Questões de Concurso sobre Simulação do Negócio Jurídico (Art. 167)

 
 
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Zelinda e Cláudio compareceram ao cartório para celebrar contrato de compra e venda de imóvel, tendo declarado, para fins de lavratura da escritura pública, que o preço pago por Zelinda seria de R$ 1.200.000,00 em troca da transferência da propriedade do apartamento de Cláudio. Entretanto, o que seria efetivamente pago, conforme avençado entre os dois, era o valor de R$ 2.000.000,00, que foi o montante efetivamente recebido por Cláudio de Zelinda: o acordo entre as partes para a declaração de valor menor tinha por objetivo pagar menos impostos.


Nesse caso, ocorreu:


A

fraude contra credores;


B

dolo;


C

lesão;


D

simulação;


E

estado de perigo.

No que diz respeito ao negócio jurídico, assinale a alternativa incorreta.


A

O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo


B

As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, não lhe sendo permitido supri-las, ainda que a requerimento das partes


C

É nulo o negócio jurídico simulado, e igualmente o que se dissimulou, ainda que válido na substância e na forma


D

É nulo o negócio jurídico quando for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade

Em 2017 o munícipe A celebrou negócio jurídico com o munícipe B, entregando para uso do munícipe B um imóvel residencial, tendo como contraprestação o pagamento mensal de R$ 3.000,00, em dinheiro. Tencionando sonegar a tributação, o munícipe A intitulou o instrumento particular como contrato de comodato e anotou, no corpo do instrumento, que o pagamento da contraprestação dava-se a título de auxílio de curso. Ante a situação, assinale a alternativa correta.


A

O negócio jurídico é anulável, pois firmado em fraude contra credores.


B

Eventual pretensão de anulação do negócio jurídico está prescrita, uma vez que a prescrição relativa à locação de imóvel urbano é de 3 anos.


C

O negócio jurídico não poderá ser anulado por iniciativa do munícipe B, pois, passados 4 anos, operou-se a decadência.


D

O contrato de comodato é nulo, dada a simulação, mas subsiste a locação que se dissimulou.


E

Nenhuma das alternativas acima está correta.

Situação hipotética: André está sendo demandado em ação de execução em decorrência de obrigação contratual inadimplida por ele junto a Manoel. Para se esquivar da obrigação, André formalizou um contrato particular, por meio do qual transferiu para Haroldo, com data retroativa, parte do seu patrimônio. Assertiva: Nessa situação, Manoel poderá requerer a nulidade do negócio jurídico formalizado entre André e Haroldo, por considerar que houve um ato simulado.


C

Certo


E

Errado

O Banco BPF S/A ajuizou execução por título extrajudicial em face de João Pedro para satisfação de sua dívida. No momento da penhora de um automóvel que cobriria o valor devido, o executado informou que este fora vendido para seu filho, Bernardo. O automóvel se encontra efetivamente na posse de Bernardo, que dele vem se utilizando, e a transferência da propriedade foi registrada administrativamente junto ao Detran. No entanto, o executado não obteve êxito em comprovar o valor supostamente pago pela venda do carro, ficando claro que o negócio jurídico efetivamente celebrado fora uma doação.


Diante disso, deve ser reconhecida a:


A

nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva;


B

anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;


C

inexistência do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa subjetiva;


D

nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;


E

anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva.

De acordo com o Código Civil, haverá simulação nos negócios jurídicos quando:


1. aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem.

2. contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira.

3. os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados.

4. o credor quirografário receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


E

São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.

Gustavo cedeu imóvel a Rodrigo, por meio da celebração de comodato. Entretanto, Gustavo passou a cobrar de Rodrigo valores mensais referentes a aluguel.


Considerando as disposições do Código Civil, a situação hipotética representa


A

a simulação do negócio jurídico, sendo o comodato nulo e a locação válida.


B

a simulação do negócio jurídico, sendo o comodato válido e a locação nula.


C

a validade de ambos os negócios jurídicos.


D

a coação, sendo o comodato nulo.


E

a simulação do negócio jurídico, sendo o comodato e a locação nulos.

Magda deseja vender um imóvel para um de seus filhos, Bruno. Para não ter problemas com seus outros filhos que não concordarão com a venda, ela combina com Jorge, seu melhor amigo, de vender o imóvel para ele, mas com a incumbência de ele revendê-lo, em seguida, para Bruno, o que efetivamente ocorre.

-

Quando os outros filhos de Magda descobrirem, eles poderão alegar:


A

confirmação;


B

conversão;


C

simulação;


D

redução;


E

ratificação.

Em razão da presença de vício que a doutrina classifica como social, o negócio jurídico será anulável, caso se constate a presença de


A

objeto ilícito.


B

coação entre seus celebrantes.


C

fraude contra credores.


D

estado de perigo.


E

simulação.

De acordo com o Código Civil, o negócio jurídico simulado é


A

anulável, não sendo suscetível de confirmação.


B

anulável, mas é suscetível de confirmação.


C

nulo, não sendo suscetível de confirmação.


D

nulo, mas é suscetível de confirmação.


E

válido, exceto no caso de dissimulação.

A. é casado com S. pelo regime da comunhão universal de bens. A. tornou-se amante de M. e deseja doar para ela um apartamento de propriedade dele, no valor de R$1.000.000,00. Combinou com seu amigo F. a outorga de escritura de compra e venda, porque assim S. concordaria com a alienação. F. nada pagaria e assumiu a obrigação de transferir em doação o imóvel para M. As duas escrituras públicas foram lavradas na mesma data, porém, em tabelionatos de notas diferentes.

Os dois negócios jurídicos noticiados são


A

anuláveis por fraude contra credores.


B

nulos por simulação.


C

nulos por vício de forma.


D

válidos porque aplicável o princípio da conversão substancial.

Ademir queria doar um de seus terrenos a seu sobrinho João, mas sabia que sua esposa Delma não concordaria com isso. Assim, doou o terreno para seu amigo Cleber que, após alguns meses, repassou o imóvel a João, conforme previamente acertado entre Ademir e Cleber.


Nesse caso, ocorreu:


A

dolo;


B

fraude contra credores;


C

lesão;


D

simulação;


E

erro.

Assinale a alternativa correta sobre a simulação.


A

Na simulação relativa, o aproveitamento do negócio dissimulado se subordina à verificação de ausência de ofensa à lei e preenchimento de requisitos de validade, e não decorre tão somente da invalidade do negócio jurídico simulado.


B

A simulação não pode ser alegada por uma das partes partícipes do negócio contra a outra.


C

A simulação gera a nulidade do negócio jurídico, com efeitos ex tunc, razão pela qual não há como preservar eventuais direitos de terceiros de boa-fé.


D

Tal como ocorre na reserva mental, a simulação pressupõe concorrência de vontades voltadas à produção de efeitos que, na verdade, não são desejados.

Em relação à invalidade do negócio jurídico, considere os enunciados seguintes:

I. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.

II. O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, embora convalesça pelo decurso do tempo.

III. A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade.

IV. Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, será este de quatro anos, a contar da data da conclusão do ato.

V. Respeitada a intenção das partes, a invalidade parcial de um negócio jurídico não o prejudicará na parte válida, se esta for separável; a invalidade da obrigação principal implica a das obrigações acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal.

Está correto o que se afirma APENAS em


A
I, III e V.

B
I, III, IV e V.

C
II, IV e V.

D
I, II e III.

E
II, III e IV.
A declaração enganosa de vontade que vise à produção, no negócio jurídico, de efeito diverso do apontado como pretendido consiste em defeito denominado

A

simulação.


B

erro.


C

dolo.


D
lesão.

E
reserva mental.

Fábio doou um terreno a Fernanda, porém, como resultado de conluio entre ambos, o imóvel foi registrado como adquirido por meio de contrato de compra e venda.

Conforme o Código Civil, essa situação hipotética configura


A

fraude contra credores, permanecendo válida a doação.


B

simulação, sendo válido o contrato de compra e venda.


C

fraude contra credores, o que implica a nulidade da doação.


D

simulação, o que implica a nulidade da doação.


E

simulação, permanecendo válida a doação.

Gustavo e Henrique celebraram compromisso particular de venda e compra de um imóvel, em fevereiro de 2019. Ajustaram, no entanto, que no instrumento contratual referente ao compromisso constaria outra data: maio de 2018. Isso porque Gustavo pretendia apresentar o documento para um credor seu, justificando que já havia se comprometido a alienar o imóvel. De acordo com o Código Civil de 2002, é correto afirmar que o negócio jurídico


A

é anulável, em razão da simulação existente.


B

é nulo, em razão do dolo existente.


C

é anulável, pois o motivo determinante, comum a ambas as partes, foi ilícito.


D

é nulo, em razão da simulação existente.


E

é anulável, em razão do dolo existente.

Suponha-se que João e Maria tenham simulado negócio jurídico. Nesse caso, esse negócio jurídico simulado será nulo, mas o negócio que se dissimulou subsistirá, se for válido na substância e na forma.


C
Certo

E
Errado
   
Gerar simulado