Questões de Concurso sobre Produção Cultural, Produção Editorial e Educomunicação - Página 12 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Produção Cultural, Produção Editorial e Educomunicação

 
 
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De acordo com a literatura, um evento cultural pode apresentar definições diversas. Uma definição que NÃO corresponde a um evento(s) cultural(is) é a seguinte:


A

acontecimento que foge à rotina, programado para reunir grupo de pessoas.


B

acontecimentos especiais (rituais, apresentações ou celebrações) que possuem um determinado objetivo (cultural, social ou empresarial), portanto devem ser organizados, coordenados e controlados.


C

acontecimentos que podem ocorrer de modo imprevisto e sem um propósito específico. Neste caso, pode ser considerado uma oportunidade para o desenvolvimento profissional do Produtor Cultural.


D

diferentes tipos de eventos que envolvem diferentes tipos de público, os quais variam conforme demandam produtos e serviços, variam conforme suas necessidades e desejos e representam um sistema equilibrado, com planejamento, direção e coordenação das atividades.


E

experiência única, que pode criar um contexto social e espacial para o desenvolvimento de relações humanas, com a finalidade de transmitir objetivos concretos para um determinado grupo de pessoas.

Afirma-se que Cultura é um fenômeno complexo e multifacetado, além de possuir diferentes concepções e definições. É correto afirmar que cultura


A

é um termo monolissêmico cujos diferentes significados viabilizam o entendimento, desde o cultivo agrícola até diferentes modos de vida.


B

deve ser entendida de maneira prática e direta, desconsiderando diferentes aspectos sociais por buscar uma unidade identitária.


C

é estática e está em sintonia com a necessidade de manter as tradições hegemônicas de uma dada sociedade.


D

é um campo social em que se estabelecem as relações de poder e a luta por reconhecimento e representação, sendo, assim, meio de resistência e afirmação de identidades marginalizadas.


E

deve ser entendida como um produto do marketing cultural em processos de interações sociais, em que significados são construídos e negociados diretamente com o mercado.

O contrarregra é um profissional da cena teatral. Entre as suas atribuições está/estão


A

a captação e o gerenciamento de recursos para um espetáculo.


B

montagem, pintura, confecção e acabamento dos cenários, assim como a implementação de texturas e soldas.


C

a atenção à entrada de artistas em cena, assim como a conservação de figurinos e objetos de cena.


D

a elaboração dos projetos cenográficos para serem montados no espaço do espetáculo.


E

a constituição da ponte entre o diretor e o cenógrafo, assim como a divisão do trabalho cenotécnico do iluminador e da produção técnica.

Além do patrocínio financeiro direto, os projetos culturais podem se viabilizar por meio de diferentes modalidades de parcerias. Nesse sentido, considere que uma companhia de teatro precisa de um sistema de iluminação para sua nova peça, mas não tem verba para comprá-lo. Assinale a alternativa que descreve uma parceria estratégica na modalidade de permuta para esse caso.


A

A companhia abre uma campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) para que o público possa doar pequenas quantias para a compra do equipamento.


B

Uma empresa de tecnologia doa uma grande quantia em dinheiro para o projeto, com a condição de ter sua marca como a “patrocinadora máster” do espetáculo.


C

A companhia de teatro inscreve o projeto em um edital público municipal para tentar obter a verba necessária para a compra dos equipamentos.


D

Uma empresa de equipamentos de iluminação cede todos os refletores necessários para a temporada do espetáculo em troca da exposição de sua logomarca em todos os materiais de divulgação e de um número de ingressos para seus funcionários.


E

Um filantropo, amante das artes, assina um cheque pessoal para a companhia, sem exigir nenhuma contrapartida de imagem.

Uma instituição cultural centenária reconhecida como patrimônio cultural imaterial está desenvolvendo um projeto de revitalização que inclui restauro arquitetônico, modernização tecnológica e criação de um centro de memória digital. O projeto, orçado em R$ 8 milhões, envolve recursos da Lei Rouanet, financiamento do BNDES, contrapartida da mantenedora e crowdfunding internacional (R$ 500 mil). O projeto possui múltiplos stakeholders com interesses divergentes: o IPHAN (preservação patrimonial), a comunidade local (acesso e programação), patrocinadores corporativos (retorno de imagem), governo municipal (desenvolvimento turístico), academia internacional (pesquisa) e diáspora cultural (conexão identitária). Cada grupo possui expectativas específicas, canais de comunicação preferenciais e métricas de sucesso distintas. A diretoria de comunicação precisa desenvolver uma estratégia de comunicação institucional que gerencie as tensões entre preservação e modernização, equilibre interesses comerciais e missão cultural e construa legitimidade social para o projeto em um contexto de crescente escrutínio público sobre o uso de recursos incentivados. Qual abordagem de comunicação institucional apresenta maior eficácia para construir consenso entre stakeholders divergentes e assegurar a sustentabilidade reputacional do projeto a longo prazo?


A

Estratégia de performance comercial e ROI mensurável: desenvolvimento de campanha de comunicação focada na demonstração quantitativa do retorno sobre investimento para cada stakeholder, com ênfase em métricas de visitação, receita gerada, empregos criados e impacto econômico regional, utilizando dashboards em tempo real e relatórios de performance que comprovem a eficiência na aplicação dos recursos captados.


B

Estratégia de comunicação integrada e gestão de stakeholders: construção de uma narrativa institucional unificadora que posicione o projeto como síntese entre tradição e inovação, implementando canais de diálogo segmentados por público (comitê consultivo com IPHAN, assembleias comunitárias, relatórios executivos para patrocinadores, publicações acadêmicas, plataforma digital para diáspora), com governança transparente, prestação de contas proativa e gestão antecipada de conflitos de interesse.


C

Estratégia de identidade visual corporativa e branding: criação de sistema de identidade visual sofisticado que reflita a dualidade patrimônio-modernidade, desenvolvimento de manual de marca abrangente, produção de materiais gráficos de alta qualidade (catálogos, relatórios anuais, sinalização arquitetônica) e implementação de estratégia de naming que fortaleça o reconhecimento da marca institucional no mercado cultural nacional e internacional.


D

Estratégia de comunicação interna e alinhamento organizacional: priorização da comunicação interna através de programas de capacitação da equipe, workshops de alinhamento estratégico, criação de intranet corporativa, implementação de sistema de feedback 360° e desenvolvimento de cultura organizacional coesa que garanta a execução eficiente do projeto independentemente das pressões externas dos diferentes stakeholders.


E

Estratégia de gestão reativa de crises e monitoramento: implementação de sistema de monitoramento de mídia e redes sociais 24/7, criação de protocolos de resposta rápida para situações de crise, treinamento de porta-vozes para entrevistas de emergência e desenvolvimento de banco de respostas pré-aprovadas para questionamentos recorrentes sobre o uso de recursos públicos e as decisões curatoriais do projeto.

A produção de um evento musical de médio porte em espaço aberto demanda articulação complexa entre diversas áreas técnicas e operacionais. Considerando o fluxo de comunicação entre a equipe do artista contratado e a produção executiva do evento, qual é o instrumento documental especializado que discrimina minuciosamente as especificações técnicas obrigatórias relacionadas à montagem cênica, sistemas de amplificação sonora e projeto luminotécnico para viabilizar a apresentação?


A

Instrumento contratual de prestação de serviços artísticos, que estabelece as cláusulas jurídicas, comerciais e financeiras da contratação, incluindo valores de cachê, formas de pagamento, prazos de execução, obrigações recíprocas das partes, cláusulas de rescisão, penalidades por descumprimento e disposições sobre direitos de imagem, transmissão e gravação da performance.


B

Planta técnica de distribuição espacial do palco (stage plot ou mapa de palco), que apresenta representação gráfica bidimensional em escala do posicionamento de músicos, instrumentos, backline, monitores de retorno, pedestais de microfone e equipamentos eletrônicos sobre o tablado cênico, subsidiando o planejamento da montagem e a disposição da estrutura física pelos técnicos responsáveis.


C

Ordem de serviço ou requisição interna de produção, emitida pela coordenação executiva do evento para mobilizar as equipes operacionais terceirizadas, discriminando tarefas específicas de montagem, desmontagem, logística de equipamentos, gestão de fornecedores e cronograma detalhado de atividades pré-evento, durante e pós-evento, com definição de responsáveis por cada frente de trabalho.


D

Documento conhecido como rider técnico ou technical rider, que consolida de forma detalhada e sistematizada todas as exigências técnicas, logísticas e de hospitalidade necessárias à realização da apresentação, abrangendo especificações de equipamentos de áudio, iluminação, cenografia, camarins, alimentação, transporte e demais condições que devem ser asseguradas pelo produtor contratante.


E

Documentação de autorização e conformidade legal expedida pelo poder público municipal, que atesta o cumprimento das normas de segurança, acessibilidade, controle ambiental e ordenamento urbano, autorizando a realização temporária do evento no local especificado, sendo requisito obrigatório para funcionamento e passível de fiscalização pelos órgãos competentes.

Um museu de arte contemporânea, com acervo de 10.000 obras e público anual de 200.000 visitantes, está reformulando sua estratégia de comunicação digital para aumentar o engajamento online e diversificar seu público, especialmente atraindo a geração Z (14-27 anos). A instituição possui presença consolidada no Facebook e Instagram, mas registra declínio no alcance orgânico (-35% nos últimos 18 meses) e baixo engajamento (taxa média de 1,2%). O departamento de comunicação precisa desenvolver uma estratégia de conteúdo multiplataforma que otimize o algoritmo das redes sociais, maximize o User Generated Content (UGC) e transforme visitantes ocasionais em embaixadores digitais da marca, considerando as métricas de performance específicas de cada plataforma e o comportamento de consumo de conteúdo cultural digital. Sendo assim, qual abordagem estratégica de produção de conteúdo apresenta maior potencial para construir uma comunidade digital engajada, aumentar o tempo de permanência nas redes sociais e gerar conversões (visitas presenciais e vendas online)?


A

Estratégia de storytelling transmídia e cocriação: desenvolvimento de narrativas multiplataforma que conectem as obras do acervo através de histórias temáticas (stories seriados no Instagram, vídeos curtos no TikTok com curadores, lives no YouTube com artistas), complementado por campanhas de UGC, incentivando visitantes a criar conteúdo próprio (como #MinhaObraFavorita), enquetes interativas sobre curadoria colaborativa e experiências de realidade aumentada que permitam ao público “completar” obras digitalmente.


B

Estratégia de curadoria digital minimalista: publicação diária de uma única obra do acervo em alta resolução, acompanhada de dados técnicos precisos (dimensões, técnica, proveniência), priorizando a experiência estética não mediada, seguindo o modelo de grandes museus europeus.


C

Estratégia de agregação de conteúdo e benchmarking: curadoria sistemática de conteúdo de museus internacionais de referência (MoMA, Tate Modern, Centre Pompidou), republicação de posts com alta performance de outras instituições culturais e criação de compilações semanais das “melhores práticas” do setor, posicionando o museu como hub de referência em arte contemporânea.


D

Estratégia de performance marketing e conversão: foco na produção de conteúdo otimizado para vendas (posts promocionais sobre exposições, stories com countdown para eventos, carrosséis destacando produtos da loja), implementação de pixel de conversão para remarketing e segmentação de audiência por comportamento de compra, priorizando métricas de ROI sobre engajamento orgânico.


E

Estratégia de distribuição uniforme cross-platform: padronização do conteúdo para publicação simultânea em todas as plataformas (Facebook, Instagram, TikTok, Twitter, LinkedIn), utilizando ferramentas de agendamento automatizado, com adaptações mínimas de formato (quadrado para Instagram, vertical para TikTok, etc.), priorizando eficiência operacional e consistência de marca.

Uma produtora cultural especializada está desenvolvendo uma proposta de patrocínio para um festival internacional de documentários sociais, com orçamento total de R$ 2,5 milhões, direcionada a uma multinacional do setor de tecnologia que possui forte agenda ESG (Environmental, Social and Governance) e estratégia de marketing voltada para millennials urbanos de alta renda. A empresa-alvo tem histórico de investimento em projetos culturais (R$ 15 milhões nos últimos 3 anos), mas recentemente alterou sua política de patrocínio, priorizando projetos com impacto social mensurável, alta visibilidade digital e alinhamento com seus valores de inovação e sustentabilidade. O departamento de marketing da empresa trabalha com métricas rigorosas de ROI (Return on Investment) e ROAS (Return on Advertising Spend), além de KPIs específicos de brand awareness e brand equity. Considerando as tendências contemporâneas do marketing de patrocínio cultural e as exigências de compliance corporativo, qual elemento estratégico do projeto de captação tem maior potencial de conversão junto ao decisor de patrocínio?


A

Estrutura financeira e governança: apresentação de orçamento detalhado com margem de contingência de 15%, demonstrativo de fluxo de caixa trimestral, certificações de compliance fiscal (CND, FGTS, Receita Federal) e proposta de remuneração da produtora baseada em performance de entrega, demonstrando gestão financeira profissional e mitigação de riscos fiduciários.


B

Matriz de contrapartidas estratégicas e mensuração de impacto: desenvolvimento de um portfólio integrado de benefícios que inclua ativação de marca em experiências imersivas durante o festival, cocriação de conteúdo digital exclusivo para os canais da empresa, acesso a dados de audiência segmentados por perfil demográfico, relatório de impacto social quantificado (número de jovens cineastas apoiados, comunidades beneficiadas) e métricas de brand lift e sentiment analysis pré e pós-evento.


C

Portfólio de credenciais e track record: compilação extensiva de todos os projetos realizados pela produtora nos últimos 10 anos, incluindo festivais de nicho, eventos corporativos, produções audiovisuais independentes, com detalhamento de orçamentos, públicos atingidos e depoimentos de parceiros anteriores, demonstrando experiência abrangente no mercado cultural.


D

Flexibilidade operacional e customização: proposta de cronograma modular que permita ao patrocinador interferir nas decisões curatoriais, escolher os documentários selecionados, definir o perfil dos palestrantes e ajustar as datas do evento conforme sua agenda de lançamentos de produtos, garantindo total alinhamento com as necessidades de marketing da empresa.


E

Estratégia de precificação competitiva e oportunidade de mercado: análise comparativa de custos de patrocínio de festivais similares, proposta de investimento 40% abaixo da média de mercado, com argumentação baseada na “janela de oportunidade” para a empresa se posicionar como pioneira no apoio a documentários sociais antes que a concorrência identifique esse nicho.

As transformações tecnológicas impactaram profundamente os modos de criação, circulação e preservação da cultura. No âmbito da economia criativa, é correto afirmar que:


A

O uso de tecnologias emergentes no setor cultural transforma processos criativos, curatoriais e de gestão, integrando inovação técnica e experimentação artística.


B

As plataformas tecnológicas redefinem mediações culturais tradicionais, estabelecendo novas formas de interação entre criadores, obras e públicos em ambientes híbridos.


C

A digitalização da cultura amplia possibilidades de criação e circulação de conteúdos, coexistindo com expressões locais e fortalecendo redes de produção cultural diversificada.


D

A inovação digital na cultura abrange desde indústrias de entretenimento até práticas culturais comunitárias, ampliando democratização e acesso à produção simbólica.


E

As tecnologias digitais possibilitam novos arranjos produtivos e formas de difusão cultural, estimulando modelos colaborativos e sustentáveis de criação artística.

A profissionalização do campo cultural exige competências de planejamento, sustentabilidade e inovação. Nesse sentido, a respeito da gestão cultural, é correto o que se apresenta em:


A

O empreendedorismo cultural equilibra dimensões econômicas e simbólicas, desenvolvendo modelos sustentáveis que valorizam diversidade e inovação no setor criativo.


B

A gestão cultural eficiente articula políticas públicas, investimento privado e participação comunitária, promovendo sustentabilidade e democratização dos processos criativos.


C

A gestão cultural contemporânea articula captação de recursos, aplicação de normas administrativas e mediação qualificada com agentes criadores e comunidades.


D

O gestor cultural atua como articulador de redes criativas, promovendo a integração entre criação, produção, difusão e formação de públicos.


E

A atuação do gestor cultural integra planejamento logístico, financeiro e artístico, mediando dimensões administrativas e simbólicas dos processos culturais.

A universidade pública no Brasil é marcada pela indissociabilidade do tripé ensino, pesquisa e extensão. No artigo Universidade, cultura e políticas culturais, Antônio Rubim (2019) discute o papel cultural da universidade. Com base nas ideias do autor, analise as afirmativas abaixo:


I. A formação de diferentes estudantes universitários implica no acionamento de culturas humanísticas e técnicas, independente das áreas de conhecimento.

II. Toda atividade educativa é cultural, já que transmite aos estudantes saberes gerais e especializados, ligados aos respectivos cursos, e sua singularidade é dispensada.

III. A dinâmica cultural está restrita a espaços acadêmicos delimitados, tais como disciplinas das humanidades e espaços institucionais, tais como museus e galerias.

IV. A vocação cultural da universidade favorece seu compromisso com a diversidade, a liberdade, a cidadania e o desenvolvimento sustentável.


Está CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I e II.


B

I e IV.


C

II e IV.


D

I e III.

Em seu livro A ideia de cultura, Terry Eagleton (2011, p. 88) sinaliza que “a principal forma política da modernidade é ela mesma uma negociação difícil entre o individual e o universal”. Com base nessa citação, assinale a alternativa CORRETA para definir a expressão que compreende a ligação entre a política e a cultura, para constituição de uma unidade marcada pela soberania:


A

Estado-Nação.


B

Razão Universal.


C

Guerras Culturais.


D

Cultura Pós-Moderna.

A respeito das políticas culturais brasileiras, conforme Rubim (2021), é CORRETO afirmar que:


A

a concentração do orçamento na União dificulta a autonomia relativa dos municípios para definição de suas políticas culturais.


B

as gestões locais possuem pouca relevância para a construção e efetivação de políticas culturais inovadoras e democráticas.


C

quase 70% dos municípios brasileiros possuem dinâmica socioeconômica e recursos próprios para a promoção de políticas culturais.


D

projetos financiados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura estão concentrados na região Nordeste, por uma questão de nicho cultural.

A predominância da nomenclatura produção cultural no contexto de políticas culturais brasileiras, pela visão de Rubim e Rubim (2009), é resultante de inúmeras escolhas e contingências históricas específicas. Com base em tal fato, foram feitas as seguintes afirmações:


I. O Brasil desenvolveu, em suas primeiras políticas culturais implantadas no primeiro governo Vargas (1930-1945), uma preocupação abrangente com a formação de pessoal na área de produção cultural.

II. Na segunda metade dos anos 1980, o governo Sarney ampliou a infraestrutura cultural de maneira coerente, a partir de recursos privados advindos de uma política de leis de incentivo, pautadas por decisões do Estado.

III. A ausência de tradição na formação de gestores, a submissão da cultura à lógica de mercado e a frágil política cultural do Estado Nacional constituem, por excelência, o contexto explicativo para o surgimento da nomenclatura de produtores culturais.


Está CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I.


B

II.


C

III.


D

I e II.

A lei sergipana voltada à preservação de patrimônio imaterial com a proteção dos saberes tradicionais, que oferece bolsa vitalícia aos contemplados denomina-se


A

Lei Aldir Blanc.


B

Lei Paulo Gustavo.


C

Lei Municipal de Incentivo à Cultura.


D

Lei do Patrimônio.


E

Lei dos Mestres da Cultura Popular.

Hermano Roberto Thiry-Cherques, no livro “Projetos culturais: técnicas de modelagem” (2008) apresenta um quadro com 24 razões para se modelar um projeto cultural. “As razões para se lançar um projeto cultural são variadas. As mais comuns referem-se à produção e à preservação de bens e à demanda por artes e espetáculos. Modelam-se projetos para dar uma resposta estratégica a um desafio. Para fazê-lo, deve-se enfocar o projeto de modo a dar uma resposta apropriada ao que provocou a sua necessidade” (Thiry-Cherques, 2008).


Não faz parte das 24 razões, mencionadas que Thiry-Cherques, para modelar um projeto cultural:


A

Aproveitar incentivos e apoios governamentais; atender as demandas de uma comunidade; aproveitar recursos naturais ou refugos industriais; atender a uma prescrição legal; exportar bens ou serviços culturais.


B

Atender a demandas comerciais insatisfeitas; atualizar administrativamente uma organização da área cultural; atualizar tecnicamente um serviço; levar a efeito uma campanha educativa.


C

Estimular a criação e a manifestação de indivíduos, grupos ou comunidades; demonstrar a viabilidade de um empreendimento; desenvolver a produção artesanal; desenvolver um novo serviço cultural.


D

Interromper situações de monopólio ou oligopólio; criar competitividade entre empreendimento culturais; fortalecer a lógica do capital e estimular o consumo; fomentar o trabalho voluntário na área da Cultura.

No segmento dedicado à “estrutura” da Política de Cultura da UFOP, são delineados os componentes que integram a Política de Cultura da universidade. Nesse contexto, são estabelecidas as respectivas atribuições e competências de cada elemento, assim como sua posição inter-relacional nos processos de planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das atividades conduzidas no âmbito dessa política cultural.


São componentes que integram a Política de Cultura da UFOP:


A

Órgão Colegiado competente; Coordenadoria Administrativa; Plano de Cultura e Fórum de Cultura.


B

Órgão Colegiado competente; Coordenadoria de Cultura / Proex; Rede de Museus e Fórum de Cultura.


C

Órgão Colegiado competente; Coordenadoria de Cultura / Proex; Plano de Cultura e Fórum de Cultura.


D

Órgão Colegiado competente; Reitoria; Plano de Cultura e Fórum de Cultura.

Segundo Marilena Chaui, no livro “Cidadania cultural: o direito à cultura” (2006), quando o Estado não é produtor de cultura nem instrumento para seu consumo, ele pode concebê-la como um direito do cidadão. Neste contexto, a autora apresenta o conceito de política cultural definida pela ideia de cidadania cultural.


Assinale a alternativa que mais se aproxima da definição do conceito de política cultural, definida pela ideia de “cidadania cultural” aludida por Chauí.


A

A cultura não se reduz ao supérfluo, ao entretenimento, aos padrões do mercado, mas se realiza como direito de todos os cidadãos, direito a partir do qual a divisão social das classes possa manifestar-se e ser trabalhada porque, no exercício do direito à cultura, os cidadãos se diferenciam, entram em conflito, comunicam e trocam suas experiências, e movem todo o processo cultural.


B

A cultura é entretenimento, deve ser comercializada de acordo com os padrões de mercado, à oficialidade doutrinária (que é ideologia); todos os cidadãos devem obrigatoriamente participar da construção da política cultural como sujeitos sociais e políticos, e devem obrigatoriamente produzir cultura.


C

A cultura não se reduz ao supérfluo, ao entretenimento, aos padrões do mercado, à oficialidade doutrinária (que é ideologia); todos os cidadãos devem participar da construção da política cultural criando, em assembleias, o plano nacional da cultural. Como sujeitos sociais e políticos, devem obrigatoriamente produzir cultura.


D

A cultura não se reduz ao supérfluo, aos padrões do mercado, é democrática e neoliberal, mas se realiza como direito de todos os cidadãos, que devem participar do Sistema Nacional de Cultura como sujeitos sociais e políticos, já que os sujeitos são semelhantes, em uma cultura que não se transforma e se estabelece como processo cultural nacional.

Qual é o prazo de proteção dos direitos autorais para obras literárias, artísticas e científicas no Brasil, após a morte do autor?


A

50 anos.


B

70 anos.


C

100 anos.


D

80 anos.

“Os economistas têm dedicado pouca atenção ao papel da cultura no desenvolvimento econômico, seja ao contextualizar o processo de crescimento no mundo em desenvolvimento ou ao influir mais diretamente nos resultados econômicos dos países desenvolvidos” (Throsby apud Fonseca, 2007).

A partir dessa citação, Ana Carla Fonseca, no livro “Economia da cultura e desenvolvimento sustentável: o caleidoscópio da cultura” (2006) desenvolve o conceito de Economia da Cultura.


Esse conceito pode ser entendido como:


A

A Economia da Cultura se refere ao uso da economia e de sua metodologia no campo cultural, com o intuito de economizar verba dos fundos municipais. A economia passa assim a ser instrumental de redução de gastos públicos para reforçar a coerência e a consecução dos objetivos traçados pela política pública.


B

A Economia da Cultura se refere ao uso da lógica econômica e de sua metodologia no campo cultural. A economia passa assim a ser instrumental, emprestando seus alicerces de planejamento, eficiência, eficácia, estudo do comportamento humano e dos agentes do mercado para reforçar a coerência e a consecução dos objetivos traçados pela política pública.


C

A Economia da Cultura se refere ao uso do dinheiro público no campo cultural. A economia passa assim a ser instrumento de controle financeiro para reforçar a coerência e a consecução dos objetivos traçados pela política pública.


D

A Economia da Cultura se refere ao uso de agências e instituições financeiras do campo da economia pública na área da cultura. A economia passa assim a ser instrumental, emprestando seus bancos de investimento, agentes de mercado, sistema de pregão e cotação eletrônico para reforçar a coerência e a consecução dos objetivos traçados pela política pública.

 
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