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Estudos sobre a morte vêm aumentando progressivamente, enfocando várias facetas. Mesmo assim, o tema apresenta-se associado a um significativo silêncio. E no fundo desse silêncio coletivo, os fantasmas individuais aterrorizam, impedindo a convivência com a consciência e o sentimento de finitude. Em relação ao trabalho com pacientes terminais, assinale a alternativa correta.
A equipe estará tão mais adequada em suas atitudes quanto mais encorajarem os pacientes a sobrepujarem a morte.
A equipe estará tão mais adequada em suas atitudes quanto mais encorajarem os pacientes a desafiar a morte.
A equipe, negando os sentimentos de impotência, possibilita adequação na atitude com esses pacientes e familiares.
A consciência e a aceitação de nossos limites e nossa finitude fundamenta e possibilita nossa atitude frente a esses pacientes.
Os sentimentos de onipotência, por parte da equipe de saúde, facilitam a aceitação da finitude humana e a atitude com os familiares.
A modificação de pensamentos disfuncionais e de crenças centrais requer a técnica de dessensibilização sistemática.
Se a mãe apresentar reforçadores como atenção e elogios a cada dois minutos quando a criança estiver sentada com seu material escolar à frente, então a ordem, a qualidade e a quantidade de tarefas escolares realizadas serão superiores.
Entre os cuidadores na família, a mãe é a pessoa que mais freqüentemente acompanha os pacientes em internação e em atendimentos ambulatoriais. Essa prevalência da participação materna nos cuidados primários é observada em diferentes países.
Sobre os alcances e os limites dos testes psicológicos no hospital, é correto afirmar que:
o Rorscharch é o teste psicológico mais indicado, por ser um teste que avalia não somente a inteligência do paciente, mas também seu dinamismo.
o P.M.K. é um teste que pode ser muito útil como instrumento de trabalho para o psicólogo hospitalar.
os testes devem ser utilizados apenas em último caso, visto que não oferecem um panorama seguro acerca dos reais sentimentos que todo paciente vive frente a uma doença e/ou à hospitalização.
os testes podem também ser usados pelo psicólogo hospitalar, desde que sejam considerados seus alcances e seus limites, sendo inclusive instrumento valioso para a pesquisa.
apenas os testes elaborados para crianças podem ter sua aplicação adequada no ambiente hospitalar.
O psicólogo hospitalar, atuando na equipe interdisciplinar, deve:
trabalhar com cuidados paliativos só casos em que os médicos recusem fazer esse tipo de tarefa.
comunicar ao paciente sobre um diagnóstico sombrio, nos casos em que o médico responsável esteja ausente.
estar apto a trabalhar com home care, cuidados paliativos e também com os medos, temores e ansiedades da própria equipe em relação à morte.
sensibilizar seus pacientes no sentido de que a melhor recuperação se dá no hospital, no caso dos pacientes que querem voltar para se tratarem em seu lar.
convidar os pacientes de enfermaria para serem atendidos sempre em ambulatório, visto que não há como se fazer atendimento psicológico em enfermarias.
Dentre outras tarefas, é importante que o psicólogo hospitalar possa identificar um ato iatrogênico. A iatrogenia é definida como:
a capacidade de o médico cometer um ato de imperícia.
a atitude chamada de "erro médico", quando o médico administra de modo inadequado um medicamento, trazendo prejuízos para o seu paciente, quer o faça conscientemente ou não.
qualquer situação ou doença desfavorável ao médico advinda do contato e do contágio com os seus pacientes.
a conduta deliberada do paciente em relação ao seu psicólogo, como resultado de uma transferência negativa contra este.
a ação do médico de provocar sofrimento ao seu paciente e, concomitantemente, a qualquer membro da equipe de saúde.
No que se refere ao trabalho do psicólogo durante o período pós-cirúrgico, é correto afirmar que:
reações de pós-operatório dificilmente poderão ser previstas, não cabendo ao psicólogo detectar quais as reações consideradas "normais".
dentre as reações de pós-operatório vividas por um paciente, o psicólogo pode encontrar situações como crise de ansiedade, sentimento de despersonalização.
cabe ao psicólogo uma noção crítica sobre o paciente, no plano pré-cirúrgico, cabendo-lhe ainda responsabilidade bem maior do que apenas o planejamento da psicoterapia do pós-cirúrgico.
o psicólogo deve estar atento para a ocorrência de descompensações do paciente no período pós-operatório, só quando então se fará necessário acompanhamento psicológico.
a psicoterapia prévia pode preparar o paciente para enfrentar um pós-operatório com melhores resultados, mas apenas se aplicada àqueles habituados ao método introspectivo.
A Psicologia Médica estuda as relações assistenciais, e seu foco é a terapêutica, enquanto a Medicina Psicossomática tem seu foco na:
sociedade;
clínica;
patogenia;
análise;
transferência.
Na primeira entrevista com pacientes de ambulatório deve-se buscar:
ouvir inicialmente o motivo principal que levou o paciente a procurar atendimento ambulatorial.
colocar primeiramente o nome do paciente em lista de espera, para prosseguir com uma avaliação criteriosa dos “mais necessitados”.
investigar detalhadamente o passado biográfico do paciente, pois o individuo é o resultado exato do que fizeram dele.
elaborar uma hipótese psicodinâmica que servirá ao terapeuta para uma compreensão maior sobre o funcionamento psíquico do seu paciente.
colher todo o material nessa única entrevista, principalmente por se tratar de uma instituição.
Sobre a inserção do psicólogo em Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.), assinale a alternativa correta.
A instalação de uma doença costuma levar o paciente de UTI – e eventualmente a família inteira – a um estado conhecido por "regressão", que consiste num retorno a um nível de funcionamento mais primitivo, com a reedição de ansiedades, fantasias e expectativas próprias às da época de quando ele era criança.
O paciente de UTI, pelo quadro clinico considerado como grave, é irremediavelmente enquadrado como "paciente terminal".
Um critério que o psicólogo pode utilizar na U.T.I. é a observação e o reconhecimento de se o paciente apresenta, de forma repetida, os mesmos problemas que uma mesma categoria de pacientes. Esses dados, embora não sejam úteis para um trabalho de pesquisa cientifica, podem auxiliar a equipe medica no tratamento do mesmo.
O fato de o paciente estar em U.T.I. não justifica para o psicólogo que o primeiro possa estar apresentando eventualmente um quadro de estranhamento do ambiente físico pela sucessão de rostos não familiares, sentimento de estar sendo coagido.
Quando um paciente sai de um centro cirúrgico para uma U.T.I. os vínculos são desfeitos com a equipe responsável pela cirurgia, ficando então o paciente à mercê do trabalho de uma nova equipe, cabendo ao psicólogo colaborar no sentido de respeitar essa quebra de vínculos.
No contexto hospitalar, o uso do diagnóstico é considerado:
desvio da tarefa, pois não cabe ao psicólogo hospitalar usar diagnóstico no hospital.
desvio da tarefa, pois não cabe ao psicólogo hospitalar usar diagnóstico no hospital.
limitado, pelo fato de que no hospital o psicólogo não pode dispor dos recursos necessários e de um ambiente apropriado para realizá-lo.
instrumento fundamental do método clínico, que objetiva diagnóstico, investigação, orientação e pesquisa.
irrelevante, pois os aspectos mais importantes de uma entrevista psicológica para um diagnóstico não têm como ser abordados, no caso de pessoas hospitalizadas.
Os doentes e seus familiares enfrentam grandes dificuldades na fase terminal de uma doença. Nesse momento, uma das principais tarefas do psicólogo é:
posicionar-se com clareza, dizendo que, nesse caso especifico, não poderá mais comprometer- se com eles, visto que se trata de um paciente em fase terminal, não havendo mais nada a fazer.
compartilhar desses momentos, auxiliando-os a lidar com essa situação de grande sofrimento da melhor forma possível.
caso esteja acompanhando um doente que venha a ficar fora de possibilidades terapêuticas (FPT), deverá automaticamente interromper o processo terapêutico, já que o paciente passa a não ter mais condições de deambular até o espaço ambulatorial.
por um dever humanitário e de caridade, o psicólogo deve obrigar-se a realizar sessões, inclusive no lar do paciente, incluindo a idéia de acompanha-lo até a morte.
o psicólogo não deve esquecer dos habituais preceitos técnicos e de setting, para atender um paciente em situação de crise que não pode se locomover até o espaço anterior de trabalho psicoterapêutico, apenas porque o último se encontra em fase terminal.
Em seu trabalho na área hospitalar o psicólogo é freqüentemente solicitado a emitir parecer sobre o paciente. As questões que mais requerem um exame pormenorizado dizem respeito:
às condições emocionais do indivíduo para ser informado acerca do diagnóstico e do prognóstico de sua doença, do nível de aceitação e colaboração ante o tratamento da hospitalização e dos procedimentos médicos, bem como das fantasias e expectativas que possam estar interferindo em seu processo de recuperação.
ao entendimento claro e à informação sobre o efeito farmacológico que os medicamentos que o paciente passou a utilizar, eventualmente, podem produzir no seu organismo, alterando-o em sua bioquímica e funcionalidade.
ao encaminhamento do paciente por parte do médico para a avaliação e assistência psicológicas.
à atuação preventiva realizada pelo psicólogo e à descrição pormenorizada da problemática fundamental, visando facilitar a resolução desses problemas, da forma mais adequada e breve possível.
à adaptação do paciente em relação à situação da doença e em relação à terapia.
Como deve proceder o psicólogo no atendimento em ambulatórios?
No diagnóstico e tratamento (com internação).
Com registro e segmentos de todas as intervenções realizadas (invasivas ou não), e durante cada etapa da internação.
Recuperação e reabilitação aliados a possibilidade de ações preventivas e acompanhamento no leito, caso seja necessária internação.
Acompanhar o começo, o meio e o fim do ciclo da doença, orientando o paciente que o melhor lugar para tratá-lo é sempre o hospital.
Acompanhando o ciclo do doente nas situações de diagnóstico e tratamento (sem ou pré- internação).
Sobre o registro de informações em prontuário de paciente, assinale a alternativa correta.
Não deve ser feito pelo psicólogo, pois ele deve manter o sigilo das informações recebidas.
Não pode ser lido pelo paciente sob qualquer hipótese, por conter informações sobre seu estado.
Só deve ser feito caso o paciente solicite por escrito ao psicólogo e autorize que este registre as informações.
Deve ser realizado pelo psicólogo com minúcias sobre a vida mental, familiar e social do paciente.
Deve ser elaborado pelo psicólogo, de forma sucinta e clara, para que a equipe possa se utilizar dele em prol da promoção da saúde do paciente.
No que se refere a técnica(s) de entrevista, o que é indicado no contexto hospitalar?
Que o psicólogo avalie o que pode esperar do paciente, o que ele necessitará e, sobretudo, o que pode lhe oferecer dentro da situação atual, deixando que ele mesmo guie e planeje a psicoterapia.
A entrevista psicológica, no âmbito hospitalar, obedece às mesmas normas e regras de toda entrevista, porém deve-se explicar ao paciente logo no primeiro encontro que o foco eleito pelo terapeuta será sempre a queixa trazida por ele.
A utilização da técnica focal que vai marcar o início de uma relação entre psicólogo e paciente, e através dela evita-se propor o luto dessa relação em seu momento inaugura
Que o profissional estará muito bem preparado para conduzir a entrevista, tendo também desenvoltura clínica para desenvolvê-la.
Recomenda-se o uso da técnica focal, no sentido de que estamos compreendendo o paciente levando-se em consideração seu momento vital, isto é, a doença e a hospitalização.
O psicólogo tem uma participação ativa nos cuidados com o paciente hospitalizado, no que se refere aos aspectos clínicos e nas ações de saúde pública. Sobre essa participação assinale a alternativa correta.
Em saúde pública, o psicólogo atua na prevenção e assistência integral apenas dos pacientes sem recursos financeiros ou que dependem do serviço público.
Colabora com a família do paciente hospitalizado, dando apoio, afetividade e suprindo suas carências.
Toma as providências para ajudar o paciente hospitalizado e a família, resolvendo as situações conflitantes.
Acompanha o paciente em todas as fases do tratamento, exceto se ele estiver FPT.
Acompanha o paciente em todas as fases do tratamento, exceto se ele estiver FPT.
Em relação à atenção primária, quais são os aspectos, em que se pode diferenciar o ambulatório de um hospital de um ambulatório vinculado ao Centro ou Posto de Saúde?
O ambulatório de um hospital requer finalidade, abrangência populacional, recursos diagnósticos e terapêuticos, que lhe assegurem uma posição de recurso terciário e quaternário nas ações de saúde.
O ambulatório de um Posto de Saúde destina-se à atenção primária profilática de saúde de varias comunidades vizinhas.
Geralmente, o ambulatório de Centro ou Posto de Saúde conta com um vasto arsenal diagnóstico.
Geralmente, o ambulatório de Centro ou Posto de Saúde conta com um vasto arsenal diagnóstico.
No ambulatório de um hospital atende-se a uma comunidade maior e mais homogênea.
São objetivos específicos da intervenção psicológica, em situação de ambulatório:
identificar, selecionar, analisar e planejar todos os passos a serem dados no período pós- internação.
identificar, selecionar, avaliar e analisar os passos a serem dados no período pós- internação.
identificar fatores relacionados ao diagnóstico que estejam obstaculizando o tratamento durante a internação.
facilitar a troca de informações entre os pacientes, selecionando e separando os que falam dos que não gostam de falar, dando prioridade aos primeiros.
dar apoio psicológico, preparar e motivar o paciente para a adesão ao tratamento.