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O processo de interação humana é um dos aspectos mais importantes na definição de atividades voltadas para a obtenção dos resultados de qualquer organização como um hospital. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
As características cognitivas de cada indivíduo são fatores que tornam complexo o processo de relações humanas.
A comunicação interpessoal transmite pensamentos e sentimentos, mas não tem como objetivo influenciar para obter reações específicas da pessoa com quem se fala.
Os processos interpessoais existentes nas organizações dependem tanto da qualificação técnica de seus membros quanto de habilidades de comunicação.
A discriminação de certos aspectos do próprio comportamento dificulta a convivência com os colegas no trabalho e contribui para promover influências recíprocas que prejudicam a autonomia de cada um.
Ser inteligente no trato com as pessoas significa, entre outros aspectos, saber transmitir sua mensagem com clareza. Expressar-se com clareza é importante para qualquer relacionamento, profissional ou pessoal.
O delirium ou confusão mental representa uma disfunção aguda do sistema nervoso central, sendo frequentemente encontrado nos pacientes em Unidades de Terapia Intensiva. A respeito deste quadro, de acordo com, é INCORRETO afirmar que:
O sintoma principal do delirium é o distúrbio da consciência (redução da capacidade de responder ao ambiente, com diminuição da atenção), acompanhado de déficit cognitivo (déficit de memória, desorientação e distúrbios na linguagem), não causado por demência atual ou anterior.
Os casos de tipo hipoativo são mais comuns e apresentam diminuição da atividade mental, inatenção e frequentemente não são reconhecidos pelos médicos e enfermeiros.
O tratamento do delirium requer intervenções psicológicas pontuais e urgentes, manejo ambiental, orientações de tempo e espaço, não sendo necessário o uso de medicação neuroléptica.
Quando os pacientes apresentam um quadro de delirium hiperativo, mostram-se agitados e costumam ser identificados com a síndrome da unidade de terapia intensiva ou com a “psicose da UTI”.
O haloperidol e a onlazapina são medicações utilizadas nos quadros de delirium.
A respeito dos quadros psiquiátricos presentes nos pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva, é INCORRRETO afirmar.
A ansiedade não mais se configura como uma razão comum para a interconsulta psiquiátrica na UTI.
Além do alto índice de estresse, existe na UTI uma grande prevalência de síndromes psiquiátricas como depressão, ansiedade e delirium.
Os sintomas de delirium, depressão e ansiedade podem ser tratados por meio de intervenções psiquiátricas, e algumas medidas psicossociais podem ser realizadas, especialmente em pacientes cirúrgicos e no período de pós-infarto.
Os quadros psicóticos podem ser provocados ou exacerbados por fatores ambientais como iluminação artificial constante, estimulação sonora, ausência de referências externas, movimentação contínua das equipes e restrição do campo visual.
A agitação geralmente é consequência de delirium, estados dissociativos, confusão secundária a retardo mental, demência, barreiras de linguagem, medo ou perdas na fala, audição ou visão.
A família é uma importante aliada na busca por bem-estar e qualidade de vida do paciente durante a internação na UTI, além de ser uma fonte constante de informações. Sobre este tema, assinale a alternativa INCORRETA:
A família, dependendo do nível de segurança e confiança na equipe multiprofissional, pode auxiliar ou dificultar o tratamento do paciente internado em UTI.
O contato com a equipe e o acesso a informações ponderadas diminui a angústia dos familiares, no entanto, é sabido que devemos filtrar as informações clínicas, uma vez que saber o que realmente ocorre com o paciente, especialmente quando se trata de um quadro grave, é mais amedrontador do que não saber.
Da mesma forma que o paciente, a família é merecedora de atenção e cuidados, sendo imprescindível que receba acompanhamento psicológico, sempre que necessário. É importante necessário acolher as emoções e trabalhar os medos, angústias, fantasias.
O psicólogo, além de fazer a mediação entre a família e a equipe multiprofissional, poderá orientar os familiares quanto às dificuldades na compreensão dos diagnósticos e prognósticos.
Elevados níveis de insegurança e desespero dos familiares percebidos pelo paciente internado na UTI podem colaborar com o alto índice de estresse pós-traumático aferido no pós-alta.
Há, na psico-oncologia, uma vertente interdisciplinar que avalia a influência de fatores comportamentais, psicológicos e sociais no desenvolvimento do câncer e, consequentemente, no tratamento e na reabilitação dos indivíduos que contraíram a doença.
Nos últimos anos vem aumentando a inserção do psicólogo nas instituições de saúde e, consequentemente, ampliando a visão para o entendimento dos aspectos psicológicos implicados no processo de adoecer. No entanto, ainda há um limite na ciência, não do ponto de vista tecnológico, mas da ética em relação ao respeito à pessoa. Entre os aspectos de Bioética a serem preservados em relação à criança hospitalizada, estão:
Atitude de cuidado e apoio familiar.
Apoio social e respeito a sua família
O respeito à privacidade e a confidencialidade.
Respeito à autonomia da criança com responsabilidade na atenção a sua saúde.
No trabalho do psicólogo hospitalar, o exame do estado psíquico é muito importante para a avaliação da situação de crise. A respeito desse assunto, assinale a alternativa que apresenta objetivo desse tipo de exame.
Avaliar tanto os aspectos sadios quanto as disfunções e psicopatologias do paciente.
Avaliar a conduta do familiar do paciente.
Avaliar o funcionamento dos afetos da equipe.
Avaliar a interação familiar.
Avaliar as experiências prévias.
Um paciente com cirurgia marcada para dois dias requisita atendimento psicológico. O mesmo realizará uma neurocirurgia para retirada de dois tumores encefálicos, um no lobo occipital e outro no lobo insular. Com isso, ele está ansioso pois corre risco de perder parte ou toda a visão e audição, mas se não fizer os tumores podem matá-lo. Qual a prática psicológica abaixo, emergencial, que deveria ser tomada pelo psicólogo?
Acolher a ansiedade do paciente e escutá-lo de forma não-diretiva.
Realizar sessões psicoeducativas diárias, nas quais serão apresentadas as informações sobre o procedimento cirúrgico, suas possíveis consequências, inclusive da não realização da cirurgia.
Sugere que o paciente busque o médico e peça dele informações pertinentes sobre a cirurgia.
Chama a família e explica a situação e pede que eles conversem com o familiar para convencê-lo a realizar, haja visto a consequência da não realização da mesma.
Utilizar as técnicas da psicoterapia breve para diminuir a ansiedade, apontando enfaticamente as consequências positivas da cirurgia, enquanto realiza escuta clínica para fazer o paciente sentir-se acolhido.
Michael Balint (1896-1970), psicanalista húngaro radicado na Inglaterra, contribuiu para o campo teórico da Psicanálise e desenvolveu o modelo de trabalho conhecido como Grupo Balint. Esse modelo é focado em médicos e na relação médico-paciente, e tem o objetivo de:
criar um espaço terapêutico para ensino e discussões clínicas e diagnósticas entre médicos experientes e médicos residentes;
supervisionar médicos em formação psicanalítica através do estudo do fenômeno da transferência em pacientes psicossomáticos e poliqueixosos;
ensinar técnicas para cuidados paliativos e para a abordagem psicológica de pacientes em estado terminal e suas famílias;
encaminhar pacientes para os especialistas adequados, evitando o nomadismo médico que impede a consecução dos tratamentos;
buscar uma diferenciação na interlocução médico-paciente, através do desenvolvimento da criatividade e da sensibilidade utilizadas como instrumentos de trabalho.
Com base na Lei nº 24/1994, que instituiu o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, é correto afirmar que esse programa exige
exame médico pré-admissional, exame médico periódico, exame de retorno ao trabalho (no caso de afastamento superior a 30 dias), exame de mudança de função, antes da transferência, e exame médico demissional nos 15 dias que antecedem o desligamento definitivo do funcionário.
apenas exame médico pré-admissional e exame médico demissional, sendo que este deve ser realizado nos 15 dias que antecedem o desligamento definitivo do funcionário.
exame médico pré-admissional, exame médico periódico e exame médico demissional até 15 dias após o desligamento definitivo do funcionário.
exame médico pré-admissional, exame médico periódico e exame médico demissional. Exame de retorno ao trabalho ou de mudança de função são opcionais, não sendo exigências da referida lei, em condição alguma.
apenas exame médico pré-admissional, exame de retorno ao trabalho (no caso de afastamento superior a 60 dias) e exame médico demissional nos 15 dias que antecedem o desligamento definitivo do funcionário.
O sofrimento gerado pela hospitalização: eis o desafio do psicólogo hospitalar. Quando se trata de uma criança hospitalizada, e com risco de morte iminente, este desafio se faz maior. Segundo Kubbler-Ross (1996), isso se deve:
À necessidade de minimizarmos o medo do outro: da criança doente, dos seus familiares, e da equipe de saúde.
À morte ser um assunto que não gera temor em todos os homens, causando apenas angústia, pânico e impotência frente ao seu caráter conhecido.
À possibilidade de intervenção apenas nos instantes que precedem a morte.
À morte constituir-se, ainda, como um acontecimento medonho, pavoroso, um medo universal, mesmo sabendo que podemos dominá-lo em vários níveis.
No campo da psicologia hospitalar, a consulta realizada por um profissional de saúde a um paciente específico mediante a solicitação do especialista por ele responsável é:
a entrevista de anamnese.
a avaliação psicológica.
o psicodiagnóstico.
a interconsulta.
o atendimento emergencial.
Leia o trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
“Um fenômeno é sempre biológico em suas raízes e social em sua extensão final. Mas, nós não nos devemos esquecer, também, de que, entre esses dois, ele é mental.” Assim começa uma definição da psicopatologia, na visão de Jean Piaget. Ou seja, a psicopatologia é um ramo da ciência que trata da natureza essencial da saúde mental e tem boa parte de suas raízes na tradição _____________, quando estudada nas obras de grandes alienistas do passado, propiciando a observância nos últimos dois séculos.
médica
filosófica
autônoma
neurológica
fisiológica