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Uma das críticas recorrentes ao PRONASCI é o fato de que, embora os jovens pobres, negros e do sexo masculino sejam as principais vítimas da violência no Brasil, o referido programa não contempla ações destinadas à proteção desses cidadãos.
No Brasil, a desigualdade social e a degradação ambiental sempre andaram juntas. Atualmente, os meios de produção buscam novos espaços e afirmam fazer uso de meio ambiente de forma sustentável. Várias são as concepções de desenvolvimento sustentável, entre as quais a perspectiva de sustentabilidade democrática. Qual das afirmativas abaixo representa essa proposta?
A liberdade do homem para transformar o meio ambiente conforme suas próprias necessidades, sem espaço para diálogo com os autores envolvidos.
É um processo em que as sociedades administram suas condições materiais e sua reprodução com base nos princípios éticos e sociopolíticos, o que possibilita espaço para redefinir valores e uma melhor distribuição dos recursos ambientais.
O mercado é um ator privilegiado no mundo globalizado, e qualquer governo democrático elabora leis próprias para transformar os recursos naturais em mercadorias, mesmo que essa lei possa prejudicar populações diversas.
É aquela que atende às necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade das gerações futuras.
Ela atende à necessidade presente do mercado, sem comprometer a possibilidade das gerações futuras no usufruto de seus recursos, com todo o investimento do Estado democrático na preservação do meio ambiente.

Do ponto de vista sociológico, o fenômeno apontado no texto está associado ao conceito de
cooperação social.
ascensão social.
elitismo.
solidariedade mecânica.
O processo que superaria a divisão da nação em raças e promoveria alguma democracia social é chamado por Gilberto Freyre de
democracia racial.
resgate da cidadania.
mestiçagem.
antirracismo.
Dados do IBGE referentes às condições de vida da população brasileira no ano de 2009 mostram que, na região sudeste, 4,0% de crianças de 0 a 14 anos vivem em domicílios sem abastecimento de água, esgotamento sanitário ou coleta de lixo. No estado de Minas Gerais, essa taxa é de 10,9%, idêntica à do Brasil, mas bastante superior às de São Paulo (0,8%) e Rio de Janeiro (0,9%). Com base nesses dados, está correto afirmar que
a desigualdade existente em uma mesma região brasileira não pode ser apreendida apenas do dado geral.
as diferenças existentes entre a região sudeste e as outras regiões brasileiras devem ser destacadas.
o estado de Minas Gerais apresenta índices significativos de saneamento básico quando comparado com as outras regiões brasileiras.
os dados não são significativos para mostrar as diferentes realidades de uma região.

racial, de gênero e social.
social, de gênero e política.
social, racial e geracional.
social, racial e política.
Antonio Sérgio A. Guimarães afirma que a grande hibridez da sociedade brasileira foi possibilitada pela miscibilidade do português, pela moral católica. Ela seria responsável
tanto pela ausência de discriminação racial quanto pela impropriedade de qualquer política de identidades étnico-raciais.
tanto pelo jeitinho brasileiro como pela ausência de discriminação racial.
pela democracia política e social implantada na República.
tanto pelo jeitinho brasileiro como pela democracia política na República.
tanto pela ausência de discriminação racial quanto pela democracia política na República.

o município de São Paulo apresenta um percentual de grupos com alta vulnerabilidade menor do que o do Estado.
o Estado de São Paulo caracteriza-se por ser uma região em que predominam os grupos com vulnerabilidade social muito alta e com nenhuma vulnerabilidade.
os grupos com vulnerabilidade social média sobrepõem-se aos grupos com vulnerabilidade social muito baixa, tanto no Estado como no Município de São Paulo.
o Município de São Paulo apresenta uma distribuição normal congruente dos grupos de vulnerabilidade social com aquela encontrada no Estado.
os grupos com vulnerabilidade social média compõem a maioria relativa no município de São Paulo.

I-a; II-b.
I-b; II-a.
I-c; II-a.
I-a; II-c.
I-b; II-c.
Dados da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE sobre mortalidade infantil, para o ano de 2009, mostram que enquanto na região sudeste a taxa é de 16,6%, na nordeste é de 33,2%. Analisando os dados no interior de cada uma dessas regiões vemos que, apesar da taxa discrepante em Alagoas (46,4%), nos demais estados que compõem a região nordeste, elas oscilam ao redor da taxa média da região. Na região sudeste, o estado que registra a taxa mais alta, 19,1%, é o de Minas Gerais, mas, os demais estados mantêm a taxa ao redor da média da região. Está correto afirmar, portanto, que as taxas de mortalidade infantil
variam mais no interior de uma mesma região do que entre as duas regiões consideradas.
variam mais entre as duas regiões consideradas do que no interior de uma mesma região.
não apresentam uma variação significativa entre as duas regiões brasileiras consideradas.
não são significativas para se apreender as desigualdades entre as duas regiões consideradas.

relação inversa entre a ausência de transporte coletivo de ônibus exclusivamente municipal e o tamanho do município.
maior percentual de transporte coletivo de ônibus exclusivamente municipal, em municípios com de vinte mil e um a cinquenta mil habitantes.
relação direta entre o tamanho do município e probabilidade de existência de transporte coletivo de ônibus exclusivamente municipal.
menor percentual de transporte coletivo de ônibus exclusivamente municipal, em municípios com mais de cinquenta mil e um habitantes.
proporção relativa e contingente por transporte coletivo de ônibus exclusivamente municipal, em municípios com mais de cem mil e um habitantes.
Dados do IBGE para o ano de 2009 mostram que, enquanto a taxa de analfabetismo entre os brancos é de 5,9%, ela é de 13,3% entre os pretos e de 13,4% entre os pardos. Quanto ao analfabetismo funcional, as taxas são de 25,4% para os pretos, 25,7% para os pardos e 15,0% para os brancos. Estes dados evidenciam
a democratização do ensino no Brasil, que garante altos níveis de escolarização.
a importância da educação como mecanismo de ascensão social.
o combate à desigualdade social, que amplia o acesso de pretos e pardos ao sistema escolar.
a desigualdade social, que hierarquiza brancos, pardos e pretos na sociedade brasileira.
A exclusão digital é um fenômeno resultante essencialmente do fator demográfico, já que os jovens tendem a possuir maior acesso a recursos financeiros e maior habilidade computacional que as pessoas de idade mais elevada.
As análises do exercício dos direitos políticos e sociais da Independência aos anos finais da Primeira República, nos textos de Tânia Regina de Luca (in Pinsky, J.; Pinsky C. B., 2003) e de José Murilo de Carvalho (2010), evidenciam uma distância entre as disposições legais e a sua efetivação prática, expressa por fatores tais como
alta porcentagem de população com baixa renda, controle político das oligarquias e alta taxa de analfabetismo.
alta taxa de analfabetismo, grande abstenção nos processos eleitorais e proibição do voto dos analfabetos.
alta taxa de analfabetismo, maioria da população vivendo em áreas rurais, sob controle político dos grandes proprietários e também dos comandantes da Guarda Nacional nas zonas urbanas.
inexistência de tensões sociais entre grupos sociais diferentes e, portanto, reduzida participação política da população.
reduzida participação política da população e satisfação da população com os governos locais.
Graças à bem-sucedida industrialização substitutiva das importações, conduzida nas décadas de 1950, 1960 e 1970, o Brasil se ergueu à posição de nona potência econômica do mundo. É hoje um país mal desenvolvido por ter adotado um padrão de crescimento socialmente perverso. Ostenta uma das mais regressivas repartições da renda no mundo, com diferenças abismais entre a minoria dos ganhadores e a massa dos sacrificados.
(Ignacy Sachs. Quo Vadis, Brasil? In Ignacy Sachs, Jorge Wilheim e Paulo Sérgio Pinheiro (org.). Brasil: um século de transformações, 2001.)
A partir do fragmento, é correto considerar:
A economia brasileira cresceu de forma sustentável apenas na região mais pobre do país, o Centro-Oeste.
O desenvolvimento da economia brasileira desde a segunda metade do século XX não gerou um processo justo de distribuição da riqueza criada.
O pequeno aumento das riquezas nacionais permitiu que a maior parte dos brasileiros conquistasse a cidadania plena.
Durante o regime autoritário, originário do Golpe de 1964, a distribuição das riquezas brasileiras foi mais justa do que nos períodos democráticos.
Paradoxalmente, a desigualdade na distribuição de renda no Brasil nasceu com a opção de substituir a agricultura de exportação pela indústria.
Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 16/04/2011, mostram que, no primeiro trimestre deste ano, a periferia da zona sul da capital aparece como a região mais violenta da cidade: os distritos do Parque Santo Antonio (17 vítimas), Campo Limpo (11) e Capão Redondo (9) ocupam os três primeiros lugares em termos do número de homicídios. Esses dados permitem concluir que
o risco de ser vítima de homicídio é significativamente superior nos bairros que apresentam taxas maiores de urbanização.
as taxas de homicídios não apresentam nenhuma correlação com o local das moradias das vítimas.
não se pode associar pobreza e local de moradia à taxa de criminalidade.
o risco de ser vítima de homicídio é significativamente superior entre aqueles que habitam áreas, regiões ou bairros com déficits sociais e de infraestrutura urbana.
a convivência muito próxima com o mundo do crime não interfere na vida dos moradores das periferias.
O racismo no Brasil
não existe desde a Abolição da Escravatura, pois os negros passaram a ser livres.
não existe desde a República, pois os negros passaram a votar.
não existe desde a Era Vargas, pois os negros foram incorporados ao mercado de trabalho.
persiste até os dias atuais, pois aos negros ainda são dificultados o acesso ao trabalho e à educação.
foi superado pelos programas sociais dos últimos governos brasileiros, que inseriram os negros na sociedade.
Segundo o trabalho de Antônio Sérgio A. Guimarães (1999), o novo racismo brasileiro
foi a forma como os negros passaram a ser tratados, semelhante à segregação norte-americana.
está relacionado a um pressuposto falso, pois o Brasil vive uma época de democracia racial.
diz respeito ao contingente de trabalhadores denominados baianos, paraíbas e nordestinos.
está relacionado à maneira como os índios são tratados pelo serviço público.
circunscreve-se à forma de pensar da elite brasileira após a promulgação da Constituição de 1988.