.
com outros profissionais, na elaboração e planejamento de campanhas de educação para a saúde (contra abuso de substâncias, por exemplo) e prevenção de doenças, estabelecendo os melhores meios e estratégias de divulgação.
individualmente, acompanhando pacientes internados que serão submetidos a procedimentos de risco, aos quais oferta atendimento individual ou em grupo, utilizando técnicas de intervenção orientadas pela psicanálise.
elaborando atividades que favorecem a constituição e a manutenção das equipes interdisciplinares, detectando os problemas relacionais e intervindo sobre eles e avaliando a necessidade de programas de capacitação
O trabalho do psicólogo em unidades hospitalares pediátricas se baseia em um cuidado assistencial dirigido à criança e/ou adolescente, seus cuidadores e profissionais envolvidos. Analise se as alternativas abaixo são falsas (F) ou verdadeiras (V) e assinale a melhor resposta:
1) A intervenção psicológica deve ser planejada com base no conhecimento da realidade especifica através de um diagnóstico familiar;
2) O psicólogo deve planejar sua intervenção considerando as demandas de trabalho e partindo de um diagnóstico institucional;
3) Todo trabalho psicológico de intervenção com crianças e\ou adolescente deve se pautar exclusivamente em um diagnóstico diferencial.
F, V, F
V, F, V
F, F, V
V, V; F
Sobre a qualidade de vida no ambiente hospitalar e em pacientes com câncer, NÃO é correto afirmar que:
Fatores como personalidade pré-mórbida e variáveis demográficas podem impactar na qualidade de vida dos pacientes.
Os preditores de qualidade de vida variam de acordo com o tipo de câncer e gravidade da doença.
Medições de qualidade de vida podem ser realizadas tanto com os pacientes como, dependendo do caso, com os cuidadores.
Não existem hoje questionários específicos para a medição da qualidade de vida em pacientes com câncer.
Uma gestante, com 38 semanas de gestação, foi à sua consulta pré-natal de rotina. Ao fazer o exame obstétrico, a médica não ouviu os batimentos fetais. Encaminhou a paciente ao ultrassom, onde foi confirmado o óbito do bebê. A gestação da paciente havia transcorrido normalmente, sem intercorrências, fazendo com que a morte do bebê fosse um evento inesperado até mesmo para a equipe de saúde. No processo de indução do parto, provocado através de medicação, a gestante não conseguiu evoluir no trabalho de parto, ficando por muito tempo com dilatação de 6-7 cm. Como a paciente estava extremamente ansiosa, chorando muito, o Setor de Psicologia foi chamado. Durante o atendimento pela psicóloga, a paciente falou de suas expectativas sobre a gestação, o parto e o bebê e do medo do que veria quando ele nascesse, pois temia que viesse malformado. Foram trabalhadas essas questões durante o atendimento psicológico e, finalizado o atendimento, a paciente já estava em período expulsivo.
Considerando a situação acima, avalie as seguintes afirmações considerando-as verdadeiras ou falsas e assinale a alternativa correta
I. O estado emocional da paciente, provocado pela dor da perda e pela dificuldade de separação do bebê, apesar de intenso, não interfere na fisiologia do parto, já que este está sob o domínio do ramo parassimpático do Sistema Nervoso Autônomo.
II. A experiência do parto é marcada por particularidades fisiológicas, psicológicas e sociais, sendo este desencadeado por fatores múltiplos, complexos e inter-relacionados.
III. A simbolização do parto como um momento de se encontrar com um bebê que imaginava malformado, pode ter alterado a evolução do parto da paciente, já que o parto é um processo psicossomático.
F, V, V
V, F, V
V, F, F
F, V, F
A informação é uma ferramenta importante para favorecer a saúde psíquica de uma pessoa prestes a sofrer uma intervenção cirúrgica. É relevante que a pessoa seja informada sobre seu estado de saúde, sobre as causas dos procedimentos que serão feitos e sobre os resultados que serão perseguidos.
Quando a pessoa em questão é uma criança com 10 anos, informá-la tem, por comparação ao paciente adulto, uma relevância extra porque
nessa idade a criança não tem capacidade para inferir relações de causa e consequência, precisando, portanto, que um adulto estabeleça para ela tais relações.
quando a criança compreende a função curativa da intervenção cirúrgica, deixa de temê-la.
a criança apresenta a tendência a assumir a culpa por sua condição, frequentemente atribuindo o significado do seu estado a uma punição a uma desobediência.
a oferta de informação substitui a verbalização das angústias da criança, uma vez que não lhe é possível formular suas dúvidas e temores de outra forma.
ao contrário do adulto, a criança não reage ao desconhecido com ansiedade e fantasias de abandono, o que facilita a intervenção.
Segundo Ricardo Werner Sebastiani, o trabalho do psicólogo hospitalar baseia-se nos seguintes aspectos:
atender integralmente o paciente e sua família, considerando-se os preceitos da OMS, desenvolver as atividades dentro de uma visão interdisciplinar, baseando-se na integração dos serviços, e possibilitar a compreensão e o tratamento dos aspectos psicológicos nas diferentes situações.
participar da equipe multidisciplinar, estando em consonância com a visão médica do paciente, possibilitando um esteio de apoio ao trabalho do médico e sua equipe, facilitar a integração paciente hospital, melhorando a qualidade de sua estadia e recuperação, e desenvolver ações que facilitem as interconsultas e diminuam a despersonalização do paciente.
atender o paciente, promovendo a diminuição de sua despersonalização, auxiliar a família do paciente hospitalizado e garantir o bom funcionamento do trabalho interdisciplinar.
participar da equipe multidisciplinar, estando em consonância com a visão médica do paciente, possibilitando um esteio de apoio ao trabalho do médico e sua equipe, atender o paciente, promovendo a diminuição de sua despersonalização, e facilitar a integração paciente hospital melhorando a qualidade de sua estadia e recuperação.
De acordo com as abordagens psicológicas que fundamentam o trabalho do psicólogo no contexto hospitalar:
I. O analista do comportamento sugere intervenções gerais, focando o problema no contexto geral em que ocorre, através da análise das contingências em atuação no momento e local em que ocorrem;
II. Na Gestalt-Terapia, o psicólogo tem por propósito levar o cliente a uma tomada de consciência de seus bloqueios e dificuldades que o afetam consideravelmente no passado, objetivando levar o indivíduo ao desenvolvimento, à facilitação do crescimento pessoal ao atribuir aos outros a corresponsabilidade por seus atos;
III. A psicanálise considera uma particular relação do sujeito com o tempo, dependente de certa operação simbólica, testemunhando o funcionamento do inconsciente. Tal operação simbólica é o que permite intervenções eficazes em um único encontro com o paciente. A isto, a psicanálise denomina tempo lógico, e é com ele que se conta – inúmeras vezes – no trabalho em ambiente hospitalar;
IV. O método psicodramático utiliza a representação dramática como centro dos conflitos humanos, unindo ação e palavra, confirma a possibilidade de trabalhar o aqui e agora; o passado, o presente e o futuro, remontando cenas que podem ser mentais ou através da ação corporal.
Assinale a opção que contém os itens CORRETOS.
somente I e II.
somente I e III.
somente II e III.
somente III e IV.
I, II, III e IV.
A avaliação psicológica no contexto hospitalar é de suma importância para estabelecer as diretrizes para o acompanhamento psicológico de pacientes internados. Nesse contexto, algumas manifestações psíquicas e comportamentais são mais frequentemente identificadas em tais avaliações em hospital geral. Assinale a opção correspondente a manifestação descrita abaixo:
Perda de referenciais significativos na vida do indivíduo, na rotina de vida, nos hábitos, nos costumes, na perda da autonomia e do controle sobre seu destino, passando a ter que incorporar em seu repertório novas regras de organização. A adaptação exigida na hospitalização pode suscitar a ocorrência da falta de esteio em nível psicológico, colaborando para instalação de depressão reativa de natureza ambiental significativa, com o distanciamento de vínculos significativos e horários rígidos de visita de familiares.
Desconfiança.
Isolamento.
Desamparo.
Regressão.
Conformismo.
No cuidado com o paciente religioso, o psicólogo hospitalar deve:
Ignorar a sua religiosidade, pois a fé se opõe à ciência e o mais importante é a saúde do paciente.
Quando o paciente recusar o atendimento psicológico, alegando que sua fé lhe basta, o psicólogo poderá usar a questão religiosa e estimular o paciente a falar sobre sua religiosidade.
Acatar a vontade do paciente quando o mesmo recusar tratamento por questões religiosas, pois é papel do psicólogo se envolver com a prática religiosa do paciente.
Encaminhar o paciente para o padre, pastor ou voluntários religiosos que atuem no hospital tendo em vista que, eticamente, o profissional de psicologia hospitalar deve trabalhar apenas os aspectos da doença.
Reconhecer a verdade do paciente e respeitar a sua vontade quando o mesmo não aceitar o tratamento médico proposto, sem prestar qualquer ajuda ou auxilio.
De acordo com o Conselho Federal de Psicologia, para efeito de concessão e registro do título de especialista em Psicologia Hospitalar, o psicólogo deve
restringir suas modalidades de intervenção e atuar exclusivamente em atendimentos ambulatoriais, Unidade de Terapia Intensiva, pronto atendimento e enfermarias em geral, devido à demanda nesse contexto.
atender a alunos e a pesquisadores, quando estes estejam atuando em pesquisa e em assistência, entretanto, sua atuação é vedada em instituições de ensino superior e/ou centros de estudo e de pesquisa.
promover intervenções direcionadas à relação médico/paciente, paciente/família, e paciente/paciente e do paciente em relação ao processo do adoecer, à hospitalização e a repercussões emocionais que emergem neste processo.
atuar em instituições de saúde, participando da prestação de serviços nos três níveis de atenção à saúde: primário, secundário e terciário.
oferecer e desenvolver atividades em diferentes níveis de tratamento, tendo como sua principal tarefa a recuperação da saúde física, o tratamento e a cura das patologias clínicas.
O surgimento de uma doença é sempre um evento estressor e desestruturante em qualquer etapa de vida. Particularmente na adolescência, a instalação de uma doença interfere significativamente no processo de desenvolvimento global, potencializando conflitos inerentes a este período. Sendo assim, a doença e a hospitalização significam para o jovem uma ruptura nas seguintes instâncias:
integridade psíquica, impotência, dependência e linguagem.
imagem corporal, individualização, família e impotência.
imagem corporal, socialização, sexualidade e independência.
integridade psíquica, cognição, barganha e sexualidade.
O exame do estado mental é parte importante da avaliação clínica e psicológica do paciente admitido na unidade de terapia intensiva. Acerca desse assunto, considere as seguintes afirmativas:
I. Em função da complexidade e gravidade dos casos, apresenta sempre o mesmo resultado.
II. Contempla referências à história familiar do paciente.
III. Avalia e descreve a aparência, fala, ações, pensamentos e afeto do paciente.
IV. Não pode ser utilizado quando o paciente está mudo ou se recusa a responder perguntas.
V. As manifestações psíquicas devem ser avaliadas a partir da biografia do paciente, considerando as reações ao evento estressante, à personalidade e às rupturas.
Assinale a alternativa CORRETA.
Todas as afirmativas são verdadeiras.
Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas III e V são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, III, IV e V são verdadeiras.