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A pobreza, como fenômeno social, é objeto de análise nas ciências sociais. Sobre as causas e consequências da pobreza, assinale a alternativa correta:
É resultado exclusivamente de escolhas individuais, sem influência estrutural.
Está desvinculada de questões históricas, como a colonização e o imperialismo.
Decorre de desigualdades estruturais e da exclusão social em contextos específicos.
Limita-se a áreas rurais, sem impacto em contextos urbanos.
Se democracia se confunde com igualdade, a implementação do direito à igualdade, por sua vez, impõe tanto o desafio de eliminar toda e qualquer forma de discriminação como o desafio de promover a igualdade. Para a implementação do direito à igualdade, é decisivo que se intensifiquem e aprimorem ações em prol do alcance dessas duas metas que, por serem indissociáveis, hão de ser desenvolvidas de forma conjugada.
(Flávia Piovesan, 2005. Adaptado)
No excerto, Flávia Piovesan argumenta que, para a conquista da igualdade efetiva, é necessário que sejam
adotados critérios que preservem o mérito individual.
promovidas políticas para preservar interesses vigentes.
preservados valores morais e religiosos da sociedade civil.
retificadas estruturas sociais por políticas públicas.
evitados excessos identitaristas em detrimento da maioria.
Apesar dos avanços das últimas décadas, a desigualdade e a pobreza permanecem elevadas tanto no Brasil quanto em escala global, apontam organismos oficiais nacionais e internacionais.
O envelhecimento populacional, a informalidade do mercado de trabalho, a fragilidade fiscal dos Estados, os desastres naturais e as mudanças climáticas a um só tempo demandam e dificultam a implantação de políticas sociais efetivas.
Com relação aos desafios na implementação das políticas sociais no Brasil, é correto afirmar que:
a garantia de fontes de financiamento estáveis e suficientes para políticas sociais é um dos problemas a equacionar, especialmente em contextos de crise econômica. A sustentabilidade fiscal não foi prestigiada pela última reforma da previdência, encampada pela Emenda Constitucional nº 103/2019;
a persistência da desigualdade social exige políticas que combinem universalização e direcionamento. O modelo brasileiro, em geral, alterna entre programas amplos (como o bolsa família) e direcionados (como o Sistema Único de Saúde), o que vai ao encontro de resultados distributivos;
as transformações no mercado laboral, como o crescimento do trabalho informal e por plataformas e o fenômeno da “pejotização”, dificultam o acesso à proteção previdenciária e aos direitos trabalhistas, desafiando o modelo securitário, cuja base de financiamento radica precipuamente na folha de salário e nos demais rendimentos do trabalho;
a articulação das ações dos diversos segmentos de proteção social em estratégias convergentes enfrenta dificuldade ainda hoje, levando a desperdício de recursos, sobreposição de iniciativas e lacunas na tutela social, apesar de a União Federal exercer a competência privativa no combate às causas da pobreza e aos fatores de marginalização;
grupos como população em situação de rua, povos indígenas, migrantes, pessoas com deficiência e idosos ainda enfrentam obstáculos para acesso pleno aos direitos sociais. Essa realidade reflete insuficiências estruturais e institucionais, apesar da instituição do “sistema especial de inclusão previdenciária”, destinado a integrar esses segmentos historicamente excluídos ao seguro social.
Classes sociais e lutas de classe são conceitos centrais na análise marxista da existência da desigualdade social. Nesse sentido, é correto dizer que:
As classes não têm uma existência real, objetiva, sendo, na verdade, um suporte heurístico na análise marxista sobre a dinâmica das sociedades capitalistas.
As diferentes formas de propriedade existentes na sociedade capitalista expressam outras tantas possibilidades de agrupamento de seus detentores em classes sociais, como também sugeriu Max Weber.
Um mesmo indivíduo pode pertencer a diferentes classes sociais, dependendo da origem da sua renda e do seu padrão de consumo.
A classe dominante em cada sociedade, proprietária dos meios de produção, fará o que estiver ao seu alcance para garantir a reprodução das condições sociais que favorecem sua dominação, utilizando-se do seu poder econômico, político, ideológico e jurídico com esta finalidade.
Observe os gráficos a seguir:

Disponível em: <https://www.obinoadvogados.com.br/conteudo/>Acesso em: 20 de set. 2024. Adaptado
A reflexão sociológica acerca dos temas apresentados nos gráficos permite concluir que
a diferença dos grupos sociais no Brasil é consequência das políticas de concentração de renda ocorridas nas classes mais ricas.
a desigualdade racial também tem repercussão na desigualdade de gênero, principalmente no que se refere à ocupação profissional.
as mulheres têm sempre um valor significativo de crescimento em relação aos homens nos diferentes grupos étnicos.
a igualdade entre homens e mulheres é verificada nos dados que relacionam grupos étnicos e a ocupação profissional.
a relação étnico-racial é percebida nos gráficos como definição das políticas públicas de diminuição das oportunidades de brancos.
Leia o texto a seguir.
“O primeiro que, tendo cercado um terreno, arriscou-se a dizer: ‘isso é meu’, e encontrou pessoas bastante simples para acreditar nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil.”
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a Origem e a Desigualdade entre os Homens. São Paulo: Ática, 1989, p. 84.
O discurso apresentado no texto relata uma tese filosófica sobre a origem da propriedade privada, raiz da desigualdade social segundo este autor. Essa hipótese filosófica não possui corroboração da teoria sociológica, pois ela explica a origem da desigualdade social não por ato individual e ingenuidade alheia. Uma explicação sociológica sobre a origem da desigualdade remete para a(o)
formação da sociedade de classes, produto de um longo processo histórico de desenvolvimento das forças produtivas, de acordo com a teoria marxista.
processo de diferenciação cada vez mais amplo caracterizado pela passagem da solidariedade orgânica para a solidariedade mecânica e fundação do individualismo moral, tal como defende a sociologia durkheimiana.
desenvolvimento da racionalização ocidental que promove um processo de valorização do trabalho intelectual em detrimento do trabalho manual, o que produz diferenças salariais, segundo a sociologia weberiana.
evolução social que marca a passagem das sociedades tradicionais para a sociedade moderna, na qual um conjunto de indivíduos se destaca pela iniciativa empresarial, formando a moderna classe capitalista, segundo sociologia de Pierre Bourdieu.
Em uma pesquisa escolar, os alunos estudam como as diferenças presentes na sociedade brasileira podem, em alguns casos, levar a desigualdades sociais. Para ilustrar esse tema, o professor sugere que os alunos analisem situações em que fatores como cor, gênero, classe social e região geográfica influenciam oportunidades e condições de vida das pessoas, refletindo realidades distintas entre grupos sociais. Com base nessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta.
Diferenças e desigualdades são conceitos análogos, uma vez que qualquer diferença gera uma hierarquia social e impede a coexistência pacífica entre os grupos.
As diferenças entre os indivíduos, como cor, gênero e religião, geram naturalmente desigualdades sociais, pois a sociedade não é capaz de lidar com a diversidade de maneira inclusiva.
As desigualdades sociais surgem quando as diferenças entre grupos de pessoas se transformam em disparidades de poder, acesso e oportunidades, criando uma estrutura que favorece uns em detrimento de outros.
A desigualdade social resulta principalmente das escolhas e méritos individuais, excetuada por fatores externos como classe social, cor ou gênero que podem gerar impacto significativo nas oportunidades e condições de vida das pessoas.
Conceito que designa um processo de afastamento e privação de determinados indivíduos ou de grupos sociais em diversos âmbitos da estrutura da sociedade. Especificamente, as minorias étnicas e culturais sofrem, no Brasil, de forma histórica. A descrição se reporta à definição de exclusão
etária.
patológica.
cultural e étnica.
comportamental.
Sobre a pobreza, seus conceitos e possibilidades de mensuração, analise as afirmativas a seguir.
I- Uma das formas mais tradicionais de se caracterizar a pobreza tem sido defini-la como insuficiência de renda. Para medir sua incidência sobre as populações, são utilizados indicadores como o PIB per capita de um país.
II- O conceito de pobreza absoluta está relacionado à linha da pobreza, representada por um valor de renda capaz de garantir a satisfação de necessidades básicas, sejam elas alimentares ou outras.
III- O PIB é um indicador de pobreza adequado tanto para economias baseadas em trocas monetárias, nas quais o atendimento às diversas necessidades é garantido através do dinheiro, como para aquelas em que a obtenção do bem-estar não se dá apenas através do dinheiro.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
I, apenas.
I e II, apenas.
II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
[...] a despeito das visíveis lacunas existentes na política regional, nesta década de 2000, a trajetória da desconcentração assumiu novos contornos mais benignos, e mesmo o crescimento econômico — que tão bem conviveu ao longo da história brasileira com níveis elevados de desemprego -, passou a se dar em cenário de pleno emprego nos mercados de trabalhos regionais. Avançou-se qualitativamente em relação ao comportamento predominante para a questão regional na década de 1990 marcado pelo baixo crescimento econômico, elevado desemprego e fraca atuação governamental, [...] Do ponto de vista do tratamento da questão territorial, o governo federal construiu uma agenda de fortalecimento das economias regionais que possibilitou uma atuação mais ativa do gasto em investimento federal em prol da desconcentração produtiva. O perfil regional do crescimento continuou sendo mais positivo para as economias periféricas nessa fase de recomposição de recursos e instrumentos do desenvolvimento regional. Com isso, estas últimas apresentaram laxas superiores à média nacional: o Nordeste, com 1,0% acima da média brasileira; o Norte, com 3,5% acima; e a região Centro-Oeste, 1,7% superior.
(Adaptado de: MONTEIRO NETO, Aristides. Desigualdades regionais no Brasil: características e tendências recentes. Boletim regional, urbano e ambiental, n.9, Ipea, jan.-jun. 2014, pp. 67-81)
A respeito das desigualdades regionais do Brasil na década de 2000:
A atuação do governo com o fim de alterar o quadro de concentração territorial da atividade industrial continuou irrelevante, com o mercado definindo as prioridades nesta questão.
Os esforços políticos e os resultados alcançados representaram importantes mudanças nas tradicionais desigualdades, mas a composição territorial das atividades econômicas permanece muito díspar entre as regiões.
Em relação à distribuição das atividades industriais no território nacional, a concentração nas regiões Sul e Sudeste foi ainda maior do que nos anos anteriores.
A política macroeconômica do governo federal impediu uma trajetória de crescimento das regiões menos desenvolvidas, tendo em vista sua política de restrição de crédito ao setor privado.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) diminuiu sua participação no financiamento da política industrial do período, o que prejudicou a trajetória de investimentos no Norte e Nordeste do país.
Para Sidney Chalhoub, professor da UNICAMP e de Harvard, “a meritocracia como valor universal, fora das condições sociais e históricas que marcam a sociedade brasileira, é um mito que serve à reprodução eterna das desigualdades sociais e raciais que caracterizam a nossa sociedade. Portanto, a meritocracia é um mito que precisa ser combatido tanto na teoria quanto na prática. Não existe nada que justifique essa meritocracia darwinista, que é a lei da sobrevivência do mais forte e que promove constantemente a exclusão de setores da sociedade brasileira.”
(disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/06/07/meritocracia-e-um-mito-que-alimenta-desigualdades-diz-sidney-chalhoub ; acesso 14/03/23)
Sobre a questão da meritocracia e as minorias sociais é CORRETO afirmar:
O sistema de cotas não é eficiente para combater a meritocracia porque ele atenua apenas a questão racial, mas não leva em consideração o aspecto econômico.
A desigualdade social no Brasil é um dos aspectos que deslegitimam a meritocracia.
A meritocracia pode ser uma forma de combater o racismo porque trata os negros e os brancos em pé de igualdade.
O sistema de cotas, ao diminuir o efeito da meritocracia, diminuiu também a qualidade na educação porque permitiu que estudantes despreparados ingressassem na vida acadêmica.
Apesar de teoria de Darwin sobre a seleção natural, a meritocracia não se sustenta porque o ser humano é um animal racional.
Os pobres não são apenas pobres, eles são também cidadãos. Enquanto tais, eles participam dos direitos que a lei atribui à totalidade dos cidadãos de acordo com a obrigação do Estado de prestar assistência aos pobres. Portanto, o direito correspondente à obrigação do Estado de assistir ao pobre não é o direito do pobre, mas aquele de qualquer cidadão.
Sociologicamente, o importante é compreender que a posição particular que os pobres assistidos ocupam não impede sua integração no Estado, como membros de uma unidade política total. Apesar de sua situação em geral tornar sua condição individual um fim externo ao ato de assistência, e, por outro lado, um objeto inerte, destituído de direitos nos objetivos gerais do Estado, [...] que parecem colocar os pobres fora do Estado, eles estão ordenados de forma orgânica no interior deste. Em princípio, aquele que recebe uma esmola dá também alguma coisa; há uma difusão de efeitos indo dele ao doador e é precisamente o que converte a doação em uma interação, em um acontecimento sociológico.
SIMMEL, G. Les pauvres. Paris: Presses Universitaires de France, 1998.
As afirmativas a seguir apresentam interpretações do texto que consideram os direitos e as obrigações do Estado em relação aos pobres, à exceção de uma. Assinale-a.
Afirma o pertencimento dos pobres à categoria de sujeitos de direito.
Considera os vínculos sociais entre indivíduo e o coletivo baseados nas relações de reciprocidade.
Confirma o direito individual do pobre em recorrer à assistência do Estado.
Reconhece a diferenciação dos pobres na condição de cidadãos em relação aos outros integrantes da comunidade.
Vulnerabilidade social refere-se à condição daquele indivíduo que se apresenta, de qualquer forma, suscetível a algum agravo ou já sob risco ambiental, cultural, social, econômico ou político cujos recursos que permitiriam debelar a vulnerabilidade encontram-se socialmente distribuídos de forma desigual.
Assinale a alternativa cujo indivíduo descrito não se apresenta em situação de vulnerabilidade social.
Morador de ocupação em encostas de barranco
Estudante que deixou de frequentar escola particular por queda da renda familiar
Estudante de escola pública que não consegue vaga nas escolas
Cidadão que não consegue tratamento médico na saúde pública
Cidadão que não obtém registro civil ou que não o possua
“A palavra «democracia» tem as suas raízes no termo grego demokratia, formado por demos (povo) e kratos (governo). O significado básico de democracia é, por conseguinte, o de um sistema político em que o povo governa, e não os monarcas ou aristocratas. Isto parece simples e de fácil entendimento, mas não o é. O Governo democrático tem tomado formas contrastantes em vários períodos e diferentes sociedades, em função da interpretação atribuída ao conceito. Por exemplo, "o povo" tem sido diversamente entendido como sendo os proprietários, os homens brancos, os homens educados, só os homens e os homens e mulheres adultos. Em algumas sociedades, a versão oficialmente aceite de democracia é limitada à esfera política, enquanto noutras se defende a sua extensão a outras áreas da vida social.”
(GIDDENS, 2001)
A democracia brasileira enfrenta graves problemas estruturais e institucionais que nos remetem à necessidade de se debater sobre o futuro da democracia, a participação política e as reformas necessárias. Dentre os problemas da democracia brasileira, destaca-se a
forma representativa que desencoraja a participação popular.
desigualdade jurídica entre os políticos eleitos e a população.
interferência do Poder Judiciário nas decisões dos Poderes Legislativo e Executivo.
desigualdade social e econômica que comprometem a educação da população para o exercício da cidadania.
atuação de projetos sociais que substituem a presença do Estado.
“A extensão dos direitos trabalhistas para os trabalhadores domésticos, consolidada na Lei Complementar 150 de 1º de junho de 2015, gerou inúmeras controvérsias na sociedade brasileira. De um lado, estava os que tinham sido contrários à lei, argumentando que criaria-se uma situação insustentável do ponto de vista econômico, pois oneraria a classe média e poderia levar ao desemprego da categoria”
(SILVA, Afrânio et al, 2016)
Sobre a controvérsia em torno da lei complementar 150 de 1º de junho de 2015, conhecida popularmente como PEC das domésticas, é possível afirmar que
não está desvinculada da questão racial e de gênero no Brasil considerando que a maioria da categoria é constituída de mulheres negras.
está desvinculada da questão de gênero, tendo em vista que a PEC das domésticas não afeta apenas as mulheres trabalhadoras.
tinha caráter exclusivamente econômico por querer evitar o desemprego das domésticas por conta do encarecimento do serviço prestado por elas.
foi resultado de uma oposição da classe intelectual que percebeu que a desigualdade social seria acentuada com o tratamento desigual entre os trabalhadores contemplados pela PEC das Domésticas e os trabalhadores que não foram contemplados por ela.
está desvinculada da questão racial, tendo em vista que a classe das domésticas é formada só por pessoas negras.
Os indicadores sociais são recursos que informam a respeito de aspectos mensuráveis da realidade social para subsidiar as atividades de planejamento público e a formulação de políticas sociais.
As afirmativas a seguir identificam corretamente indicadores sociais classificados segundo a área temática da realidade social a que se referem, à exceção de uma. Assinale-a.
A taxa de analfabetismo e a escolaridade média são indicadores educacionais.
O índice Gini e a Pesquisa Mensal do Emprego são indicadores de mercado de trabalho.
O censo demográfico, a taxa de migração e a taxa de fecundidade são indicadores demográficos.
O número de leitos por mil habitantes e o percentual de crianças nascidas com baixo peso são indicadores de saúde.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e a densidade de moradores por domicílio são indicadores habitacionais.
Existem diversas correntes sociológicas que versam sobre o tema educação, cada uma com um enfoque, com um olhar. Uma dessas correntes considera ser possível, na sociedade capitalista, o rompimento ou superação da lógica de alienação desse sistema conduzindo o trabalhador a um processo emancipatório através da educação, caso esta contemplasse uma educação completa (mental, física e uma educação tecnológica). Qual pensador acreditava/defendia essa concepção?
Émile Durkheim
Karl Marx
Pierre Bourdieu
Max Weber
Antonio Gramsci
A Figura abaixo apresenta a fórmula de cálculo do Índice de Gini e uma distribuição de renda hipotética.

Fonte: Guia brasileiro de análise de dados
O coeficiente de Gini varia entre 0 e 1. O valor mínimo representa a igualdade perfeita, isto é, o cenário em que todos os indivíduos possuem exatamente a mesma renda. No outro extremo, o valor máximo sinaliza a maior desigualdade possível, em que um único indivíduo recebe toda a renda.
Adaptado de: Shikida, Claudio D.; Monasterio, Leonardo; Nery, Pedro Fernando (Ed.). Guia brasileiro de análise de dados: armadilhas e soluções. Brasília: Enap, 2021.
A partir da análise da Figura e do texto, é possível afirmar que quanto maior a área de:
A, maior a desigualdade
A, menor a desigualdade
A + B, maior a desigualdade
A + B, menor a desigualdade
“Deve-se levar em conta que toda transformação tecnológica não tem fundamentação neutra, mas obedece a interesses presentes na sociedade. Nesse sentido, a produção informacional parece estar longe de libertar os trabalhadores dos atuais padrões de exploração e dominação social.”
(MACHADO et al. 2017)
A partir do texto de Igor Machado é CORRETO afirmar:
A questão sobre a transformação tecnológica está relacionada com o princípio democrático de acesso à informação.
A exclusão social não é um aspecto da sociedade combatido pela transformação tecnológica no trabalho.
A transformação tecnológica não diminuiu a exploração e dominação social no trabalho porque os trabalhadores não se preocuparam com a atualização da sua formação profissional.
As novas tecnologias da informação substituíram os trabalhadores por máquinas e dispensaram a interação do ser humano com a máquina.
Por ser apenas uma mudança na produção das empresas, a transformação tecnológica não alterou como os trabalhadores usam essa informação, mantendo, portanto, a exploração e dominação social.
As desigualdades socioespaciais são caracterizadas pelas diferentes ocupações do espaço urbano por diferentes classes sociais.
Certo
Errado