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A existência de mecanismos de controle democrático acerca das políticas sociais no Brasil tem conseguido impedir que empresas privadas usem a esfera pública para atender aos respectivos interesses econômicos, principalmente no que diz respeito à política de saúde.
A reconfiguração das políticas sociais colocou novas demandas para o Serviço Social, como a realização de diagnósticos socioeconômicos, a coordenação de processos de planejamento, o monitoramento e a avaliação de programas e projetos sociais.
No campo científico e cultural, um fenômeno adquire notoriedade no século XX. Trata-se da denominada “crise das ciências sociais” como express o da “crise da modernidade”. Este fenômeno promove impactos em diferentes campos da produção do conhecimento científico, alcançando, também, o serviço social. A denominada crise da modernidade apoia-se em um variado conjunto de autores, que anunciam o esgotamento da modernidade. Embora as críticas à modernidade se apresentem em diferentes domínios do conhecimento e da atividade humana, há entre elas “um tra o definidor” característico da pós-modernidade, que é
a perda de confiança na teoria da luta de classes sociais como fonte das mudanças sociais.
a perda de credibilidade nas chamadas metanarrativas ou grandes teorias sociais.
a supervalorização dos elementos característicos das experiências ancestrais.
a descrença na validade histórica sobre o poder de convencimento da ideologia política.
o processo de globalização exige uma nova configuração teórica compatível com o bem-estar contemporâneo.
Segundo Mioto (2010), para pensar em trabalho com famílias, é importante reconhecer quais são as tendências predominantes na incorporação da família no campo da política social enquanto seu sujeito destinatário. A autora afirma que há duas grandes tendências em disputa nesse campo: a proposta familista e a proposta protetiva. Na proposta protetiva, a proteção
é de responsabilidade da família para com seus membros, tendo o Estado um papel subsidiário.
se efetiva através da garantia de direitos sociais universais, por meio das políticas públicas.
se efetiva na articulação da família com o mercado e com o Estado.
é de exclusividade da família, face à responsabilidade com seus membros.
No que se refere às políticas sociais, é INCORRETO afirmar que:
As políticas sociais que compõem o tripé da Seguridade Social são: saúde, assistência social e a previdência social.
Os programas de orientação e apoio sociofamiliar são estratégias para o enfrentamento à situação de sofrimento e abandono de crianças e adolescentes.
A política para infância e a adolescência proposta pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), trabalha sob a perspectiva da descentralização, transferindo para os municípios grande parte da responsabilidade pelas políticas sociais.
A Política de Seguridade Social não contributiva provê os mínimos sociais para garantir o atendimento às necessidades básicas.
Os conselhos tutelares, criados em 1988, têm a função de fiscalizar a efetivação dos direitos da criança e do adolescente.
A lógica da contrarreforma do Estado introduziu no Brasil os chamados “novos modelos de gestão”. Com base nisso, o Estado repassa às entidades sem fins lucrativos a administração do patrimônio público e a terceirização da contratação da força de trabalho, com vistas à realização das ações de saúde. Esse é um mecanismo de gestão que revela uma nova modalidade de:
aprofundamento da sociedade moderna
participação da sociedade civil
apropriação do fundo público
controle da esfera pública
Leia as afirmativas a seguir sobre a Questão Social e assinale a opção CORRETA:
I- A questão social é indissociável da sociabilidade capitalista e, particularmente, das configurações assumidas pelo trabalho e pelo Estado na expansão monopolista do capital;
II- A gênese da questão social na sociedade burguesa deriva do caráter coletivo da produção contraposto à apropriação privada da própria atividade humana – o trabalho –, das condições necessárias à sua realização, assim como de seus frutos. Todavia, é separável da emergência do trabalhador livre, que depende da venda de sua força de trabalho como meio de satisfação de suas necessidades vitais;
III- A questão social condensa o conjunto das desigualdades e lutas sociais, produzidas e reproduzidas no movimento contraditório das relações sociais, alcançando plenitude de suas expressões e matizes em tempo de capital fetiche;
IV- A feição em que se apresenta a questão social na cena contemporânea expressa, sob inéditas condições históricas, uma potenciação dos determinantes de sua origem já identificados por Marx e expressos na lei geral da não acumulação socialista e na tendência do crescimento populacional no seu âmbito.
As afirmativas I e III estão corretas.
As afirmativas I e IV estão corretas.
As afirmativas I e II estão corretas.
As afirmativas II e IV estão corretas.
As afirmativas II e III estão corretas.
A questão social se manifesta na área urbana, mas não na área rural.
Certo
Errado
A questão social é um fenômeno oriundo do contexto de transição do capitalismo monopolista para o capitalismo concorrencial no final do século XIX.
Certo
Errado
No Brasil, vige a perspectiva marxiana referente à interpretação das políticas sociais, as quais são compreendidas tendo, por base, sua expressão imediata como fato social isolado.
Certo
Errado
A expansão da produção industrial e o fenômeno da urbanização a partir da década de 1930 provocaram profundas mudanças culturais no Brasil, e um dos principais exemplos disso foi a real condição de cidadania que toda a população brasileira passou a usufruir desde esse período.
A existência de políticas sociais é um fenômeno associado à constituição da sociedade burguesa, contempla o modo específico do capitalismo de produzir e reproduzir-se. Entretanto, a generalização de medidas de seguridade social se deu no período posterior à
Vigência do capitalismo concorrencial.
Segunda Guerra Mundial.
Primeira Guerra Mundial.
Revolução Industrial.
O assistente social, ao atuar na intermediação entre as demandas da população usuária e o acesso aos serviços sociais, coloca-se na linha de intersecção das esferas pública e privada, como um dos agentes pelo qual o Estado intervém no espaço doméstico dos conflitos. Considerando que o assistente social atua numa zona de fronteira entre o público e o privado, a esfera pública significa
necessariamente a organização de segmentos da sociedade civil ante projetos políticos, e portanto, a representação de interesses coletivos de grupos e classes sociais contrapostos.
espaço de publicização de interesses homogêneos, de práticas sociais e de luta pela autonomia política em torno de projetos societários.
criação de uma ordem autocrática que envolve a representação dos interesses coletivos na cena pública, reconhecendo os conflitos das relações.
representação de interesses individuais e ampliação dos fóruns de decisão, para além das condutas vigentes de representação na perspectiva da mercantilização.
um caráter peculiar à organização da produção, às relações entre o Estado e a sociedade, atingindo a formação do universo político-cultural das classes, grupos e indivíduos sociais.
Há uma profunda relação entre as mudanças na ordem capitalista e as transformações que ocorrem nas políticas sociais. Alterações na esfera da produção e do trabalho, associadas à hegemonia liberal-financeira, estão diretamente vinculadas à ruptura da relação trabalho/proteção social e à reconfiguração das políticas sociais. Tais políticas passam a ser condicionadas à lógica da contrapartida de seus beneficiários, tornando-se cada vez mais
descentralizadas.
estatizadas.
focalizadas.
socializadas.
publicizadas.
Quanto ao papel do Estado, Maria Carmelita Yasbek (2008) afirma que:
o papel do Estado só pode ser objeto de análise se referido a uma sociedade concreta e à dinâmica contraditória das relações entre as classes sociais nessa sociedade.
o Estado é concebido como uma relação de forças, com poucos conflitos e ambiguidades.
o Estado possui uma relação simétrica e desigual que interfere tanto na viabilização da acumulação, como na reprodução social das classes subalternas.
o Estado é perpassado pelas contradições do sistema e, assim sendo, objetivado em instituições, como suas políticas, programas e projeto, rejeita e executa a reprodução das relações sociais, assumindo o papel de fiscalizador dessas relações.
Leia o fragmento com atenção:
A globalização é um fenômeno do contexto neoliberal e se constitui como um projeto econômico que fragiliza o Estado-nação e une fronteiras para beneficiar determinados blocos econômicos hegemônicos. Com o avanço da tecnologia e com as mudanças no modelo de gestão das forças produtivas, criou-se um abismo ainda maior entre os países produtores e os consumidores de conhecimento. Nesta cadeia produtiva, a produção é fragmentada a todas as partes do mundo, e com isso, fragilizam-se as forças que dependem do trabalho para sobreviverem. Vários autores reconhecem que o fenômeno da globalização está acompanhado do da exclusão. Para eles, a globalização introduz importantes modificações no interior da modernidade, mas não resolve os graves problemas que assolam a sociedade, pelo contrário, os intensifica, produzindo mais desigualdade social, mais miséria, excluindo parcelas cada vez maiores da sociedade. As decisões e medidas adotadas nas instâncias da macroeconomia, na perspectiva desses autores, impactam drasticamente na vida do cidadão. As políticas públicas nesse contexto assumem uma responsabilidade fundamental para romper com esse processo que deteriora cada vez mais a vida do sujeito e para garantir-lhe, melhores condições de acesso aos bens e serviços. Este é um desafio que está colocado a essas políticas.
A descentralização na gestão das políticas públicas é entendida como uma forma de compartilhamento do poder do Estado, a todos os entes da federação, conferindo aos municípios um protagonismo maior na gestão das políticas públicas, para que sejam tomadas medidas que visam a efetividade de direitos e ao suprimento das necessidades sociais. Um dos fatores que reforçam a necessidade e a importância da descentralização das ações do Estado é o fato de que os fenômenos sociais ocorrem na convivência dos homens em sociedade, por isso, a necessidade de descentralizar, para que a sociedade também participe das esferas públicas decisórias.
O poder local é o espaço para que sejam debatidos os assuntos de relevância da sociedade. Ele contribui para conferir maior poder àqueles que estão mais próximos das necessidades dos cidadãos, e, portanto, dispõe de mais condições para o enfrentamento desses problemas. Por estarem mais perto destas realidades, esses sujeitos conseguem responder melhor às demandas locais, e a população consegue participar na construção e efetivação das políticas.
Num contexto de avanço da macroeconomia interferindo nas barreiras nacionais de diversos países, dos impactos desse fenômeno no papel do Estado, afetando as políticas públicas, a sociedade conferindo-lhe um novo papel no contexto das políticas públicas, MARQUE A RESPOSTA CERTA.
As discussões desse texto mostram como os avanços econômicos no cenário mundial têm beneficiado grandes parcelas da população, garantindo-lhes melhores condições de vida e de acesso aos bens e as riquezas produzidas pela coletividade.
O texto aponta para as contradições existentes entre o papel do Estado e da sociedade civil no cenário mundial, e em decorrência dessa relação dicotômica, aprofunda-se o fosso de desigualdade entre povos, nações e segmentos de uma mesma sociedade.
O texto apresenta a globalização como um fenômeno econômico que trouxe intensas modificações no cenário mundial, afetando a constituição dos Estados-nação, abalando suas políticas nacionais e aprofundando ainda mais os problemas sociais em todas as instâncias. A descentralização é debatida como uma inovação na gestão das políticas públicas, por aproximar o Estado dos problemas sociais, proporcionando mais participação da sociedade.
O texto destaca que globalização e descentralização são fenômenos recentes, todavia a sua importância para debate, se deve ao fato de que é graças à globalização que a descentralização produziu os espaços de participação da sociedade.
Conforme Almeida e Alencar (2011), as políticas sociais se originam de um conjunto de respostas historicamente elaboradas pelo Estado, no enfrentamento da questão social em suas múltiplas expressões. Todavia, a afirmação do conjunto das políticas sociais, em sua dimensão pública:
resulta do produto histórico da luta entre projetos societários similares.
não decorre diretamente das ações do Estado, mesmo que este seja seu principal promotor.
é resultante da correlação de forças entre os sujeitos sociais, com a permanente ampliação dos direitos sociais.
deve ser compreendida dentro de uma visão instrumental, pois as políticas sociais possuem uma dimensão operacional, como formas concretas de intervenção social.
necessita ignorar as contradições que movimentam a sociedade capitalista, com vistas a reforçar o caráter emancipatório que é próprio das políticas sociais.
Assinale a alternativa correta, que corresponde ao conjunto organizado, coerente, sistemático, planejado de diversas políticas sociais, financiado pelo fundo público e que garante ampliação de direitos, bens e serviços sociais, nas áreas de emprego, saúde, previdência, habitação, assistência social, educação, transporte, entre outros bens e serviços públicos.
Contexto fordista/keynesiano.
Correlações de forças das classes sociais.
Seguridade Social.
Sistema de Proteção Social.