Questões de Concurso sobre Psicologia Hospitalar

 
 
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A técnica de relaxamento muscular progressivo de Jacobson tem sido muito utilizada no ambiente hospitalar, existindo comprovações científicas de sua eficácia frente a diversos problemas de saúde. Assinale a melhor resposta para explicar essa técnica:


A

Constitui-se em contrações seguidas de relaxamento de diversos grupos musculares, iniciando pelos membros, seguidos do tronco e da cabeça. Tem como objetivo reduzir a excitabilidade do organismo, livrando os músculos de tensão, e ensinar o indivíduo a identificar a tensão muscular ainda quando está se iniciando, podendo, então, relaxar a musculatura


B

É uma técnica que, por meio do relaxamento passivo dos músculos, busca proporcionar sensação corporal de prazer. Tem como objetivo que o indivíduo possa se distrair dos sintomas adversos da doença ou da dor que vivencia e atingir sensação de bem-estar geral


C

O psicólogo oferece ao paciente palavras que o levam a um estado de relaxamento profundo. Objetiva que o paciente se distancia e das sensações corporais e, em estado hipnótico, consiga controlar os sintomas da doença de modo a lidar melhor com os mesmos e, assim, atingir bem-estar geral


D

É por meio de visualizações de imagens induzidas pelo psicólogo, proporcionando sensação de calma que gera um relaxamento do corpo que vai aos poucos atingindo todos os grupos musculares. Tem como objetivo contribuir para que o indivíduo se distancie das sensações corporais e lide melhor com os sintomas adversos da doença

Dentro do contexto hospitalar, o papel do profissional de saúde junto ao paciente no enfrentamento das doenças é:


A

avaliar o risco emocional envolvido e, conforme o caso, encaminhar ao psicólogo para fazer o devido acompanhamento psicoterápico durante a hospitalização


B

procurar, juntamente com o paciente, tornar situações ameaçadoras em mais seguras e auxiliar no reconhecimento e na expressão dos sentimentos vivenciados


C

tornar o ambiente hospitalar mais humanizado e oferecer ao paciente suporte psicossocial e, inclusive, espiritual, conforme a demanda


D

adaptar o tratamento hospitalar à singularidade do paciente e respeitar a sua autonomia, sem impor a rotina hospitalar indiscriminadamente

Simonetti (2004), no Manual de Psicologia Hospitalar apresenta vários diagnósticos possíveis de se fazer no contexto hospitalar. Sobre esses diagnósticos é CORRETO afirmar:


A

No diagnóstico reacional habitualmente a pessoa entra na órbita da doença pela negação, depois de revolta, algum tempo depois entra em depressão e, por último, não sem algum esforço e trabalho pessoal, alcança a possibilidade de enfrentamento real. Essa ordem é fixa, e qualquer combinação não é passível de encontrar na prática.


B

No diagnóstico médico o psicólogo pode consultar o prontuário médico do paciente ou fazer perguntas à equipe médica, ou para a enfermagem ou ainda diretamente ao paciente.


C

O diagnóstico situacional constrói uma visão restrita da vida do paciente, enfatizando as áreas não diretamente relacionadas a doença, mas que influenciam e são por ela influenciadas, a saber: a vida psíquica, vida social, vida cultural e dimensão corporal.


D

O diagnóstico transferencial avalia as relações que a pessoa estabelece a partir de seu lugar no adoecimento. O paciente vai ao hospital porque supõe encontrar lá somente o saber médico, ou seja, a transferência só se dá com o medico, já que o saber a ele se dirige

Sobre as considerações e citações feitas por Romano (1999) em “A família vem ao hospital com seu papel no processo de adoecer”, é INCORRETO afirmar que:


A

A hospitalização de um membro da família é um evento que gera estresse.


B

O paciente e a família têm percepções claras de suas necessidades, que geralmente são as mesmas percepções da equipe quanto a prioridades.


C

O grupo de apoio a familiares funciona como facilitador de coesão, garantindo a universalidade e aprendizagem interpessoal.


D

É desejável a participação de outros profissionais da saúde na realização de grupos de apoio aos familiares.

De acordo com Soares no livro Psicanálise e Hospital – a criança e sua dor (MOURA, 1999), o corpo não é somente um meio de expressão, é também um lugar de inscrições primitivas. Pensando no corpo enquanto causa do sujeito marque a opção CORRETA.


A

O psicanalista foca seu trabalho no sujeito que clama por ser medicado, deixando aos cuidados da ciência o corpo em sua pura sintomatologia orgânica.


B

A ciência aponta para o corpo na sua dimensão biológica, constituída de partes articuladas e regradas por certos princípios funcionais de autoconservação. Esse corpo orgânico é dotado de uma organização que não visa ao sujeito inconsciente.


C

Não podemos reduzir o corpo humano a um emaranhado de órgãos que articulam entre si. Esse corpo também diz de si, o corpo fala. O corpo prediz significantes. Esse corpo que fala requer seu deciframento simbólico. E é nessa dimensão médica que a psicanálise encontrará seu campo de atuação.


D

Não podemos desprezar a relação existente entre o corpo e a subjetividade, principalmente quando um psicanalista trabalha em um hospital geral, pois sabemos que o psíquico, nesta instituição, é alvo de urgência.

Freud [S.D.], em “Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise”, texto de 1912, afirma, EXCETO:


A

As regras técnicas que apresenta foram alcançadas pelo estudo da técnica de muitos outros pesquisadores e de sua observação clínica.


B

A técnica consiste em não dirigir o reparo para algo específico e em manter a mesma atenção uniformemente suspensa.


C

Freud não aconselha as anotações de qualquer espécie durante as sessões.


D

O médico deve ser opaco aos seus pacientes e, como um espelho, não mostrar-lhe nada, exceto o que lhe é mostrado.

Sobre as tarefas do psicólogo na instituição hospitalar segundo Romano (1999) é INCORRETO afirmar que:


A

Um dos fatores que contribuiu para a presença do psicólogo no hospital foi a consideração de que os aspectos emocionais podem alterar as reações e habilidades no processo de ajustamento e na morbidade psicológica em situações de doença.


B

É tarefa do psicólogo, especializado em Psicologia Organizacional, atuar em programa de Recursos Humanos de um hospital.


C

Em algumas tarefas junto à equipe, o psicólogo, em um dado momento, deve deixar a assistência ao paciente, e interferir no que vê no grupo, e como o grupo olha o doente.


D

Existem três níveis essenciais para a atuação em hospitais: psicopedagógico, psicodiagnóstico e psicoterapêutico.

Assinale a alternativa que melhor corresponde ao descrito por Calvetti e colaboradores (2008), sobre a internação infantil.


A

Na internação infantil, a autenticidade do profissional de saúde é fundamental com a família, porém deve ser evitada com a criança, a fim de preservá-la de futuro trauma psíquico


B

A autenticidade na relação entre o profissional de saúde, a criança internada e sua família, é fundamental para construção da entrega participativa do paciente, onde este confia e autoriza a equipe de saúde a cuidá-lo, otimizando o tratamento e a sua recuperação


C

O vínculo entre a equipe de saúde e a criança internada fica comprometido quando a equipe não preserva a criança de questões difíceis e informa o quadro clínico para a criança


D

Na internação infantil é fundamental que o psicólogo oriente a equipe de saúde e familiares sobre o que deve ser omitido à criança, a fim de não a traumatizar e para construir um ambiente adequado para a sua recuperação

Segundo Crepaldi e colaboradores (2006), o trabalho do psicólogo em unidades hospitalares pediátricas se baseia em um cuidado assistencial dirigido à criança e/ou ao adolescente, seu acompanhante e família, além da equipe de profissionais de saúde. Entretanto, para que essa assistência seja adequada, o psicólogo deve planejar sua intervenção com base no conhecimento da realidade especifica e nas demandas da unidade em que irá trabalhar. Para tal, ele deve realizar um diagnóstico:


A

Familiar


B

Institucional


C

Terapêutico


D

Diferencial

Práticas alternativas, como o biofeedback e a meditação, são indicadas para o referido paciente, mas só devem ser iniciadas com autorização médica para evitar conflito de procedimentos ou comprometimento da adesão ao tratamento médico já iniciado.

C
Certo

E
Errado

A autora Paula Vaz Rodrigues no livro Psicanálise e Hospital – a criança e sua dor (MOURA, 1999) ao tratar sobre o processo da criança de identificação com a doença crônica conclui os seguintes pontos EXCETO:


A

Os pais, por se sentirem responsáveis pelo corpo da criança que veio ao mundo tão insuficientemente aparelhada se colocam em posição de responder a este corpo que passa a ser a extensão do próprio corpo deles, obstacularizando a demarcação de limites por parte da criança


B

Sem generalizar ou definir, no processo identificatório em crianças portadoras de doenças crônicas como um todo, um aspecto comum presente em grande número de casos, diz respeito ao atrelamento da criança à significação que seria a própria doença e as repercussões que uma representação desta ordem pode vir a gerar a nível psíquico e orgânico.


C

A criança portadora de uma doença “crônica”, desde sempre, sofre os efeitos produzidos por sua doença no seu meio familiar, visto que o sentimento de culpa e/ou revolta por parte de seus pais já torna possível um vislumbre dos transtornos futuros que esta realidade factual virá a causa


D

O que se verifica em grande número é um total incentivo da capacidade funcional dessas crianças, na medida em que estas se desenvolvem em meio a estímulos que se situam para além do problema real de que se fazem portadoras.

Sobre a atuação da psicanálise com crianças hospitalizadas, de acordo com Cabral em Psicanálise e Hospital – a criança e sua dor (MOURA, 1999) é CORRETO afirmar:


A

A criança vai se despindo das roupagens que lhe são atribuídas, e no seu despir, desfia suas dores, e essencialmente suas fantasias, algumas até mesmo macabras, outras de onipotência, poder...vai construindo suas fantasias para fazer barreira ao seu próprio gozo.


B

A explicação deve indicar, aludir, apontar o caminho para que a surpresa se instale. E se instalando, instigar um dizer, provocar pergunta


C

Se o analista não escuta a criança no mais além do dito, não aposta que a criança tem um saber e pode ser escutada como sujeito do inconsciente, como analisante de pleno direito.


D

É o analista que, pela via da interpretação, vai tocar o ponto de angústia visando o simbólico, visando este x enigmático que é a presentificação do desejo do Outro.


É frequente o agravamento do quadro clínico às vésperas da alta hospitalar. Para minimizar ou evitar esta ocorrência o que pode ser feito?


A

Informar aos pacientes e aos familiares a respeito do objetivo da internação e de como se dará a continuidade do tratamento em nível ambulatorial


B

Fazer intervenções psicológicas pontuais no momento que antecede a alta, como técnicas de relaxamento e hipnose


C

Discutir estas ocorrências em reunião da equipe multiprofissional a fim de compreender as causas determinantes do agravamento do quadro clínico


D

Avaliar precocemente a estrutura de personalidade do paciente de modo a ser possível fazer intervenções psicológicas preventivas ao longo da internação

As propriedades farmacológicas do crack, diferem daquelas da cocaína e requerem que o início do tratamento seja lento, conforme o desejo e a disposição do usuário.

C
Certo

E
Errado

Ao pesquisar sobre o trabalho da psicologia hospitalar nas equipes multidisciplinares de saúde, Fossi & Guareschi (2004), propõem que a psicologia passe a pensar a saúde como:


A

Uma face normativa, prescritiva, que faz referência a uma espécie de conjunto de atributos para uma pessoa ser considerada saudável


B

Perspectiva medicalizada que frequentemente é utilizada pelos profissionais da saúde, contemplando a ausência de doenças


C

um conceito que abranja tanto os aspectos físicos como os psíquicos, levando em consideração o território em que os sujeitos vivem e a dimensão socioeconômica


D

Um conceito complexo, que possa se situar em modelos que venham a promover formas de vida e de ser que englobem a dimensão do sujeito como cidadão na esfera pública e na esfera privada

A pretensão de contextualizar a psicologia no contexto hospitalar deve fundamentalmente transformar-se em tarefa:


A

técnica para, enfim, eliminar-se a prática cientificista e biomédica hegemônica entre os profissionais da área


B

ética para, enfim, eliminar-se a prática da desqualificação de seus saberes como não científicos ou não psicológicos entre os profissionais da área


C

educacional para, enfim, qualificar devidamente os profissionais da área, com destaque para a educação continuada


D

epistemológica para, enfim, estabelecer um conhecimento paradigmático no campo da psicologia hospitalar

O termo “institucionalismo” sempre foi bastante estudado em psiquiatria e se refere aos danos causados ao paciente por uma longa permanência hospitalar. Barton apud Tundes e Costa (2000) descreve a “neurose institucional”, que tem como uma de suas características:


A

interesse relativo às coisas e acontecimentos pessoais


B

elaboração de projetos para o futuro


C

manutenção de hábitos pessoais


D

resignação diante dos fatos e das coisas


E

confronto às atitudes autoritárias

No contexto hospitalar, o delirium é uma síndrome com características muito específicas e muito encontrada em pacientes internados nas UTIs. Com relação à caracterização dessa síndrome, assinale a alternativa correta.


A

Tem um curso crônico.


B

É causada por uma disfunção psicológica.


C

Observa-se a diminuição da atenção voluntária.


D

Há um aumento do nível de consciência.


E

Há necessidade exclusiva de manejo psicológico.

 
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