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Questões de Concurso sobre Crime Preterdoloso

 
 
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Paulo, ao sair irritado da partida em que o seu clube de futebol havia perdido de goleada para o maior rival, sacou sua arma de fogo e, mesmo não desejando diretamente matar alguém, mas assumindo o risco de fazê-lo, disparou diversas vezes na direção de uma estação de trem, pois tinha ciência de que ela estava lotada e servia como ponto de encontro para a torcida do clube rival.

Um dos disparos acabou atingindo fatalmente um padre, que se deslocava em direção à igreja para oficiar a missa.


Sobre o crime praticado por Paulo, assinale a afirmativa correta.


A

Homicídio, mediante dolo eventual.


B

Homicídio culposo, pois sua intenção não era causar a morte.


C

Tentativa de homicídio, pois sua intenção não era causar a morte.


D

Homicídio mediante preterdolo, pois o padre não estava entre os alvos de Paulo.

De acordo com o Código Penal, assinale a alternativa correta.


A

Todos os crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa podem ser tomados como culposos se praticados com negligência.


B

No infanticídio culposo, a agente age sem a intenção de matar, mas o faz por estado puerperal.


C

Salvo os casos expressamente previstos em lei como crimes culposos, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.


D

É preterdolosa a lesão corporal quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo, ainda que o tenha iniciado de forma culposa.


E

A imperícia como elemento da conduta dos crimes culposos é fato considerado culpável a pretexto de isentar ou aplicar a pena.

A conduta do agente prevista e punida pela lei penal que tem como causa a imprudência, negligência ou imperícia configura o crime


A

culposo.


B

doloso.


C

preterdoloso.


D

comissivo por omissão.


E

omissivo.

Túlio, um conhecido chefe de organização criminosa, plantou uma bomba no automóvel que transportava o presidente da empresa Beta (alvo da ação delituosa) bem como um motorista e um segurança. Túlio detonou o artefato a distância, durante o deslocamento do veículo em via pública, o que resultou na morte de todos os seus ocupantes.

Nessa situação hipotética, em relação à morte do segurança, Túlio agiu com


A

preterdolo.


B

culpa consciente.


C

dolo eventual.


D

dolo direto de primeiro grau.


E

dolo direto de segundo grau.

Acerca do dolo e da culpa no âmbito penal, analise os itens abaixo:


I. O crime preterdoloso é aquele em que o agente age com o chamado dolo culposo.

II. Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente.

III. A depender do nexo de causalidade, se o agente der causa ao resultado por imperícia, é possível que o crime seja doloso ou culposo.


Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):


A

apenas I.


B

apenas II.


C

apenas III.


D

apenas I e II.


E

I, II e III.

A CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA TEORIA DO CRIME APRESENTA, DENTRE OUTRAS, AS SEGUINTES VERTENTES: CRIME DOLOSO, CULPOSO OU PRETERDOLOSO; CRIME COMISSIVO, OMISSIVO OU DE OMISSÃO IMPRÓPRIA; CRIME DE DANO OU DE PERIGO CONCRETO OU ABSTRATO; CRIME MATERIAL, FORMAL OU DE MERA CONDUTA. DIANTE DISSO, ASSINALE A OPÇÃO INCORRETA:


A

De acordo com a jurisprudência do STJ, o crime de tráfico internacional de arma de fogo (art. 18, da Lei n. 10.826/2003, com a redação dada pela Lei n. 13.964/2019), é classificado como sendo de perigo concreto, ao passo que o crime de poluição por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas (art. 54, § 2º, inc. V, da Lei n. 9.605/1998), é classificado como crime de dano.


B

De acordo com a jurisprudência do STJ, o crime de sonegação fiscal (art. 1º, inc. I, da Lei n. 8.137/1990) pode ser praticado na modalidade da omissão imprópria, no caso do administrador de pessoa jurídica que se vale de terceiro para executar os atos de natureza fiscal, ao passo que o crime de gestão temerária de instituição financeira (art. 4º, par. único, da Lei n. 7.492/1986) é crime comissivo.


C

De acordo com a jurisprudência do STJ, o crime de incêndio seguido de morte da vítima (art. 250 c/c art. 258, 2ª parte), é classificado como preterdoloso ou preterintencional, ao passo que o crime de receptação qualificada (art. 180, § 1º, do CP), é classificado como de dolo direto ou eventual.


D

De acordo com a jurisprudência do STJ, o crime de sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A, do CP) é de natureza material, ao passo que o crime de falso testemunho (art. 342, do CP) é de natureza formal.

Quando o agente pratica o crime com determinado dolo, mas, por culpa sobressai um resultado mais grave do que o esperado, ocorre


A

erro de tipo.


B

erro de execução.


C

crime preterdoloso.


D

concorrência de culpa.


E

erro de proibição.

A tipicidade


A

na conformação do funcionalismo é avalorada para constituir garantia de restrição do âmbito de punição.


B

material é a adequação da conduta à norma incriminadora configurando um mecanismo de subsunção.


C

preterdolosa enseja um crime qualificado pelo resultado em que o tipo-base é doloso e o resultado qualificador é culposo.


D

é excluída toda vez que se verificar o erro de proibição inevitável.


E

material é incompatível com a contravenção penal, dada sua menor gravidade e a fragmentariedade do direito penal.

Assinale a alternativa correta


A

Todos os crimes dispostos na parte especial de Código Penal preveem a forma dolosa e culposa do delito.


B

O crime culposo admite a figura da tentativa.


C

O direito brasileiro não reconhece a figura da culpa imprópria.


D

O dolo eventual não é admitido no direito brasileiro.


E

O crime de lesão corporal seguido do resultada morte, disposto no artigo 129, § 3º, do Código Penal, é exemplo de crime preterdoloso.

I – Ao contrário do que ocorre no Processo Penal, na contagem dos prazos previstos no Código Penal computa-se o dia do começo e exclui-se o do vencimento. Esta regra deve ser observada para os prazos prescricionais, de decadência e os de duração das penas.

II – O crime preterdoloso é um misto de dolo e culpa, com culpa na conduta antecedente e dolo no resultado conseqüente.

III – O princípio da consunção é uma forma de solução do conflito aparente de normas a ser aplicado quando um fato definido por uma norma incriminadora constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro crime.

IV – A identificação do dolo ou da culpa na conduta do agente é uma maneira de limitar o alcance da Teoria da Equivalência dos Antecedentes Causais (“conditio sine qua non”).

V – Para configuração do crime impossível exige-se a impropriedade absoluta do objeto e também a ineficácia absoluta do meio.


A

Apenas as assertivas I, III, IV e V estão corretas.


B

Apenas as assertivas II, IV e V estão corretas.


C

Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.


D

Apenas as assertivas I e II estão corretas.


E

Todas as assertivas estão corretas.

No crime preterdoloso a culpa pode ser reconhecida por presunção?


A

Sim. No crime preterdoloso a culpa pode ser reconhecida por presunção;


B

Não, porque no crime preterdoloso a conduta do agente é sempre preordenada;


C

A culpa no crime preterdoloso não pode ser presumida, deve ser provada;


D

Não, porque no crime preterdoloso o resultado é sempre almejado pelo agente;


E

Sim, desde que o agente tenha almejado o resultado.

Considere o exemplo a seguir: João quer ferir e assim dá um soco no rosto de Antônio; esse ao cair, bate com a cabeça na pedra e morre. É CORRETO afirmar que estamos diante de exemplo de um crime

A
com erro de tipo.

B
com imperícia, unicamente.

C
para julgamento no tribunal do júri.

D
preterdoloso.

Se diante de um determinado fato delitivo, verificar-se que há dolo na conduta inicial e culpa no resultado final, podese dizer que se configurou crime:


A

doloso puro.


B

preterdoloso.


C

doloso misto.


D

culposo misto.


E

doloso alternativo.

Em face das seguintes assertivas, assinale a alternativa incorreta:


A

O dolo direto de segundo grau versa sobre as conseqüências secundárias, decorrentes dos meios elegidos pelo autor para a prática da conduta, desde que por ele representadas como certas ou necessárias, ainda que não desejadas.


B

O comportamento típico culposo apresenta os seguintes elementos: conduta voluntária; inobservância do dever de cuidado objetivo; produção de resultado naturalístico, não desejado nem consentido; nexo de causalidade; previsão ou previsibilidade objetiva; subsunção a norma penal expressa.


C

O preenchimento do tipo penal doloso pode exigir, ao lado do dolo, a verificação de outros elementos de natureza subjetiva, sem os quais a conduta será desclassificada para outro tipo penal ou simplesmente considerada atípica.


D

A combinação entre o dolo (no precedente) e a culpa (no conseqüente) é essencial para a caracterização dos crimes qualificados pelo resultado.


E

O Código Penal brasileiro acolheu, no caput de seu artigo 13, a teoria da equivalência dos antecedentes causais, admitindo, todavia, o rompimento do nexo causal por causa superveniente relativamente independente (artigo 13, § 1º), o que representa limite à amplitude da teoria elegida pelo legislador para regular a causalidade natural no Direito Penal.

Diz-se que o crime é doloso, quando o agente quis o resultado; preterdoloso, quando, embora não querendo o resultado, o agente assumiu o risco de produzi-lo.


C
Certo

E
Errado
 
 
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