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Em relação aos pressupostos teóricos que fundamentam e orientam a prática do Psicólogo no contexto hospitalar, analise as seguintes afirmativas e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) O modelo biomédico, presente no hospital, se ancora nos pressupostos epistemológicos da ciência tradicional: a) simplicidade, b) estabilidade e ou previsibilidade, c) complexidade, d) interdisciplinaridade e e) objetividade. No âmbito hospitalar, a sustentação desses pressupostos se evidencia por meio de práticas direcionadas ao paciente e à doença, desconsiderando, muitas vezes, as relações interpessoais.
( ) A prática psicológica no hospital tem a função de redirecionar o olhar médico para a individualidade de cada paciente e seus aspectos subjetivos envolvidos no adoecer, e, ao mesmo tempo, permitir a sobrevalorização do discurso psicológico, permitindo reafirmar a hegemonia do seu saber na promoção da humanização, ou seja, de uma assistência que acolha, também, o sofrimento psíquico.
( ) Muitas vezes, a estranheza do paciente frente ao atendimento psicológico no hospital é reforçada pelo aparato médico que propõe um atendimento objetivo, superespecializado, excluindo do seu campo de atuação tudo que singularize o sujeito e dispense o contato humano. Seu corpo é posto sempre e mais como apenas orgânico e objetivo: um recipiente de máquinas a ser mensurado, pesado, radiografado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
V-F-V
F-V-V
V-V-F
F-F-V
V-V-V
Os seguintes medicamentos podem ser obtidos gratuitamente nas farmácias participantes do programa “Saúde não tem Preço”:
amoxicilina, captopril, dexametasona e metformina
tetraciclina, captopril, betametasona e glibenclamida
enalapril, metformina, insulina humana e montelucaste
enalapril, glibenclamida, metformina e dexametasona
captopril, metformina, insulina humana e salbutamol
O psicólogo hospitalar pode vir a lidar com pacientes terminais.
Nessas situações, é importante que o psicólogo sustente, diante da equipe e da família do paciente,
a necessidade de preservar as crianças do contato com a morte, orientando o comedimento em relação às visitações.
a impossibilidade de ignorar o fracasso dos esforços curativos, sustentando a importância do distanciamento da equipe médica.
a diferença entre a intervenção em saúde e convicções religiosas ou filosóficas que o paciente porventura mantenha em relação à morte, propondo distanciamento em relação ao tema.
a irrelevância da busca pela capacidade de dizer a coisa certa para o paciente, fomentando uma atitude de escuta e acolhimento.
os riscos envolvidos no uso de medicações contra a dor, promovendo o controle do acesso a esse recurso.
Para o trabalho do psicólogo na emergência, na internação e nas enfermarias dos hospitais, é frequente a recomendação do uso de técnicas de interpretação educativa, apoio, intelectualização, detenção da regressão emocional, estímulo da afirmação pessoal, etc.
O que todas essas técnicas possuem em comum e que justificam sua indicação é que
são, predominantemente, egoicas, exigem poucos recursos pessoais do paciente e produzem resultados rapidamente.
são condicionadas pela demanda de tratamento do paciente, prescindem do dispositivo clínico tradicional e têm orientação fenomenológica.
envolvem tanto pacientes quanto familiares, são relativamente independentes do uso da palavra e objetivam efeitos paliativos
tomam pouco do tempo do psicólogo hospitalar, permitindo sua disponibilidade para realização de tarefas mais emergenciais.
possuem respaldo teórico já reconhecido e dotado de coerência epistemológica, fornecendo, portanto, legitimidade à prática do psicólogo hospitalar.
Considerando a Psicologia no contexto hospitalar, pode-se afirmar que o trabalho do psicólogo hospitalar deve ser pautado em
desenvolver ações relacionadas à sua especialidade, promovendo a despersonalização do paciente.
definir precisamente o setting terapêutico.
fazer do processo de hospitalização um processo de institucionalização hospitalar.
possibilitar a compreensão e o tratamento dos aspectos psicogênicos pela equipe de saúde, pelo paciente e por sua família.
ter claro que a necessidade de intervenção psicológica, em determinado paciente, deve se sobrepor à própria necessidade do paciente em receber tal intervenção.
Um dos grandes desafios na atuação do psicólogo hospitalar é lidar com as peculiaridades do referido local e assim realizar um trabalho de qualidade neste contexto permeado de sofrimento e limitações. Em relação à psicoterapia breve dentro do hospital o mais recomendado é:
Sentar no leito, junto com o paciente, buscando acolhê-lo e mostrando-se disponível a ouvi-lo por tempo indeterminado.
Atender o paciente hospitalizado em uma sala reservada, garantindo o sigilo profissional, e deixando agendados os próximos atendimentos.
Fazer contato inicial com a família, compreender primeiramente a dinâmica familiar e depois fazer o atendimento com o paciente hospitalizado.
Trabalhar com o paciente e a família, criando um clima de acolhimento e possibilitando a livre expressão dos sentimentos de cada um deles diante da hospitalização.
Realizar avaliação psicológica inicial com duração de no máximo 20 minutos, a fim de coletar o maior número de informações sobre a história de vida do paciente.
Um paciente do sexo feminino, 53 anos de idade, encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva há 6 dias, em um pós-cirúrgico de uma cirurgia geral sem incidentes. A paciente apresenta perda da consciência do tempo e do espaço físico, pronúncia desarticulada, fuga de ideias, atitudes obsessivas e, algumas vezes, quadros delirantes. A família informa que a paciente não tem antecedentes psiquiátricos. Nessa situação, o diagnóstico mais provável e a conduta correspondente a ser adotada pelo psicólogo são:
Estresse pós-traumático; chamar a família e orientá-la no sentido de apoiar o paciente e poupá-lo de estresse desnecessário.
Síndrome da UTI; iniciar um atendimento procurando dar referências de tempo, da família e da situação em que o paciente se encontra.
Crise de ansiedade generalizada; iniciar atendimento e solicitar medicação a um psiquiatra.
Déficit de recursos egoicos; fazer uma extensa avaliação psicológica do paciente para averiguar a extensão do comprometimento.
Quadro indefinido; aguardar a evolução e encaminhá-lo a um psiquiatra para medicá-lo, se necessário.
De acordo com Castro e Bornholdt (2004), sobre a especialidade de Psicologia Hospitalar, podemos afirmar que:
Não existem semelhanças no que tange às formas de atuação prática dos especialistas das áreas de Psicologia Clínica e Psicologia Hospitalar.
A Psicologia Hospitalar está incluída na área mais abrangente da Psicologia da Saúde.
No modelo brasileiro, o psicólogo especialista em Psicologia Hospitalar tem sua função centrada no âmbito primário de atenção à saúde.
O termo Psicologia Hospitalar é adequado porque associa a identidade do psicólogo especialista à sua prática e não ao local em que atua.
A comunicação do diagnóstico de uma doença incurável é um aspecto ansiogênico na rotina hospitalar. A conduta mais adequada, nesta situação, é:
É dever do profissional de saúde comunicar qualquer diagnóstico incondicionalmente, sendo a omissão uma falta ética e legal grave.
Deve-se comunicar antes aos familiares e cuidadores do paciente para lhe preparar o devido suporte social e emocional.
Antes de comunicar o diagnóstico, deve-se ouvir o paciente para decidir o que, como e quando falar, considerando o que ele deseja e suporta saber.
A comunicação deve ser feita com a participação do psicólogo, considerando a necessidade de imediata intervenção psicológica.
“Paciente do sexo masculino, 47 anos, católico, casado, 5 filhos, motorista de ônibus, internado há 8 dias na enfermaria de doenças infecciosas com febre, dores de cabeça, aumento de linfonodos no pescoço, faringite, aumento de manchas vermelhas na pele e úlceras orais. Durante a investigação etiológica da infecção, a equipe de cuidados identificou sorologias positivas para HIV. Quando este fato foi referido ao paciente, ele reagiu de forma revoltada, sendo reativo com a equipe de cuidados, recusando-se a tomar as medicações e permitir a troca de curativos, e afirmando que iria embora contra as decisões da equipe médica. A equipe de cuidados solicitou a intervenção da psicologia para acompanhar o caso. ” Como psicóloga hospitalar que assumiu o caso, qual a sua conduta? Vai até a enfermaria
e sua primeira intervenção é a entrevista com o paciente a fim de conhecê-lo e entrar em contato com a noção do paciente sobre o seu adoecimento, para que você a conheça de forma neutra, sem interferência da opinião da equipe de cuidados.
no horário da visita e entrevista os familiares a fim de avaliar o apoio social que o paciente possui.
lê o prontuário do paciente e oferece atendimento a ele, a fim de conhecê-lo e entrar em contato com a noção do paciente sobre o seu adoecimento, para que você a conheça de forma neutra, sem interferência da opinião da equipe de cuidados.
busca quem é médico responsável pelo caso e pede para acompanhar as comunicações médicas.
e entra em contato com o solicitante da intervenção psicológica, visando conhecer a queixa para identificar e conseguir discernir as demandas da enfermaria e posteriormente as do paciente.
No ambiente hospitalar é comum se encontrar pacientes internados com discursos religiosos bem presentes. Imagine uma situação em que o indivíduo está internado no serviço de oncologia, com diagnóstico de câncer no estômago e já com metástase, porém afirmando que Deus vai curá-lo. O psicólogo do referido setor também possui a mesma religião do paciente. Durante o atendimento psicológico com este indivíduo o mais indicado é:
Conversar sobre a religião que possuem em comum e o psicólogo utilizar argumentos que convençam o paciente a continuar acreditando que será curado por Deus.
Permitir que o paciente expresse suas crenças, pensamentos e sentimentos diante da hospitalização, criando um espaço de acolhimento tanto a ele quanto a sua família.
Contestar a crença do paciente, utilizando os dados do prontuário que mostram que o caso dele não tem mais cura, devendo então aceitar seu quadro clínico atual.
Incentivar o paciente a quando sair do hospital continuar frequentando a igreja e buscar através das orações a cura da doença.
Convencer os familiares sobre a importância de contar a verdade para o paciente, a fim de ajudá-lo a enfrentar melhor o diagnóstico de câncer e incentivá-lo a aderir a todos os tratamentos propostos pela equipe médica.
Sobre o tema da Psicologia Hospitalar, marque a opção INCORRETA.
Trata-se do campo do entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento, sem se focar nas causas psicológicas.
Está embasada na concepção de que toda doença, seja psicossomática ou orgânica, está imbuída de subjetividade, e o sujeito, ao esbarrar no “real” patológico, produz aspectos psicológicos.
Embasa-se no conceito de que a doença é um fenômeno complexo que comporta diversas dimensões como biológica, psicológica e cultural, e um dos papéis do psicólogo hospitalar é dimensionar a contribuição de cada uma delas para o adoecimento do sujeito.
A doença é frequentemente definida como uma situação de perdas (de saúde, de autonomia, de dinheiro, de tempo), podendo ser reais ou imagináveis, e de ganhos (de tempo, atenção, afeto, autocomiseração).
O objetivo da Psicologia Hospitalar é a subjetividade, auxiliando o paciente num processo de elaboração simbólica do adoecimento.
No contexto hospitalar, onde o risco de vida e a possibilidade da morte estão sempre presentes, o profissional da Psicologia pode facilitar e/ou favorecer a escuta e a elaboração das questões vivenciadas pelos pacientes e a isto se pode denominar promoção de saúde e de qualidade de vida. Neste sentido, sobre a Psicologia Hospitalar, aponte a alternativa INCORRETA:
Muitas vezes, o espaço físico do hospital é tumultuado, as condições de privacidade no momento do atendimento são precárias e as interrupções por outros profissionais são frequentes.
A psicoterapia breve é uma prática exclusiva do psicólogo hospitalar, sendo a única forma possível de trabalho do profissional nesse contexto, devido à alta rotatividade da instituição.
Conforme a Resolução do CFP nº 02/2001, o título de especialista em Psicologia Hospitalar será concedido pelos Conselhos Regionais de Psicologia, após aprovação em concurso de provas e títulos prestados junto ao CFP ou conclusão de curso de especialização credenciado pelo CFP.
Uma das principais atribuições do psicólogo hospitalar é acolher e trabalhar com pacientes, bem como suas famílias, em sofrimento psíquico decorrente de suas patologias, internações e tratamentos.
O psicólogo hospitalar está em contato com as mais diversas situações clínicas e que requerem cuidado e atenção profissional. Sobre o manejo do paciente em fase terminal, marque a opção INCORRETA.
Trazer o paciente para a realidade atual, impedindo assim a manutenção da esperança.
O psicólogo deve oferecer informações corretas e apropriadas aos pacientes respeitando sua condição de terminalidade.
Identificar o que é prioridade do paciente e acatar seus conceitos sobre qualidade de vida.
Evitar um tratamento com excesso de zelo e sentimentos individuais.
Evitar a tendência de afastamento em relação ao paciente caso surja a fantasia de fracasso terapêutico.
Marque a alternativa correta. De acordo com o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o psicólogo especialista em Psicologia Hospitalar tem sua função centrada em quais âmbitos de atenção à saúde?