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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) determina a inclusão de estudos e práticas de Sociologia no currículo do ensino médio. Dentre as áreas de conhecimento apresentadas pela BNCC, há a área de ciências humanas e sociais aplicadas. Dentre as competências específicas desta área, ressalta-se a competência 5: "identificar e combater as diversas formas de injustiça, preconceito e violência, adotando princípios éticos, democráticos, inclusivas e solidários, e respeitando os direitos humanos". A referida competência tem uma relação intrínseca com a indicação de estudos práticos de Sociologia. Dito isto, marque a habilidade abaixo que não está relacionada com a Competência 5 da área de ciências humanas e sociais aplicadas da BNCC.
"Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade."
"Investigar e analisar o funcionamento de equipamentos elétricos e/ou eletrônicos e sistemas de automação para compreender as tecnologias contemporâneas e avaliar seus impactos sociais, culturais e ambientais."
"Analisar e avaliar os impasses ético-políticos decorrentes das transformações culturais, sociais, históricas, científicas e tecnológicas no mundo contemporâneo e seus desdobramentos nas atitudes e nos valores de indivíduos, grupos sociais, sociedades e culturas."
"Analisar situações da vida cotidiana, estilos devida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais."
"Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica etc.), suas principais vítimas, suas causas sociais, psicológicas e afetivas, seus significados e usos políticos, sociais e culturais, discutindo e avaliando mecanismos para combatê-las, com base em argumentos éticos."
O resultado das ações empreendidas pelo Poder Executivo deve propiciar o aprimoramento de diversas condições. O combate ao analfabetismo, ampliação das oportunidades educacionais, a melhoria do ensino e o amparo financeiro ao estudante pobre, está inserido em qual campo do Poder Executivo?
Campo Institucional;
Campo Civil;
Campo Militar;
Campo Social;
Campo Econômico;
Sobre o ensino de Sociologia, conforme preconizam os documentos curriculares nacionais, a saber Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEMs); Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) e Base Nacional Comum Curricular (BNCC), julgue os itens a seguir:
I - A BNCC apresenta o componente curricular Sociologia de forma diluída na área de ciências humanas, bem como os conteúdos dos conhecimentos correlatos - antropologia e ciência política .
II - Nos PCNs, a proposta pedagógica é assegurar um tratamento interdisciplinar e contextualizado da Sociologia com outros componentes curriculares obrigatórios que sejam necessários ao exercício da cidadania.
III - As OCNs colocam a interdisciplinaridade como um pilar, sem desconsiderar o peso e a construção do conhecimento disciplinar.
Estão corretos:
apenas o item I.
apenas os itens I e II.
apenas os itens I e III.
apenas o item II.
todos os itens.
Para conduzir a composição dos conteúdos das áreas de ensino, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação elaborou, discutiu e instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM). De acordo com as DCNEMs, são habilidades que os estudantes devem desenvolver em Sociologia durante o ensino médio, exceto:
Identificar, analisar e comparar os diferentes discursos sobre a realidade: as explicações das Ciências Sociais, amparadas nos vários paradigmas teóricos, e as do senso comum;
Compreender e valorizar as diferentes manifestações culturais de etnias e segmentos sociais, agindo de modo a preservar o direito à diversidade, enquanto princípio estético, político e ético que supera conflitos e tensões do mundo atual;
Construir a identidade social e política, de modo a viabilizar o exercício da cidadania plena, no contexto do Estado de Direito, atuando para que haja, efetivamente, uma reciprocidade de direitos e deveres entre o poder público e o cidadão e também entre os diferentes grupos;
Constatar e entender a naturalidade das relações sociais e os determinantes universais das sociedades modernas para descrever os mecanismos de funcionamento que são idênticos à natureza;
Compreender as transformações no mundo do trabalho e o novo perfil de qualificação exigida, gerados por mudanças na ordem econômica.
Texto 1
“[A] questão de se saber se a sociologia deve ou não ser ensinada no curso secundário coloca-se entre os temas de maior responsabilidade, com que precisam defrontar-se os sociólogos no Brasil”.
(FERNANDES, F. O ensino de Sociologia na Escola Secundária Brasileira. In: 1º Dossiê de Ciências Sociais. São Paulo: CEUPES-USP/CACS-PUC (mimeo), 1985).
Texto 2
“O conjunto da reflexão sociológica de Florestan Fernandes sobre a educação como processo social se situa no quadro mais geral de discussão sobre as possibilidades e os obstáculos ao desenvolvimento no Brasil. Suas indagações se dirigiam à educação como um fator de mudança social construtiva, isto é, tendente a realizar determinadas potencialidades inerentes aos requisitos mínimos do tipo de civilização urbano-industrial instaurada no Brasil”.
(COSTA, Diogo Valença de Azevedo. Comunicação apresentada ao Grupo de Trabalho Ensino de Sociologia do XV Congresso Brasileiro de Sociologia. Curitiba-PR, 26 a 29 de julho de 2011).
A partir dos trechos apresentados, é correto afirmar que, segundo Florestan Fernandes, o ensino da Sociologia na escola secundária brasileira pode:
Oferecer procedimentos e conhecimentos que permitam à escola ser um espaço de mediação entre o privado (representado pela família) e o público (representado pela sociedade).
Orientar a sociabilidade dentro da própria sala de aula por meio de conhecimentos que serão utilizados fora da escola, forjando a democracia e produzindo cidadãos aptos a dirigirem o processo de desenvolvimento.
Contribuir para preparar as gerações novas para manipular técnicas racionais de tratamento dos problemas econômicos, políticos, administrativos e sociais e desenvolverem espírito crítico e de vigilância intelectual.
Garantir perspectiva de objetividade e aprovação nos exames de ingresso na Universidade e ser um dos meios de construção da consciência social democrática, plural e igualitária para a construção do desenvolvimentismo.
A intensa incorporação de jovens ao Ensino Médio brasileiro nos últimos anos tem imposto inúmeros desafios à instituição escolar. O perfil heterogêneo e a origem social diversa desses jovens, associados à estrutura social de exclusão e ao cotidiano de conflitos e violência mais extremada, suscitam novas reflexões e atitudes ao corpo pedagógico das escolas. A respeito dessas modificações mais recentes na relação entre a escola e o contexto socioeconômico dos jovens que a frequentam, é correto afirmar que:
A experiência escolar é compreendida como o que ocorre dentro dos muros da instituição escolar, suas atividades pedagógicas e as tarefas administrativas.
A condição juvenil desassocia-se da condição de aluno, por isso, a utilidade e o viés da aprendizagem têm de ser estabelecidos pelos profissionais da educação, conforme seus próprios critérios técnicos.
A socialização no ambiente escolar deixou de ser uma adesão automática e passiva a esquemas de pensamento e ação previamente definidos para se constituir numa construção da experiência conforme as peculiaridades e a orientação de sentido de cada estudante nesse processo.
Os episódios de violência observados no interior ou nos arredores de escolas públicas e privadas pelo país não dizem respeito ao sistema educacional, devendo ser considerados apenas pelo prisma do direito penal.
Mantém-se a cisão entre as regras, normas, valores e procedimentos escolares e aquilo que os estudantes trazem consigo de suas comunidades e famílias, como a religião, costumes, preferências musicais, formas de entretenimento, dentre outros.

Baseado nos conhecimentos sobre educação no Brasil e o modelo de ensino tradicional, assinale a afirmativa que NÃO se coaduna com a ideia implícita no texto.
De acordo com o Artigo 64 da Constituição Estadual do Estado do Mato Grosso, “na oferta de Educação Básica para as populações rural e indígena são necessárias adaptações às suas peculiaridades, mediante regulamentação e dando conhecimento ao Conselho Estadual de Educação”, considerando [...].
Assinale a alternativa incorreta de acordo com o artigo acima.
Conteúdos curriculares, metodologias, programas e ações voltadas para a superação e transformação das condições de vida no meio rural e nas comunidades indígenas, garantindo a estas a auto-sustentação e autodeterminação
Ações voltadas para a superação e transformação das condições de vida no meio rural e nas comunidades indígenas, garantindo a estas o ensino uníssono da Língua Portuguesa
Adequação à natureza do trabalho na zona rural e nas comunidades indígenas
O ensino será ministrado em Língua Portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas, bem como processos próprios de aprendizagem
Organização escolar própria, incluindo a adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas
O processo de implementação de um campo disciplinar científico em disciplina escolar está intimamente relacionado ao direcionamento ideológico e percalços de suas instituições reguladoras, no caso o Estado. Assinale a alternativa incorreta:
Durante o período militar os sociólogos podiam ministrar aulas de Estudos Sociais
A “Educação Moral e Cívica” substituiu o que poderia ser o ensino de Filosofia e Sociologia
O agrupamento das áreas disciplinares em grandes conjuntos de saberes atendia uma visão tecnicista de ensino
A formação de educadores em Estudos Sociais representou uma perda à formação ampla dos educadores nesta área
Por via da intervenção nos currículos são perpetuados valores e visões defendidas oficialmente
Oficialmente extinta do currículo do Ensino Médio nos anos 1940, a Sociologia voltou a marcar presença em um outro estado, de modo intermitente, na década de 1980. Na década seguinte, várias organizações e universidades começaram a desenvolver um movimento em defesa da obrigatoriedade do ensino da Sociologia no nível médio que culminou com a aprovação da Lei 11.684, de 2 de junho de 2008, alterando a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e colocando a Sociologia, novamente, como obrigatória no currículo do Ensino Médio brasileiro. Sobre a Sociologia no Ensino Médio, podemos afirmar que
a primeira tentativa de inclusão da disciplina ocorreu logo após a Proclamação da República, por meio da Reforma Educacional de 1901, tendo sido eliminada em 1911 por Epitásio Pessoa.
em 1932, ocorreu a Reforma Capanema que retirou a obrigatoriedade da Sociologia nos cursos secundários. A disciplina foi mantida somente no Curso Normal como Sociologia Geral e Sociologia da Educação.
em 1928, com a Reforma Benjamin Constant, o Colégio Pedro II implantou a Sociologia regularmente no seu currículo. Três anos depois, a disciplina foi introduzida nos Estados de São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
a Lei nº 5692/71 deslocou as disciplinas relacionadas às ciências humanas (Sociologia, Filosofia e Psicologia), introduzindo, no lugar delas, as disciplinas de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil (OSPB).
em 1961, a Reforma Francisco Campos introduziu a Sociologia nos cursos preparatórios e nos cursos superiores nas Faculdades de Direito, Engenharia e Arquitetura e Ciências Médicas, além de mantê-la nos cursos normais de formação de professores.
Considere o trecho a seguir:
“Os movimentos sociais independentes avançaram lentamente a partir de 1945. O acesso da população ao sistema judiciário progrediu pouco. Houve progresso na formação de uma identidade nacional, na medida em que surgiram momentos de real participação popular. Foi o caso do próprio movimento de 1930 e das campanhas nacionalistas da década de 50, sobretudo a da defesa do monopólio estatal do petróleo. O nacionalismo, incentivado pelo Estado Novo, foi o principal instrumento de promoção de uma solidariedade nacional, acima das lealdades estaduais. A esquerda salientou-se na defesa das teses nacionalistas. O Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), criado no Rio de Janeiro na década de 50, foi o principal formulador e propagandista do credo nacionalista”.(CARVALHO, J. M. de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 88).
Assinale a alternativa que representa o movimento articulado no contexto das décadas de 1950 e 1960 no Brasil que visava a valorização da cultura popular e sinalizava para a importância da alfabetização de adultos
Escola Nova.
Reformas de Base.
Educação Popular.
MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização.
Plano de Metas.
Analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Pensar a escola na perspectiva da sociologia da educação implica em pensarmos sobre a relação entre educação, escola e sociedade.
( ) Os seres humanos trazem, ao nascer, os instrumentos necessários para compreender as leis da natureza e da cultura.
( ) A modernidade com suas profundas transformações buscou uma nova instituição que se responsabilizasse pela formação humana: a família.
( ) A grande contribuição da sociologia da educação de Pierre Bourdieu foi fornecer as bases para um rompimento frontal com a ideologia do dom e com a noção moralmente carregada de mérito pessoal.
A sequência está correta em
F, V, F, V.
V, V, F, F.
V, F, F, V.
V, V, V, F.
Os principais mecanismos que constituem a gestão democrática do ensino, entre outros, são, EXCETO:
Centralização administrativa e pedagógica.
Gestão participativa dos negócios educacionais.
Eleição direta e secreta para dirigentes de instituições de ensino.
Constituição de comissões municipais e amplamente compostas para acompanhamento e atuação nas políticas educativas.
O ensino da Sociologia no nível médio deve estar centrado nas dimensões que definem a perspectiva da análise sociológica frente aos fenômenos sociais e históricos, tendo como suporte a apresentação das doutrinas ou teorias gerais que marcam o campo disciplinar da Sociologia. Com base na proposta curricular, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. O primeiro aspecto assenta-se na proposição do necessário distanciamento cognitivo da percepção do senso comum. Isto implica desenvolver uma atitude de “estranheza” frente às práticas da vida cotidiana trazendo, como consequência, a “desnaturalização” das concepções rotineiras de realidades sociais, permitindo que os estudantes possam desenvolver uma nova visão, de natureza sociológica, reconhecendo em nossas ideias comuns sobre a vida social, a marca do viés próprio a cada cultura e as condições do tempo histórico em que se situam.
II. O segundo aspecto é composto de conceitos, teorias e mesmo das doutrinas que alimentam a identidade substantiva da Sociologia vista como disciplina científica. É neste celeiro teórico, especialmente o das teorias dos autores clássicos, que iremos buscar as ferramentas que auxiliam na formação de uma atitude de distanciamento cognitivo em relação ao mundo em que estamos imersos.
III. Há uma grande e significativa diferença entre o que as pessoas, grupos ou governos definem como problema social e o que os sociólogos chamam de problema sociológico.
Estão corretas as afirmativas:
I, II, III.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
Segundo a Proposta Curricular do Estado de São Paulo, para a disciplina de Sociologia – Ensino médio –, o professor deve realizar no seu trabalho, conforme proposto nas Orientações Curriculares, uma
relação técnica, teórica e metodológica sustentada nos fundamentos científicos da neutralidade da ciência.
relação teórica e metodológica baseada nos clássicos da ciência, pautando-se na realidade europeia e norte americana.
mediação pedagógica entre o conhecimento e os alunos, adequando os fundamentos científicos da neutralidade e do distanciamento.
mediação pedagógica entre o conhecimento e os alunos, adequando o ensino ou traduzindo para eles os fundamentos do conhecimento científico.
relação técnica e metodológica entre o conhecimento e os alunos, adequando os fundamentos do conhecimento científico com as demais ciências.
O debate sobre a pluralidade cultural tem-se intensificado na sociedade brasileira, o que não se observa, contudo, nos processos educacionais, que permanecem alheios a essa questão.
A exploração, na escola, de temas relacionados ao multiculturalismo ignora a existência, no Brasil, de preconceitos e estereótipos sociais.
A interação entre pedagogia e pesquisa levou ao desenvolvimento de conhecimentos científicos que acabaram por expulsar a teoria do processo do âmbito da gestão escolar. Com isso, o mundo escolar e suas práticas pedagógicas implícitas conseguiram superar práticas recorrentes na sociedade brasileira, tais como a exclusão, a desigualdade social e as relações de poder e de alienação.