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Segundo Zimerman (2006) sobre as práticas psicológicas em relação aos princípios básicos de Freud, “O termo __________ é bastante utilizado nas ciências em geral, e designa um ________________ para a construção de um sistema _________________ que mantenha uma certa lógica”.
pulsão / ponto de ocupação / ideativo-ego
instinto / momento de partida / ideal-superego
princípio / ponto de partida / ideativo-cognitivo
psíquico / momento de determinismo / ideativo-cognitivo
De acordo com Freud, a analogia entre o processo civilizatório e o caminho do desenvolvimento individual é passível de ser ampliada sob um aspecto importante. Pode-se afirmar, ainda, que a comunidade desenvolve um superego sob cuja influência se produz a evolução cultural.
No que diz respeito ao superego e à evolução cultural, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) O superego de uma época de civilização tem origem semelhante à do superego de um indivíduo.
( ) Outro ponto de concordância entre o superego cultural e o individual é que o superego cultural, tal como o individual, estabelece exigências e ideias estritas, cuja desobediência é punida pelo medo da consciência.
( ) Algumas manifestações e propriedades do superego podem ser mais facilmente detectadas em seu comportamento na comunidade cultural do que no indivíduo isolado.
V – V – V
F – F – V
V – V – F
V – F – V
Sigmund Freud quando desenvolveu a sua teoria sobre a sexualidade transformou totalmente a visão que a sociedade ocidental tinha sobre o assunto. Assinale a alternativa que melhor representa esta afirmativa:
Criou uma terminologia específica para descrever o desenvolvimento sexual infantil.
Identificou a participação de conteúdos sexuais na gênese de todos os sintomas neuróticos.
Mostrou que a sexualidade tanto era uma diferença anatômica quanto uma construção mental.
Confirmou a presença de uma significação sexual em todos os atos da vida humana.
De acordo com Sigmund Freud (1912/1976), o termo “Psicanálise” pode ser definido nos seguintes níveis:
I. um método de investigação que consiste essencialmente na evidenciação do significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias de um indivíduo;
II. um sistema de análise do ego baseada nas pulsões sexuais;
III. um método psicoterápico baseado na investigação e especificado pela interpretação controlada da resistência, da transferência e do desejo;
IV. um conjunto de teorias psicológicas e psicopatológicas em que são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico de investigação e de tratamento.
Dados os itens acima, verifica-se que está(ão) correto(s)
IV, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
De acordo com Almeida e Silva (1998), o ser cognoscente não é o senhor absoluto dos seus próprios pensamentos porque o inconsciente pode existir sem a consciência, posto que o inconsciente é a essência da vida mental. Esta frase evidencia a relevância do inconsciente na vida do ser cognoscente. Entretanto, segundo a autora, este ser cognoscente tem dois sistemas de funcionamento, a saber:
consciente/princípio do prazer e pré-consciente
inconsciente e processo primário
processo secundário e princípio da realidade
consciente/pré-consciente e inconsciente
inconsciente e processo primário/princípio do prazer
O sentimento moderno de infância iniciado por reformadores católicos e protestantes corresponde a uma representação de que a criança possui particularidades específicas, devendo ser afastada da convivência direta com os adultos para ser escolarizada e preparada para a vida adulta. Assim se produziu historicamente a visão desenvolvimentista da infância que marcou o campo da pedagogia e da psicologia, com ênfase especial em sua vertente conhecida por ‘psicologia de desenvolvimento’. Por sua vez, e apesar das controvérsias do campo da psicanálise, a noção de infantil em Freud difere dessa perspectiva desenvolvimentista, na medida em que
Freud considera a sexualidade perverso-polimorfa como fenômeno cronologicamente exclusivo da infância.
a pulsão sexual tem objeto e alvo definidos, sendo desviada nos sujeitos de estrutura perversa.
a sexualidade é de caráter infantil perverso-polimorfo, obedecendo a uma temporalidade inconsciente que se atualiza na vida amorosa adulta
Freud se opõe à pedagogia moral da escola em detrimento da autoridade paterna.
a psiconeurose é desencadeada por uma experiência traumática de sedução por parte do adulto, cujos efeitos surgem após a puberdade.
Ao se comparar as ideias de Sigmund Freud com as de Melanie Klein, pode-se dizer que:
Freud e Melanie Klein consideram que diferentes desejos podem ter alvos separados, mas o alvo subjacente sempre é a redução da tensão.
Melanie Klein atribui maior importância à figura paterna do que a atribuída por Freud.
Freud e Melanie Klein defendem que as relações interpessoais constituem a motivação humana fundamental.
Ao contrário de Freud, Melanie Klein não leva em conta as pulsões inconscientes na formação da personalidade.
Na estrutura neurótica, o conflito psíquico do sujeito situa-se entre o ego e as pulsões, sendo o recalque uma das principais defesas. Nesse caso, o processo primário conserva um papel eficaz, respeitando a noção de realidade. Na estrutura psicótica, uma recusa incide sobre parte da libido narcisista, ocorrendo o domínio do processo secundário.
Sobre a clínica do luto e da melancolia, pode-se afirmar segundo Freud, que:
Ao ouvir um paciente melancólico, é indicado que o clínico tente atenuar seu sofrimento, refutando suas afirmações auto-acusatórias quando necessário.
O luto e a melancolia devem ser tratados como processos patológicos do ego a serem eliminados.
As autorecriminações do melancólico são recriminações ao objeto amado e perdido.
Quando um paciente afirma que tem a sensação do mundo estar pobre e vazio, trata-se necessariamente de um paciente melancólico.
Leia parte do texto de Freud – “O mal estar na civilização”: Até agora, nossa investigação sobre a felicidade não nos ensinou quase nada que já não pertença ao conhecimento comum. E, mesmo que passemos dela para o problema de saber por que é tão difícil para o homem ser feliz, parece que não há maior perspectiva de aprender algo novo. Já demos a resposta pela indicação das três fontes de que nossos sofrimentos provêm... (Freud, p. 93 volume XIII). As informações anteriores se referem à(ao)
I. poder superior da natureza.
II. fragilidade de nossos próprios corpos.
III. inadequação das regras que procuram ajustar os relacionamentos mútuos dos seres humanos na família, no estado e na sociedade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I, II e III.
I, somente.
III, somente.
I e II, somente.
Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Em relação ao modelo estrutural sobre o id, ego e superego, Freud, insatisfeito com a passividade da 1ª tópica, resolveu criar a 2ª tópica, mais ativa e dinâmica. Essa concepção estruturalista ficou cristalizada em “O ego e o id” (1923) e consiste em uma divisão tripartite da mente em três instâncias: o id, o ego e o superego.
De acordo com o ponto de vista topográfico, o _____________, como instância psíquica, virtualmente coincide com o ______________, o qual é considerado o polo ________________ da personalidade, fundamentalmente constituído pelas pulsões. (Zimerman, 2006.)
consciente / id / psicológico
consciente / ego / psicológico
inconsciente / id / psicobiológico
pré-consciente / superego / psicobiológico
Considera-se "A Interpretação dos Sonhos" como o momento inaugural da psicanálise, em que Freud apresenta a sua primeira tópica, formada por três sistemas, inconsciente, pré-consciente e consciente, cada um com sua função, o seu tipo de processo e sua energia de investimento. Nesse contexto, ele formula as regras próprias que regulam o inconsciente, ou seja:
princípio de realidade e clivagem do ego;
energia ligada e processo secundário;
deslocamento e condensação;
clivagem do ego e recalcamento originário;
condensação e energia ligada.
Segundo Sigmund Freud, a sublimação é um mecanismo de defesa que se caracteriza em sua essência, pelo(a):
Eliminação involuntária de alguma lembrança ou percepções da consciência que provoquem desconforto.
Deslocamento dos impulsos do id, desviando a energia instintiva para os comportamentos socialmente valorizados.
Atribuição de um impulso perturbador a outra pessoa.
Expressão de um impulso do id, que é o oposto do que impulsiona a pessoa.
Na Psicanálise de Família, a noção de “Transmissão Psíquica” é muito estudada por psicanalistas ligados à área de família, dentre os quais se destacam René Kaës, Pierre Benghozi e Alberto Eiguer. Transmitir é fazer passar um objeto, um pensamento, uma história, de uma pessoa a outra, de um grupo ao outro, ou, de uma geração a outra. Contudo, o material psíquico transmitido pode ser ou não metabolizado, tendo importante significado na configuração psíquica de cada sujeito. Um dos tipos de transmissão considerado pelos grandes estudiosos da psicanálise de família refere-se às experiências não integradas de forma harmônica na vida psíquica que obrigam os descendentes a simbolizar durante várias gerações o que não foi elaborado por seus ascendentes. Trata-se do tipo de transmissão:
intergeracional;
transgeracional;
intrageracional;
transpsíquica;
intrapsíquica.
Sobre o desenvolvimento do ego é correto afirmar que:
A integração no tempo e espaço são distintas.
O ego não tem relações objetais.
O crescimento do ego ocorre sem a utilização de relações de objetos e personalização.
O ego é incapaz de acionar mecanismos de defesa.
O ego possui um nível de investimento permanente que permite a inibição de processos primários.
Laplanche e Pontalis (1998) reportam que a noção de imaginário compreende-se em primeiro lugar em referência a uma das primeiras elaborações teóricas de Lacan (1901 - 1981) a respeito da fase do espelho. No trabalho que consagrou esta fase, Lacan colocou em evidência a ideia de que o ego da criança humana constitui-se a partir da imagem do seu semelhante. A partir deste princípio, considera-se como imaginário:
I. a relação fundamentalmente narcísica do sujeito com o seu ego;
II. uma relação chamada dual baseada na imagem de um semelhante;
III. uma relação essencialmente baseada no complexo de Édipo ou no complexo de Electra;
IV. um tipo de apreensão em que certos fatores como a semelhança e o hemeomorfismo desempenham um papel determinante.
Dados os itens acima, verifica-se que está(ão) correto(s)
II, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Na psicanálise, as três neuroses clássicas — histeria, neurose obsessiva e fobia — podem ser definidas de acordo com o modo particular que o ego tem de se defender. Na neurose obsessiva, ocorre o deslocamento; na fobia, a projeção; e, na histeria, a conversão.
Sobre a organização edípica, tal qual descrita por Freud, assinale a alternativa INCORRETA.
Tanto para o menino como para a menina, no princípio, o primeiro objeto de amor é a mãe, sendo o pai, também para ambos, a figura intrusiva que lhes impede a relação exclusiva.
Na fase fálica, o pênis e seu análogo, o clitóris, tornam-se as zonas erógenas predominantes, sendo que do pênis, enquanto presente ou ausente, é o único atributo sexual reconhecido.
A castração indica renúncia à mãe enquanto objeto do desejo, sendo que, no menino, impõe a angústia face à perda do pênis, e, na menina, a decepção pela constatação da impossibilidade de tê-lo.
O menino e a menina, ao vivenciarem a castração, interiorizam um complexo de proibições que lhes permitem constituir o ego e sua função de resolução dos conflitos, inclusive o edípico.
Com a resolução da crise edipiana, a relação da criança com os pais é dessexualizada, sendo os sentimentos de afeição e ternura colocados em substituição àqueles de caráter erótico.
Ao fundar a psicanálise, Freud precisou desconstruir diversos saberes estabelecidos para construir este que, epistemologicamente falando, não se encontra em continuidade com nenhum outro. Escutando as queixas e os sintomas dos pacientes, buscou:
as relações causais
as relações de significação
a história real do sujeito
a veracidade do relato
a lógica temporal do relato
Na experiência e na teoria psicanalíticas, “sexualidade” designa toda uma série de excitações e de atividades, presentes desde a infância, que proporcionam um prazer irredutível à satisfação de uma necessidade fisiológica fundamental, e que se encontram a título de componentes na chamada forma normal do amor sexual. De acordo com a teoria freudiana sobre as fases libidinais:
na fase oral sádica, a incorporação assume o sentido de uma destruição do objeto, introduzindo a polivalência na relação de objeto;
na fase genital, os adolescentes de ambos os sexos só conhecem um único órgão genital, o órgão masculino;
na fase do espelho, a criança antecipa imaginariamente a apreensão e o domínio de sua unidade corporal;
na fase fálica, a oposição dos sexos é equivalente à oposição fálico-castrado;
a fase anal sádica, é caracterizada por uma organização da libido sob a égide da sublimação.