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Os números referentes à inclusão social no Brasil têm se modificado na última década, caracterizando alguns êxitos no processo de inclusão socioeconômica da população pobre no período compreendido entre 1960 e 2010, porém muitos desequilíbrios persistem. Sobre esse assunto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Coleta de lixo e energia elétrica tornaram-se praticamente universais no meio urbano.
( ) Quando se desagregam dados do Sistema Único de Saúde (SUS), verifica-se que há uma maior proporção de usuários brancos.
( ) 36,4% das mulheres com 25 anos ou mais de idade nunca fizeram exames clínicos de mama, sendo a proporção de 28,7% de brancas e 46,3% de negras. Esse número aponta a desigualdade no atendimento relacionada a práticas discricionárias.
( ) Os homens negros dedicam mais horas aos afazeres domésticos que os homens brancos.
( ) Sobre a exclusão digital das parcelas mais pobres da população, é possível afirmar que ocorre um maior acesso a microcomputadores, se comparado a outro bem de consumo, como o telefone celular.
V – F – F – V – F.
F – V – F – V – F.
V – F – V – F – F.
F – V – V – F – V.
V – F – F – V – V.
“Em sua expressão social, a ideologia da mestiçagem é aristocrática, romantiza as desigualdades, banalizando-as. Não há, contudo, uma justificativa moral para as desigualdades que esteja apoiada na crença em alguma hierarquia natural/biológica entre os diferentes membros da nação, como se se acreditasse que os miseráveis fossem feitos de um “barro diferente”, conforme a imagem de Souza (2000). Para que se transforme numa questão moral, a igualdade social precisa ser politicamente construída e individualmente internalizada como um valor, o que simplesmente não se deu na história brasileira. A justiça social não é um bem natural, é um valor político que determinada sociedade pode construir – ou não”.
COSTA, Sérgio. A construção sociológica da raça no Brasil. Estudos afro-asiáticos, v. 24, n. 1, p. 35-61, 2002.
A partir da análise do texto de Sérgio Costa a respeito da ideologia da mestiçagem, avalie as seguintes afirmações:
I. O conceito de mestiçagem possibilita a criação de parâmetros analíticos para se refletir a respeito da heterogeneidade dos grupos que constituem a sociedade brasileira.
II. Os problemas raciais que possibilitam o fenômeno da desigualdade social envolvem o caráter cultural de uma sociedade que enfrenta dificuldades quanto a sua identidade.
III. Os valores de uma sociedade constituída por múltiplas etnias e diferenças são elaborados no contexto de suas lutas políticas e históricas.
É correto o que se afirma somente em

Tendo em vista a intolerância especificamente religiosa, analise as afirmativas a seguir.
I. Verificando-se os diferentes povos em todo o mundo pode-se dizer que a intolerância é característica específica dos povos subdesenvolvidos e economicamente frágeis.
II. A ideia de dubiedade das religiões entre tolerância e intolerância foi revelada em todos os tempos.
III. O Brasil, desde a colonização pelos portugueses, tem sido palco de diversas formas de intolerâncias religiosas.
IV. Como o mosaico religioso brasileiro é muito extenso, caracterizado desde o início pelo sincretismo religioso, não há casos de intolerância religiosa.
V. O país se tornou um laboratório de fé, em razão das mudanças culturais, de modo que algumas religiões caíram no esquecimento e outras se adaptaram ou surgiram.
Estão corretas apenas as afirmativas
“A distância entre aqueles que possuem muito e aqueles que possuem pouco, mas cada vez mais, não mudou. Mas multiplicaram-se os graus intermediários, que de algum modo aproximam os extremos. Dirigentes dirigidos, a um mesmo centro de mediocridade. Ser rico consiste hoje em dia em possuir um grande número de objetos pobres”. (VANEIGEM, 2002, p. 77)
Assinale a alternativa incorreta acerca da afirmação acima.
A temática abordada por esta passagem se refere à mudanças perceptíveis na “sociedade de classes”
Esta é uma situação encontrada apenas nos países do centro do capitalismo, não ocorrendo, por exemplo, na sociedade brasileira
A atual cultura da “ostentação” que tem mobilizado um número crescente de jovens no Brasil tem grande relação com os dizeres do autor
As mudanças na organização do trabalho alteram a dinâmica das lutas trabalhistas
A banalização do consumo dos mais variados bens que outrora eram exclusivos as camadas mais abastadas da sociedade remetem a uma degradação dos valores das próprias mercadorias
No Brasil, a grande desigualdade da distribuição de renda torna relevante uma abordagem analítica que põe em relevo a possibilidade de lógicas familiares alternativas conforme as condições de vida. Cláudia Fonseca e Andreia Cardarello (2010), enfocando a relação entre condições materiais e vida familiar, levantam a hipótese de que existem dinâmicas familiares distintas conforme a classe social. Não obstante a riqueza dessas abordagens, pesquisas subsequentes demonstraram as limitações de modelos calcados exclusivamente no fator de classe.
Assinale a alternativa que indica os fatores apontados pelas autoras que demonstraram as limitações de modelos calcados exclusivamente no fator de classe.
I) Não existe uma correspondência mecânica entre renda e valor familiar.
II) Em certos aspectos, as famílias das classes altas, com sua lógica corporativista, antes de exibir um arranjo moderno, parecem se aproximar mais da lógica hierárquica tida como típica das classes populares.
III) Em relação à divisão sexual de trabalho doméstico, observa-se que o casal igualitário das camadas médias é bem diferente de seus vizinhos conservadores. Prova disso, é que as mulheres das camadas médias não se ocupam dos afazeres domésticos tampouco são as principais responsáveis pelo cuidado dos filhos, já que estas tarefas são realizadas pelas empregadas domésticas.
IV) Diferenças entre regiões apontam para a importância de fatores como religião e tradição cultural, que podem se sobrepor às diferenças de classe.
Assinale a alternativa que apresenta apenas sentenças CORRETAS.
I, II e III
II, III e IV
I e II
I e IV
I, II e IV
Analise a imagem a seguir:

(http://paduacampos.com.br/2012/2012/12/26. Acesso 10.02.2016)
A imagem representa uma situação social comum no Brasil, indicativa
da existência de uma visão etnocêntrica do mundo, que valoriza a cultura de consumo disseminada no mundo ocidental.
da diversidade social do povo brasileiro, já que os indivíduos são apenas diferentes e não superiores e inferiores.
da desigualdade social, pois as condições sociais e econômicas dos indivíduos são díspares.
do choque cultural estabelecido pelo contato entre indivíduos de culturas diferentes, no qual ambos se estranham.
da valorização do diálogo intercultural, em que é reconhecido o direito à diferença e a luta contra as formas de discriminação e desigualdade social.

Sobre o racismo no Brasil, analises as afirmativas a seguir.
I. Depois de 1888, após a abolição da escravidão, em resposta à falta de uma política de inserção dos afrodescendentes na sociedade, surgiram organizações de protesto.
II. Já havia, anteriormente à Constituição de 1988, leis que proibiam a discriminação racial e já previam punição para quem a manifestasse.
III.A tomada de posição mais firme por parte das pessoas que se sentem discriminadas tem trazido resultados mais efetivos em relação ao racismo.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
De acordo com José de Souza Martins (2002), o sistema econômico atual transfere para o grupo familiar parte de suas irracionalidades, isto é, ele não se sente obrigado a pagar pelos problemas sociais que cria. A categoria exclusão (e excluído) se nutre politicamente dessa contradição mal compreendida e mal resolvida. E se nutre, também, de um aparato ideológico referido à condição operária.
Diante dessas condições, analise as afirmativas abaixo, referentes à definição do que é ser operário, e marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso:
( ) O operário é, como trabalhador coletivo, portador de uma possibilidade histórica, isto é, possibilidade de transformação social porque ele personifica a (e é agente da) contradição entre o caráter social da produção e a apropriação privada dos resultados da produção.
( ) O operário é o agente não só da produção da mais-valia, mas é também produto e expressão da realização desigual da riqueza criada e, portanto, da realização da mais-valia, do modo como a mais-valia se realiza.
( ) O operário está incluído, isto é, ele não só produz, e se reproduz no processo de reprodução ampliada do capital, como também se apropria igualmente da riqueza criada, eliminando a contradição com o capital.
( ) O operário é uma categoria sociológica substantiva, relativa ao efetivo e objetivo sujeito social e histórico, sujeito de contradições que personifica possibilidades históricas e que é o trabalhador assalariado.
( ) Independente de sua vontade subjetiva, o operário tem uma realidade objetiva, ele é um produto histórico e, teoricamente, agente privilegiado da História no momento histórico que lhe corresponde.
A sequência correta é
F, V, V, V, F.
V, F, V, V, V.
V, V, F, V, V.
F, V, V, F, F.
V, F, F, V, V.
Assinale a opção correta.
Historicamente, o Brasil apresenta taxas persistentes de desigualdade social. O debate acerca das causas e as consequências da desigualdade brasileira sugere que
uma forma de se medir a desigualdade é por meio do índice de Gini. Ele é uma medida que vai de 0 a 1 em que 0 significa que todos têm os mesmos rendimentos (uma igualdade completa) e 1 refere-se à apenas uma pessoa adquirindo toda a renda (uma desigualdade completa). Isso quer dizer que a sociedade que apresenta um índice de Gini mais próximo de zero tem menos desigualdade do que outra que apresenta um valor mais próximo de um. No caso do Brasil, que possui um alto índice de Gini (média de 0,70), este índice se deve às políticas neoliberais que predominam historicamente no Brasil e pela alta inflação.
o crescimento econômico se apresentou como um forte instrumento de combate a concentração de renda, como ficou claro nos ano sessenta e durante o denominado ‘milagre’ brasileiro, quando a distribuição de renda melhorou substancialmente. Com efeito, através do cálculo do Índice de Theil, com base nos dados dos censos de 1960 e 1970, Fishlow (1972) constatou que houve de fato uma redução da desigualdade pessoal da renda brasileira, durante o período do governo de Castello Branco (1964-1967).
Langoni propõe que o aumento da desigualdade de renda no Brasil nos anos sessenta pode estar associado à rápida expansão da economia, de tal forma que o desenvolvimento econômico do Brasil teria levado à maior concentração de renda através da complementaridade dos seguintes mecanismos: “Efeito Kuznets”, e a corrida tecnológica versus a defasagem na qualificação da força de trabalho. Embora estes mecanismos fossem distintos, eles tinham o mesmo gatilho: o processo de crescimento econômico acelerado disparado pelo processo estrutural de industrialização.
Bacha foca atenção na distribuição social da renda e na distribuição corporativa da renda. Ele indica que o aumento da escala das firmas (impulsionado pelo processo de desenvolvimento industrial) demandou sistemas gerenciais mais amplos e complexos, o que fez elevar relativamente o peso dos trabalhadores manuais na economia como um todo, gerando melhor distribuição de renda.
a literatura da desigualdade social brasileira destaca que o salário mínimo, a inflação, a flutuação de demanda, a educação e o desemprego não têm um impacto significativo entre as principais variáveis responsáveis pelas flutuações na desigualdade pessoal da renda no Brasil.
A respeito das medidas para combate à pobreza no Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
Órgãos assistencialistas, como as CPI’s e CPMF’s.
Movimentos de guerrilha urbana, tais como Ocupe Wall Street.
Implementação de programas sociais e de transferência de renda, como Bolsa Família.
Aumento do número de empregos informais, sem amparo do governo.
“Hoje [São Paulo] é uma cidade feita de muros. Barreiras físicas são construídas por todos os lados: ao redor das casas, dos condomínios, dos parques, das praças, das escolas, dos escritórios... A nova estética da segurança decide a forma de cada tipo de construção, impondo uma lógica fundada na vigilância e na distância. (...) Presume-se que as comunidades fechadas sejam mundos separados. As mensagens publicitárias acenam com a promessa de ‘viver plenamente’ como uma alternativa à qualidade de vida que a cidade e seu deteriorado espaço público podem oferecer”. (CALDEIRA, Teresa. Enclaves fortificados: a nova segregação urbana.)
“Mas existe um terceiro e mais importante motivo de preocupação com a crescente desigualdade na vida americana: um fosso muito grande entre ricos e pobres enfraquece a solidariedade que a cidadania democrática requer. Eis como: quando a desigualdade cresce, ricos e pobres levam vidas cada vez mais distintas. (...) Os mais ricos afastam-se dos logradouros e dos serviços públicos, deixando-os para aqueles que não podem usufruir de outro tipo de serviço. (...) O esvaziamento do domínio público dificulta o cultivo do hábito da solidariedade e do senso de comunidade dos quais depende a cidadania democrática”. (SANDEL, Michael. Justiça. O que é fazer a coisa certa.)
Estas passagens lançam luz sobre alguns dos efeitos perversos da desigualdade: o esgarçamento do sentimento de pertencer a uma mesma trajetória coletiva e o aumento da desconfiança intersubjetiva, com a segregação cívica e sua expressão no espaço público. Um terceiro efeito do aumento da desigualdade está relacionado a:
polarização ideológica: com o abismo entre ricos e pobres aumentando, o populismo tende a aumentar;
comparecimento eleitoral: países muito desiguais em geral apresentam altas taxas de abstenção de voto;
pressão inflacionária: quanto maior a desigualdade, mais o governo é obrigado a estimular o consumo entre as classes mais baixas;
desaceleração demográfica: o aumento da desigualdade impacta negativamente a taxa de crescimento populacional;
insegurança pública: há uma correlação entre os níveis de desigualdade e os índices de criminalidade.
O patrimonialismo é uma característica de um Estado que não possui distinções entre os limites do público e os limites do privado. Em qual período da nossa história o patrimonialismo foi mais marcante?
Estado novo.
Ditadura constituída a partir do golpe de 1964.
Governo Fernando Henrique Cardoso.
Período Colonial.
Governo Lula.
Uma das características das práticas de discriminação no Brasil é a forma dissimulada como algumas delas ocorrem, o que dificulta sua identificação até mesmo para aqueles que a sofrem na pele.
Em relação à questão da segurança pública no Brasil, NÃO é correto afirmar:
Ainda persiste no Brasil a crença de que o problema da violência e da criminalidade será minimizado com a massificação de programas de distribuição de renda, de emprego ou mesmo com a aplicação estrita do Código Penal.
A pobreza absoluta que assola uma parcela expressiva da população, como também o baixo grau de severidade da punição característica da legislação penal brasileira, são fatores exclusivos e absolutos para explicar os elevados níveis de roubos e homicídios que ocorrem no cotidiano do país.
Torna-se imprescindível implantar projetos sociais que viabilizem a inserção social de jovens residentes nas periferias urbanas, através da qualificação profissional e da valorização de suas manifestações culturais, como é o caso do Hip-Hop, dotados de um potencial de prevenção social da violência.
O controle eficaz da criminalidade exige a adoção de medidas que contemplem os fatores de risco do fenômeno e não propriamente as suas causas. Para tanto, a boa governança da política de segurança pública deve incluir ações que acentuem a operacionalidade das polícias, da justiça e do sistema prisional.
A diferença entre os bairros formais/legais das cidades e as favelas é a ilegalidade da ocupação, contudo esse desordenamento territorial urbano não reduz a forte identidade socioespacial existente no centro urbano.
Os bairros populares das grandes cidades, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro, desenvolveram-se, inicialmente, nos arredores das áreas industriais. Nessas duas cidades, o crescimento dos bairros populares acompanhou as vias férreas.
A pobreza urbana tem características bem peculiares e se distingue da pobreza rural fundamentalmente no que se refere à utilização da mão de obra.
O crescimento demográfico das grandes cidades, dos núcleos urbanos e seus arredores gerou processos de conurbação, uma integração física das manchas urbanas que não se conectam por fluxos oscilantes diários de trabalhadores.