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O Dinamizador de Arte que produz conhecimento pedagógico desempenha um papel mais significativo entre seus pares e desfruta de seu trabalho, pois exercita uma prática reflexiva e, assim sendo, pode colaborar efetivamente:
na competência e formação das escolas vinculadas aos órgãos oficiais.
na transformação do projeto sociocultural elaborado pelos professores de arte.
na discussão e análise crítica sobre as questões que envolvem o ensino da arte.
no interesse pela arte, por artistas e suas histórias situadas no cotidiano.
na pesquisa e aprofundamento dos conteúdos técnicos para a comunidade.
A comunicação, a construção e a transmissão de informação são executadas por um único agente emissor.
O modelo, nas redes sociais educativas, parte da colaboração de seus usuários para a construção e a transmissão de informação.
O modelo evita as interações sociais para a construção e a transmissão de informação.
O modelo evidencia noções antigas sobre a passividade dos espectadores dos meios de comunicação.
O modelo valoriza a expressão e a comunicação individualistas em detrimento das coletivas.
No texto A compreensão do desenvolvimento estético, Rossi em A educação do olhar no ensino das artes (1999) nos diz que as habilidades de leitura crescem cumulativamente. Inicialmente toda a leitura é feita a partir de um ponto de vista egocêntrico e ingênuo, depois o leitor usa seu conhecimento mais geral e finalmente interage com o conhecimento estético propriamente dito. Como educadores de arte, é importante conhecer os estágios do desenvolvimento estético dos alunos para a adequação das propostas pedagógicas aos interesses e necessidades da turma. Segundo Abigail Hussein, os estágios de desenvolvimento estético são:
contextualizar, apreciar, fazer, argumentar e avaliar.
narrativo, construtivo, classificatório, interpretativo e re-criativo.
análise dos elementos formais, interpretação pessoal e releitura da obra.
olhar, sentir, perceber e contextualizar.
investigar, julgar, justificar e produzir.
Em um de seus textos, Murray Schafer (2003) aponta a necessidade de se criar um novo tipo de professor, que possa dar conta das grandes mudanças sociais ocorridas no mundo: diminuição da taxa de nascimento, aumento da média de idade da população, aposentadoria precoce, o que leva os adultos novamente para a escola, para desenvolver novos ofícios e vocações. Diante da situação, o educador afirma que
é necessário um novo tipo de professor, que possa animar a comunidade, e novas estratégias pedagógicas que dêem conta de animar (dar vida) a nova população.
são necessárias políticas públicas eficientes para poder reverter a situação e estimular o aumento da taxa de nascimento, caso contrário as escolas fecharão.
é necessário um novo tipo de professor que possa atender os pais e avós em horários extracurriculares.
há necessidade de que os cursos de Licenciatura modifiquem seus currículos do curso de Bacharelado apenas.
há necessidade de desenvolver pesquisas específicas em asilos e entidades que se dedicam ao atendimento de idosos.
No capítulo O rinoceronte em sala de aula, Murray Schafer pergunta: por que temos música na escola? Segundo ele, a resposta a essa questão é simples: a música existe porque
é um auxiliar precioso junto às demais matérias do currículo, pois os alunos que a cultivam aprendem a trabalhar em grupo e a obedecer ordens sem reclamar.
nos ajuda a desenvolver o senso de organização e de ordem e a compreender melhor a importância de viver de maneira ordenada, pois ela é construída segundo regras muito estritas.
nos eleva, transportando-nos de um estado desvitalizado para uma vitalidade sensível como expressão das energias vitais e do próprio universo.
é matemática pura, conforme já se sabia desde a Antiguidade grega; desse modo, aprender música pode ajudar o aluno a compreender ma-temática.
nos ensina a viver em sociedade, tornando-nos mais tolerantes com nossos companheiros, capazes de compreender suas fraquezas e valorizar seus pontos fortes, sempre com alegria de viver.
Em Educação estética, arte e cultura do cotidiano, publicado em A educação do olhar no ensino das artes (1999), Marly Ribeiro Meira afirma que o sujeito enfrenta, hoje, no cotidiano, uma verdadeira epopeia do olho e da pulsão de ter que ler com o olhar. Na educação estética, ler não é simplesmente decifrar, mas compreender como uma imagem é construída, o que torna a leitura um fazer. Nesse sentido, a leitura de imagens propõe ao leitor
a elaboração de uma releitura da imagem, com técnicas e materiais de livre escolha.
um amplo repertório para a compreensão das legendas de apoio que descrevem a obra de arte.
a desconstrução dos elementos constitutivos da imagem e uma recomposição como síntese pessoal e social.
operações cognitivas, pois só elas geram a compreensão dos universos da arte.
conhecer o pensamento do artista e sua motivação na elaboração da obra.
Sobre alguns termos usados no Brasil na interrelação Arte e ensino, considere as duas colunas:
I. Educação Artística
II. Educação através da arte
III. Arte e seu ensino
IV. Proposta Triangular
a. tornou-se mais comum a partir de 1989, quando foi realizado, na ECA-USP, o 3o Simpósio Internacional sobre o Ensino da Arte e sua História.
b. refere-se à epistemologia da arte.
c. termo instituído oficialmente no Brasil a partir da Lei no 5.692/71.
d. terminologia criada por Herbert Read, na Inglaterra.
e. ênfase na interrelação entre o fazer, a leitura da obra e sua contextualização.
Assinale a associação correta entre as duas colunas.
I-a; II-c; III-b; IV-d.
I-b; II-a; III-d; IV-e.
I-c; II-d; III-a; IV-e.
I-d; II-b; III-c; IV-a.
I-e; II-d; III-a; IV-c.
Levando em conta que os trabalhos artísticos da criança estão inseridos num momento histórico, político, social e cultural, podemos afirmar que esta postura desvela:
as linguagens artísticas alcançadas através da materialização dos conhecimentos e, portanto, as competências.
o universo de encantamento que revela o fazer artístico através de uma aprendizagem conduzida.
os valores morais em que a arte está inserida, pois, essa faz parte do vocabulário natural das crianças.
a crença de que a produção artística é fruto de uma inspiração divina, sendo assim, realizada por eleitos.
os princípios básicos que fundamentam as imagens produzidas, e assim, formam seus valores simbólicos.
Vertamatti (2008) relata uma experiência em que o grupo coral com que trabalha foi levado a um espaço ao ar livre com muita vegetação de mata nativa, no qual as crianças se defrontaram com personagens fantásticas, que conduziam a ação e interagiam com o grupo, integrando procedimentos de teatro, música e poesia. Ao descrever e comentar o acontecido, a autora declara que a atividade permitiu aos participantes
compreender que o trabalho de canto coral pode ser muito divertido, o que normalmente não é.
oferecer propostas de integração de linguagens realizadas ao ar livre, pois só assim o canto coral pode interessar às crianças.
que a porta da sensibilidade permanecesse aberta e que as fronteiras do real e do fantástico se cruzassem.
progredir na produção vocal do grupo devido ao contato com as personagens teatrais.
experimentar outras formações corais, pois o coral sempre se utiliza da posição em semicírculo.
O professor contemporâneo é o professor pesquisador, aquele que aprende pesquisando. Em sua pesquisa, descrita no livro Arte, Educação e Cultura (In: Oliveira, 2007), Jociele Lampert afirma sua crença na educação que produza e construa conhecimento significativo, rejeitando a educação para a formação de indivíduos em fôrmas e formas idênticas. Para isso, sugere ao professor pesquisador
desenvolver conteúdos teóricos e reflexões unilaterais no processo educativo.
aprofundar-se nos estudos cronológicos da história da arte.
uma perspectiva cultural, que significa levar em conta o mundo pessoal de quem aprende, valorizando a capacidade de relacionar.
reproduzir de forma discordante os conhecimentos ensinados na graduação.
um olhar cultural de acordo com suas próprias ideologias, com recortes e colagens inéditos ao contexto dos alunos.
Estar diante de um filme pode causar impacto e deflagrar uma série de questões e ações no aluno. Se houver disponibilidade, a obra, em sua forma direta, entra em contato com o contemplador e lhe fala coisas sobre:
a história e sobre o audio visual em sala de aula.
a obra, sobre a seleção e as influências socioeconômicas.
sobre as condições de vida e a inserção social dos atores.
os padrões e sobre as escolhas que atendam as religiões.
A interação com culturas diferentes entre alunos e professores de diferentes culturas, etnias e camadas sociais pode beneficiar a:
fruição de diversas técnicas e a seleção de obras que mobilizam o desejo.
compreensão da pluralidade cultural e o respeito às semelhanças e diferenças.
perspectiva da apreensão estética e artística produzidas por e para si.
individualização dos gestos ligados à percepção cultural da sociedade.
avaliação da importância do respeito às relações plásticas e de pesquisas.
recinto de movimentos e manifestações das culturas dominantes.
elemento comparativo entre seres de mesma cultura artística.
regras estabelecidas para cada vez mais sobressair a imaginação.
jogo simbólico entre a sociedade e as possíveis interferências criadas.
instância não neutra e carregada de complexidade de vivências.
O trabalho dos professores de acordo com a experiência italiana está centrado sempre no relacionamento mais do que nos conteúdos. A ideia que sustenta isso é a de que:
na sua maioria, o trabalho escolar em arte com crianças é desenvolvido por professores formados em magistério, pedagogia ou com formação incompleta. Aos licenciandos em arte é necessário maior embasamento das teorias.
para compreender os processos de criação infantil, é muito importante que eles sejam estudados pelos professores, que por seu lado deveriam também vivenciar e experimentar seu processo pessoal sensível e criador.
há a necessidade relativa de maiores e melhores estudos e aprofundamentos sobre a questão de que os professores aperfeiçoem seu saber arte e saber ser professor de arte, especialmente junto à infância.
toda instrução é uma trama de relações comunicativas, um sistema de relações no qual os processos formativos estão estreitamente ligados àqueles comunicativos e os intercâmbios sociais são utilizados como instrumento de crescimento
a capacidade criativa e imaginativa e as potencialidades estéticas e artísticas infantis não podem se desenvolver isoladas e nem de modo unicamente espontâneo ou desprovido de intervenções de sua ambiência cultural.
Em Por uma escuta da obra de arte, publicado em Arte, Educação e Cultura, Célia Maria de Castro Almeida faz uma reflexão sobre a leitura da obra de arte compartilhando as considerações de Jorge Larrosa sobre o ato de ler como experiência. Nessa perspectiva, a experiência de leitura de um texto verbal ou visual é um acontecimento:
com a descrição, a análise e a interpretação.
do significado essencial do texto.
tecnicamente planejado e previsível.
da pluralidade de sentidos.
para revelação dos códigos artísticos.
Na proposta curricular do Estado de São Paulo para a disciplina, a Arte é estruturada como
mapa de territórios da arte, criado pela artista Iole de Freitas, com conceitos e conteúdos traçados por bimestre.
modelo arborescente de ensino de arte, com ênfase na história da arte e nos movimentos artísticos focalizando artistas, suas biografias e temáticas de suas obras de arte.
proposta triangular que permite uma interação dinâmica e multidimensional entre as partes e o todo e vice-versa, do contexto do ensino da Arte.
pensamento curricular que apresenta a arte como expressão, construção e representação de mundo e que se liga mutuamente em um conjunto em que estão presentes autor/artista, fruidor e a intermediação entre eles.
cartografia que traz um mapeamento de territórios da arte, propondo a partir deles e em conexão entre eles, conceitos e conteúdos geradores de processos educativos.
Um pensamento curricular em arte pode se mover em diferentes territórios da arte e cultura como linguagens artísticas, processo de criação, saberes estéticos e culturais, materialidade, forma-conteúdo, patrimônio cultural, mediação cultural. A proposta curricular de Arte apresenta um mapa visual onde estão esses territórios. "Zarpando", destacado abaixo, é um convite a continuar a viagem por entre outros territórios. A composição desses territórios oferece diferentes direções para o estudo da arte, tal qual o traçado de uma cartografia, um mapa de possibilidades, com trânsito por entre os saberes, articulando diferentes campos.

Pode-se fazer a leitura do mapa tal qual do percurso da linha da obra Estudo para superfície e linha, da artista Iole de Freitas, como:

uma estrutura tridimensional aberta e dinâmica.
um bloco fechado.
uma estrutura bidimensional e fixa.
uma forma que se mantém idêntica em outros espaços.
um bloco rígido.
Além de ações educativas envolvendo a leitura e interpretação da obra de arte em sala de aula, vários pesquisadores têm apresentado estudos sobre processos de compreensão do desenvolvimento estético. Esses conhecimentos são fundamentais para que os educadores possam refletir sobre como pensar melhor suas propostas didáticas no ensino de arte em relação aos processos de mediação entre a arte e o público e sua educação estética. Entre essas pesquisas, o estudo de Abigail Housen apresenta cinco estágios vivenciados pelo leitor (fruidor, espectador ou observador) da obra artística:
descritivo, interpretativo, avaliativo, reprodutivo e analítico estrutural.
narrativo, construtivo, classificatório, interpretativo e recreativo.
ler, fazer, contextualizar, registrar e expor.
analítico, interpretativo, descritivo, produtivo e ações de releituras.
análise oral, escrita, estética, histórica e social.
Para Analice Dutra Pillar (1999), em seu artigo A Educação do Olhar no ensino de arte, no que se refere à leitura das imagens:
I. o sentido vai ser dado pelo contexto e pelas informações que o leitor possui.
II. compreender uma imagem implica ver o modo como a gramática visual se estrutura e pensar criticamente sobre a imagem.
III. a educação estética abarca as várias formas de leitura, de fruição que podem ser possibilitadas às crianças, tanto a partir do seu cotidiano como de obras de arte.
Está correto o que se afirma em
I e III, apenas.
I, II e III.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
III, apenas.
Cabe ao professor de arte, ao ensinar conceitos e princípios, criar múltiplas oportunidades de interação das crianças com esses conteúdos, variando as formas de apresentá-los. O professor pode recorrer a todos os meios para informar sobre conceitos e princípios que deseja ensinar, ciente de que:
são os hábitos de registro que ajudam o professor a acompanhar, analisar, pesquisar e avaliar seu trabalho.
as reflexões sobre as práticas e teorias educativas escolares não são colocadas como um componente à parte.
a metodologia pode ser considerada como o método em ação, onde os princípios básicos se completem.
é o aluno quem transforma tais informações em conhecimento por intermédio de interações sucessivas.
a atitude inicial, básica, de percepção da realidade e suas contradições estarão sendo mencionadas.