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Faça a leitura da charge e analise as afirmativas abaixo:
I. A maioria das Comunidades Terapêuticas de caráter religioso (católica/evangélica) concebe o grupo de pessoas usuárias de substâncias psicoativas como dispositivo, por isso defende a internação voluntária/compulsória dessas pessoas e aplica por meio da psicologia técnicas de intervenção em grupo à base da Redução de Danos, mediadas por orações, reconhecimento da culpa e atividades laborais como punição por lapsos de recaídas;
II. A execução por armas de fogo de jovens pobres, negros e usuários de substâncias psicoativas, em metrópoles como Rio e São Paulo, está relacionada ao preparo de policiais e seguranças que operam a partir de uma escolha crítica: crítico-clínica e crítico-política, fazendo da rebeldia aos especialismospsi uma maneira de pensar que, por definição, é imediatamente uma forma de intervir sobre a realidade;
III. O Consultório na Rua busca minimizar as consequências adversas do consumo de drogas do ponto de vista da saúde e dos seus aspectos sociais e econômicos sem, necessariamente, interditar esse consumo, haja vista que reconhece o êthos que caracteriza o grupo de pessoas usuárias de substâncias psicoativas como heterônomo, mesmo estando submetido a regras externas (do tráfico, da família que, às vezes, não apoia, das instituições que operam com a criminalização, das internações compulsórias, da sociedade que estigmatiza...), o que, em geral, faz de sua posição subjetiva (dependência química, desejo, necessidade) uma forma de assujeitamento;
IV. A partir do matriciamento em parceria entre Núcleo de Apoio à Saúde da Família, Residência Multiprofissional e o Consultório na Rua, a equipe de Centro de Atenção Psicossocial álcool, crack e outras drogas, no trabalho clínico-político e crítico-clínico, aposta na assunção do grupo de usuários de substâncias psicoativas à posição da fala irruptiva, em uma ação transgressora dos significantes sociais dominantes e das regras de assujeitamento, podendo ir de grupo-assujeitado a grupo-sujeito ao participar das ações relacionadas à construção e à efetivação de um Projeto Terapêutico Singular.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
III e IV.
II e IV.
I e IV.
II e III.
I e II.
Com relação à intervenção breve no tratamento e prevenção da dependência química, assinale a alternativa CORRETA.
A intervenção breve para o tratamento de transtornos por uso de substância é uma prática bem estruturada e de tempo ilimitado.
Existe grande evidência da eficácia da intervenção breve no tratamento e na prevenção primária dos problemas ligados ao consumo excessivo de álcool.
A maioria dos problemas ligados ao consumo de álcool (crônicos e agudos) presentes na população em geral são causados pela parcela de indivíduos com diagnóstico de dependência de álcool.
A intervenção breve foi desenvolvida para diminuir o consumo de álcool em indivíduos com problemas e/ou risco de desenvolver problemas ligados ao álcool, mas que não satisfazem o diagnóstico de dependência.
Sobre o conceito de Redução de Danos que tem sido consolidado enquanto um dos eixos norteadores da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, marque (V) para afirmativas Verdadeiras e (F) para as Falsas.
I. ( ) Instituída pelas portarias 1.028 e 1.059 em julho de 2005, a Redução de Danos é uma estratégia de saúde pública que visa diminuir as vulnerabilidades de risco social, individual e comunitário, decorrentes do uso e abuso de drogas.
II. ( ) Esta estratégia apresenta formas diversificadas de lidar com as questões que envolvem uso de drogas, valorizando os direitos humanos, o protagonismo do usuário em defesa de sua vida e tendo como foco principal a abstinência.
III. ( ) Constitui uma das formas de intervenção da Redução de Danos a socialização de informações sobre os possíveis riscos e danos relacionados ao consumo de produtos, substâncias ou drogas que causem dependência.
IV. ( ) A Redução de Danos envolve consentimento ou recusa de forma livre, voluntária e esclarecida, depois de adequada informação, a quaisquer procedimentos diagnósticos, preventivos ou terapêuticos, mesmo se isso acarretar risco à saúde pública.
V. ( ) O consentimento ou a recusa do usuário a quaisquer tratamentos poderão ser revogados a qualquer instante, por decisão livre e esclarecida, sem que lhe sejam imputadas sanções morais, administrativas ou legais.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as afirmativas anteriores:
I. (V), II. (F), III. (V), IV. (F), V. (V)
I. (V), II. (V), III. (V), IV. (F), V. (F)
I. (V), II. (V), III. (V), IV. (F), V. (V)
I. (F), II. (F), III. (V), IV. (F), V. (F)
I. (V), II. (F), III. (F), IV. (F), V. (V)
Ainda sobre a estratégia de Redução de Danos, analise as seguintes afirmações:
I. Substituiu, gradativamente, o enfoque orientado pelo conceito de vulnerabilidade por aquele dado pelo conceito de comportamento de risco.
II. Concebe os fenômenos como multifatoriais (social, econômico e político), mas enfatiza, prioritariamente, o enfoque da subjetividade.
III. O usuário participa de seu tratamento, segundo suas demandas, ou seja, assumindo uma posição ativa.
IV. Estimula a realização de ações contextualizadas e humanizadas numa abordagem disciplinar.
V. Pressupõe um posicionamento favorável a uma neutralidade moral face ao uso da droga.
Está(ão) CORRETA(S)
apenas uma.
apenas duas.
apenas três.
apenas quatro.
todas.
Com relação à prevenção do uso nocivo de substâncias químicas, assinale a alternativa CORRETA.
Ações de prevenção ao uso de substâncias precisam necessariamente abordar, de forma direta e única, questões relacionadas ao álcool e a outras drogas; estratégias preventivas que se dedicam à melhoria da qualidade de vida na comunidade não se mostram eficazes para esse diagnóstico.
A perspectiva da guerra às drogas não pretende abolir completamente o uso de álcool, tabaco e outras drogas, uma vez que compreende a complexidade do “modelo proibicionista”.
O “modelo proibicionista” não defende aspectos como ilegalidade, imoralidade e repressão ao usuário. As estratégias preventivas baseadas nessa perspectiva objetivam erradicar o uso de substâncias psicoativas entre os jovens.
A perspectiva da redução de riscos defende o direito de escolhas individuais, livres de qualquer imposição do Estado ou de outras instituições, até mesmo o uso de substâncias, se o indivíduo assim o desejar.
De acordo com a portaria 3088/2011, o componente Estratégias de Desinstitucionalização é constituído por iniciativas que visam garantir às pessoas com transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em situação de internação de longa permanência, o cuidado integral por meio de estratégias substitutivas, na perspectiva da garantia de direitos, buscando sua progressiva inclusão social.
Sobre estas estratégias podemos afirmar, EXCETO
O Programa de Volta para Casa é uma política pública de inclusão social que visa contribuir e fortalecer o processo de desinstitucionalização, instituída pela Lei 10.708/2003, que prevê auxílio reabilitação para pessoas com transtorno mental egressas de internação de longa permanência.
O Programa de Volta para Casa atende ao disposto na Lei 10216/2001 que prevê, para os usuários há longo tempo hospitalizados ou para os quais se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, assegurada a continuidade do tratamento, quando necessário.
Os Serviços Residenciais Terapêuticos são moradias inseridas na comunidade, destinadas a acolher pessoas egressas de internação de longa permanência (dois anos ou mais ininterruptos), egressas de hospitais psiquiátricos e hospitais de custódia, entre outros. Podem abrigar até 10 moradores, contando com a presença de cuidadores e/ou técnicos de enfermagem, a depender do grau de complexidade das demandas e da modalidade de Residência implantada.
Nas regiões de saúde em que o processo de implantação e expansão da Rede de Atenção Psicossocial ainda não se mostrar suficiente o hospital psiquiátrico pode ser acionado para o cuidado das pessoas com transtorno mental. Contudo, estas regiões de saúde devem priorizar a expansão e qualificação dos pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial para dar continuidade ao processo de substituição dos leitos em hospitais psiquiátricos.
As estratégias, Programa de Volta para Casa e Serviço Residencial Terapêutico, compõem juntamente com a redução programada de leitos, o tripé do processo de desinstitucionalização por definição do Ministério da Saúde e devem funcionar de maneira articulada aos demais pontos da rede em especial o componente da Atenção Psicossocial Especializada, formado pelas Unidades Básicas de Saúde.
Sobre prevenção ao uso de álcool e outras drogas, assim como no cuidado aos usuários, deve-se considerar o tripé – indivíduo – substância - contexto social, político e econômico. De acordo com o Ministério da Saúde (2015), é INCORRETO afirmar sobre as ações de prevenção na política de álcool e drogas
Tem por objetivos evitar o início do uso, retardar a idade de início do uso quando esse não puder ser evitado; reduzir os riscos e danos relacionados ao uso de drogas; e evitar a transição para um uso abusivo.
O entendimento de que a humanidade faz uso de álcool e outras drogas e de que o discurso de guerra às drogas afasta os sujeitos do diálogo e do cuidado deve constituir-se em premissa das ações de prevenção.
Há ações de prevenção que podem ser organizadas para todos os sujeitos, independentemente do estágio em que estejam em relação ao consumo de drogas, como as ações midiáticas que visam a divulgação de acessos à rede de serviços assim como mobilizações para fortalecimento da coesão social.
Campanhas com foco nas drogas e nos seus riscos têm demonstrado possibilidades de efeitos positivos; elas podem diminuir o consumo e ampliar a aproximação do usuário aos equipamentos de cuidado.
As ações de prevenção precisam estar organizadas levando em consideração a prevalência de consumo de drogas e suas faixas etárias, as necessidades de adequação aos diferentes contextos individuais, sociais, políticos e culturais e, a necessidade e avaliação contínua dos efeitos destas ações de prevenção.
O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, instituído pelo governo federal em 2010, visando à prevenção do uso, ao tratamento e à reinserção social de usuários e ao enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas, é composto de ações imediatas e estruturantes.
Assinale a alternativa que apresenta uma das ações estruturantes:
fortalecimento e articulação das polícias estaduais para o enfrentamento qualificado ao tráfico do crack em áreas de maior vulnerabilidade ao consumo.
criação de sítio eletrônico no Portal Brasil, na rede mundial de computadores, que funcione como centro de referência das melhores práticas de prevenção ao uso do crack e outras drogas, de enfrentamento ao tráfico e de reinserção social do usuário.
formação de recursos humanos e desenvolvimento de metodologias, envolvendo a criação de programa de especialização e mestrado profissional em gestão do tratamento de usuários de crack e outras drogas.
ampliação do número de leitos para tratamento de usuários de crack e outras drogas.
ação permanente de comunicação de âmbito nacional sobre o crack e outras drogas, envolvendo profissionais e veículos de comunicação.
A estratégia de Redução de Danos (RD) representa um passo na superação da visão reducionista sobre o uso de substâncias psicoativas. A esse respeito, é incorreto afirmar que:
o proibicionismo e a redução de danos pressupõem dois modos diferentes de lidar com o fenômeno das drogas.
a RD incentiva o protagonismo e a autonomia do usuário, resgatando sua condição de sujeito na perspectiva dos direitos humanos.
o paradigma da redução de danos concentra-se em enfrentar de modo pragmático os problemas de saúde, sociais e econômicos relacionados ao uso de substâncias psicoativas, sem avaliações morais sobre essa prática.
o movimento social da RD não questiona a partilha moral realizada entre drogas lícitas e ilícitas.
as drogas lícitas, como os psicofármacos e o álcool, são hoje as principais responsáveis pelos danos e agravos à saúde.
Considerando as estratégias de Redução de Danos, particularmente aquelas dirigidas ao consumo de drogas, assinale a alternativa INCORRETA.
São direcionadas tanto ao usuário de drogas lícitas como ilícitas.
Promovem desenvolvimento da autonomia visando ao autocuidado.
A abstinência é seu objetivo final, mas não é uma condição prévia.
São múltiplas e dependem do tipo de substância e sua forma de uso.
Pressupõem uma crítica negativa à política de criminalização das drogas.
Os programas de redução de danos visam acessar e vincular usuários de drogas a serviços de saúde que promovam a diminuição da vulnerabilidade pela reinserção social pelos princípios:
I - Da busca ativa em locais onde o usuário vive e faz uso de drogas;
II - o vínculo ético e afetivo na relação entre usuário e agente redutor de danos, adquirido pela confiança; a abordagem sigilosa, não estigmatizante ou excludente;
III - a intervenção que instigue o desenvolvimento da autonomia do sujeito; e ações de educação em saúde que oportunizem novos modos possíveis de relação com as drogas.
Está correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Considerando os usuários de droga injetáveis e a infecção pelo HIV/AIDS, assinale a alternativa INCORRETAMENTE relacionada aos fundamentos teórico-práticos da Redução de Danos.
O princípio fundamental, que orienta as políticas de redução de danos, é o respeito à liberdade de escolha e a autonomia de decisão sobre a própria vida, por exemplo, de continuar usando droga.
O espectro de medidas de redução é amplo, incluindo, por exemplo, a troca de seringas, a educação na comunidade, a prescrição de drogas e o subsídio e o auxílio às políticas legais de repressão.
Procurando enfatizar se o comportamento é seguro ou inseguro, favorável ou desfavorável, as ações de redução centram-se no que funciona (pragmatismo) e no que efetivamente ajuda.
Pressupõem a observação da realidade como é e não como é idealizada, para que se proponha e efetive medidas que, basicamente, diminuam (reduzam) prejuízos maiores em face de um problema de saúde.
Concebem que o usuário de drogas não é passivo diante do consumo, mas ativo, capaz de adotar práticas de consumo menos prejudiciais, sendo a abstinência uma contingência e não, um fim.
Considerando o combate ao consumo de álcool e de outras drogas, assinale a alternativa correta.
As ações da saúde e assistência social ao usuário de álcool e outras drogas estão centradas numa lógica biomédica.
As ações de saúde e assistência social ao usuário de álcool e outras drogas adotam metodologias e serviços nos quais as pessoas buscam soluções prontas para seus sofrimentos.
As ações da saúde e assistência social ao usuário de álcool e outras drogas estão fundamentadas na noção de redes de atenção psicossocial.
A rede de atenção destinada a usuários de álcool e outras drogas deve garantir a verticalidade das relações entre os pontos da rede de atenção.
A atenção aos usuários de álcool e outras drogas está focada numa rede de atenção psicossocial que estabelece como prioritária a noção de vulnerabilidade.
Um desafio para as escolas atualmente é o problema do uso e abuso das drogas entre os jovens, sejam elas lícitas ou não. O psicólogo está sendo convocado para a resolução desse problema e dos conflitos daí advindos e, nesse sentido, ações em nível primário, secundário e terciário devem ser pensadas.
NÃO se inclui, dentre essas ações,
oferecer tratamento aos estudantes e aos familiares.
educar para conscientizar os estudantes e prevenir o uso de drogas.
prestar auxílio ao estudante, apoiando na recuperação e reintegração na escola.
promover um estilo de vida saudável entre os estudantes, desde crianças bem novas até o jovem adulto.
Afirma Marcelo Campos, em Freire e Freud: por uma atitude transitiva na educação sobre drogas: "O mesmo compromisso do psicanalista com o analisando permeia a relação educador/educando: cabe a mesma cautela para não ocorrer esquecimento de que o 'suposto saber' é suposto (...) O objetivo da educação sobre drogas não é prevenir o uso, mas a construção de senso crítico. O produto não é pessoas abstinentes de contato com drogas, mas pessoas com atitudes mais harmônicas e mutuamente responsáveis em relação ao uso ou não de álcool e outras drogas" (In SIQUEIRA, D. (org.) Mal(dito) cidadão: numa sociedade com drogas. São Paulo: King Graf Gráfica e Editora Ltda, 2006, p. 109; p. 115).
Conforme o trecho acima, constituem mecanismos indispensáveis a tal empreendimento educativo sobre drogas:
Transferência e sugestão
Resiliência e lógica da redução de danos
Transferência e aprendizagem significativa
Resiliência e prevenção de drogas
Resistência e inculcação ideológica
Em 2003, a política do Ministério da Saúde de “Atenção Integral ao Usuário de Álcool e outras Drogas” adotou a Redução de Danos como uma estratégia de saúde pública, incentivando o desenvolvimento de práticas de cuidado articuladas com os dispositivos substitutivos da Reforma Psiquiátrica e a defesa dos direitos humanos das pessoas que fazem uso de drogas.
Em relação ao paradigma de Redução de Danos podemos afirmar, EXCETO:
nessa perspectiva os serviços de saúde podem operar oferecendo consultas, orientações, encaminhamentos em rede, oficinas de educação em saúde, ações de prevenção de doenças infectocontagiosas e diversos outros cuidados relativos a problemas já instalados.
as alternativas de tratamento oferecidas devem ser construídas por meio do diálogo entre os diversos setores da população e não definidas exclusivamente por especialistas e burocratas.
coloca em debate questões como liberdade de escolha, responsabilidade individual, familiar e social, direitos do usuário e dever do Estado de criar condições para o exercício do autocuidado.
envolve a criação e sistematização de intervenções junto à população usuária que, devido ao contexto de vulnerabilidade, não desejam parar com o uso da droga.
prescreve abstinência do uso de substâncias psicoativas ilícitas não como condição, mas como meta do tratamento para todos os usuários.
No que diz respeito à Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas, a redução de danos é:
uma estratégia que apresenta formas simples de lidar com as questões que envolvem uso de drogas, com base, exclusivamente, na intersetorialidade das ações.
uma última estratégia a ser utilizada no manejo de situações clínicas recorrentes.
é uma estratégia isolada que incorpora experiências inovadoras e exitosas de outros países no cotidiano do cuidado.
uma estratégia de saúde pública que visa diminuir as vulnerabilidades de risco social, individual e comunitário, decorrentes do uso e abuso de drogas.
uma estratégia em que o usuário deve ser o protagonista de seu cuidado dentro do serviço, fortalecendo o vínculo com a equipe e enfraquecendo o contato com o território de origem do usuário.
A alcoolização vem sendo um dos principais problemas que afetam a saúde, necessitando ser diagnosticado precocemente para subsidiar os programas de prevenção de saúde. A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.
Oferecer atendimento psicoterapêutico de base analítica à comunidade pode ser uma estratégia para evitar o alcoolismo.
Entrevistas de profundidade são mais eficazes que testes de personalidade para a prevenção do alcoolismo.
O estudo dos comportamentos patológicos relativos ao processo de socialização institucional é fundamental para a prevenção.
A prevenção do alcoolismo é difícil porque, entre os sintomas desse tipo de doença, se encontram a regulação e o controle dos afetos e impulsos.
O acompanhamento psicossocial e clínico deve ocorrer após o diagnóstico da doença para que produza efeitos sobre a remissão dos sintomas.
Há vários indícios sugerindo que conexões entre os estímulos ambientais e as transformações neurobiológicas podem tanto diminuir o risco quanto exacerbar os comportamentos relacionados à adição (KAPCZINSKI, QUEVEDO e ISQUIERDO, 2004). Alguns estudos mostram que certos fatores podem reduzir a autoadministração de drogas, particularmente da cocaína. Assinale a opção que relata esses fatores segundo os autores:
Culturais e sociais, Interpessoais, Psicocomportamentais e Biogenético;
Sociais, Comportamentais, Biológico e Cognitivo;
Psicológicos, Culturais, Relacionais e Neurológicos;
Culturais e sociais, Interpessoais, Psicossociais e Biológicos.
Em geral, uma cirurgia implica grande impacto sobre o bem-estar físico, social e emocional do paciente, com aumento dos níveis de ansiedade e stress e pelo distanciamento, mesmo que temporário, da rede de apoio social e familiar. Sobre o atendimento psicológico em clínica cirúrgica, é correto afirmar que, EXCETO:
O psicólogo deve atuar com o objetivo de minimizar a angústia e ansiedade do paciente, favorecendo a expressão dos sentimentos e auxiliando na compreensão da situação vivenciada, proporcionando, também, um clima de confiança entre o paciente e equipe de saúde, e facilitando a verbalização das fantasias advindas do processo cirúrgico.
A efetivação de um bom acompanhamento psicológico no pré-operatório tem influência direta nas reações do paciente no trans e pós-operatório, já que existem relações entre o estado emocional do paciente nessas três fases da cirurgia.
A presença do psicólogo na equipe que tratará da reabilitação do paciente cirúrgico é de fundamental importância, pois todas as elaborações, fantasias, medos, depressão (eventualmente) podem ser detectadas e trabalhadas, junto a este, de forma a não se tornarem empecilhos para sua reintegração à vida.
Quando os pacientes são crianças, os fatores de risco da crise vital, gerada pela hospitalização e cirurgia, são reduzidos por se tratarem de pacientes em estágios do desenvolvimento iniciais.
Estudos apontam que os principais fatores desencadeantes de ansiedade incluem: a) percepção antecipada de dor e desconforto; b) espera passiva pelo início do procedimento; c) separação da família e sentimentos de abandono; d) possível perda, mesmo que temporária, de autonomia; e) medo da morte, de sequelas, do procedimento de anestesia e do risco de alta prematura; e f) o procedimento cirúrgico como um todo.