Questões de Concurso sobre Educação no Brasil

 
 
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Mais de 9 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos de idade, já tinham deixado de estudar em 2023 antes de concluir a educação básica. A informação é da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2024″, divulgada em dezembro de 2024. Entre os homens, a necessidade de trabalhar foi a principal razão para o abandono escolar, com 53,5% dos casos. Já tarefas domésticas foi o menor motivo (0,8%). Entre as mulheres, 32,6% abandonaram a escola por gravidez e necessidade de realizar tarefas de casa ou cuidar de criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência. A porcentagem foi maior que a necessidade de trabalhar (25,5%) e a falta de interesse (20,9%).


(Rafael Saldanha. IBGE: 9,1 milhões abandonaram a escola sem terminar o ensino básico até 2023. www.cnnbrasil.com.br. 04.12.2024. Adaptado.)


Com bases nos dados apresentados, afirma-se que


A

a alta taxa de evasão escolar indica que os jovens priorizam escolhas imediatas e individuais, demonstrando que a decisão de abandonar os estudos está mais relacionada a aspectos subjetivos do que a fatores estruturais.


B

o abandono escolar está equitativamente distribuído entre todas as classes sociais, indicando que os desafios educacionais enfrentados pelos jovens são independentes de fatores econômicos ou culturais.


C

a evasão escolar por falta de interesse nos estudos confirma que o sistema educacional brasileiro atende parcialmente às demandas da sociedade, mas parte dos estudantes opta por não aproveitar as oportunidades disponíveis.


D

a relação entre necessidade de trabalho e abandono escolar evidencia que as desigualdades socioeconômicas afetam as trajetórias educacionais, restringindo oportunidades para determinados grupos e comprometendo sua inserção profissional futura.


E

o impacto da gravidez na evasão escolar feminina ocorre porque, ao contrário dos meninos, as meninas demonstram menos compromisso com a continuidade dos estudos, evidenciando uma tendência comportamental.

Texto 1


O projeto de nação de José Bonifácio (1763-1838) tinha por fim último a invenção de uma identidade para o Brasil, por meio da constituição de uma utópica sociedade racial, social, política e culturalmente homogênea. Por isso, seus discursos e propostas conferiam centralidade à temática da educação e da incorporação progressiva dos indígenas, grupos étnicos por ele representados como expressão da índole negativa do brasileiro que, "por natureza, clima e vícios coloniais", era "preguiçoso, indolente e ignorante".


José Gonçalves Gondra e Alessandra Schueler. Educação, pode e sociedade no império brasileiro, 2008. Adaptado.


Texto 2


Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos indígenas, desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilingue e intercultural aos povos indígenas, com os seguintes objetivos:


I. proporcionar aos indígenas, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências;

II. garantir aos indígenas, suas comunidades e povos, o acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e nãoíndias.


BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Adaptado.


Assinale a alternativa que expressa corretamente a mudança na concepção de educação indígena ao longo do tempo, conforme os textos.


A

O primeiro texto reconhece a importância da diversidade cultural como pilar para a construção da nação, enquanto o segundo defende a homogeneização dos saberes indígenas como forma de inclusão escolar.


B

Ambos os textos consideram a educação indígena como instrumento de preservação cultural, embora com estratégias diferentes para sua implementação.


C

O primeiro texto representa uma visão etnocêntrica, enquanto o segundo valoriza a interculturalidade e a autonomia dos povos indígenas em suas práticas educativas.


D

O segundo texto aprofunda uma perspectiva civilizatória herdada do primeiro, mantendo o objetivo de substituir os saberes tradicionais indígenas por conhecimentos científicos universais.


E

O primeiro texto sugere uma proposta inclusiva e bilíngue de ensino, enquanto o segundo revela um retrocesso ao priorizar a adaptação dos indígenas aos modelos escolares tradicionais.

As experiências de planejamento estratégico nas instituições brasileiras de Ensino Superior ainda são limitadas no campo da cultura e das artes, especialmente nas universidades estaduais, onde essas ações geralmente não estão institucionalizadas, sistematizadas ou monitoradas. Nesse contexto, o plano de cultura surge como uma iniciativa para organizar e conferir previsibilidade aos programas e ações culturais realizados pela universidade ao longo do tempo. Promove, assim, maior participação e transparência na definição de metas e indicadores culturais com base nas demandas concretas das comunidades acadêmicas e não acadêmicas. A Fundação Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, que atende a mais de 20 mil alunos, conta com uma Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PEC). Na última década, a instituição tem se dedicado de forma explícita à construção de um Plano de Cultura Universitário. São indicativos da presença de um plano desse tipo:


I. Promoção de inclusão socioeconômica e ampliação do acesso ao emprego e ao empreendedorismo.

II. Presença de pelo menos um equipamento cultural específico, como uma casa de cultura vinculada à instituição universitária.

III. Disponibilização de crédito para aquisição de móveis e eletrodomésticos.

IV. Existência de cursos de formação em arte e cultura na graduação e na pós-graduação.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e II.


B

Apenas I e III.


C

Apenas II e IV.


D

Apenas III e IV.

Estudante que deu esponja de aço a professora alegou 'brincadeira para dizer que lugar de mulher é na cozinha'

Em depoimento, adolescente de 17 anos, que trocou de escola depois do episódio, afirma que está arrependido e admite que foi uma atitude machista e ofensiva.


https://oglobo.globo.com, 23.03.2023.


Diante da situação descrita na manchete, uma escola comprometida com a superação do senso comum e com a formação crítica dos estudantes deve


A

reforçar as normas disciplinares, garantindo punições exemplares para atitudes discriminatórias com o objetivo de evitar novos episódios ofensivos.


B

convidar especialistas externos para palestras pontuais sobre igualdade de gênero, assumindo que a mediação do professor pode comprometer a imparcialidade necessária ao tema.


C

propor atividades interdisciplinares que mobilizem os estudantes e estimulem a reflexão crítica sobre o machismo, promovendo a transformação de situações naturalizadas no cotidiano.


D

orientar os professores a evitarem debates sobre machismo em sala de aula, focando apenas nos conteúdos curriculares obrigatórios para não estimular conflitos de opinião entre os estudantes.


E

incentivar que o tema seja debatido em espaços extracurriculares, como rodas de conversa e projetos, evitando que a discussão interfira na sequência planejada dos conteúdos regulares.

No que se refere ao ensino de Sociologia, as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (OCEM), de 2006, ainda é considerado um importante documento orientador para a construção do processo de ensino-aprendizagem dessa disciplina, no ambiente escolar. A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio, instituída no ano de 2018, se furtou de trazer indicações específicas para a Sociologia, não contribuindo para uma atualização dessa disciplina.


Nesse contexto, a partir das OCEM/2006, os dois papéis centrais que ainda orientam o ensino de Sociologia em relação à compreensão dos fenômenos sociais são


A

conteúdos e estranhamento.


B

desnaturalização e estranhamento.


C

desnaturalização e imaginação sociológica.


D

conteúdos e teorias.


E

conceitos e teorias.

Filhas da democracia, as ciências sociais – obviamente malvistas pelos regimes conservadores e erradicadas pelos regimes ditatoriais – servem (à) democracia e são preocupantes. Porque a democracia partiu ligada, na história, com as “Luzes” e, notadamente, com a produção de “verdades sobre o mundo social”: verdade dos fatos objetiváveis, mensuráveis, que é, infelizmente, a verdade das desigualdades, das dominações, das opressões, das explorações, das humilhações... Na falta de ciências sociais fortes, e cujos resultados são o mais amplamente difundidos, os cidadãos ficariam totalmente desprovidos face a todos os provedores (produtores ou difusores) de ideologia, multiplicados ao longo das últimas décadas numa sociedade na qual o lugar do simbólico (ou seja, do trabalho sobre as representações) é consideravelmente apagado.


(Bernard Lahire. Adaptado)


Para o autor, o ensino da Sociologia


A

proporciona uma compreensão ideológica das estruturas sociais.


B

permite o reconhecimento da relevância social da meritocracia.


C

motiva o abandono das formas simbólicas de luta por igualdade.


D

possibilita que a sociedade civil interprete as formas de dominação.


E

assegura a organização social para efetivar a revolução proletária.

A compreensão dada na reforma [de 1971] à educação geral e à formação especial foi um dos aspectos mais inovadores e polêmicos. O tema da educação para o trabalho no ensino médio vinha sendo defendido por um grande número de educadores brasileiros de várias posições políticas e ideológicas. Mas o modo como a reforma tratou o problema foi inusitado seja pela radicalidade das proposições, seja pela arbitrariedade como elas foram implantadas. A noção de humanismo adquiria uma nova conotação. Na visão dos educadores que conceberam a reforma, essa noção incorporava as referências do desenvolvimento científico e tecnológico e se traduzia no currículo como educação geral e formação especial. Essa terminalidade estava pressuposta, indicando que a reforma previra a adequação do sistema educacional à realidade do trabalho vivenciada por estudantes das camadas populares.


(Rosa Fátima de Souza. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX, 2008. Adaptado.


Considerando a educação escolar vinculada à organização social e política de uma nação, a referida reforma


A

buscou articular formação humanista e técnica com vistas à emancipação dos estudantes, respeitando suas realidades socioculturais.


B

representou uma resposta democrática a demandas educacionais plurais, priorizando a formação integral e autônoma dos jovens.


C

propôs um currículo flexível, que incentivava a reflexão crítica e ampliava as possibilidades de acesso ao ensino superior.


D

incorporou uma concepção progressista de humanismo, aliando tecnologia, ciência e cidadania em prol da justiça social.


E

enquadrou a escolarização às exigências de produtividade e eficiência, restringindo a formação crítica e reforçando desigualdades sociais.

De acordo com as Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental de 9 anos, a avaliação escolar cumpre uma função que vai além da simples mensuração do desempenho dos estudantes, estando ligada ao processo pedagógico. Em relação às finalidades atribuídas a esse processo avaliativo, analise os itens a seguir e, posteriormente, assinale a alternativa correta.


I – A avaliação deve assumir um caráter processual, formativo e participativo, ser contínua, cumulativa e diagnóstica.

II – O processo avaliativo deve ser restrito ao registro de notas, não sendo necessário envolver a família ou revisar procedimentos da escola.


A

A assertiva I é falsa, e a II é verdadeira.


B

Ambas as assertivas são verdadeiras, e a II complementa a I.


C

A assertiva I é verdadeira, e a II é falsa.


D

Ambas as assertivas são falsas.


E

Ambas as assertivas são verdadeiras, mas a II não complementa a I.

O papel desempenhado pela instituição escolar, há cerca de dois séculos, tem se situado com a compreensão de que a educação é um produto da escola, com um conjunto de pessoas especializadas na transmissão de saberes e conhecimentos – os professores. Com relação ao papel exercido pela instituição escolar, indique a opção correta.


A

Ao ingressar nessa instituição, a criança ou adolescente encontra a mesma forma de socialização, com regras de convivência correspondentes às quais se relaciona.


B

As regras existentes na escola e as funções que cada um ocupa nela não sofrem influência das histórias de vida de cada um dos agentes socializadores.


C

A organização da instituição escolar contribui na seleção daqueles que serão “incluídos” ou “excluídos” da sociedade como um todo.


D

A forma social e cultural da escola é aquela que estabelece regras e formas de funcionamento, e é pouco influenciada por ideias como hierarquia e solidariedade.


E

No espaço escolar, existem relações cotidianas que acontecem de forma social e cultural, ou seja, as regras existentes nesse espaço anulam as individualidades dos agentes socializadores.

No que se refere à organização e aos objetivos dos grupos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), analise as alternativas abaixo e assinale a única correta.


A

Os grupos do SCFV devem ser compostos exclusivamente por indivíduos de um mesmo ciclo de vida, sendo vedada a composição de grupos intergeracionais.


B

O principal objetivo dos grupos do SCFV é a recreação, sendo as práticas de escuta, diálogo e reconhecimento de diferenças consideradas ações complementares, não essenciais.


C

Os encontros do SCFV devem ocorrer, no máximo, a cada quinze dias, podendo ser diários, semanais ou quinzenais, a fim de garantir a continuidade do fortalecimento de vínculos.


D

O SCFV restringe-se à oferta de atividades de caráter informativo e formativo, não contemplando a tomada de decisões, a produção coletiva e a resolução de conflitos.


E

Para assegurar homogeneidade e facilitar a condução, a legislação do SCFV determina que cada grupo seja limitado a 20 usuários.

Um professor de Sociologia propôs, como atividade didática, uma roda de conversa para pensar sobre diferentes visões de mundo. Para isso, selecionou a leitura e o debate do seguinte trecho escrito por Ailton Krenak na pandemia de coronavírus.


Essa dor talvez ajude as pessoas a responder se somos de fato uma humanidade. Nós nos acostumamos com essa ideia, que foi naturalizada, mas ninguém mais presta atenção no verdadeiro sentido do que é ser humano. De modo que há uma subhumanidade que vive numa grande miséria, sem chance de sair dela – e isso também foi naturalizado. É terrível o que está acontecendo, mas a sociedade precisa entender que não somos o sal da terra. Temos que abandonar o antropocentrismo; há muita vida além da gente, não fazemos falta na biodiversidade. Desde pequenos, aprendemos que há listas de espécies em extinção. Enquanto essas listas aumentam, os humanos proliferam, destruindo florestas, rios e animais. Somos piores que a COVID-19. Esse pacote chamado humanidade vai sendo deslocado de maneira absoluta desse organismo que é a Terra, vivendo numa abstração civilizatória que suprime a diversidade, nega a pluralidade das formas de vida, de existência e de hábitos.


Adaptado de: KRENAK, Ailton. O amanhã não está à venda. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, pp. 5-6.


Analise as afirmativas a seguir sobre as habilidades desenvolvidas como resultado dessa atividade.


I. Identificar a relação entre fenômenos sociais e contextos históricos: princípio da desnaturalização.

II. Diferenciar a abordagem sociológica do senso comum: princípio do estranhamento.

III. Identificar, analisar e discutir as circunstâncias sociais, políticas, e culturais da emergência de matrizes conceituais hegemônicas.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Leia o trecho a seguir sobre a declaração de Daniel Munduruku, filósofo indígena.


Acho que posso generalizar sem medo de ser injusto. Em geral, os povos indígenas têm uma concepção de que o tempo é circular, como os ciclos da natureza. Eles não veem o tempo como algo linear, mas sim como algo que alimenta a si mesmo, desdobrandose e se projetando adiante. O passado diz respeito a quem somos, de onde viemos, e o presente é onde vivenciamos o resultado disso tudo. Com isto, esses povos construíram uma visão de mundo que, originalmente, não é baseada no tempo do relógio, da produção, do acúmulo de riquezas materiais. Essa é a visão resultante da concepção linear de tempo, que tem a ver com a certeza de que existe algo além do presente, ou seja, o futuro. Por essa ótica linear, no futuro, as pessoas serão mais felizes. Assim nascem as grandes histórias ocidentais sobre uma busca por algo muito importante: do santo graal a uma vida após esta vida. Esse olhar para o futuro aliena as pessoas para a necessidade mais imediata de construirmos nossa própria existência no presente.


Fonte:https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024- 04/modo-nao-indigena-de-pensar-futuro-e-alienante-diz-danielmunduruku


As afirmativas a seguir apresentam possíveis objetivos para a utilização deste trecho em sala de aula, à exceção de uma. Assinale-a.


A

Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.


B

Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos epistemológicos, científicos e tecnológicos.


C

Analisar e avaliar criticamente as relações de diferentes grupos, povos e sociedades com a natureza e seus impactos econômicos e socioambientais.


D

Analisar as relações de produção, capital e trabalho em diferentes territórios, contextos e culturas, discutindo o papel dessas relações na construção, consolidação e transformação das sociedades.


E

Analisar e identificar conhecimentos ultrapassados que precisam ser superados pelo avanço socioeconômico, com o objetivo de promover o desenvolvimento das potencialidades da população brasileira.

Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:


A _________ é um princípio da democracia que necessita ser trabalhado: é algo que se aprende e se ensina. A escola será um lugar possível para essa aprendizagem, se promover a convivência democrática no seu cotidiano, pois aprende-se a participar, participando.


A

autoridade.


B

participação.


C

igualdade.


D

disciplina.


E

responsabilidade.

As afirmativas a seguir descrevem corretamente uma competência a ser desenvolvida no ensino de Sociologia, conforme estabelecido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, à exceção de uma. Assinale-a.


A

Compreender as transformações no mundo do trabalho e o novo perfil de qualificação exigida, gerados por mudanças na ordem econômica.


B

Construir a identidade social e política, de modo a viabilizar o exercício da cidadania plena, no contexto do Estado de Direito.


C

Conhecer a cultura nacional como resultado de um processo socialmente construído, que busca a uniformização das diversas manifestações culturais de etnias e segmentos sociais.


D

Identificar, analisar e comparar os diferentes discursos sobre a realidade: as explicações das Ciências Sociais, amparadas nos vários paradigmas teóricos, e as do senso comum.


E

Construir instrumentos para uma melhor compreensão da vida cotidiana, ampliando a “visão de mundo” e o “horizonte de expectativas”, nas relações interpessoais com os vários grupos sociais.

A aprovação da Lei n. 12 711/13 constituiu-se em uma importante política de acesso ao Ensino Superior Federal, estipulando cotas para a escola pública, e, dentro destas, estabeleceu cotas étnico-raciais e sociais. Considerando os dados oficiais acerca dos impactos da Lei de Cotas, o professor de Sociologia trouxe material de apoio para a sala de aula, a fim de debater com os estudantes, o acesso ao Ensino Superior. Durante a aula, observou que, para os estudantes, a universidade era um sonho distante, e a maior parte não se percebia em posições de prestígio, sobretudo por desconhecer pessoas negras em profissões como médicos(as), engenheiros(as) etc. Nesse contexto, a proposição político pedagógica que se mostra adequada para entender a efetividade da luta do movimento negro brasileiro é um(a)


A

debate sobre equidade no Ensino Superior, com a presença de pesquisadores(as) que possam trazer dados sobre as universidades criadas no Brasil e as mais diversas formas de acesso, independentemente de recortes raciais ou de classe.


B

pesquisa em conjunto com os estudantes, acerca das mudanças promovidas pela Lei de Cotas, atentando para os dados mais recentes com relação às mudanças no perfil dos ingressantes nas universidades, seguida de apresentação sobre o Enem/Sisu.


C

seminário sobre a universidade pública no Brasil, explicando como os sistemas de acesso são historicamente democráticos e permitiram a ampla participação dos brasileiros no Ensino Superior Público.


D

dia de inscrições, voltadas para os estudantes do Ensino Médio, apresentando as possibilidades nas universidades públicas e privadas para aproximar o grupo desses cursos, seguido de apresentação sobre o Enem/Sisu.

A professora de Sociologia utiliza esses textos como recurso para promover o debate, com o objetivo de fomentar autonomia e engajamento em relação ao tema. Com a atividade desenvolvida, propõe avaliação articulada com os dados estatísticos apresentados no Texto 1 e com os desafios discutidos no Texto 2. Sendo assim, a avaliação mais adequada é:


A

Apresentação de seminário com interpretação dos dados quantitativos, de forma a entender os elementos de raça e gênero que balizam as escolhas das profissões voltadas para o cuidado.


B

Palestra de um acadêmico sobre os desafios relacionados à atuação das mulheres no campo científico, estabelecendo comparações entre as áreas do conhecimento.


C

Jogo que apresente o protagonismo de mulheres no mundo, suas contribuições para os avanços tecnológicos e que valorize os aspectos meritocráticos.


D

Apresentação de uma pesquisa, realizada em grupos, que aborde os impactos da desigualdade de classe nos Estados Unidos e no Brasil.

Os anos de pandemia de 2020 e 2021 não levaram somente a uma redução no total de inscritos no Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM), que atingiu seu menor valor em 2021, passando de 5,1 milhões em 2019 e 5,8 milhões em 2020 para 3,4 milhões em 2021, mas também foram responsáveis por uma quebra na tendência de democratização no perfil dos participantes em relação a cor ou raça a partir de 2019. De 2019 a 2021, a proporção de participantes brancos passou de 37,1% para 43,7%, e de participantes pretos ou pardos caiu de 58,0% (45,8% de pardos e 12,2% de pretos) para 51,8% (40,8% de pardos e 11% de pretos), no mesmo período


(IBGE, 2022. Adaptado)


Os dados levantados pelo IBGE indicam que


A

a vulnerabilidade racial de pretos e pardos foi mitigada durante a pandemia.


B

políticas inclusivas foram amparadas pela pandemia de covid-19.


C

a pandemia de covid-19 aprofundou desigualdades históricas no Brasil.


D

diminuiu a proporção de pretos e pardos aprovados no ENEM em 2021.


E

mudanças na autoidentificação racial falsearam resultados da pesquisa.

O sistema educacional brasileiro sempre sofreu com financiamento inadequado e problemas no acesso, na permanência dos alunos e na atratividade da carreira docente. Com a redemocratização, diversas mudanças foram feitas visando a resolver ao menos parte desses problemas.


A Constituição de 1988 atuou nessas mudanças ao:


A

garantir aos analfabetos o direito ao voto e aumentar a vinculação de gastos com educação;


B

desvincular a obrigatoriedade federal dos gastos com educação básica, passando essa responsabilidade aos estados e municípios;


C

desvincular a obrigatoriedade federal dos gastos com educação, permitindo que os estados e municípios atuassem mais ativamente nesse quesito;


D

estabelecer que estados e municípios deveriam investir no mínimo 25% de suas receitas em educação, e a União, 18%, permitindo a uniformização da qualidade da educação em todo o país;


E

estabelecer, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), a forma de financiamento da Educação Básica pelos estados e municípios.

   
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