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A respeito das diretrizes gerais para a assistência psicológica ao paciente em terapia intensiva, consideramos:
I. Promover acolhimento e identificar os processos psicossociais.
II. Proporcionar expressões de sentimentos e emoções através da escuta empática.
III. Avaliar a percepção do paciente sobre sua doença, gravidade e prognóstico.
IV. Fornecer orientação e desmistificar sobre rotinas e questões práticas da unidade, além de favorecer a comunicação paciente-família-equipe. V. Minimizar os agentes estressores e geradores de ansiedade.
Assinale a alternativa CORRETA.
Apenas I, IV e V estão corretas.
Apenas I, III, IV estão corretas.
Apenas I, III, IV e V estão corretas.
Apenas I, II, IV e V estão corretas.
Todas estão corretas.
Em função do aumento da expectativa de vida, os pacientes idosos são maioria nas unidades de terapia intensiva. A respeito do paciente idoso, assinale a alternativa INCORRETA.
Os transtornos mentais mais relevantes em idosos internados na UTI são os transtornos de humor e a demência, com prevalência maior dos quadros demenciais.
A alta tecnologia da UTI pode ser um fator de estresse para o idoso não familiarizado com os avanços científicos.
Compreender a multiplicidade de sentidos e adversidades próprios ao envelhecimento, trabalhar as potencialidades e o enfrentamento das novas realidades são desafios do psicólogo junto ao paciente idoso.
Em função da condição clínica, do prolongamento da internação e das dificuldades de recuperação plena, não é possível prevenir quadros de delirium em idosos internados na UTI.
O psicólogo pode providenciar e auxiliar a visita de netos e bisnetos menores de 12 anos.
III e IV.
I e II.
I e III.
II e IV.
O avanço da medicina aliado à melhora assistencial tem reduzido o número de mortes durante o parto. Por outro lado, a mortalidade fetal anteparto permanece estável ao longo do tempo, sendo relativamente comum, principalmente em países em desenvolvimento. Com relação ao luto por óbito fetal
os rituais de despedida devem ser desestimulados no intuito de minimizar os sintomas do luto.
o luto é tão intenso em mulheres com filhos, quanto naquelas que não tiveram filhos.
o quantitativo de abortos prévios não interfere nos sinais e sintomas do luto.
o curso será afetado pela previsibilidade da perda, a relação com o morto e o seu significado.
A Humanização no contexto da saúde tem por objetivo oferecer atendimento de qualidade, articulando os avanços tecnológicos com o bom relacionamento. Sobre o “Programa de Humanização da Assistência em Hospitais”, abordado por Nogueira-Martins e Macedo (KNOBEL, E.; ANDREOLI, P.B.A; ERLICHMAN, M.R., 2008) é CORRETO afirmar que:
A Humanização é um projeto institucional, um ideal a ser alcançado.
É uma falha do Programa Nacional de Humanização (PNH) da Assistência Hospitalar não considerar a necessidade de cuidar dos próprios profissionais da área da saúde
O documento-base da PNH orienta que o resgate dos fundamentos básicos que norteiam as práticas de saúde no SUS é uma condição para operacionalizar a Humanização.
A Política Nacional de Humanização do SUS é voltada para a assistência em saúde, e não para a gestão.
Um aspecto importante da intervenção do psicólogo na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal é o trabalho com a equipe.
Quando uma mãe manifesta agressividade e desinteresse em relação ao seu bebê prematuro hospitalizado, a função que cabe à equipe, de acordo com Mathelin (1999) é:
Dissipar a ambivalência presente no vínculo mãe-bebê
Incentivar o pai a assumir a maternagem
Proteger a mãe de seu bebê e este de sua mãe
Desempenhar a função “hiper-materna”
De acordo com Fossi e Guareschi (2004), assinale a alternativa que melhor se refere ao papel do psicólogo no dia-a-dia do hospital:
Tem importante papel na relação entre os médicos e os usuários, de modo que as relações entre as partes são favorecidas e ficando claro para a equipe de saúde que as questões subjetivas são exclusividade do psicólogo
A presença do psicólogo pode alterar a dinâmica das atividades de toda a equipe do ambiente hospitalar, contribuindo para mudança no entendimento, por parte da equipe médica e dos usuários, sobre a atenção à saúde
Embora importante na dinâmica hospitalar, o papel do psicólogo se mostra secundário por tratar de aspectos subjetivos e o paciente ter ingressado no hospital por um problema de saúde física
Tem como objetivo básico aprimorar as relações entre a equipe e os usuários, mas a presença do psicólogo é desnecessária quando o indivíduo não apresenta comportamentos considerados não prioritários para o atendimento à saúde
Pode-se afirmar que as experiências malsucedidas em psicologia hospitalar se caracterizam pela:
Inadequação do psicólogo ao transpor para o hospital o modelo clínico tradicional aprendido
Falta de ética profissional do psicólogo, sobretudo quanto à transgressão do sigilo e da confidencialidade
Despreparo teórico e científico do psicólogo, que o limita no diálogo interdisciplinar durante a sua prática
Resistência institucional à atuação do psicólogo, que o impede de promover as mudanças necessárias
A internação de um bebê numa unidade de terapia intensiva (UTI), mesmo quando já indicada e esperada, pode ser vivenciada pelos pais com estranhamento, pois rompe com o ideal do que seria a chegada de um bebê. Os primeiros momentos na UTI caracterizam-se por um “curto-circuito” nas interações da tríade pai-mãe-bebê. Segundo Moreira e colaboradores (2003), o psicólogo deve atuar indicando que os pais:
evitem maiores interações com o recém-nascido de risco, para que este não receba estímulos nocivos que o incomodem
compareçam diariamente para acompanhar o desenvolvimento do quadro clínico e auxiliar a equipe multiprofissional nos cuidados com o recém-nascido
busquem observar e interpretar os sinais da interação do bebê com o meio, descobrindo recursos singulares capazes de construir um processo relacional
resguardem-se de frustrações com expectativas de melhora e atenham-se à realidade do quadro clínico descrito pela equipe médica
.Simonetti (2004) aborda estratégias como forma de pensar e orientar o fazer terapêutico. Pensando em varias reações ou mecanismos de defesa que o paciente internado pode desenvolver marque a opção CORRETA:
A negação é uma defesa psicológica, e defesas psicológicas têm sempre uma razão de ser válida do ponto de vista do psiquismo do paciente. Se o paciente nega a doença, mas aceita bem o tratamento, o psicólogo deve intervir insistentemente, porque provavelmente logo surgirão os sinais de que ele já pode reconhecê-la.
Nos ganhos secundários cabe evitar uma postura critica e de julgamento. A estratégia do psicólogo hospitalar estará em reforçar ainda mais esses ganhos e, além disso, orientar a família e a equipe nesse sentido.
A depressão diante da doença é uma reação esperada, por isso o psicólogo deve cuidar atenciosamente do seu paciente sem criticá-lo por estar deprimido, servindo mesmo de suporte enquanto ele atravessa essa fase de sua órbita em torno da doença.
O enfrentamento realista da doença é, geralmente, um ponto de chegada após longa e laboriosa jornada, e quase nunca é um ponto de partida, por isso o psicólogo deve se angustiar se o paciente demorar a atingir essa posição
Segundo Chiattone (ANGERAMI-CAMON, 2000), a assistência psicológica no hospital é definida por especificidades que norteiam o exercício profissional do psicólogo no hospital:
( ) A institucionalidade que impõe limites e resistência, pressupondo adaptações teórico-práticas que levam o psicólogo a redefinir sua práxis no próprio espaço institucional e conjuntamente com outros profissionais, demandando atuação transdisciplinar.
( ) A multiplicidade de enfoques e solicitações, que leva ao profissional a transpor os limites do consultório e manter contato obrigatório com outras profissões.
( ) A nova espacialidade e a nova temporalidade que determinam o fim da privacidade e a imposição do ritmo temporal do próprio paciente.
( ) A precariedade existencial do paciente: sofrimento, alienação, crise e letalidade que sobrepõe a tarefa, considerando o paciente em sua integridade e desconsiderando os valores pessoais e profissionais do psicólogo.
Analisando as afirmações acima, são verdadeiras (V) ou falsas (F), respectivamente:
F – V – V – F
V – F – V – V
V – V – V – F
F – F – F – V
Simonetti (2004) aponta algumas características do trabalho do psicólogo hospitalar e sobre essas pode-se afirmar:
I ) O local de atendimento em psicologia hospitalar é onde o paciente está, e não a sala do psicólogo, que na maioria dos hospitais nem existe, em razão da falta de espaço físico, ou falta de espaço para a psicologia no modelo tradicional de assistência à saúde.
II ) O finalzinho da tarde é o horário ideal para o atendimento, mas considerando que muitas vezes isso não é possível, cabe ao psicólogo aprender a atender no meio mesmo de toda a atividade hospitalar, criando, na medida do possível, condições adequadas de silencio e privacidade para o trabalho psicológico.
III ) O trabalho do psicólogo hospitalar é geralmente interrompido, e quase nunca concluído. A psicologia hospitalar se caracteriza muito mais em um ponto de partida do que em ponto de chegada.
IV ) A psicologia hospitalar aponta para uma estratégia do tipo “aqui e agora”, com o risco, até mesmo, de atendimentos únicos em razão da alta ou mesmo do óbito do paciente, o que exige do psicólogo hospitalar muita flexibilidade.
Marque a alternativa CORRETA:
Todas são verdadeiras
Somente a I e II são verdadeiras
III e IV são falsas
Todas são falsas
No livro Residência em psicologia – novos contextos e desafios para a formação em saúde (FILGUEIRAS, M.S.T., GONZE, G.G., VILLELA, R.A.N.D, 2013), podemos perceber os diversos ambulatórios e serviços de saúde específicos que a residência em psicologia atua, fruto de seus anos de conquista de espaço na área da saúde. Sobre alguns desses ambulatórios:
Somente I e II são verdadeiras
II e III e IV são falsas
Todas são verdadeiras
IV é falsa
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se dedica ao atendimento de quadros clínicos e cirúrgicos onde o cuidado intensivo e a gravidade dos problemas apresentados exigem serviços constantes e especializados. Sobre o contexto da UTI e suas manifestações psíquicas abordados por Ribeiro e Leal (FILGUEIRIAS, M.S.T., RODRIGUES, F.D., BENFICA, T.M.S., 2011), é INCORRETO afirmar que:
As unidades intensivas apresentam toda uma gama de situações que podem atuar como desestabilizantes do equilíbrio psíquico, incluindo, aí, as alterações desencadeadas por fatores ambientais.
As alterações psicológicas determinarão o curso da recuperação física, validando ou não as ações médicas aí executadas.
A “Síndrome da UTI” consiste em um estado confusional, irreversível e inerente à internação que ocorre devido à sobreposição de sintomas ansiosos, depressivos e delirantes.
O constante estresse vivido pela equipe, as pressões, a apreensão, o contato direto com as frequentes mortes são fatores que remetem aos profissionais a sentimentos de impotência e falibilidade.
São características da prática da psicanálise no hospital, de acordo com Gonze e Brito no livro Residência em Psicologia – novos contextos e desafios para a formação em saúde (FILGUEIRAS, M.S.T., GONZE, G.G., VILLELA, R.A.N.D, 2013) EXCETO
O início de um percurso que pode levar o paciente a responsabilizar-se por seu sintoma. Trata-se de um momento que pode constituir-se o início do tratamento, tempo anterior à entrada em análise propriamente dita.
Prática comprometida com a singularidade do ser falante diante dos percalços sofridos no ambiente hospitalar. Não se trata de dizer que se faz análise o tempo todo no hospital, mas sim psicanálise.
A contribuição do analista no hospital é lembrar à medicina que os pacientes ali internados são objetos de intervenção clínica e não sujeitos, com toda divisão que o termo comporta em psicanálise.
Na medicina a dimensão do tempo do sujeito é eliminada quando o corpo do doente é tratado de acordo com signos e sintomas. Na psicanálise ao escutar o chamado da urgência subjetiva articulará a pressa exigida pela situação ao tempo do sujeito.