Questões de Concurso sobre Quanto ao Vício Subjetivo

 
 
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Paulo e Mário adquiriram diversos lotes para construção de unidades imobiliárias em loteamento regular do município de Maricá. No entanto, Paulo iniciou as obras antes de Mário, e acabou por construir em dois lotes de Mário, em má-fé. Além disso, em outra construção, o mesmo invadiu em dez por cento outro lote de Mário. Mário ia ao menos uma vez por semana verificar seus lotes, e nunca impugnou as construções. Terminadas as obras, Mário ajuizou ação de indenização em face de Paulo. Considerando o caso hipotético e o disposto no Código Civil, é correto afirmar que:


A

com relação ao terreno invadido, Paulo adquirirá a propriedade, devendo indenizar Mário pelo valor perdido e pela desvalorização da área remanescente, mesmo que a parte invasora possa ser desfeita sem prejuízo da construção.


B

com relação às construções feitas nos lotes de Mário, como ambos agiram de má-fé, a propriedade é mantida em nome de Mário, devendo este indenizar Paulo pela construção.


C

com relação ao terreno invadido, como Paulo agiu de má-fé, deve demolir o que nele construiu e pagar as perdas e danos apurados.


D

com relação às construções feitas nos lotes de Mário, adquire este a propriedade, uma vez que Paulo agiu de má-fé.


E

com relação às construções feitas nos lotes de Mário, Paulo adquirirá a propriedade, indenizando Mário, uma vez que o valor da construção excede o valor do terreno.

No que se refere à posse, assinale a alternativa incorreta:


A

Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade


B

A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente


C

O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, sem qualquer ressalva


D

Salvo prova em contrário, entende-se manter a posse o mesmo caráter com que foi adquirida

Quanto ao direito das coisas, analise as seguintes assertivas.

I. De acordo com o STJ, não é possível o manejo de interditos possessórios em litígio entre particulares sobre bem público dominical.

II. A posse de boa-fé funda-se em dados psicológicos, em critério subjetivo. Já na posse justa ou injusta, o critério de análise é objetivo.

III. Configuram abuso do direito de propriedade os atos emulativos como também aquele que exerce o poder/dever de propriedade, sem dar-lhe função social e econômica.

IV. É lícita a incidência simultânea sobre um mesmo bem imóvel, de uma anticrese e de uma hipoteca.

V. O usufruto impróprio é aquele que recai sobre coisas consumíveis e fungíveis. Nesse caso, o usufrutuário passa a ser proprietário do bem, obrigando-se a restituir coisa equivalente ou o seu valor.

Assinale a alternativa correta:


A
Somente as assertivas I, II e IV estão corretas.

B
Somente as assertivas II, IV e V estão corretas.

C
Somente as assertivas II, III e IV estão corretas.

D
Somente as assertivas I, II, III, e V estão corretas.

E
Somente as assertivas II, III, IV e V estão corretas.

É correto afirmar que o possuidor de má-fé


A

responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, a partir do momento em que ingressou na posse do imóvel, mesmo se inicialmente de boa-fé.


B

responde pela perda, ou deterioração da coisa, ainda que acidentais, mesmo se provar que de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do reivindicante.


C

deve ser ressarcido somente pelas benfeitorias necessárias e úteis, não lhe assistindo o direito de levantar as voluptuárias.


D

tem direito às despesas da produção e custeio.


E

será ressarcido pelas benfeitorias a que tiver direito pelo seu valor atual ou o seu custo, o que for menor, ou a critério do renvindicante.

Pedro cedeu a posse de um terreno de 250 m2 a Joaquim. Aquele, contudo, adquiriu a posse mediante ameaças e agressões físicas contra o antigo possuidor do terreno. Joaquim pretende erigir no terreno adquirido uma casa para morar com sua família e desconhece a forma pela qual Pedro adquiriu a posse que lhe transmitiu.

É correto afirmar que a posse de Joaquim é de


A
má-fé e injusta.

B
má-fé e violenta.

C
boa-fé e injusta.

D
boa-fé e justa.

E
má-fé e precária.
A respeito da posse, é CORRETO afirmar:

A
A posse de boa-fé só perde esse caráter quando do trânsito em julgado da sentença proferida em ação possessória.

B
É assegurado ao possuidor de boa-fé o direito à indenização pelas benfeito-rias necessárias e úteis. Quanto às voluptuárias, estas, se não forem pagas, poderão ser levantadas, desde que não prejudiquem a coisa.

C
Obsta à manutenção ou à reintegração da posse a alegação de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa.

D
Sendo possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade, não é possível adquirir posse mediante representação.

Quanto aos direitos do possuidor de boa-fé, assinale a assertiva correta.


A

O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa, a que não der causa.


B

O possuidor de boa-fé poderá exercer o direito de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e voluptuárias.


C

O possuidor de boa-fé tem direito aos frutos percebidos, mesmo quando colhidos com antecipação.


D

O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias pelo seu valor de custo, ainda que inferior ao atual.

O possuidor de má-fé:


A

terá ressarcidas as benfeitorias úteis.


B

terá garantido o direito de retenção, até o ressarcimento das benfeitorias necessárias.


C

terá garantido o direito de levantar as benfeitorias voluptuárias.


D

em regra, não responde pela perda ou deterioração da coisa, a que não der causa.


E

responde por todos os frutos colhidos e percebidos, tendo direito às despesas da produção e custeio.

Sobre o estudo da posse e suas implicações, assinale a alternativa CORRETA.


A

Um movimento popular, ao invadir, à noite e sem violência, uma propriedade rural produtiva que cumpre função social e está sendo utilizada pelo proprietário, assume a posse do imóvel com o vício de precariedade.


B

O possuidor de boa-fé responde pela perda, ou deterioração da coisa, ainda que acidentais, salvo se provar que de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do reivindicante.


C

A posse, mesmo que injusta, ainda é posse e pode ser defendida por ações do juízo possessório, não contra aquele de quem se tirou a coisa, mas sim em face de terceiros.


D

A lei ressalva que se considera possuidor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens e instruções suas.

Considera-se possuidor de boa-fé aquele que ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. Também se presume, em qualquer hipótese, ser possuidor de boa-fé todo aquele que possui justo título.


C
Certo

E
Errado

Sobre a posse, é correto afirmar que:


A

Considera-se de boa-fé a posse que não for violenta, clandestina ou precária.


B

O locatário exerce detenção, não posse, do bem alugado.


C

A posse direta anula a indireta de quem foi havida.


D

A reintegração de posse não pode ser concedida contra o titular do domínio.


E

Aposse injusta pode ser de boa-fé.

Sobre a posse e seus efeitos, assinale a afirmativa INCORRETA.

A
O possuidor de má-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos.

B
O possuidor de boa-fé não responde por deterioração da coisa que não der causa.

C
O possuidor de má-fé será ressarcido somente pelas benfeitorias necessárias.

D
O possuidor de boa-fé será indenizado pelas benfeitorias necessárias e úteis.

Em relação à posse, considere:


I. Pode o possuidor direto defender sua posse contra o indireto.

II. A reintegração na posse é obstada pela alegação de propriedade.

III. Se mais de uma pessoa se disser possuidora, será mantida provisoriamente na posse, em regra, aquela que tiver a coisa.

IV. O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração a que não der causa.


Está correto o que se afirma em


A

I, II, III e IV.


B

II e III, apenas.


C

I, II e IV, apenas.


D

III e IV, apenas.


E

I, III e IV, apenas.

Considere as seguintes afirmações sobre o tema da posse:

I – A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.

II – O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção, ou restituição da posse.

III – Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias, assistindo-lhe o direito de retenção pela importância destas.

Quais das assertivas acima estão corretas?



A

Apenas a II.


B

Apenas a III.


C

Apenas a I e III.


D

Apenas a II e III.


E

Apenas a I e II.

Com relação ao instituto da posse, constante no Código Civil, é correto afirmar que


A

está previsto no capítulo de direitos reais.


B

o possuidor tem direito de ser mantido na posse em caso de esbulho, restituído no caso de turbação e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.


C

ao possuidor de má-fé não serão restituídas quaisquer benfeitorias, mesmo que necessárias, assim como não lhe assiste o direito de retenção pela importância destas, nem o de levantar as voluptuárias.


D

o possuidor de má-fé tem direito, enquanto durar sua posse, aos frutos percebidos.


E

o possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa a que não der causa.

Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito da disciplina da Posse no Código Civil.


A

O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de esbulho, restituído no de turbação, e segurado no de violência iminente.


B

A alegação de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa, obsta a manutenção ou reintegração na posse.


C

O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força a qualquer tempo.


D

O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos.

O Código Civil ao tratar da interpretação dos negócios jurídicos, dos efeitos do casamento putativo e os que regulam a posse, dentre outros, estabelece a utilização do princípio da boa-fé objetiva.


C

Certo


E

Errado

O possuidor

A
de má-fé nunca responde pela perda ou deterioração da coisa.

B
de boa-fé não tem direito, enquanto durar a boa-fé, aos frutos percebidos.

C
de má-fé não responde por todos os frutos colhidos e percebidos, desde o momento em que se constituiu de má-fé.

D
não pode intentar ação de esbulho, ou de indenização, contra o terceiro que recebeu a coisa esbulhada sabendo que o era.

E
de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa, a que não der causa.

Considerando o instituto da posse no Código Civil, analise as afirmativas a seguir.

I. O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis, abrangendo, inclusive, o direito de retenção pelo seu valor.

II. Aquele que edifica em terreno próprio com materiais alheios responde por perdas e danos, ainda que tenha agido de boa-fé.

III. Contra o terceiro que recebeu a coisa esbulhada, ainda que não soubesse que o era, pode o possuidor intentar ação de esbulho ou de indenização.

IV. Terá direito a indenização, se agiu de boa-fé, aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio.

Estão CORRETAS as afirmativas


A
I e III apenas.

B
II e III apenas.

C
I e IV apenas.

D
II e IV apenas.
Com base no que dispõe o Código Civil sobre posse, assinale a opção correta.

A
Caracteriza-se como clandestina a posse adquirida via processo de ocultamento em relação àquele contra quem é praticado o apossamento, embora possa ser ele público para os demais. Por tal razão, a clandestinidade da posse é considerada defeito relativo.

B
Na posse precária, o vício se inicia no momento em que o possuidor recebe a coisa com a obrigação de restituí-la ao proprietário ou ao possuidor legítimo.

C
A ocupação de área pública, mesmo quando irregular, pode ser reconhecida como posse, podendo-se admitir desta o surgimento dos direitos de retenção e de indenização pelas acessões realizadas.

D
É possível reconhecer a posse a quem não possa ser proprietário ou não possa gozar dos poderes inerentes à propriedade.

E
É injusta a posse violenta, por meio da qual o usurpado seja obrigado a entregar a coisa para não ver concretizado o mal prometido, incluindo-se entre os atos de violência que tornam a posse injusta o temor reverencial e o exercício regular de um direito.
   
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