Questões de Concurso sobre Semiologia Psiquiátrica e Critérios de Normalidade

 
 
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Com relação à psicopatologia, sobre as anormalidades da vivência do espaço, considere a alternativa CORRETA:


A

O indivíduo depressivo vivencia o seu espaço interior como invadido por aspectos ameaçadores, perigosos e hostis do mundo.


B

Nos quadros agorafóbicos o espaço exterior pode ser vivenciado como muito encolhido, contraído, escuro e pouco penetrável pelo indivíduo e pelos outros.


C

A vivência do espaço no indivíduo em estado maníaco é a de um espaço extremamente dilatado e amplo, que invade o das outras pessoas.


D

Nenhuma das alternativas.

A medida de qualificação da saúde e da doença em termos de normal e patológico é característica da medicina moderna, conforme os estudos de Foucault (1963/1994). “De um modo geral, pode-se dizer que até o final do século XVIII a medicina referiu-se muito mais à saúde do que à normalidade; não se apoiava na análise de um funcionamento regular do organismo para procurar onde se desviou o que lhe causa distúrbio, como se pode restabelecê-lo; referia-se mais a qualidades de vigor, flexibilidade e fluidez que a doença faria perder e que se deveria restaurar.” (p. 39).


Sobre o conceito de normal e patológico, é INCORRETO afirmar que:


A

A dualidade entre normal e patológico como princípio ordenador da atividade clínica está diretamente ligada à ideia do funcionamento regular do organismo como realidade própria do fenômeno da doença. Dito de outro modo: o normal e o patológico designam o grau de funcionalidade orgânica. Nessa perspectiva, o patológico se define como negatividade, desse modo, como impossibilidade do padrão normativo do organismo


B

O patológico se define como negatividade, desse modo, como impossibilidade do padrão normativo do organismo. Essa relação antagônica entre saúde e doença concerne à realidade orgânica, a qual se expressa como polaridade entre a vida e a morte. Em outros termos, a vida é movimento contrário à morte. A relação entre normal e patológico é estabelecida como oposição, assim como a morte se opõe à vida. A morte é, portanto, a grande referência em relação à qual o patológico se especifica como fenômeno orgânico.


C

A dualidade entre normal e patológico como princípio ordenador da atividade clínica está diretamente ligada à ideia do funcionamento regular do organismo como realidade própria do fenômeno da doença. Dito de outro modo: o normal e o patológico designam o grau de funcionalidade orgânica. Nessa perspectiva, o patológico se define como positividade, desse modo, como possibilidade do padrão normativo do organismo


D

O patológico se caracteriza pelo padecimento, pela impossibilidade e tem o sentido de negatividade, devendo, a todo custo, ser combatido. Nessa perspectiva, o patológico se caracteriza como o oposto da saúde. Contudo, devemos asseverar, que o normal não designa uma realidade essencial, portanto única, do funcionamento do organismo, mas constitui uma forma específica, circunstancialmente favorável, de lidar com as agruras do meio, possibilitando a manutenção e realização da vida.

Sobre as síndromes psiquiátricas, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo e depois assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.


( ) As funções psíquicas mais afetadas nos transtornos psico-orgânicos são nível de consciência, inteligência, atenção, psicomotricidade e pensamento.

( ) Transtornos do humor (depressão e transtorno bipolar), transtorno obsessivo compulsivo (TOC), esquizofrenia e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) são os que mais apresentam alterações da atenção.

( ) No estado de êxtase, há perda das fronteiras entre o eu e o mundo exterior. Nesse caso (que também pode ser classificado como transtorno da consciência do eu), o sujeito sente como se estivesse fundido ao mundo exterior.

( ) A psicose reativa caracteriza-se, portanto, por um delírio geralmente organizado e sistematizado, às vezes com temática complexa, que permanece como que “encistado”, “cristalizado”, em um domínio da personalidade do doente.

( ) A depressão endógena é uma depressão crônica, geralmente de intensidade leve, muito duradoura. Começa no início da vida adulta e persiste por vários anos.


A

F – V - V – F – F.


B

V – V – F – V – F.


C

F – F – V – F – V.


D

V – F – F – F – F.

Segundo o DSM-V, a incapacidade de iniciar e persistir em atividades direcionadas para um objetivo denomina-se:


A
Autoginefilia.

B
Avolia.

C
Catalepsia.

D
Ansiedade.

E
Avidez.

No âmbito da psicopatologia, distinguimos um sinal de um sintoma, em função de uma condição psicopatológica ser uma manifestação


A

Objetiva / Subjetiva.


B

Cultural / Social.


C

Psíquica / Orgânica.


D

Específica / Inespecífica.


E

Singular / Padrão.

A expressão “transtorno psíquico” segundo Zimerman é a que está sendo utilizada pelas modernas classificações nosológicas de doenças mentais e emocionais. Eles são múltiplos e diferentes tanto na forma de como eles se configuram quanto no seu grau de intensidade de cada um. Analise as afirmativas e assinale a alternativa CORRETA:


I – O embate entre as angústias que podem ser resultantes da demanda de pulsões ou de vazios, ou de sentimento de desamparo, ou de culpas, fracassos, baixa autoestima e etc.

II – O tipo de defesa de que o ego lança mão para contra arrestar as angústias determina a formação de traços de caráter, inibições ou sintomas.

III – Os sintomas caracterizam determinado tipo de transtorno, que pode adquirir uma natureza de psicose, ou de neurose, ou de perversão, transtorno de conduta, psicossomatizações, etc.


A

Apenas I está correta.


B

Apenas II e III estão corretas.


C

Apenas I e II estão corretas.


D

Todas as afirmativas estão corretas.

De acordo com ABERASTURY e KNOBEL, analisar os itens abaixo:


I. É muito difícil assinalar o limite entre o normal e o patológico na adolescência, pois toda a comoção desse período da vida compreende-se como normal, assinalando que seria anormal a presença de um equilíbrio estável durante essa fase, segundo a teoria de Anna Freud.

II. Há o estabelecimento de uma entidade semipatológica na adolescência, necessária para estabelecer a identidade, ou seja, o objetivo desse momento da vida.

III. Os adolescentes apresentam uma vulnerabilidade especial para assimilar os impactos projetivos de pais, irmãos, amigos e de toda a sociedade.


Estão CORRETOS:


A

Somente os itens I e II.


B

Somente os itens I e III.


C

Somente os itens II e III.


D

Todos os itens.

Embora muito frequentemente, na convivência diária, as pessoas sejam classificadas como normais ou anormais, descrever com maior precisão o que seja normalidade comportamental não é tão fácil nem tão simples. Existem certos sinais comportamentais que ajudam a diagnosticar aquele que pode ser considerado sadio. Conforme salienta Muchinsky (2006, p. 349-50), as pessoas normais: demonstram bem-estar real, despertam prazer na convivência; são competentes, bem-sucedidas em muitas atividades, têm bons empregos e adaptam-se com facilidade a eles; demonstram


A

contar com mecanismos de enfrentamento bem desenvolvidos e atuam sempre com empatia cognitiva, controlando suas emoções de forma a não expressá-las em cenários de conflito.


B

liberdade e conseguem obter bons resultados em testes de inteligência geral e de aptidões.


C

capacidade para lidar com cálculos; possuem empatia cognitiva bem desenvolvida e assumem responsabilidade por trabalhos que não são seus.


D

liberdade e conseguem obter bons resultados em testes de inteligência geral e de aptidões para que possam dominar a capacidade de antever o futuro.


E

autonomia e são livres para escolher seus próprios caminhos, expressam enfaticamente seus valores e preferências; possuem aspirações próprias.

Existem diversos critérios de normalidade e anormalidade em psicopatologia. Segundo Dalgalarrondo (2019), a adoção de um ou de outro depende de opções filosóficas, ideológicas e pragmáticas do profissional ou da instituição em que ocorre a atenção à saúde. São critérios de normalidade utilizados em psicopatologia, segundo Dalgalarrondo (2019), exceto:


A

Normalidade como ausência de doença: utiliza o critério de saúde como ausência de sintomas e sinais de doença. Normal, seria aquele indivíduo que simplesmente não é portador de nenhum transtorno mental definido;


B

Normalidade ideal: estabelece-se arbitrariamente uma norma ideal, aquilo que seria supostamente “sadio”, mais “evoluído”;


C

Normalidade estatística: identifica norma e frequência, geralmente aplicando-se a fenômenos quantitativos, com determinada distribuição estatística na população geral;


D

Normalidade funcional: entende a saúde como o completo bem-estar físico, mental e social;


E

Normalidade operacional: define o que é normal e o que é patológico e busca trabalhar operacionalmente com esses conceitos, aceitando as consequências de tal definição.

Considerando a Psicopatologia, enquanto área do conhecimento que busca estudar os transtornos mentais, é correto afirmar:


A

quando se estudam os sintomas psicopatológicos, dois aspectos básicos devem ser enfocados: a forma dos sintomas e o seu conteúdo.


B

numa perspectiva mais ampla, a Psicossomática pode ser definida como o conjunto de conhecimentos referentes ao adoecimento somático do ser humano.


C

no estudo e na prática da psicopatologia, busca-se apenas observar, identificar e compreender os diversos elementos do transtorno mental, julgando de modo valorativo quando necessário.


D

ao se nutrir das tradições neurológicas, psicológicas e filosóficas, a psicopatologia se confunde com a neurologia das funções corticais superiores.


E

a psicopatologia, enquanto ciência dos transtornos mentais, busca compreender e explicar tudo que se passa na mente humana, por meio de seus conceitos psicopatológicos.

Estudar a psicopatologia nos remete aos conceitos de normal e patológico. Em alguns casos, torna-se evidente compreender os quadros nos quais há completa fuga da realidade, mas não se pode deixar de levar em conta situações pelas quais há pouco afastamento dos padrões de normalidade. Além disso, o conceito de normalidade também não é tão objetivo quanto se pode parecer. O mesmo está diretamente relacionado a questões biopsicossociais, históricas e culturais, por isso se torna bastante complexo. Pensar, então, sobre a normalidade implica em estabelecer comparações entre o normal e patológico. O conceito de saúde e doença mental possui diversos desdobramentos, sendo assim é INCORRETO afirmar que:


A

O estado patológico não é a ausência de uma norma, pois não existe vida sem normas de vida, e o estado patológico também é uma forma de se viver. O que é patológico então é uma “norma que não tolera nenhum desvio das condições na qual é válida, pois é incapaz de se tornar outra norma, assim o doente o é por ser incapaz de ser normativo”. A saúde seria, portanto, mais do que ser normal, é ser capaz de estar adaptado às exigências do meio, e ser capaz de criar e seguir novas normas de vida, já que “o normal é viver num meio onde flutuações e novos acontecimentos são possíveis”


B

A doença só existe, e só pode ser prevenida, pois antes existiu um doente. Isto ainda implica dizer que o primeiro a queixar-se é o doente e, portanto, a patologia do saber médico não pode estar dissociada da realidade do indivíduo, “não há nada na ciência que antes não tenha aparecido na consciência e que especialmente no caso que nos interessa, é o ponto de vista do doente que, no fundo, é verdadeiro”.


C

O doente é doente por só poder admitir uma norma. O doente não é anormal por ausência de norma, e sim por incapacidade de ser normativo.


D

Devemos dizer que o estado patológico ou anormal é consequência da ausência de qualquer norma.

Sobre a Psicopatologia, é INCORRETO afirmar que:


A

A psicopatologia como o ramo da ciência que trata da natureza essencial da doença mental – suas causas, as mudanças estruturais e funcionais associadas a ela e suas formas de manifestação. Entretanto, nem todo estudo psicopatológico segue a rigor os ditames de uma ciência sensu strictu.


B

A psicopatologia, em acepção mais ampla, pode ser definida como o conjunto de conhecimentos referentes ao adoecimento mental do ser humano.


C

A psicopatologia é o ramo exclusivo da psicologia que se ocupa do estudo e compreensão do fato psíquico patológico, do homem enfermo psicologicamente. A mesma adota uma visão referente à perspectiva clinica, condizendo que a conduta delitiva, no caso de enfermos que chegam a cometer algum delito, é pura expressão de um determinado transtorno patológico da personalidade, o qual aflige um determinado indivíduo.


D

O campo da psicopatologia inclui uma variedade de fenômenos humanos especiais associados ao que se denominou historicamente de doença mental.

O fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que é disfuncional, produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para o seu grupo social, base para identificação da normalidade:


A

Subjetiva.


B

Funcional.


C

Estatística.


D

Como bem estar.

Segundo Dalgalarrondo, são critérios de normalidade utilizados em Psicopatologia:

I. normalidade estatística.

II. normalidade subjetiva.

III. normalidade como liberdade.

IV. normalidade como ausência de droga.

A quantidade de assertivas corretas é:


A

3


B

2


C

4


D

1

O empobrecimento do pensamento inferido pela observação da fala e do comportamento relativo à linguagem denomina-se:


A

Alogia.


B

Agnosia.


C

Parafilia.


D

Gnosticismo.


E

Sadismo.

Sobre a psicopatologia sociocultural, considere os itens a seguir:


I - Visa estudar os transtornos mentais como comportamentos desviantes que surgem a partir de certos fatores socioculturais, como discriminação, pobreza, migração, estresse ocupacional, desmoralização sociofamiliar;

II - Os sintomas e os transtornos devem ser estudados, segundo essa visão, no seu contexto eminentemente sociocultural, simbólico e histórico;

III - No contexto de normas, valores e símbolos culturalmente construídos que os sintomas recebem seu significado, e, portanto, poderiam ser precisamente estudados e tratados.


Sobre os itens acima:


A

Apenas os itens I e II estão corretos.


B

Apenas os itens I e III estão corretos.


C

Apenas os itens II e III estão corretos.


D

Todos os itens estão corretos.

A respeito das discussões levantadas quanto a normalidade e patologia por Dalgalarrondo, assinale a alternativa correta.


A

As emoções estão comumente associadas a conteúdos intelectuais, valores e representações e constituem-se em um fenômeno muito mais mental que somático.


B

Sentimento é definido como o tônus afetivo do indivíduo, o estado emocional basal e difuso em que se encontra a pessoa em determinado momento; é a disposição afetiva de fundo.


C

A hiperestesia é alteração do juízo quantitativa, como ocorre em casos de intoxicações por alucinógenos.


D

Em casos extremos, em que as pessoas apresentam alterações comportamentais e mentais de intensidade acentuada e de longa duração, o delineamento das fronteiras entre o normal e o patológico não é tão problemático.


E

Humor é um estado afetivo intenso, de curta duração, originado geralmente como a reação do indivíduo a certas excitações internas ou externas, conscientes ou inconscientes.

O conceito de normalidade é de difícil definição e grande controvérsia. Do mesmo modo, é importante, por exemplo, para o estabelecimento de políticas assistenciais. Um modo possível de definição é o estabelecimento de critérios. Qual, dentre os seguintes critérios, NÃO pode ser classificado como um critério de definição de normalidade?

A
Normalidade como ausência de doença.

B
Normalidade ideal.

C
Normalidade como excelência.

D
Normalidade estatística.

E
Normalidade como bem-estar.

Com relação aos conceitos de normalidade, Dalgalarrondo (2008) em seu livro “Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais” apresenta a seguinte definição: “O fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que é disfuncional, produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para o seu grupo social”. Essa definição se refere a qual critério de normalidade?


A

Normalidade ideal.


B

Normalidade subjetiva.


C
Normalidade funcional.

D

Normalidade como bem-estar.


E

Normalidade estatística.

   
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