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Considere o fragmento textual a seguir.
“O Movimento Negro ressignifica e politiza a raça, compreendedo-a como construção social. Ele reeduca e emancipa a sociedade, a si próprio e ao Estado, produzindo novos conhecimentos e entendimentos sobre as relações étnico-raciais e o racismo no Brasil, em conexão com a diáspora Africana.”
Fonte: GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador. Saberes construídos na luta por emancipação. Petrópolis, RJ: vozes, 2017, p. 38.
A reflexão acima aponta para o reconhecimento de outro tipo de agente que promove educação dentro da sociedade. Nesse caso, o Movimento Negro contribuiu para implementação de novas políticas públicas de educação em forma de lei, como a Lei nº
10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura do lusotropicalismo.
10.639/2003, que torna facultativo o ensino de história e culturas afro-brasileiras e indígenas.
12.711/2012, mais conhecida como a Lei de Cotas, a qual foi encerrada em 2025.
11.645/2008, que retira do currículo o ensino de história e culturas afro-brasileiras e indígenas.
10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e culturas afro-brasileiras.
O movimento negro no Brasil foi propulsor de políticas públicas importantes em vários campos, mas sobretudo na Educação. Autores como Abdias do Nascimento e Lélia Gonzalez problematizaram as desigualdades de oportunidades, com ênfase nas questões de raça e gênero. Com base na análise de textos sociológicos contemporâneos, é possível afirmar que a(s)
preocupação do movimento negro com a educação é existente desde o período pós-abolição, mas não conseguiu se efetivar em política pública em razão do racismo presente na sociedade brasileira.
políticas de cotas raciais nas universidades foram uma importante contribuição do movimento negro brasileiro e foram implementadas por uma década, período suficiente para superar as iniquidades.
cotas raciais nas universidades brasileiras e a Lei n. 10 639/03 são importantes políticas afirmativas gestadas no interior do movimento negro, que acredita na educação como emancipação.
políticas afirmativas implementadas nos últimos anos, sobretudo aquelas com recorte de classe e geração foram priorizadas pelo movimento negro brasileiro, cujo papel é educar a sociedade.
A aprovação da Lei n. 12 711/13 constituiu-se em uma importante política de acesso ao Ensino Superior Federal, estipulando cotas para a escola pública, e, dentro destas, estabeleceu cotas étnico-raciais e sociais. Considerando os dados oficiais acerca dos impactos da Lei de Cotas, o professor de Sociologia trouxe material de apoio para a sala de aula, a fim de debater com os estudantes, o acesso ao Ensino Superior. Durante a aula, observou que, para os estudantes, a universidade era um sonho distante, e a maior parte não se percebia em posições de prestígio, sobretudo por desconhecer pessoas negras em profissões como médicos(as), engenheiros(as) etc. Nesse contexto, a proposição político pedagógica que se mostra adequada para entender a efetividade da luta do movimento negro brasileiro é um(a)
debate sobre equidade no Ensino Superior, com a presença de pesquisadores(as) que possam trazer dados sobre as universidades criadas no Brasil e as mais diversas formas de acesso, independentemente de recortes raciais ou de classe.
pesquisa em conjunto com os estudantes, acerca das mudanças promovidas pela Lei de Cotas, atentando para os dados mais recentes com relação às mudanças no perfil dos ingressantes nas universidades, seguida de apresentação sobre o Enem/Sisu.
seminário sobre a universidade pública no Brasil, explicando como os sistemas de acesso são historicamente democráticos e permitiram a ampla participação dos brasileiros no Ensino Superior Público.
dia de inscrições, voltadas para os estudantes do Ensino Médio, apresentando as possibilidades nas universidades públicas e privadas para aproximar o grupo desses cursos, seguido de apresentação sobre o Enem/Sisu.
A população negra tem menor rendimento médio real habitual do trabalho por apresentar menor escolarização do que a população branca.
Certo
Errado
O racismo abunda nos textos de feministas brancas, reforçando a supremacia branca e negando a possibilidade de que as mulheres se conectem politicamente cruzando fronteiras étnicas e raciais. A recusa feminista, no passado, de chamar a atenção para hierarquias raciais e as atacar suprimiu a conexão entre raça e classe.
HOOKS, Bell. Mulheres negras: moldando a teoria
feminista. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 16
Brasília, jan./abr., 2015, pp. 193-210.
Quanto às contribuições do feminismo negro, assinale a alternativa correta.
Durante muito tempo, as feministas excluíram as mulheres negras. Quando reconheciam o racismo, colocava-as como objeto das próprias reflexões, e não como agentes sociais. Por isso, para Bell Hooks e muitas outras feministas negras, o feminismo é um movimento estéreo a ser combatido em sua existência.
Bell Hooks propõe um feminismo negro interseccional, que se caracteriza por análises que considere os marcadores sociais de gênero, cor e condição social.
O feminismo negro se opõe aos demais feminismos na medida em que os alinhamentos interpretativos se voltam à raça, passando a ser o único aspecto mobilizador do movimento social e teórico.
O feminismo negro diferencia-se dos demais feminismos, uma vez que reconhece que as desigualdades estão associadas apenas à cor e às condições econômicas.
O fato de Bell Hooks ser feminista não se confunde com oposição ao capitalismo, ao classismo e ao racismo, já que o movimento feminista caracteriza-se exclusivamente pela luta por igualdade de gênero.


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“Esta sensação de impunidade que quem sofre o racismo sente, porém, pode estar com os dias contados. Uma decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), mês passado, equiparou a injúria racial ao racismo. Isso quer dizer, que a partir de agora, os tribunais poderão entender que não há mais prescrição, ou seja, pode ser julgado a qualquer tempo, independentemente, da data em que o crime foi cometido. Além disso, o crime também passa a ser inafiançável. ‘Os dois são crimes diferentes, mas têm o mesmo objetivo. Quando o STF faz essa equiparação, muda as limitações que a lei coloca, principalmente, o fato de que a injúria tinha um prazo, agora deixa de existir. O tempo antes para punir alguém que cometeu injúria, era de um a três anos, podendo chegar a no máximo oito anos, o que é um tempo curto para a Justiça’, explica Elisa.”
MARTINS, T. Após mais de 30 anos da Lei do Racismo, ser condenado ainda é raridade. In: www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/11/4964320 - acessado em 21 de novembro de 2021.
A punição do racismo é uma luta de quais movimentos sociais?
Movimentos pela reforma agrária.
Movimentos relacionados a questões étnico-raciais.
Movimentos pela recuperação de estruturas ambientais.
Movimentos pela moradia e por condições de habitabilidade nas cidades.
Movimentos por questões de gênero e orientação sexual.
No que concerne ao racismo, julgue as sentenças abaixo.
I. O racismo institucional é reconhecido quando uma atitude racista é praticada por uma pessoa e direcionada a uma pessoa.
II. O racismo é uma espécie de preconceito/discriminação que tem como base as percepções sociais baseadas em diferenças biológicas entre grupos étnicos.
III. O racismo estrutural ocorre a partir de um conjunto de ações institucionais, históricas, culturais e interpessoais no âmbito social nas quais tendem a colocar alguns grupos em posições melhores do que outros.
Está correto o que se afirma em:
I e II.
I.
III.
I, II e III.
II e III.
A Marcha Noturna pela Democracia Racial ocorre na cidade de São Paulo no dia 13 de maio, desde 1997. Segundo os organizadores, o movimento trocou o dia pela madrugada, substituiu os discursos pelo silêncio, todos trajaram preto com uma tarja branca e substituíram a luz do sol pela luz de velas, buscando enfrentar o racismo e a discriminação. Sobre esse movimento social, é correto afirmar que
trata-se de uma celebração do dia 13 de maio, dia em que a princesa Isabel promulgou a Lei Áurea.
trata-se de uma denúncia à situação do negro no Brasil, pois alguns ainda sofrem discriminação.
trata-se de um protesto contra a celebração do 13 de maio, pois o dia comemorado pelo movimento negro é o 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares.
corresponde a uma performance teatral de denúncia do racismo e da discriminação racial.
a marcha é uma denúncia contra a Prefeitura de São Paulo, que ainda não considerou o dia 20 de novembro como feriado.


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Analise as afirmações sobre as relações raciais no Brasil.
I. A sociedade é tão injusta, desigual e competitiva que se produz o preconceito como uma técnica política de poder. No limite, o preconceito racial é uma técnica da dominação.
II. A racialização do mundo está em curso. Numa reflexão sobre a questão racial no Brasil somos obrigados a reconhecer que, simultaneamente, está havendo algo de diferentes gradações em muitas partes do mundo e que esses surtos de diferentes manifestações de racismo e intolerância estão imbricados com a dinâmica da sociedade.
III. Na verdade, o movimento negro hoje está bastante diversificado e podemos dizer que está orientado para diferentes situações: alguns são politizados, outros são quilombistas no sentido de regressar às origens e tradições africanas; outros, mais liberais, se movimentam no sentido de conseguir maior mobilidade na sociedade aproveitando as brechas que esta abre para uma integração mais plena.
Assinale a alternativa que representa o autor das frases.
Sérgio Buarque de Hollanda.
Francisco Weffort.
Octávio Ianni
Caio Prado Junior.
Giberto Freyre.


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