Questões de Concurso sobre Psicologia Hospitalar

 
 
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Estudos sobre a morte vêm aumentando progressivamente, enfocando várias facetas. Mesmo assim, o tema apresenta-se associado a um significativo silêncio. E no fundo desse silêncio coletivo, os fantasmas individuais aterrorizam, impedindo a convivência com a consciência e o sentimento de finitude. Em relação ao trabalho com pacientes terminais, assinale a alternativa correta.


A

A equipe estará tão mais adequada em suas atitudes quanto mais encorajarem os pacientes a sobrepujarem a morte.


B

A equipe estará tão mais adequada em suas atitudes quanto mais encorajarem os pacientes a desafiar a morte.


C

A equipe, negando os sentimentos de impotência, possibilita adequação na atitude com esses pacientes e familiares.


D

A consciência e a aceitação de nossos limites e nossa finitude fundamenta e possibilita nossa atitude frente a esses pacientes.


E

Os sentimentos de onipotência, por parte da equipe de saúde, facilitam a aceitação da finitude humana e a atitude com os familiares.

Se a mãe apresentar reforçadores como atenção e elogios a cada dois minutos quando a criança estiver sentada com seu material escolar à frente, então a ordem, a qualidade e a quantidade de tarefas escolares realizadas serão superiores.


C
Certo

E
Errado

Entre os cuidadores na família, a mãe é a pessoa que mais freqüentemente acompanha os pacientes em internação e em atendimentos ambulatoriais. Essa prevalência da participação materna nos cuidados primários é observada em diferentes países.


C
Certo

E
Errado

Sobre os alcances e os limites dos testes psicológicos no hospital, é correto afirmar que:


A

o Rorscharch é o teste psicológico mais indicado, por ser um teste que avalia não somente a inteligência do paciente, mas também seu dinamismo.


B

o P.M.K. é um teste que pode ser muito útil como instrumento de trabalho para o psicólogo hospitalar.


C

os testes devem ser utilizados apenas em último caso, visto que não oferecem um panorama seguro acerca dos reais sentimentos que todo paciente vive frente a uma doença e/ou à hospitalização.


D

os testes podem também ser usados pelo psicólogo hospitalar, desde que sejam considerados seus alcances e seus limites, sendo inclusive instrumento valioso para a pesquisa.


E

apenas os testes elaborados para crianças podem ter sua aplicação adequada no ambiente hospitalar.

O psicólogo hospitalar, atuando na equipe interdisciplinar, deve:


A

trabalhar com cuidados paliativos só casos em que os médicos recusem fazer esse tipo de tarefa.


B

comunicar ao paciente sobre um diagnóstico sombrio, nos casos em que o médico responsável esteja ausente.


C

estar apto a trabalhar com home care, cuidados paliativos e também com os medos, temores e ansiedades da própria equipe em relação à morte.


D

sensibilizar seus pacientes no sentido de que a melhor recuperação se dá no hospital, no caso dos pacientes que querem voltar para se tratarem em seu lar.


E

convidar os pacientes de enfermaria para serem atendidos sempre em ambulatório, visto que não há como se fazer atendimento psicológico em enfermarias.

Dentre outras tarefas, é importante que o psicólogo hospitalar possa identificar um ato iatrogênico. A iatrogenia é definida como:


A

a capacidade de o médico cometer um ato de imperícia.


B

a atitude chamada de "erro médico", quando o médico administra de modo inadequado um medicamento, trazendo prejuízos para o seu paciente, quer o faça conscientemente ou não.


C

qualquer situação ou doença desfavorável ao médico advinda do contato e do contágio com os seus pacientes.


D

a conduta deliberada do paciente em relação ao seu psicólogo, como resultado de uma transferência negativa contra este.


E

a ação do médico de provocar sofrimento ao seu paciente e, concomitantemente, a qualquer membro da equipe de saúde.

No que se refere ao trabalho do psicólogo durante o período pós-cirúrgico, é correto afirmar que:


A

reações de pós-operatório dificilmente poderão ser previstas, não cabendo ao psicólogo detectar quais as reações consideradas "normais".


B

dentre as reações de pós-operatório vividas por um paciente, o psicólogo pode encontrar situações como crise de ansiedade, sentimento de despersonalização.


C

cabe ao psicólogo uma noção crítica sobre o paciente, no plano pré-cirúrgico, cabendo-lhe ainda responsabilidade bem maior do que apenas o planejamento da psicoterapia do pós-cirúrgico.


D

o psicólogo deve estar atento para a ocorrência de descompensações do paciente no período pós-operatório, só quando então se fará necessário acompanhamento psicológico.


E

a psicoterapia prévia pode preparar o paciente para enfrentar um pós-operatório com melhores resultados, mas apenas se aplicada àqueles habituados ao método introspectivo.

A Psicologia Médica estuda as relações assistenciais, e seu foco é a terapêutica, enquanto a Medicina Psicossomática tem seu foco na:


A

sociedade;


B

clínica;


C

patogenia;


D

análise;


E

transferência.

Na primeira entrevista com pacientes de ambulatório deve-se buscar:


A

ouvir inicialmente o motivo principal que levou o paciente a procurar atendimento ambulatorial.


B

colocar primeiramente o nome do paciente em lista de espera, para prosseguir com uma avaliação criteriosa dos “mais necessitados”.


C

investigar detalhadamente o passado biográfico do paciente, pois o individuo é o resultado exato do que fizeram dele.


D

elaborar uma hipótese psicodinâmica que servirá ao terapeuta para uma compreensão maior sobre o funcionamento psíquico do seu paciente.


E

colher todo o material nessa única entrevista, principalmente por se tratar de uma instituição.

Sobre a inserção do psicólogo em Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.), assinale a alternativa correta.


A

A instalação de uma doença costuma levar o paciente de UTI – e eventualmente a família inteira – a um estado conhecido por "regressão", que consiste num retorno a um nível de funcionamento mais primitivo, com a reedição de ansiedades, fantasias e expectativas próprias às da época de quando ele era criança.


B

O paciente de UTI, pelo quadro clinico considerado como grave, é irremediavelmente enquadrado como "paciente terminal".


C

Um critério que o psicólogo pode utilizar na U.T.I. é a observação e o reconhecimento de se o paciente apresenta, de forma repetida, os mesmos problemas que uma mesma categoria de pacientes. Esses dados, embora não sejam úteis para um trabalho de pesquisa cientifica, podem auxiliar a equipe medica no tratamento do mesmo.


D

O fato de o paciente estar em U.T.I. não justifica para o psicólogo que o primeiro possa estar apresentando eventualmente um quadro de estranhamento do ambiente físico pela sucessão de rostos não familiares, sentimento de estar sendo coagido.


E

Quando um paciente sai de um centro cirúrgico para uma U.T.I. os vínculos são desfeitos com a equipe responsável pela cirurgia, ficando então o paciente à mercê do trabalho de uma nova equipe, cabendo ao psicólogo colaborar no sentido de respeitar essa quebra de vínculos.

No contexto hospitalar, o uso do diagnóstico é considerado:


A

desvio da tarefa, pois não cabe ao psicólogo hospitalar usar diagnóstico no hospital.


B

desvio da tarefa, pois não cabe ao psicólogo hospitalar usar diagnóstico no hospital.


C

limitado, pelo fato de que no hospital o psicólogo não pode dispor dos recursos necessários e de um ambiente apropriado para realizá-lo.


D

instrumento fundamental do método clínico, que objetiva diagnóstico, investigação, orientação e pesquisa.


E

irrelevante, pois os aspectos mais importantes de uma entrevista psicológica para um diagnóstico não têm como ser abordados, no caso de pessoas hospitalizadas.

Os doentes e seus familiares enfrentam grandes dificuldades na fase terminal de uma doença. Nesse momento, uma das principais tarefas do psicólogo é:


A

posicionar-se com clareza, dizendo que, nesse caso especifico, não poderá mais comprometer- se com eles, visto que se trata de um paciente em fase terminal, não havendo mais nada a fazer.


B

compartilhar desses momentos, auxiliando-os a lidar com essa situação de grande sofrimento da melhor forma possível.


C

caso esteja acompanhando um doente que venha a ficar fora de possibilidades terapêuticas (FPT), deverá automaticamente interromper o processo terapêutico, já que o paciente passa a não ter mais condições de deambular até o espaço ambulatorial.


D

por um dever humanitário e de caridade, o psicólogo deve obrigar-se a realizar sessões, inclusive no lar do paciente, incluindo a idéia de acompanha-lo até a morte.


E

o psicólogo não deve esquecer dos habituais preceitos técnicos e de setting, para atender um paciente em situação de crise que não pode se locomover até o espaço anterior de trabalho psicoterapêutico, apenas porque o último se encontra em fase terminal.

Em seu trabalho na área hospitalar o psicólogo é freqüentemente solicitado a emitir parecer sobre o paciente. As questões que mais requerem um exame pormenorizado dizem respeito:


A

às condições emocionais do indivíduo para ser informado acerca do diagnóstico e do prognóstico de sua doença, do nível de aceitação e colaboração ante o tratamento da hospitalização e dos procedimentos médicos, bem como das fantasias e expectativas que possam estar interferindo em seu processo de recuperação.


B

ao entendimento claro e à informação sobre o efeito farmacológico que os medicamentos que o paciente passou a utilizar, eventualmente, podem produzir no seu organismo, alterando-o em sua bioquímica e funcionalidade.


C

ao encaminhamento do paciente por parte do médico para a avaliação e assistência psicológicas.


D

à atuação preventiva realizada pelo psicólogo e à descrição pormenorizada da problemática fundamental, visando facilitar a resolução desses problemas, da forma mais adequada e breve possível.


E

à adaptação do paciente em relação à situação da doença e em relação à terapia.

Como deve proceder o psicólogo no atendimento em ambulatórios?


A

No diagnóstico e tratamento (com internação).


B

Com registro e segmentos de todas as intervenções realizadas (invasivas ou não), e durante cada etapa da internação.


C

Recuperação e reabilitação aliados a possibilidade de ações preventivas e acompanhamento no leito, caso seja necessária internação.


D

Acompanhar o começo, o meio e o fim do ciclo da doença, orientando o paciente que o melhor lugar para tratá-lo é sempre o hospital.


E

Acompanhando o ciclo do doente nas situações de diagnóstico e tratamento (sem ou pré- internação).

Sobre o registro de informações em prontuário de paciente, assinale a alternativa correta.


A

Não deve ser feito pelo psicólogo, pois ele deve manter o sigilo das informações recebidas.


B

Não pode ser lido pelo paciente sob qualquer hipótese, por conter informações sobre seu estado.


C

Só deve ser feito caso o paciente solicite por escrito ao psicólogo e autorize que este registre as informações.


D

Deve ser realizado pelo psicólogo com minúcias sobre a vida mental, familiar e social do paciente.


E

Deve ser elaborado pelo psicólogo, de forma sucinta e clara, para que a equipe possa se utilizar dele em prol da promoção da saúde do paciente.

No que se refere a técnica(s) de entrevista, o que é indicado no contexto hospitalar?


A

Que o psicólogo avalie o que pode esperar do paciente, o que ele necessitará e, sobretudo, o que pode lhe oferecer dentro da situação atual, deixando que ele mesmo guie e planeje a psicoterapia.


B

A entrevista psicológica, no âmbito hospitalar, obedece às mesmas normas e regras de toda entrevista, porém deve-se explicar ao paciente logo no primeiro encontro que o foco eleito pelo terapeuta será sempre a queixa trazida por ele.


C

A utilização da técnica focal que vai marcar o início de uma relação entre psicólogo e paciente, e através dela evita-se propor o luto dessa relação em seu momento inaugura


D

Que o profissional estará muito bem preparado para conduzir a entrevista, tendo também desenvoltura clínica para desenvolvê-la.


E

Recomenda-se o uso da técnica focal, no sentido de que estamos compreendendo o paciente levando-se em consideração seu momento vital, isto é, a doença e a hospitalização.

O psicólogo tem uma participação ativa nos cuidados com o paciente hospitalizado, no que se refere aos aspectos clínicos e nas ações de saúde pública. Sobre essa participação assinale a alternativa correta.


A

Em saúde pública, o psicólogo atua na prevenção e assistência integral apenas dos pacientes sem recursos financeiros ou que dependem do serviço público.


B

Colabora com a família do paciente hospitalizado, dando apoio, afetividade e suprindo suas carências.


C

Toma as providências para ajudar o paciente hospitalizado e a família, resolvendo as situações conflitantes.


D

Acompanha o paciente em todas as fases do tratamento, exceto se ele estiver FPT.


E

Acompanha o paciente em todas as fases do tratamento, exceto se ele estiver FPT.

Em relação à atenção primária, quais são os aspectos, em que se pode diferenciar o ambulatório de um hospital de um ambulatório vinculado ao Centro ou Posto de Saúde?


A

O ambulatório de um hospital requer finalidade, abrangência populacional, recursos diagnósticos e terapêuticos, que lhe assegurem uma posição de recurso terciário e quaternário nas ações de saúde.


B

O ambulatório de um Posto de Saúde destina-se à atenção primária profilática de saúde de varias comunidades vizinhas.


C

Geralmente, o ambulatório de Centro ou Posto de Saúde conta com um vasto arsenal diagnóstico.


D

Geralmente, o ambulatório de Centro ou Posto de Saúde conta com um vasto arsenal diagnóstico.


E

No ambulatório de um hospital atende-se a uma comunidade maior e mais homogênea.

São objetivos específicos da intervenção psicológica, em situação de ambulatório:


A

identificar, selecionar, analisar e planejar todos os passos a serem dados no período pós- internação.


B

identificar, selecionar, avaliar e analisar os passos a serem dados no período pós- internação.


C

identificar fatores relacionados ao diagnóstico que estejam obstaculizando o tratamento durante a internação.


D

facilitar a troca de informações entre os pacientes, selecionando e separando os que falam dos que não gostam de falar, dando prioridade aos primeiros.


E

dar apoio psicológico, preparar e motivar o paciente para a adesão ao tratamento.

 
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