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Dentre os direitos e responsabilidades gerais do/a assistente social previstos no Código de Ética do/a assistente social, é correto afirmar que é
dever do/a assistente social pleitear para si ou para outrem emprego, cargo ou função que estejam sendo exercidos por colega.
direito do/a assistente social a participação na elaboração e no gerenciamento das políticas sociais e na formulação e implementação de programas sociais.
vedada à/ao assistente social a ampla autonomia no exercício da profissão, sendo obrigado/a a prestar serviços incompatíveis com as suas atribuições, cargos ou funções.
dever do/a assistente social substituir profissional que tenha sido exonerado/a por defender os princípios da ética profissional, enquanto perdurar o motivo da exoneração, demissão ou transferência.
Sobre os procedimentos adotados pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) no processamento das denúncias éticas que forem objeto de desaforamento, é correto afirmar:
O pedido de desaforamento de denúncia ética terá prioridade na análise perante o CFESS no prazo de até 30 dias, contados do protocolo da solicitação do CRESS, perante o CFESS.
Recebida a denúncia pelo CRESS destinatário do desaforamento, deverá encaminhá-la ao Ministério Público, para verificar se preenche os requisitos do Código Processual de Ética e se a denúncia tem natureza ética, se encaixa nas tipificações do Código de Ética do Assistente Social.
O CRESS – destinatário do desaforamento – não poderá manter em seus arquivos cópia integral do expediente denúncia ou, conforme o caso, do processo desaforado para sua jurisdição.
As despesas com custos, deslocamentos e outras, decorrentes do desaforamento de processos disciplinares éticos serão arcadas pelo Conselho Federal de Serviço Social.
A pena fixada em processo ético, objeto de desaforamento, será aplicada pelo CRESS na jurisdição do CRESS onde o assistente social tenha a sua inscrição.
Assinale a alternativa que indica corretamente um dos valores que alicerçam os princípios fundamentais explícitos no Código de Ética do Assistente Social (1993).
Empatia.
Tolerância.
Generosidade.
Liberdade.
Altruísmo.
Em 1993, o Serviço Social ganha importante marco legal, ou Código de Ética Profissional, e que vem responder a “necessidade de criação de novos valores éticos, fundamentados na definição mais abrangente, de compromisso com os usuários, com base na liberdade, democracia, cidadania, justiça e igualdade social”. De acordo com o Art. 2º do CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS (1.993), constituem direitos do assistente social:
Ampla autonomia no exercício da Profissão, estando este obrigado a prestar serviços profissionais incompatíveis com as suas atribuições, cargos ou funções.
Agravo público por ofensa que atinja a sua honra e exercício profissional.
Livre exercício das atividades inerentes a profissão conferindo violabilidade do local de trabalho e respectivos arquivos e documentação, e do sigilo profissional;
liberdade na realização de seus estudos e pesquisas, resguardados os direitos de participação de indivíduos ou grupos envolvidos em seus trabalhos.
A LGBTfobia é caracterizada pelas violações de direitos e pelas diversas formas de violência cometidas contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em diversos espaços sociais. A respeito dessa discussão, assinale a alternativa correta.
A sigla LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) foi popularizada na última década, a partir das discussões nos movimentos sociais e nas políticas públicas. Embora esteja relacionada à diversidade sexual e de gênero e agrupe diversas identidades sociais, conforma expressões semelhantes de preconceito, que possuem as mesmas características, histórias e demandas por direitos.
O Brasil está entre os países com menores índices de crimes por LGBTfobia no mundo. Isso porque se observa o respeito aos direitos humanos e à diversidade expresso nas políticas públicas e na legislação específica, implementadas logo após a promulgação da Constituição Federal de 1988.
O binarismo de gênero é uma ideologia que questiona a imutabilidade da distinção radical entre homens e mulheres, fundada unicamente nos corpos biológicos. Assim, propõe o desvelamento da realidade social e da produção das relações sociais.
As pessoas transexuais são aquelas que inserem em seus corpos símbolos socialmente associados com o feminino, apesar de terem sido registradas, ao nascerem, como sendo do sexo masculino. As travestis são todas as pessoas que se identificam com um gênero distinto do que foi registrado ao nascerem.
O nome social é aquele que a pessoa deseja ouvir ao ser abordada. Diversas regulamentações têm reconhecido o direito ao uso do nome social, inclusive no âmbito do serviço social. Assim, assistentes sociais travestis e transexuais podem utilizar seus nomes sociais nos documentos da profissão.
A Política Nacional de Fiscalização, base estruturante da fiscalização do exercício profissional, é constituída por um conjunto de instrumentos legais: as resoluções do Conselho Federal de Serviço Social; a Lei de Regulamentação; o Código de Ética; o Estatuto do Conjunto CFESS/CRESS; os regimentos internos; o Código Processual de Ética; e o Código Eleitoral, entre outros. Acerca da Política Nacional de Fiscalização, assinale a alternativa incorreta.
Caracteriza-se como infração à Lei n.o 8.662/1993 o exercício de atividade, tarefa ou função de atribuição privativa do assistente social. Nesse caso, poderá ou não ser aplicada multa, a depender das medidas administrativas, criminais ou cíveis adotadas.
Somente profissionais inscritos no respectivo Conselho Regional de Serviço Social poderão ser designados como assistentes sociais. Tal inscrição é obrigatória para profissionais que ocupem cargo ou tenham contrato ou registro sob a denominação de assistente social – mesmo que estejam em “desvio de função”.
Poderá ser utilizado instrumento público de procuração para requerer a inscrição junto ao Conselho Regional de Serviço Social. Entretanto, somente o profissional poderá receber a cédula ou carteira de identidade profissional.
O setor administrativo do Conselho Regional de Serviço Social é responsável por instruir os pedidos de inscrição dos profissionais, que serão posteriormente submetidos a parecer da comissão de inscrição e à aprovação da diretoria. No ato do pedido de inscrição, o funcionário do setor administrativo deverá entregar à pessoa que solicita o registro profissional, se solicitada, uma cópia da Consolidação das Resoluções do Conselho Federal de Serviço Social e esclarecer os parâmetros estabelecidos nessa regulamentação.
Qualquer indício de violação disciplinar cometida por assistente social inscrito deverá ser encaminhado pelo Conselho Regional à respectiva presidência, por meio de documentação comprobatória, ainda que tenha tomado conhecimento da irregularidade por meio da imprensa.
Rejane, foi passar alguns meses em casa de seus familiares na cidade de Formiga/MG. O afastamento de sua cidade se deve à necessidade de ficar em um local onde poucas pessoas a conheçam para se proteger. Rejane, em consequência de anos sofrendo abuso sexual por parte de um vizinho, no momento faz tratamento psiquiátrico em Divinópolis/MG, já tendo passado 1 ano internada em um hospital psiquiátrico, pois apresentava um estado depressivo grave, apresentando um quadro de esquizofrenia e tentou suicídio 3 vezes nos últimos 2 anos. Na cidade de Formiga, outros profissionais ficaram responsáveis por dar continuidade ao tratamento. A assistente social, Júlia, ao atender Rejane percebeu que ela tinha muitos hematomas nos braços. Quando questionada a usuária contou que se autoflagela e que está planejando seu autoextermínio, assim como de algumas pessoas de sua família.
Neste caso, cabe à assistente social, conforme disposto no Código de Ética profissional:
Manter e defender o sigilo profissional que protegerá o usuário após avalição multidisciplinar em tudo aquilo de que o assistente social tome conhecimento, como decorrência do exercício da atividade profissional. Sendo o sigilo profissional soberano em qualquer situação.
A quebra do sigilo só é admissível quando se tratar de situações cuja gravidade possa, envolvendo ou não fato delituoso, trazer prejuízo aos interesses do usuário, de terceiros e da coletividade.
O código de ética profissional exige que o assistente social nunca revele o que concerne ao sigilo profissional, independente da área de atuação que esteja.
A revelação será feita de forma abrangente quando se tratar de fato delituoso, podendo o próprio profissional fazer a denúncia aos órgãos competentes.
Após ser admitido em uma nova instituição, um assistente social foi alocado em um ambulatório de doença crônica para atuar junto a uma equipe multidisciplinar. A chefia do ambulatório apresentou o espaço e informou que, por se tratar de um trabalho multidisciplinar, todos os membros da equipe deveriam ter acesso às informações dos atendimentos realizados aos pacientes. Assim, as fichas de atendimento e documentação do serviço social deveriam ser organizadas no arquivo com as demais informações dos pacientes. O profissional informou que não seria possível atender a essa exigência e que a chefia deveria providenciar outro arquivo ou local para que ele guardasse sua documentação, a fim de garantir o sigilo das informações e não violar seu código de ética profissional. Essa conduta do assistente social busca resguardar um(a):
direito
dever
princípio
atribuição privativa
Analise as assertivas abaixo, extraídas do artigo “80 anos do Serviço Social no Brasil: marcos históricos balizados nos códigos de ética da profissão” (OLIVEIRA; CHAVES, 2017), e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O serviço social, como profissão institucionalizada, configura-se no cenário mundial a partir da década de 1920, após a Primeira Guerra Mundial, quando se caracteriza de forma mais evidente e abrangente a questão social.
( ) Diferentemente do que ocorre nos países da Europa, a estrutura em que se fundamenta a origem do serviço social nos Estados Unidos caracteriza-se por um caráter pragmático, procurando solução para os conflitos sociais, por meio de ações práticas e na consideração de aspectos subjetivos do indivíduo.
( ) O primeiro Código de Ética Profissional do(a) assistente social elaborado/promulgado em 1947 é sucinto, foi influenciado pela visão europeia, impregnado de valores cristãos, sem mediação do Estado e, portanto, sem respaldo jurídico.
( ) A reflexão ética, desenvolvida na reelaboração do código de 1965, procurou se embasar em categorias universalizantes sob o ponto de vista de inclusão das diversas classes sociais e na dimensão ontológica do ser social.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – F.
V – F – F – V.
F – F – F – V.
F – V – V – F.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um dos Princípios Fundamentais do Código de Ética do/a Assistente Social (2012), aprovado em 1993.
Zelar pela observância dos princípios e diretrizes deste Código, fiscalizando as ações dos Conselhos Regionais e a prática exercida pelos profissionais, instituições e organizações na área do Serviço Social.
Manter uma atitude honesta, correta, procurando aperfeiçoar sua personalidade e dignificar a profissão.
Aplicar todo zelo, diligência e recursos da ciência no trabalho a realizar e nunca abandonar um trabalho iniciado, sem justo motivo.
Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças.
O apoio às iniciativas e aos movimentos de defesa dos interesses da categoria e à divulgação no espaço institucional das informações de suas organizações.