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Durante o atendimento administrativo em uma instituição pública federal, um servidor recebeu por correio eletrônico institucional uma mensagem solicitando o envio imediato de uma planilha contendo dados funcionais de servidores, alegando tratar-se de atualização cadastral urgente. O e-mail apresentava linguagem formal, porém foi enviado por endereço eletrônico externo à instituição e continha link para acesso à página de compartilhamento de arquivos. Considerando as boas práticas de segurança da informação no ambiente administrativo, a conduta adequada do servidor é
encaminhar a planilha solicitada, considerando que a urgência da demanda administrativa justifica o compartilhamento imediato das informações.
acessar o link recebido para verificar a autenticidade da solicitação antes de qualquer comunicação com o remetente.
responder ao e-mail solicitando confirmação dos dados pessoais do remetente como forma de validação da solicitação recebida.
verificar a legitimidade da solicitação por meio dos canais institucionais oficiais antes de compartilhar qualquer informação administrativa.
realizar o envio parcial das informações solicitadas, evitando atraso no atendimento e reduzindo eventuais riscos institucionais.
Um Engenheiro de Computação trabalha na área de TI de uma autarquia federal e recebe um pedido de informação via Lei de Acesso à Informação (LAI) sobre os critérios de performance e o código-fonte de um algoritmo de classificação de processos.
Assinale a afirmativa que delimita corretamente o escopo de aplicação da Lei de Acesso à Informação.
A LAI se aplica apenas à esfera municipal e estadual, excluindo órgãos federais.
A LAI se aplica apenas a informações em formato papel, não alcançando sistemas digitais ou códigos-fonte dos órgãos públicos.
A LAI garante o acesso a informações públicas, aplicável aos órgãos dos Poderes da União, Estados, DF e Municípios, com exceção de informações sigilosas ou pessoais legalmente protegidas.
O código-fonte de um algoritmo público é sempre considerado informação sigilosa e não pode ser divulgado sob a LAI.
A LAI exige que a informação seja fornecida no formato exato em que foi solicitada, mesmo que exija a criação de um novo documento.
Em atendimento à Lei de Acesso à Informação (LAI), uma Fundação Pública passou a disponibilizar, em seu portal institucional, todas as informações sobre suas pesquisas, orçamentos, contratos e resultados de estudos. Além disso, a Fundação criou um canal digital para que cidadãos e gestores públicos possam enviar sugestões sobre as prioridades de pesquisa a serem desenvolvidas. Considerando o modelo de e-participação proposto pelas Nações Unidas, qual é a classificação CORRETA dessas duas iniciativas?
Ambas as iniciativas se enquadram na dimensão de e-decisão, pois envolvem a participação ativa dos cidadãos na definição das ações da fundação.
A disponibilização de informações no portal enquadra-se na dimensão de e-informação, de caráter unidirecional; o canal para envio de sugestões enquadra-se na dimensão de e-consulta, de caráter bidirecional.
Ambas as iniciativas se enquadram na dimensão de e-informação, pois o objetivo central delas é ampliar a transparência governamental perante a sociedade.
A disponibilização de informações no portal enquadra-se na dimensão de e-consulta; o canal para sugestões enquadra-se na dimensão de e-decisão, por envolver contribuições da sociedade nas prioridades da Fundação.
No setor público, haja vista que a publicidade é a regra geral disposta na Lei de Acesso à Informação (LAI), os órgãos e entidades ficam desobrigados de realizar a análise de riscos ou de adotar salvaguardas sobre os dados pessoais cuja divulgação decorra do interesse público.
Certo
Errado
Uma clínica odontológica passou a exigir que seus pacientes assinem um termo autorizando o uso de seus dados pessoais antes de iniciar qualquer tratamento. Além disso, passou a informar claramente para que esses dados serão utilizados.
Considere as afirmações:
I. O consentimento do titular é uma das bases legais que autorizam o tratamento de dados pessoais.
II. A LGPD prevê expressamente o consentimento do titular como uma das hipóteses legais que autorizam o tratamento de dados pessoais.
Assinale a alternativa CORRETA.
A afirmação I é verdadeira e a II é falsa.
As afirmações I e II são falsas.
As afirmações I e II são verdadeiras, e a II justifica a I.
As afirmações I e II são verdadeiras, mas a II não justifica a I.


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No exercício de suas atribuições em um órgão público, o técnico de informática é solicitado por um superior hierárquico a encaminhar, para um endereço de correio eletrônico pessoal, arquivos contendo dados sensíveis e registros financeiros de servidores, sob a justificativa de urgência institucional e impossibilidade temporária de acesso à conta corporativa.
Diante desse cenário, e considerando os princípios da ética no serviço público, o uso consciente dos recursos tecnológicos e o compromisso com o sigilo, a conduta correta do técnico deve ser:
Responder ao pedido com agilidade, considerando a urgência e a posição hierárquica, enviando o arquivo para o endereço pessoal indicado, desde que esteja compactado com uma senha simples, assegurando que apenas o gestor tenha acesso ao conteúdo.
Realizar o envio do arquivo conforme solicitado para evitar prejuízos ao cronograma do órgão, mantendo uma cópia oculta do e-mail em sua própria conta pessoal para fins de comprovação futura da demanda recebida.
Recusar o envio por correio eletrônico externo para evitar rastreamento pela rede, mas disponibilizar os dados ao gestor por meio de um dispositivo de armazenamento removível (pen drive) de uso pessoal, transferindo a responsabilidade pela proteção do arquivo ao solicitante.
Atender ao pedido de forma parcial, filtrando e enviando apenas os nomes e CPFs dos servidores para o e-mail pessoal, sob o entendimento de que a redução do volume de dados transmitidos elimina o risco de quebra de sigilo e de infração ética.
Esclarecer ao gestor que o envio de informações confidenciais ou dados pessoais para contas de e-mail não oficiais está em desacordo com as diretrizes, recusando essa prática insegura e sugerindo alternativas ágeis dentro das normas.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) em relação à legislação, normas e ética profissional.
( ) A LGPD (Lei nº 13.709/2018) prevê a figura do Encarregado de Proteção de Dados (DPO — Data Protection Officer), responsável por atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares e a ANPD.
( ) O Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil, incluindo a neutralidade de rede.
( ) As normas de higiene, saúde e segurança do trabalho não se aplicam ao ambiente de trabalho do técnico de informática, pois este não realiza atividades de risco físico.
( ) O sigilo profissional do técnico de informática inclui a obrigação de não divulgar informações confidenciais obtidas no exercício de suas funções, mesmo após o encerramento do vínculo empregatício.
( ) A responsabilidade civil do servidor público por danos causados a terceiros no exercício de suas funções é sempre pessoal e direta, sem possibilidade de responsabilização do Estado.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • V • F • F
V • V • F • V • F
V • F • V • V • F
F • V • V • F • V
F • V • F • V • V
Durante a adequação de processos institucionais a Lei nº 13.709/2018 (LGPD), a equipe de TI analisa diferentes conjuntos de informações mantidas pela organização. À luz das definições previstas no art. 5º da norma, enquadra-se como dado pessoal
informação associada a pessoa natural identificada ou passível de identificação por meios técnicos ou administrativos razoáveis.
conjunto de informações submetidas a um processo de anonimização que impeça associação, direta ou indireta, a indivíduo específico.
dado referente à execução contratual de pessoa jurídica vinculada à prestação de serviços terceirizados.
registro técnico relacionado à parametrização lógica de sistemas utilizados no ambiente organizacional.
Visando à execução de políticas públicas, os órgãos estatais devem manter os dados pessoais tratados em formato interoperável e estruturado, observando os princípios de proteção à privacidade dos titulares.
Certo
Errado
Em conformidade com a Lei n.º 14.129, de 29 de março de 2021, que dispõe sobre princípios, regras e instrumentos para o Governo Digital e para o aumento da eficiência pública e altera a Lei n.º 7.116, de 29 de agosto de 1983, a Lei n.º 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação), a Lei n.º 12.682, de 9 de julho de 2012, e a Lei n.º 13.460, de 26 de junho de 2017, de acordo com o Art. 4º, as ferramentas digitais e serviços comuns aos órgãos, normalmente ofertados de forma centralizada e compartilhada, necessárias para a oferta digital de serviços e de políticas públicas, recebe a seguinte denominação:
base nacional de serviços públicos
plataformas de governo digital
governo como plataforma
laboratório de inovação
registros de referência


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Quando um órgão recebe uma demanda externa via Lei de Acesso à Informação solicitando o código‑fonte de um software proprietário ou customizado desenvolvido pela própria instituição, a área de TIC poderá fundamentar a negativa de acesso caso demonstre, tecnicamente, que a abertura do código expõe vulnerabilidades estruturais que comprometem a segurança nacional, a integridade de dados críticos de cidadãos ou o segredo comercial e tecnológico da autarquia.
Certo
Errado
Um Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicita a uma SEFAZ acesso a dados de contribuintes constantes dos sistemas informatizados, visando a auditar benefícios fiscais setoriais. Segundo a Resolução SF nº 20/2012, com redação dada pela Resolução SFP nº 42/2020, o procedimento compatível com o regime de sigilo fiscal e com a disciplina específica de compartilhamento com o TCE é
atender diretamente à requisição, enviando a base completa de contribuintes identificados, sem formalidades adicionais em razão da função constitucional do TCE.
negar qualquer compartilhamento, sustentando que o sigilo fiscal se opõe ao controle externo em todas as hipóteses.
enviar relatórios sintéticos produzidos internamente, preferencialmente não derivados de dados extraídos dos sistemas da SEFAZ.
exigir ordem judicial específica para autorizar o compartilhamento, ainda que a requisição decorra de função constitucional do TCE.
remeter inicialmente dados anonimizados e, caso o TCE justifique necessidade de identificação, atender por meio de transferência de sigilo a servidor indicado pelo Tribunal, responsável pelo uso e guarda das informações.
De acordo com a Lei de Acesso à Informação, é dever do Estado garantir o direito de acesso à informação íntegra, sendo a integridade definida como a qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, sem modificações.
Certo
Errado
Diferentemente do princípio da transparência, que exige uma postura ativa do controlador de disponibilizar as informações independentemente de solicitação do titular, o princípio do livre acesso foca na obrigatoriedade de o agente fornecer mecanismos para que o titular possa solicitar e consultar informações sobre o tratamento de seus próprios dados.
Certo
Errado
A respeito da Lei de Acesso a Informação, está incorreto afirmar:
É dever do Estado controlar o acesso e a divulgação de informações sigilosas produzidas por seus órgãos e entidades, assegurando a sua proteção.
O acesso, a divulgação e o tratamento de informação classificada como sigilosa ficarão restritos a pessoas que tenham necessidade de conhecê-la e que sejam devidamente credenciadas na forma do regulamento, sem prejuízo das atribuições dos agentes públicos autorizados por lei.
O acesso à informação classificada como sigilosa não cria a obrigação para aquele que a obteve de resguardar o sigilo.
As autoridades públicas adotarão as providências necessárias para que o pessoal a elas subordinado hierarquicamente conheça as normas e observe as medidas e procedimentos de segurança para tratamento de informações sigilosas.
O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais.


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De acordo com a Lei de Acesso à Informação (Lei n.º 12.527/2011), um cidadão tem o direito de obter informações
I contidas em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades.
II relativas às atividades exercidas pelos órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua política, organização e serviços.
III relativas aos resultados de inspeções, auditorias, prestações e tomadas de contas realizadas pelos órgãos de controle interno e externo.
Assinale a opção correta.
Apenas o item II está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
Com base na Lei de Acesso à Informação, cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a:
I - Gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação.
II - Proteção da informação, garantindo-se o seu sigilo indispensável, autenticidade e integridade.
III - Proteção da informação sigilosa e da informação pessoal, observada a sua disponibilidade, autenticidade, integridade e eventual restrição de acesso.
Julgue os itens e assinale a alternativa correta:
V – F – F.
V – V – F.
F – V – F.
V – F – V.
F – V – V.
Conforme a Lei de Acesso à Informação (Lei n.º 12.527/2011), é concedido acesso irrestrito às informações quando os dados forem relativos a
inteligência, investigação ou fiscalização em andamento.
segurança, vida e saúde da população.
violações de direitos humanos cometidas por agentes públicos.
relações internacionais e negociações diplomáticas.
estabilidade econômica, financeira ou monetária.
A Lei de Acesso à Informação (LAI) regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas no Brasil. Marque a alternativa CORRETA que se refere ao prazo máximo de sigilo que pode ser aplicado a uma informação classificada como "secreta".
15 anos.
5 anos.
25 anos.
10 anos.
Uma determinada autoridade pública, investida do cargo de secretário municipal de obras, às vésperas de inaugurar uma obra, determinou que as peças publicitárias trouxessem seu nome e uma imagem com um slogan político. No mesmo período, tentou nomear a nora para um cargo em comissão na secretaria e recebeu, da empresa contratada pelo órgão, uma espécie de presente, como agradecimento pelos aditivos contratuais realizados. Ao ser cobrado por um cidadão, negou acesso a informações sobre aditivos do contrato, alegando sigilo por haver dados pessoais nos documentos.
Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta, quanto à conduta da autoridade, à luz das normas e regras aplicáveis ao caso.
Gestores públicos podem usar recursos públicos em campanhas informativas com suas fotos e slogans, desde que os dados da obra sejam verdadeiros.
A nomeação da nora para um cargo em comissão, desde que ela tenha as qualificações necessárias, é autorizada pelo ordenamento jurídico, pois não viola os princípios da Administração Pública.
A conduta de negar acesso a documentos públicos pode ser considerada infração ética, mas não há infração em relação à Lei de Improbidade Administrativa.
O recebimento de brindes em situações que configurem conflito de interesses pode ensejar sanções, exceto se tiver baixo valor econômico, na forma definida pela legislação.
O acesso à informação assegura o dever de publicizar informações sobre contratos administrativos, mas não de seus aditivos.