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Os princípios éticos jornalísticos foram estabelecidos pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, acatados pelo Conselho Federal de Jornalismo, por recomendação da UNESCO.
Considere que um jornal tenha deixado de publicar reportagem a pedido de seus anunciantes. Nessa situação, caracteriza-se a crise ética exposta pelo texto acima.
Diante das denúncias e depoimentos prestados às CPI no Congresso Brasileiro e transmitidas ao vivo para todo o País, qual deve ser a atitude correta do jornalista designado para cobrir tal tema?
Confiar nas declarações do depoente e relatá-las como verdades.
Buscar outras informações que visem a incriminar o depoente.
Confrontar as informações dadas com fontes documentais seguras.
Pesquisar documentos para contradizer o depoente que mente.
Apresentar outras declarações que contradizem o depoente.
O direito de resposta, garantido pela Lei de Imprensa, é um instrumento importante, mas não é suficiente para assegurar a ética no jornalismo.
Com o fim da censura no Brasil, não foi mais necessário debater questões éticas.
A objetividade jornalística é condição para que haja ética na imprensa, pois esse recurso garante exatidão e neutralidade em todos os veículos.
O Código de Ética dos Jornalistas e a Lei de Imprensa vetam a intervenção nos conteúdos jornalísticos em função de interesses políticos e econômicos.
Para um repórter, aceitar presentes de fontes é um comportamento eticamente:
aceitável, porque não interfere nos procedimentos de apuração.
adequado, por ser uma prática corrente e não representar desvios.
inadequado, porque desperta ciúmes dos colegas de redação.
errado, porque gera dúvidas quanto à independência do repórter.
correto, porque colabora para melhorar o relacionamento com a fonte.
Ainda segundo o Código de Ética Jornalística de 1987, a censura e a autocensura são delitos:
No que diz respeito à censura, o espírito do disposto no Código de Ética do Jornalista, de 1985, foi reproduzido no art. 220, § 2.º, da Constituição da República.
A concentração da propriedade e do controle dos meios de comunicação ameaça a liberdade de expressão na medida em que diminui o número de veículos e canais — e, conseqüentemente a variedade dos conteúdos transmitidos e seus comunicadores — à disposição do público.
No que diz respeito aos princípios a serem observados na programação de rádio e televisão, o Código de Ética da Radiodifusão Brasileira, de 1993, é reprodução fiel do disposto no art. 221 da Constituição da República.
De acordo com o código em consideração, somente o regime da livre iniciativa e concorrência, sustentado pela publicidade comercial, pode manter os meios de comunicação livres e independentes.
A principal função da notícia é orientar o ser humano num mundo real. Para isso, o jornalista precisa estar comprometido com a verdade, de forma a que a informação reflita a realidade. Qual das frases abaixo encaixa-se no texto acima:
jornalismo, independente do seu comprometimento com as causas sociais, merece a confiança de todos os cidadãos.
jornalismo sério, comprometido com a veracidade dos fatos, é o canal através do qual a sociedade conhece melhor a realidade onde vive.
Todo jornalista carece de confiança.
jornalista confia tanto na sociedade que sente a liberdade de dizer tudo o que pensa, independente de como os cidadãos enxergam e interpretam o fato.
O jornalista deve respeitar o direito à privacidade do cidadão, exceto nos casos de interesse público.
Edgar Morin, em seu livro "Para sair do Século XX", página 41, coloca que "a informação que resolve uma incerteza pode eliminar uma preocupação e tranqüilizar; a informação que traz uma surpresa pode, pelo contrário, preocupar e provocar a incerteza sobre nossa aptidão de conceber a realidade". Assim, a censura, por exemplo, funciona de forma a dar prioridade às informações tranqüilizadoras. E como fica o jornalista no exercício da sua profissão? Escolha a melhor alternativa abaixo:
A censura faz parte do cotidiano do jornalista.
O jornalista exerce no seu dia-a-dia a autocensura, desobrigando-se da responsabilidade de fazer a notícia acontecer.
O compromisso com a verdade desobriga o jornalista de mensurar o grau de preocupação que a informação possa causar. A certeza que precisa ter é a de que a sua informação está amparada na ética e nas leis da sociedade.
O jornalista, antes de produzir a notícia, deve consultar o seu chefe se a sua publicação é garantida. Caso contrário, nem começa a redigi-la.
Tem sido comum a preocupação de jornais, televisão e rádio de enaltecer na notícia a presença de celebridades. Por exemplo: se um Ministro de Estado preside a inauguração de uma nova usina nuclear, a sua presença ganha mais destaque do que a própria usina. Assim, a imprensa tem tido mais olhos para enxergar artistas, modelos, jogadores consagrados e outros, em detrimento dos fatos relacionados à presença dessas celebridades. Veja, abaixo, qual a alternativa que mais se identifica com a missão de um repórter:
Se Pelé está inaugurando a primeira de uma série de escola de futebol no morro, basta conseguir uma entrevista exclusiva com o maior jogador do mundo e ignorar integralmente o acontecimento
Basta entender que a celebridade presente é que constitui a notícia, motivo pelo qual o destaque da reportagem deve ser dado a ela, a celebridade.
O repórter deve produzir um fato novo, desvinculado do acontecimento, para aproveitar a presença de personagens importantes, embora tenha sido destacado para cobrir a comemoração da mais antiga escola do Maranhão.
Sem ignorar a presença de pessoas importantes, é necessário olhar o fato sob a ótica da causa e efeitos de sua realização, ficando atento aos seus desdobramentos.
Sobre a responsabilidade das informações, o Código de Ética elaborado no Congresso Brasileiro de Jornalistas de 1987 define que:
apenas o jornal é responsável pela informação divulgada.
o jornalista é responsável pela informação que divulga, mesmo que seu trabalho tenha sido alterado por terceiros.
o jornalista é responsável por toda informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros.
o jornalista não é responsável pela informação a partir do instante em que ela é publicada por um jornal.
o jornal só é responsável pela informação publicada sem assinatura, e o material assinado é de exclusiva responsabilidade do jornalista.
O exercício do jornalismo é livre, inclusive nos aspectos econômicos, o que permite ao jornalista plena liberdade de negociação sobre a remuneração do seu trabalho.
No Brasil, o padrão transnacional de concentração progressiva da propriedade e do controle das comunicações — representado pela presença crescente de seus global players — encontrou ambiente historicamente favorável, uma vez que a mídia do país quase sempre se organizou oligopolisticamente.