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O surgimento e a consolidação do termo Psicologia Hospitalar no Brasil aponta os resquícios das políticas de saúde no país da década de 1940, centradas no hospital. No que diz respeito à atuação do psicólogo no contexto hospitalar, é correto afirmar que:
sua função é treinar a equipe multiprofissional para oferecer um melhor atendimento aos pacientes internados.
sua função é centrada nos âmbitos secundário e terciário de atenção à saúde.
visa à melhora da assistência integral do paciente hospitalizado, limitando-se, por isso, ao tempo específico da hospitalização.
é uma aplicação dos conhecimentos da terapia comunitária dentro dos hospitais.
busca manter os mesmos aspectos do atendimento clínico realizado em consultório particular.
Sobre os variados quadros de depressão apresentados pelos pacientes nas Unidades de Terapia Intensiva, analise as assertivas abaixo e em seguida assinale a alternativa correta:
I. A depressão ocorre como uma reação psicológica à doença médica aguda.
II. Ocorre como uma manifestação de transtorno afetivo primário, detectado no momento da avaliação médica.
III. Ocorre como um transtorno do humor associado a uma patologia orgânica específica e/ou ao tratamento desta.
IV. Não pode ser resultado do somatório de sintomas depressivos com sintomas da doença orgânica.
V. É possível diagnosticar a depressão no paciente em ventilação mecânica ou com afasia apenas por meio da observação geral das expressões e da leitura labial.
Apenas I está correta.
Apenas III e IV estão corretas.
Apenas I, III, V estão corretas.
Apenas IV e V estão corretas.
Apenas I, II e III estão corretas.
Assinale a alternativa falsa sobre a relação entre os termos Psicologia da Saúde e Psicologia Hospitalar.
Psicologia Hospitalar é um ramo da Psicologia da Saúde.
A Psicologia da saúde compreende a prática do psicólogo que visa promover, prevenir e intervir junto a doenças psicológicas ou não.
Ambos os termos definem a prática do psicólogo em hospitais, porém a psicologia hospitalar define especificamente o trabalho junto aos pacientes de hospitais em ambulatório ou internação, enquanto na psicologia da saúde a intervenção se expande para profissionais e cuidadores.
A psicologia hospitalar utiliza de diversos saberes psicológicos usados em outros contextos na sua prática como é o caso da psicoterapia breve e pode acontecer em qualquer lugar do hospital com condições mínimas de sigilo.
O atendimento clínico ambulatorial pode ser considerado tanto psicologia hospitalar quanto psicologia da saúde.
Cabe ao psicólogo responsável fazer uma avaliação particularizada do caso, priorizando a promoção de mudanças no repertório comportamental relacionadas à saúde de Carlos e utilização de comportamentos adquiridos ao longo do tratamento, o que pode ser útil em diversas situações de risco a que seja submetido.
Senhor P, um profissional de saúde que trabalha num hospital geral, fornece o seguinte depoimento: “A dor e a morte são fatos tristes, mas naturais. Para mim, é normal. Vivencio desta maneira. Procuro não envolver o lado emocional de forma a não atrapalhar o meu trabalho. Faço tudo pelo paciente, mas se ele vier a morrer, sinto muito, sei que fiz o que pude fazer. Não sou eu quem deve chorar ou sofrer. O choro é algo dos familiares ou amigos.”.
Esse tipo de reação emocional, apresentada pelo Sr. P em relação ao sofrimento e à morte dos seus pacientes, bem como dos familiares e amigos do paciente, é CORRETAMENTE denominado de
Transferência negativa.
Empatia genuína.
Realimentação negativa.
Calosidade profissional.
Distanciamento crítico negativo.
A boa evolução psicológica dos bebês prematuros submetidos à longa hospitalização depende das condições favoráveis de sua estada na unidade neonatal. É DESFAVORÁVEL quando a equipe:
É simbolicamente “uma” no desejo de curar a criança.
Deixa-se capturar numa relação em que há interação e troca com a criança.
Fala com a criança supondo nela um “sujeito”.
Reproduz as condições intra-uterinas, fazendo a criança crer que ainda não nasceu.
A humanização, como ação programática, alcançou maior destaque no ano de 2000, quando o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH), com o objetivo de promover uma nova cultura de atendimento à saúde. Sobre o PNHAH podemos afirmar que:
I. Propõe um conjunto de ações integradas com o objetivo de mudar o padrão de assistência ao usuário nos hospitais públicos.
II. Tem como meta aprimorar as relações entre profissional de saúde e usuário, profissionais entre si, profissionais e gestores, hospital e comunidade.
III. Propõe o desenvolvimento técnico e emocional dos profissionais.
IV. Um dos objetivos consiste em difundir a nova cultura de humanização para os hospitais da rede privada.
V. Visa desenvolver um conjunto de indicadores de resultados e sistema de incentivos ao tratamento humanizado.
Após a análise das assertivas acima marque a alternativa correta:
Apenas I, II e III estão corretas.
Apenas I, II e IV estão corretas.
Apenas I, II, IV e V estão corretas.
Apenas I, II, III e V estão corretas.
Apenas I e II estão corretas.
Uma boa relação médico/psicólogo-paciente pressupõe confiança mútua. Contudo, a possibilidade de que o paciente adquira a capacidade de refletir sobre as práticas e orientações médicas e psicológicas, não as aceitando cegamente, é exemplo de uma consciência:
Crítica.
Médica.
Política.
Emocional.
Intelectual.
Sobre a Psicologia Hospitalar, é correto afirmar que:
I. No contexto da Psicologia Hospitalar, o diagnóstico deve ser realizado a partir de quatro eixos: reacional, médico, situacional e transferencial.
II. O diagnóstico reacional se refere à posição que o paciente assume em relação à doença e tem como principais características a negação, a revolta, a ansiedade e o enfrentamento.
III. O diagnóstico médico em psicologia hospitalar é um resumo da condição clínica do paciente e deve incluir informações como o nome da doença, os principais sintomas, o tratamento proposto, as medicações em uso, o prognóstico, risco de contágio, nível de proteção e comorbidades.
IV. O diagnóstico situacional deve construir uma visão panorâmica da vida do paciente enfatizando aspectos não necessariamente relacionados a doença, como a vida psíquica, a vida social, a vida cultural e a dimensão corporal. Trata-se do mapeamento dos pontos e problemas que dificultam o enfrentamento da doença.
V. O diagnóstico transferencial avalia as relações que o paciente estabelece a partir de seu lugar no adoecimento. Busca compreender como o doente se relaciona em meio ao adoecimento.
Após a análise das assertivas acima marque a alternativa correta:
Apenas I, II e III estão corretas.
Apenas I, III e IV estão corretas.
Apenas I, III e V estão corretas.
Apenas I, III, IV e V estão corretas.
Apenas I, III e V estão corretas.
A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) é um ambiente de cuidados da saúde, com potencial de gerar estados emocionais que podem interferir na evolução do paciente. Uma das funções do psicólogo na UTI é:
acolher, orientar e informar somente o paciente internado a respeito das rotinas da UTI.
minimizar o contato entre o paciente/equipe e familiares/equipe para que não dificulte mais ainda o trabalho nesse espaço.
avaliar o paciente somente nos aspectos relativos à orientação e à memória.
oferecer aos familiares espaço para expressão dos seus sentimentos e questionamentos quanto ao processo de internação do paciente.
avaliar os familiares quanto a sua própria orientação e à percepção.
Um profissional de saúde, que trabalha num hospital, presta o seguinte depoimento sobre o setor de atendimento a pacientes em hemodiálise: “Somos Enfermeiros, Médicos, Assistentes Sociais, Psicólogos etc. que desenvolvem um trabalho em conjunto. Discutimos cada um dos casos e planejamos a intervenção que realizamos, e, com isso, trocamos e integramos, permanentemente, nossos conhecimentos. Digo mais: nosso compromisso ético não é só com o cliente, mas, com a saúde”.
Considerando a situação descrita, assinale a alternativa que identifica, CORRETAMENTE, esse tipo de equipe.
Multiprofissional
Interdisciplinar
Transdisciplinar
Interprofissional
Cooperativa
A terapêutica farmacológica, os efeitos colaterais e os riscos de recidiva são aspectos não ocupados pela psico-oncologia, uma vez que são atribuições do médico responsável pelo caso de Carlos.
Considerando a dimensão psicológica do trabalho em unidades neonatais, qual é, de acordo com Mathelin (1999), a função primordial da equipe de saúde?
Desempenhar a “hiper-maternagem”.
Estimular o vínculo na díade mãe-bebê.
Desencadear a agressividade entre mãe e bebê.
Mediar a relação entre mãe e bebê.
Em uma situação de um paciente acordado, orientado e interagindo em UTI, mesmo acometido por algum diagnóstico ou situação que o deixe fragilizado, ele está atento a todo movimento e diálogo existente nesse ambiente considerado hostil e estranho. Dessa forma, é dever da equipe multiprofissional:
I. Informar o paciente sobre a rotina da UTI logo no momento da admissão.
II. Sempre informar sobre exames e procedimentos, utilizando uma linguagem acessível que garanta a compreensão do paciente.
III. Evitar falar a verdade, podendo se esquivar de alguns esclarecimentos que possam mobilizar angústia no paciente.
IV. Discutir a evolução do caso clínico sempre junto ao leito, a fim de que o paciente possa participar ativamente da discussão do caso e da escolha das estratégias adotadas.
V. Conversar separadamente com a família a respeito do quadro clínico e dos procedimentos adotados.
Após a análise das assertivas acima marque a alternativa correta:
Apenas II e III estão corretas.
Apenas II, III e IV estão corretas.
Apenas II e IV estão corretas.
Apenas I e II estão corretas.
Apenas I e III estão corre
Nos últimos anos observamos um aumento da demanda de pacientes para as UTI’s devido ao avanço tecnológico no diagnóstico e tratamento de inúmeras doenças, ao aumento da expectativa de vida da população em geral e à sobrevida de pacientes com doenças outrora letais. A respeito do papel do psicólogo na UTI, é INCORRETO afirmar:
Junto aos pacientes contactuantes, o psicólogo deve realizar uma entrevista com o objetivo de avaliar o estado emocional, a compreensão da doença e do tratamento, a presença ou não de mecanismos de enfrentamento, a relação com a doença e o vínculo com a equipe
Durante o primeiro atendimento, não é necessário que o psicólogo forneça ao paciente informações a respeito das rotinas da UTI, da função dos aparelhos e fios conectados, assim como dos demais equipamentos presentes. A desmistificação do o ambiente e a segurança são asseguradas com o tempo de permanência.
Após o diagnóstico inicial do paciente, é necessário que o psicólogo verifique a necessidade de seguimento do atendimento psicológico e a necessidade de avaliação psiquiátrica complementar.
Junto aos pacientes em coma grau I e II, o psicólogo deve realizar atendimentos cujo objetivo é estimular o contato com a realidade, propiciar sentimento de segurança e sensação de existência, orientar sobre rotinas realizadas, conscientizar sobre o esquema corporal e tentar colaborar com a reversão do quadro.
Os atendimentos à família podem ser realizados antes ou depois do horário de visita e devem ser breves, com cada família individualmente, e ter como foco o momento da hospitalização, a doença e as dificuldades provindas dessa situação.
No ambiente de Terapia Intensiva, as situações de vida e morte abrangem vários personagens: pacientes, familiares, equipe multiprofissional e a própria instituição hospitalar. Idealmente, as decisões terapêuticas envolverão pontos favoráveis e contrários a todos os envolvidos. Após a análise das assertivas abaixo assinale a alternativa correta.
I. A retirada de procedimentos que prolongam a vida não é mais considerada eutanásia nos dias atuais, e sim ortotonásia, ainda que acompanhada de extrema sobrecarga emocional ao profissional que a conduz.
II. A distanásia, conhecida também como obstinação terapêutica ou futilidade médica, consiste em ações que geram um processo de morte lento, ansioso e com muito sofrimento.
III. A eutanásia é originalmente definida como a ‘boa morte’, embora nos dias atuais tenha o sentido de apressamento do processo de morrer.
IV. A ortotanásia defende a morte na hora certa, com dignidade e respeito, respeitando-se os princípios da não-maleficência, autonomia e justiça.
V. Apesar de alguns países e instituições recomendarem medidas acerca do prolongamento ou não da vida em situações de irreversibilidade do quadro clínico de pacientes internados em UTI, lúcidos ou não, a equipe multiprofissional ainda enfrenta muitas dificuldades que impedem a adoção destas medidas.
Apenas II, III e IV estão corretas.
Apenas I, II e IV estão corretas.
Apenas II, III. IV e V estão corretas.
Apenas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas I, II e V estão corretas.
A Psicologia Hospitalar tem como objetivo primordial
entender e tratar os aspectos psicológicos relacionados ao adoecimento.
tratar doenças com causas psicológicas conhecidas como psicossomáticas.
diagnosticar e tratar doentes mentais no contexto dos hospitais psiquiátricos.
dar apoio psicológico a profissionais de saúde que trabalham em hospitais.
assegurar a eficiência dos processos de atendimento em instituições hospitalares.
A orientação, proposta por Mathelin (1999), do trabalho com os pais nos serviços de neonatologia visa, entre outros aspectos:
apoiar o trabalho de separação
tranqüilizar ou tentar suprimir o sofrimento da internação
restaurar o “quadro da maternidade”
anular os efeitos do afastamento mãe-bebê