Questões de Concurso sobre Semiologia Psiquiátrica e Critérios de Normalidade

 
 
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O conceito de normal e patológico é relativo. No entanto, considerando que as doenças mentais definem-se a partir do grau de perturbação da personalidade, dizer que os distúrbios de aspectos da personalidade, em que a capacidade do pensamento permanece íntegra, as relações afetivas ainda são estabelecidas, mas a relação com o mundo encontra-se alterada, significa tratar-se, dentro do contexto da abordagem psicológica, de um quadro de


A

esquizofrenia.


B

paranoia.


C

psicose.


D

neurose.


E

mania.

De forma geral, o transtorno psicológico ou comportamento anormal é uma disfunção psicológica que ocorre em um indivíduo e está associada a três critérios: diminuição da capacidade adaptativa, resposta atípica ou que não é culturalmente esperada e:


A

Raiva.


B

Angústia.


C

Agressividade.


D

Afeto.

Dalgalarrondo (2008) define “transfundos das vivências psicopatológicas” como:


A

Vivências pontuais que ocorrem durante o surto psicótico.


B

Espécie de palco, de contexto mais geral, em que emergem os sintomas.


C

Termo oriundo da teoria psicanalítica que se refere ao conflito psíquico


D

O transfundo mantém-se durante todo o surto, sem influenciar o sentido, a direção e a qualidade específica do sintoma emergente

O conceito de saúde e de normalidade em psicopatologia é um assunto bastante controverso. Um dos principais critérios utilizados é o de “normalidade como ausência de doença”, sobre o qual pode-se afirmar que:


A

é bastante falho, pois, além de redundante, define-se a normalidade não por aquilo que ela supostamente é, mas por aquilo que ela não é.


B

a normalidade é tomada como uma utopia, ou seja, define-se arbitrariamente uma norma ideal do que é supostamente sadio.


C

aplica-se especialmente a fenômenos quantitativos, com determinada distribuição estatística na população geral.


D

considera os aspectos dinâmicos do desenvolvimento psicossocial, das desestruturações e das reestruturações ao longo do tempo.


E

é dada maior ênfase à percepção subjetiva do próprio indivíduo em relação ao seu estado de saúde.

Com relação à compreensão do normal e do patológico em psicologia, analise as alternativas e assinale a ERRADA:


A

O doente pode apresentar reações semelhantes as que eram identificadas antes do adoecimento, mas os caminhos percorridos são completamente diferentes.


B

O limite entre o normal e o patológico é impreciso tendo em vista que o normal não tem a rigidez de um determinativo para todos os indivíduos de uma espécie, e sim, a flexibilidade de uma norma que se transforma em sua relação com condições individuais.


C

O fenômeno patológico revela uma estrutura individual rígida, que não pode ser modificada


D

Os sintomas patológicos são transformações da relação entre o organismo e o meio, provocados por transformações do organismo.

Com relação à Psicopatologia, assinale a alternativa INCORRETA:


A

É um termo que se refere à manifestações de comportamentos e experiências que podem indicar um estado mental ou psicológico anormal.


B

É um termo que se refere ao estudo dos estados mentais patológicos.


C

O termo é de origem grega; psykhé significa espírito e patologia, estudo das doenças, seus sintomas. Literalmente, seria uma patologia do espírito.


D

É uma subcategoria da psiquiatria e a ela se reporta.

No século XIX, o estudo científico dos comportamentos tidos como perversos já ocupava o centro das perícias judiciárias. O instinto sexual passou a ser localizado na raiz das doenças mentais e do comportamento em geral, assumindo, assim, relevância central na patologia psiquiátrica e se transformando em objeto de interesse da medicina. Nesse contexto, para a psiquiatria da época, é correto afirmar que:


A

a anomalia adulta seria tributária da ausência de controle adquirido no desenvolvimento infantil;


B

o jovem onanista não se desenvolveria futuramente num louco criminoso;


C

as irregularidades intrafamiliares estariam dissociadas das irregularidades extrafamiliares;


D

ela ficaria restrita à gestão da loucura, cedendo lugar a outras ciências para a gestão da ordem social;


E

o ato criminoso era concebido como a manifestação repentina e excessiva em relação ao conjunto da personalidade.

Em 2013 foi concluída a última versão do manual diagnóstico e estatístico, conhecido por DSM-V, dando continuidade à expansão das categorias diagnósticas existentes nos sistemas classificatórios anteriores, numa clara tendência de patologização do normal. Pequenos desvios de conduta transformaram-se em objeto de intervenção psiquiátrica a ponto de abranger a quase totalidade dos assuntos humanos. Consolida-se, assim, o lugar da psiquiatria como estratégia biopolítica que, desde a modernidade, refere-se às populações com a tarefa principal de antecipar e administrar as manifestações que possam afetar a ordem social. Ao contrário da psiquiatria clássica, representada por Pinel e Esquirol, essa psiquiatria ampliada, representada por Morel, Magnan, etc., tem como destaque o conceito de:


A

alienação;


B

psicose;


C

neurose;


D

degeneração;


E

esquizofrenia

De acordo com Canguilhem, em “O normal e o patológico” (2002), o conceito de normatividade vital pode ser explicado como a:


A

possibilidade de reinvenção da modernidade pelo ser vivo.


B

capacidade do ser vivo de instituir normas para si mesmo.


C

ausência de normalidade levando ao estado anormal.


D

constituição de normas de vida a partir da inserção em uma média.

Existem vários critérios de normalidade e anormalidade em psicopatologia. Adotar um desses critérios depende de inúmeras variáveis, tais como as perspectivas ideológicas e pragmáticas do profissional. Um critério que se adequa à concepção de normalidade funcional é:


A

O sintoma traz sofrimento para o indivíduo e/ou seu grupo social.


B

O conceito de normalidade tem certa distribuição estatística na população geral.


C

O conceito de normalidade não se baseia em aspectos funcionais.


D

O fenômeno é considerado patológico quando não é disfuncional para o indivíduo.

Em “Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais”, distinguem-se, na esquizofrenia, subtipos negativos ou deficitários e positivos ou produtivos. Dentre os principais sintomas positivos das síndromes esquizofrências, pode-se citar:


A

a anedonia


B

a disforia


C

o aumento da autoestima


D

o delirium


E

o neologismo

No paciente quando observamos um estado patológico, com uma dificuldade ou incapacidade para se fixar ou se manter a atenção em qualquer coisa que implique esforço produtivo, onde sua atenção é facilmente desviada para outro objeto denominamos de:


A

Hipoprosexia


B

Distrabilidade


C

Hiperprossexia


D

Distração


E

Aprosexia

Acerca de considerações feitas em conferência por J. Alain Miller sobre Psicanálise e Psiquiatria, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

I. A demanda psiquiátrica é essencialmente oposta à psicanalítica.

II. Lacan, no seminário sobre a psicose, teve o cuidado de demolir a ideia das relações de compreensão do paciente.

III. Para a psicanálise a clínica de referência é a psiquiátrica.

IV. A experiência psicanalítica pode ensinar, em relação ao diagnóstico, que existem estruturas que se modificam como é o caso das psicoses histéricas.


A

Somente I está correta.


B

Somente I, II e III estão corretas.


C

Somente I e III estão corretas.


D

Somente II e IV estão corretas.


E

Somente III está correta.

As várias modalidades de intervenções aos portadores de deficiência mental têm como pressuposto básico na atitude, a necessidade de aproximar o máximo possível de um padrão de normalidade. A essa tendência, que é alvo de críticas, chama-se de:


A

estereotipização.


B

cura.


C

estigmatização.


D

cronificação.


E

normatização.

O fato de o paciente estar pessimista, abatido, prostrado no leito, sem ânimo para nada indica:

A
síndrome de pânico.

B
sentimento de êxtase.

C
sentimento de êxtase.

D
distúrbio bipolar.

E
sadomasoquismo.

Em vários estudos Castel afirma que a prática psiquiátrica é a prática de uma contradição entre a finalidade terapêutica e certas funções políticoadministrativas. Estas funções se resumiriam a:


A

administrar, examinar, recuperar e curar;


B

articular, manipular, tratar e curar;


C

representar, medicar, administrar e erradicar;


D

avaliar, julgar, socializar e individualizar;


E

curar, produzir, normatizar e controlar.

"A fronteira entre o normal e o patológico é imprecisa para diversos indivíduos considerados simultaneamente, mas é precisa para um único e mesmo indivíduo considerado sucessivamente" (Canguilhem, G. - "O normal e o patológico"). Para o autor em questão, a noção de patológico é avaliada, num determinado indivíduo pelo(a):

A
momento de eclosão do sintoma.

B
forma de eclosão do sintoma.

C
caráter repetitivo do sintoma.

D
interpretação que o indivíduo elabora do sintoma.

E
que o psicólogo avalia ser patológico.

A busca incansável da normalidade para sempre perdida é a mais potente central geradora do ser humano, que o leva as mais incríveis invenções que são sempre consideradas como:


A

Emoções.


B

Sentimentos.


C

Dor.


D

Sintomas.

   
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