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Mariele foi contratada recentemente como assistente social em uma comunidade terapêutica para recuperação de dependência de álcool e outras drogas, substituindo Ana, também assistente social que acabara de cumprir aviso prévio naquele local. Ana tinha uma estagiária de serviço social que passou a ser supervisionada por Mariele. Assim, Mariele se ocupou em compreender a atuação do assistente social em comunidades terapêuticas e, a partir disso, iniciou seu planejamento e execução de trabalho. Ocorre que, logo no primeiro mês, o diretor da unidade chamou sua atenção, dizendo: “Para fazer a triagem, você tem que saber escolher: as pessoas devem merecer estar aqui porque, você sabe, não queremos bandidos e, se um dia foram, eles devem ter abandonado essa vida e estarem dispostos a serem salvos, ouvir a palavra, entendeu?”. Completou, dizendo que “Quero que você me conte toda a sua conversa com os entrevistados para eu ajudar a escolhê-los”. Mariele negou o pedido do diretor, explicando e justificando seu posicionamento com os pressupostos éticos, teóricos e políticos da profissão. Devido a esse episódio, Mariele foi dispensada por insubordinação. Sobre o caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Mariele não agiu em conformidade com pressupostos éticos, teóricos e políticos da profissão ao negar o pedido do Diretor, pois, nesses pressupostos, está contida a correlação de forças que autorizam o Serviço Social a se submeter a práticas como a do caso hipotético.
Mariele não agiu corretamente, porque não observou a possibilidade de interdisciplinaridade em que é necessário compartilhar os saberes existentes entre as profissões, portanto poderia ter partilhado as informações em conformidade com o pedido do Diretor.
De acordo como o Código de Ética da profissão, considera-se vedado a outro assistente social substituir Mariele enquanto perdurar o motivo de sua demissão.
Mariele agiu incorretamente e precisa compreender que o mercado exige um trabalhador polivalente, sendo natural que o trabalhador, além de suas atribuições e competências profissionais, assuma outras atividades.
Se Mariele tivesse considerado seu papel como trabalhadora assalariada em um cenário de desemprego, poderia ter aceitado o pedido do diretor da unidade sem ferir os preceitos éticos da profissão.
Encaminhar providências e prestar orientação para a defesa de direitos de indivíduos, grupos e à população são ações que podem ser realizadas tanto por Claudia quanto por Caroline e Paula.
Considerando o caso hipotético da questão anterior, n° 33, o que acontece caso o diretor da unidade determine à estagiária de Serviço Social que substitua Mariele até a contratação de uma nova assistente social?
Até ocorrer a substituição, a estagiária poderá assumir o lugar de Mariele e receberá supervisão direta do diretor da comunidade terapêutica, uma vez que a comunidade terapêutica não pode funcionar sem o Serviço Social.
A estagiária poderá assumir o lugar de Mariele, desde que receba supervisão de um profissional técnico de nível superior, em caráter excepcional.
A estagiária não poderá assumir o lugar de Mariele essencialmente, porque o motivo da dispensa foi devido à defesa de princípios éticos da profissão.
A estagiária não poderá substituir Mariele, mas continuará como estagiária se lhe estiver garantida a supervisão acadêmica, porque o estágio também se estabelece pela relação com a unidade acadêmica.
A estagiária não poderá assumir o lugar de Mariele, porque não é assistente social e não pode continuar no estágio, já que não terá supervisão direta.
Constitui dever do assistente social, nas suas relações com os usuários, contribuir para a criação de mecanismos que venham a desburocratizar a relação do público atendido, no sentido de agilizar e melhorar os serviços prestados.
Certo
Errado
De acordo com a Lei no 8.662/1993, a designação profissional de Assistente Social é atribuída aos habilitados na forma da legislação vigente e o exercício da profissão requer prévio registro nos Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) que tenham jurisdição sobre a área de atuação do interessado. Ainda de acordo com a referida lei (artigo 5o, XII), dirigir serviços técnicos de Serviço Social em entidades públicas ou privadas constitui, para o Assistente Social, uma
função comissionada.
competência técnica.
opção profissional.
possibilidade concreta.
atribuição privativa.