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Suponha que um indivíduo, após invadir uma residência, empregue grave ameaça para subtrair bens, cometendo o crime de roubo. Com base nessa situação hipotética e nas regras de solução do conflito aparente de normas penais, é correto afirmar que esse indivíduo, após ser regularmente processado, deverá responder
pelos crimes de roubo e de violação de domicílio, em concurso material.
apenas pelo crime de violação de domicílio, que é mais grave que o de roubo.
apenas pelo crime de roubo, uma vez que ele absorve o crime de invasão de domicílio, aplicando-se o princípio da especialidade.
pelos crimes de roubo e de violação de domicílio, aplicandose o princípio da subsidiariedade.
apenas pelo crime de violação de domicílio, pois o roubo é fato atípico nesse caso.
Luiz reside em um condomínio composto por vinte casas idênticas. Em uma determinada ocasião, após um cansativo dia de trabalho, Luiz, no período noturno, acabou por ingressar no domicílio do seu vizinho, sem a concordância deste, acreditando, fortemente, de que se tratava da sua casa, em razão da identidade entre as construções.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Luiz
não responderá por qualquer crime, em razão do erro de proibição indireto.
não responderá por qualquer crime, em razão do erro de proibição direto.
não responderá por qualquer crime, em razão do erro de tipo.
responderá pelo crime de violação de domicílio qualificado.
responderá pelo crime de violação de domicílio simples.
Nos termos da Lei no 13.869/2019 – Abuso de Autoridade, é correto afirmar que incorre em crime o agente público que cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar, contra a vontade do morador, às
quatro horas e cinquenta minutos.
vinte horas e trinta minutos.
seis horas e quinze minutos.
doze horas.
Agentes da Polícia de determinado Estado ingressam na casa de supostos criminosos quando ainda não havia nascido o sol, em busca de drogas, movidos por denúncia anônima que apenas referia que naquela casa estavam 3 traficantes com grande quantidade de entorpecentes, sem qualquer outra referência. Os policiais não portavam ordem judicial, estando a cumprir ordem de superior hierárquico. Considerando a descrição dos fatos, pode-se afirmar que:
Somente com mandado judicial é possível ingressar em casa alheia.
O ingresso em domicílio alheio se justifica para averiguação dos fatos.
Não é possível o ingresso na residência de terceiros, durante a madrugada.
Havendo ordem de superior hierárquico é possível ingressar em casa alheia.
É abusivo o ingresso em domicílio alheio, sem indícios efetivos da prática de crime.
Nos termos do artigo 150 do Código Penal, a expressão “casa” compreende
taverna.
compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade.
casa de jogo.
quarto de hospedaria desocupado.
área de estalagem aberta ao público.


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Suponha que, em determinada operação policial, entenda ser necessária a entrada forçada em domicílio de determinada pessoa, com a realização de busca e apreensão, no período noturno, sem mandado judicial, por supostamente estar ocorrendo situação de flagrante delito. Nessa situação, as razões para a entrada domiciliar devem ser justificadas
antes da entrada, e, se consideradas ilícitas, a autoridade policial deverá responder civil e penalmente, ainda que os atos praticados sejam considerados válidos.
a posteriori, e, se consideradas ilícitas, haverá responsabilidade disciplinar e penal da autoridade policial, embora os atos praticados sejam considerados válidos.
a posteriori, e, se consideradas ilícitas, haverá responsabilidade disciplinar, civil e penal da autoridade policial, e os atos praticados serão considerados nulos.
antes da entrada, e, se consideradas ilícitas, os atos praticados serão considerados nulos, e a autoridade policial deverá responder disciplinarmente, mas não na esfera civil ou penal.
antes da entrada, e, se consideradas ilícitas, haverá responsabilidade disciplinar, civil e penal da autoridade policial, embora os atos praticados sejam considerados válidos.
O delito de violação de domicílio configura-se modalidade qualificada quando praticado:
mediante destreza;
com rompimento de obstáculo;
mediante ardil;
em vigilância epidemiológica;
durante a noite.
Dos crimes contra a inviolabilidade do domicílio, especificamente no crime de violação de domicílio, que é entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas dependências, assinale a alternativa INCORRETA.
Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências durante o dia, com observância das formalidades legais, para efetuar prisão ou outra diligência.
Inclui-se na expressão “casa”, a taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero.
Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.
Não se compreendem na expressão “casa”, a hospedaria, estalagem ou qualquer outra habilitação coletiva, enquanto aberta, salvo restrição prevista no Código Penal.
Em relação ao delito de invasão de domicílio, é correto afirmar que:
agente público, no exercício do seu cargo, que invade ou adentra, clandestinamente, imóvel alheio, sem determinação judicial, pratica o crime em tela na sua forma majorada;
relações familiares são suficientes para afastar a violação de domicílio, por constituírem escusas absolutórias previstas em lei, na forma do Art. 181, inciso II, do Código Penal;
o vigilante que consente com a entrada de estranhos em local reservado à diretoria da empresa não pode ser penalmente responsabilizado;
não há crime quando o proprietário ingressa em seu próprio imóvel sem autorização do inquilino, mesmo que não haja previsão contratual;
a administração tributária tem a necessidade de ordem judicial para adentrar ou permanecer em domicílio contra a vontade de quem exerce em local privado não aberto ao público sua atividade profissional.
No que se refere aos crimes contra a inviolabilidade do domicílio, de acordo com o Código Penal, assinale a opção INCORRETA.
Se o crime de violação de domicílio é cometido durante a noite, ou em lugar ermo, ou com o emprego de violência ou de arma, ou por duas ou mais pessoas, a pena é de detenção, de seis meses a dois anos, além da pena correspondente à violência.
Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências, durante o dia, com observância das formalidades legais, para efetuar prisão ou outra diligência.
Não se compreendem na expressão "casa" a taverna, a casa de jogo e outras do mesmo gênero.
Não se compreendem na expressão "casa" compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade.


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Assinale a alternativa que contempla uma hipótese de violação de domicílio.
Pafúncio e Marocas, casados, em virtude de um desentendimento, resolvem se separar, após o que, conforme acordado entre ambos, Pafúncio deixa o lar conjugal para morar em outra casa. Semanas depois, embora já proposta a ação de divórcio, Pafúncio retorna ao imóvel e ali se instala sem a ciência de Marocas, que naquele momento viajava com o novo namorado.
Clarabeia, ao passear pelas ruas internas de um condomínio de casas, no qual entrou regularmente, percebe um canteiro de rosas no jardim de um dos imóveis. Como o jardim não é murado, delimitado por cercas ou possui qualquer outro obstáculo ao livre acesso de pessoas, Clarabeia nele ingressa, de lá colhendo uma muda de flor para levar consigo.
Jeremias, após o trabalho, por volta das 18h, notando que não chegará a tempo para ver o jogo televisionado de seu time de coração, entra no saguão de um hotel, misturando-se a hóspedes e funcionários, pois ali há um telão transmitindo a partida.
Ferdinando. fotógrafo, é contratado para trabalhar em um evento privado. No dia agendado, erra o endereço e ingressa - de forma não autorizada - no aniversário de Violeta. Instado pelos seguranças a deixar o local, ainda desconhecendo seu equívoco, Ferdinando se recusa a sair, o que só acontece com a chegada da polícia militar.
Acácio, andarilho, entra em um apartamento de propriedade de Nestor, o qual se encontra vazio e destinado à locação. Embora sua intenção inicial fosse apenas pernoitar no imóvel, Acácio decide fazer do local sua nova moradia.
Jerônimo, por ter desistido voluntariamente da execução do crime, responderá pelo crime de violação de domicílio, e não pelo delito de furto.
Agentes de polícia, após obterem autorização judicial para monitorar as conversas telefônicas mantidas por Josemar, descobriram que este havia recebido um carregamento de cocaína às 22 h e que a droga se encontrava armazenada em sua residência.
Nessa situação hipotética, os agentes de polícia
não poderão ingressar na residência de Josemar, devendo cercá-la, providenciando um mandado de busca e apreensão no plantão judiciário.
não poderão ingressar na residência de Josemar, sob pena de incorrerem em crime de violação de domicílio
não poderão ingressar na residência de Josemar, sob pena de ensejarem a nulidade da prova obtida.
poderão ingressar na residência de Josemar, mas tão-somente quando amanhecer.
poderão ingressar licitamente na residência de Josemar, ainda que este não dê consentimento.
Considere que policiais em serviço de ronda noturna perceberam que, em determinada casa, um homem apunhalava uma mulher, a qual, por sua vez, gritava desesperadamente por socorro. Nessa situação, os policiais, mesmo que em horário noturno, poderão adentrar a residência sem o consentimento dos moradores e realizar a prisão do agressor
Para a configuração do crime de violação de domicílio não estão englobados os compartimentos em que alguém exerce profissão ou atividade; qualquer busca ou revista poderá ser realizada em escritórios, oficinas, consultórios, mesmo sem autorização do proprietário e desde que haja fundada suspeita de que no local estejam ocultados objetos oriundos de crime.


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A violação de domicílio é crime de mera conduta, não se exigindo resultado determinado.
O crime de violação de domicílio, definido no artigo 150 do Código Penal, é:
instantâneo ou permanente, dependendo da conduta do agente
instantâneo e permanente, ao mesmo tempo
sempre permanente
sempre instantâneo