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No contexto da pandemia pelo Coronavírus o CFESS instituiu a normativa n. 3/2020, a qual dispõe sobre ações de comunicação de boletins de saúde e óbitos por assistentes sociais. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar:
A comunicação de óbito não se constitui atribuição ou competência profissional do/a assistente social.
A comunicação de óbito deve ser realizada por profissionais qualificados que tenham conhecimentos específicos da causa mortis dos/as usuários/as dos serviços de saúde, cabendo um trabalho em equipe (médico, enfermeiro/a, psicólogo/a e/ou outros profissionais), atendendo à família e/ou responsáveis.
O/A assistente social deve ser responsável por informar a respeito dos benefícios e direitos referentes à situação, previstos no aparato normativo e legal vigente, tais como, os relacionados à previdência social, aos seguros sociais e outros que a situação requeira, bem como informações e encaminhamentos necessários, em articulação com a rede de serviços sobre sepultamento, translado e demais providências concernentes.
O/A assistente social deve se ater às suas atribuições e competências profissionais, visando o melhor atendimento ao/a usuário/a dos serviços de saúde, preservando a qualidade dos atendimentos prestados, não estando obrigado/a a realizar atividade incompatível com a legislação profissional vigente.
Cabe ao/à assistente social a divulgação de boletins médicos, e o atendimento prévio de pacientes, visando realizar a triagem das suas condições clínicas para acesso aos serviços de saúde.
As atribuições e as competências dos assistentes sociais são orientadas e norteadas por direitos e deveres constantes no Código de Ética Profissional e na Lei de Regulamentação da Profissão, que devem ser observados e respeitados. De acordo com os parâmetros para a atuação de assistentes sociais na Política de Saúde, assinale a alternativa incorreta.
A saúde do trabalhador vem se apresentando como uma importante área de atuação do assistente social nas últimas décadas.
O movimento de reforma sanitária salientou a importância da determinação social sustentada nas categorias de trabalho e na reprodução da vida. Nessa perspectiva, são fundamentais o contexto e as condições sociais que impactam o processo saúde-doença.
Os assistentes sociais na saúde atuam em quatro grandes eixos, sendo um deles o de investigação, planejamento e gestão.
Nas equipes de saúde mental, o assistente social deve contribuir para que a reforma psiquiátrica alcance seu projeto ético-político.
O atendimento direto aos usuários acontece em diversos espaços de atuação profissional na saúde, sendo menos frequente (no atendimento direto) a presença das ações socioeducativas.
O assistente social que atua de forma crítica e é comprometido com o projeto ético-político garante que a intervenção planejada de forma consciente tenha um resultado de acordo com a direção e a intencionalidade propostas.
Certo
Errado
É proibido ao assistente social intervir na prestação de serviços que estejam sendo efetuados por outro profissional, salvo em caso de urgência ou em trabalho multiprofissional.
Certo
Errado
Carina atende Julia, que buscou o Serviço Social porque iniciou o seu processo transexualizador e está sendo alvo de preconceito e assédio por parte de sua família. A equipe decide que irá acompanhar Julia durante todo o processo, mas Carina se recusa, uma vez que possui posição contrária ao processo.
Sua decisão:
constitui infração disciplinar grave, pois contraria o Código de Ética do Assistente Social em seus princípios e valores fundamentais;
está correta, posto que as cirurgias de transgenitalização e demais maneiras de modificação corporal ainda não foram regulamentadas pelo conjunto CFESS/CRESS;
baseia-se nas Normas e Diretrizes do Ministério da Saúde para o processo transexualizador, que propugna a autonomia e a responsabilidade de cada sujeito que busca a mudança de sexo;
está errada, pois constitui competência do assistente social prestar acompanhamento a sujeitos que buscam as transformações corporais em consonância com suas expressões e identidade de gênero;
encontra respaldo no fato de que a transgenitalização é uma condição psicopatológica, devendo ser acompanhada exclusivamente pelas equipes médica e psicológica.
Segundo o Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais, são competências do Assistente Social, exceto:
Elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da administração pública, direta ou indireta, empresas, entidades e organizações populares.
Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos que sejam do âmbito de atuação do Serviço Social com participação da sociedade civil;
Encaminhar providências, e prestar orientação social a indivíduos, grupos e à população.
Planejar, organizar e administrar benefícios e Serviços Comerciais.
Prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais, no exercício e na defesa dos direitos civis, políticos e sociais da coletividade.
O posicionamento em favor da equidade e da justiça social relaciona-se à rígida seleção de quem é mais necessitado — ou seja, os mais carentes entre os carentes —, à dignidade de cada um e aos direitos do outro, respectivamente.
Certo
Errado
No quesito sigilo profissional do Assistente Social, é correto afirmar:
O material técnico sigiloso do Serviço Social tem sua compreensão expressa na Resolução CFESS n° 556/2007.
O sigilo profissional pode ser compreendido de forma isolada, uma vez que demanda informações da história de um sujeito social.
O material técnico sigiloso se caracteriza por conter informações cuja divulgação comprometa somente a imagem, a dignidade e a segurança do usuário.
O material restrito deve ser armazenado em local específico e de acesso limitado aos profissionais do serviço social da instituição apenas na forma física.
Para além de uma questão de característica técnica, o sigilo profissional demanda reflexão de cunho ético, análise crítica da realidade e autonomia profissional.
Um assistente social é convidado a dirigir e coordenar Unidades de Ensino e Curso de Serviço Social na área da pós-graduação. Esse convite:
Poderá ser aceito por se tratar de um dever do Assistente Social.
Poderá ser aceito por se tratar de uma competência do Assistente Social.
Poderá ser aceito por se tratar de um direito do Assistente Social.
Poderá ser aceito por se tratar de uma atribuição privativa do Assistente Social.
Não poderá ser aceito por se tratar de uma conduta proibitiva.
O profissional de Serviço Social na área da saúde, além de exercer a profissão a luz da lei de regulamentação da profissão nº 8662, da resolução do CFESS n° 273/93 que institui o Código de Ética Profissional e das Diretrizes Curriculares da ABEPSS de 1996, também possui outras legislações e documentos importantes, que sustentam suas atribuições na área. E mais recentemente, também considerado uma importante conquista da categoria profissional, a produção do documento, “Parâmetros para a Atuação de Assistentes Social na Saúde”, realizado pelo CFESS em março de 2009, que tem como finalidade:
Referenciar a intervenção dos profissionais de Serviço Social na área da saúde, mesmo sem a pretensão de abordar todas as atribuições e competências, pois considera-se que estas estão em permanente construção, sendo um desafio aos assistentes sociais que atuam na saúde.
Criar protocolos e rotina de ação que possibilitem a organização, normatização e sistematização do cotidiano do trabalho profissional, através de uma análise sucinta da política de saúde, com ênfase nos principais desafios a serem enfrentados na atualidade
Contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços com a adoção de um novo modelo assistencial pautado na integralidade e equidade das ações e das suas atribuições e competências, tendo como preocupação as diversas armadilhas que estão colocadas no que se refere à análise das expressões da questão social evidenciadas no cotidiano profissional.
Qualificar os trabalhadores de saúde na esfera operacional da unidade, além de instrumentalizar a formação de equipes, gestores, supervisores e conselheiros de saúde, enfatizando as expressões específicas da questão social que desafiam a pesquisa concreta de situações concretas.