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Durante a apuração de um crime de roubo, as investigações revelaram que um terceiro escondeu o autor do fato delituoso em sua residência, dificultando sua localização pela autoridade policial. Dias depois, outro indivíduo, não relacionado com o primeiro, ocultou parte do produto do crime. Considerando o tratamento jurídico aplicável às condutas de terceiros que auxiliam o agente após a prática da infração penal, assinale a alternativa correta quanto à tipificação penal prevista no Código Penal.
Apenas o agente que escondeu o criminoso pratica crime de favorecimento, sendo a ocultação de coisas derivadas do crime conduta impunível pela ausência de previsão legal.
As duas condutas caracterizam participação moral no crime anterior, sujeitando os agentes às mesmas penas cominadas ao autor do crime principal, em razão do concurso de pessoas.
As condutas descritas são atípicas, pois não houve participação no momento da execução do crime, não se configurando coautoria ou participação.
Ambos os casos configuram favorecimento pessoal, pois o auxílio ao agente do crime, direto ou indireto, mesmo por meio de coisas, está abrangido pelo mesmo tipo penal.
O indivíduo que ajuda o criminoso a se ocultar da autoridade responde por favorecimento pessoal, e aquele que oculta os bens do crime responde por favorecimento real, ambos previstos em tipos penais distintos e autônomos.
Após Maurício ser capturado em flagrante pela prática de um crime contra o patrimônio, João se encaminhou à esposa do preso e solicitou, para si, cinco mil reais, a pretexto de influir na conduta dos policiais militares que conduziam a situação, insinuando que parte do valor seria destinada, também, aos agentes da lei, muito embora eles nada soubessem sobre essas tratativas espúrias.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que João responderá pelo crime de
favorecimento pessoal na modalidade simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena.
exploração de prestígio na modalidade simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena.
tráfico de influência na modalidade simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena.
exploração de prestígio, na modalidade qualificada, sem causas de aumento de pena.
tráfico de influência na modalidade qualificada, sem causas de aumento de pena.
Àquele que oculta uma arma de fogo utilizada por terceiro para a prática anterior de um roubo, consignando-se não haver qualquer vínculo de parentesco entre ambos, pode-se atribuir o crime de ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
coautoria do crime de roubo
favorecimento real
favorecimento pessoal
participação do crime de roubo
Dionísio, agindo com dolo de matar, efetuou seis disparos de arma de fogo em detrimento de Lucas, atingindo-o em partes variadas do corpo, dando azo ao óbito deste. Diversas pessoas testemunharam os fatos, de forma que as autoridades públicas iniciaram, de pronto, buscas pelo autor do delito.
Nesse contexto, Dionísio compareceu ao sítio de Bruno, seu irmão, que não tinha qualquer conhecimento anterior sobre o crime praticado. O autor do delito contou o ocorrido e pediu auxílio para que ele pudesse se subtrair à ação dos policiais que o procuravam, obtendo a aquiescência do seu parente.
Considerando as disposições do Código Penal, a conduta de Bruno caracteriza o crime de
favorecimento pessoal, mas, por ser irmão do autor do delito, ele fica isento de pena.
favorecimento real, mas, por ser irmão do autor do delito, ele fica isento de pena.
tergiversação, mas, por ser irmão do autor do delito, ele fica isento de pena.
favorecimento real, não havendo hipótese de isenção de pena.
favorecimento pessoal, não havendo hipótese de isenção de pena.
O favorecimento pessoal e o favorecimento real são crimes distintos que se relacionam à forma como o agente auxilia o criminoso, seja na fuga ou na ocultação do produto do crime. Com base nisso, assinale a alternativa correta:
No favorecimento pessoal, o agente auxilia o criminoso a esconder o fruto do crime para que não seja recuperado pelas autoridades.
No favorecimento real, o agente ajuda o criminoso a assegurar o proveito do crime, mas não pode ter participado da prática criminosa original.
No favorecimento pessoal, o agente pode ser considerado coautor ou partícipe do crime inicial, desde que auxilie o criminoso na fuga.
No favorecimento real, o agente participa do crime original e depois ajuda a ocultar os objetos relacionados a ele.
Um particular se encaminhou à sede do Departamento de Trânsito (DETRAN) do estado Alfa com o objetivo de realizar a vistoria do seu veículo automotor. Contudo, em razão das diversas irregularidades constatadas, o automóvel não passou no exame conduzido pelo servidor Caio, que ocupa um cargo público junto ao DETRAN. Dessa forma, Matheus, despachante que presenciou os fatos, se aproximou do particular e solicitou dois mil reais, para si, a pretexto de influir e reverter a decisão tomada pelo agente público.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, Matheus responderá pelo crime de:
advocacia administrativa;
exploração de prestígio;
favorecimento pessoal;
tráfico de influência;
patrocínio infiel.
Após tentar matar um policial federal, no exercício das funções, Mário fugiu, encaminhando-se ao domicílio de João, seu irmão, que não tinha qualquer conhecimento anterior sobre a prática delitiva. Nesse contexto, ao ser informado por Mário sobre o ocorrido, João, dolosamente, o auxiliou a subtrair-se da ação das autoridades públicas, que o buscavam incessantemente.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, a conduta perpetrada por João:
em tese, caracteriza o crime de favorecimento pessoal, mas, como o auxílio foi prestado ao irmão, ele fica isento de pena;
caracteriza o crime de favorecimento real, mas, como o auxílio foi prestado ao irmão, ele terá direito à redução da pena;
em tese, caracteriza o crime de favorecimento real, mas, como o auxílio foi prestado ao irmão, ele fica isento de pena;
caracteriza o crime de favorecimento pessoal, inexistindo qualquer causa de isenção de pena;
caracteriza o crime de favorecimento real, inexistindo qualquer causa de isenção de pena.
Lucas, servidor público federal, apropriou-se, em proveito próprio, de grande quantidade de dinheiro público em espécie, de que tinha a posse em razão do cargo ocupado junto ao Ministério da Fazenda. Após a prática delitiva e considerando a grande repercussão na imprensa nacional, Lucas procurou o auxílio de Matheus, seu genitor, que só então tomou conhecimento da conduta perpetrada pelo filho. Matheus, então, prestou auxílio a Lucas, destinado a tornar seguro o proveito do crime. Registre-se que Matheus não buscou, para si, qualquer vantagem econômica, não se tratando de caso de receptação.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Matheus:
não responderá por qualquer delito, pois o auxílio foi destinado a tornar seguro o proveito de crime praticado por Lucas, seu descendente;
não responderá por qualquer delito, pois não tinha conhecimento anterior sobre a conduta praticada por Lucas;
responderá pelo crime de exercício arbitrário das próprias razões;
responderá pelo crime de favorecimento pessoal;
responderá pelo crime de favorecimento real.
“Prestar a criminoso, fora dos casos de co-autoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime”. Referida conduta, nos termos do Código Penal, constitui o crime de:
Favorecimento pessoal.
Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança.
Exercício arbitrário das próprias razões.
Arrebatamento de preso.
Favorecimento real.
Paulo foi surpreendido em uma abordagem policial enquanto consumia um cigarro de maconha e portava outro para consumir em momento posterior. Com o fim de evitar sua condução à delegacia, Paulo ofereceu seu aparelho celular de última geração aos policiais.
Nessa situação hipotética, de acordo com o entendimento dos tribunais superiores, Paulo
deve ser autuado em flagrante delito pelo crime de corrupção passiva por tentar impedir a atuação da polícia.
cometeu crime de corrupção ativa ao oferecer vantagem aos policiais na tentativa de que não o levassem à delegacia pela conduta de posse de drogas ilícitas.
pode ser acusado pelo crime de corrupção ativa na modalidade tentada, caso os policiais não tenham aceitado a oferta.
cometeu o crime de favorecimento pessoal, previsto no Código Penal, ao oferecer o aparelho celular aos policiais.
não deve ser autuado por nenhum crime, em razão de a conduta de uso de entorpecentes ter sido descriminalizada.
Considere a seguinte hipótese: Arthur foi denunciado por Crime Contra a Organização do Trabalho, pois tem como meio de vida recrutar trabalhadores, mediante fraude, com o fim de levá-los para território estrangeiro. Octavio, seu melhor amigo, que é sabedor da ação penal e proprietário de uma casa de veraneio em outra Comarca, atende, a pedido de Arthur, e permite que ele utilize a referida casa como moradia provisória – o que realmente ocorre – com o intuito de evitar que o amigo seja citado na ação penal.
Em face do exposto, é correto afirmar que
Octavio praticou favorecimento pessoal, na modalidade privilegiada.
Octavio praticou favorecimento real e não lhe socorre qualquer causa de isenção.
Octavio praticou favorecimento pessoal, na modalidade qualificada.
Octavio praticou favorecimento real, mas não será punido em razão de causa de isenção de pena, tendo em vista a amizade íntima.
Arthur e Octávio praticaram fraude processual.
A conduta do agente que altera, parcialmente, testamento particular, configura crime de:
corrupção passiva.
falsificação de documento público.
favorecimento pessoal.
corrupção ativa.
falsificação de documento particular.
No crime de favorecimento pessoal, a prestação de auxílio por irmão do criminoso configura hipótese de redução de pena.
Auxiliar autor de crime a fugir configura crime de:
No crime de favorecimento pessoal, previsto no título “Dos Crimes contra a Administração Pública” do Código Penal, algumas pessoas, pela sua qualidade pessoal, ficam isentas de pena em decorrência do auxílio prestado ao criminoso. NÃO se inclui entre elas:
O irmão do autor do crime.
O colateral até o segundo grau do autor do crime.
O cônjuge do autor do crime.
O ascendente do autor do crime.
A esposa que comprovadamente ludibria autoridade policial e auxilia marido, autor de crime de roubo, a subtrair-se à ação da autoridade pública
deve cumprir pena por exercício arbitrário das próprias razões (CP, art. 345).
deve cumprir pena por favorecimento real (CP, art. 349).
fica isenta de pena.
deve cumprir pena por crime de favorecimento pessoal (CP, art. 348).
deve cumprir pena por fuga de pessoa presa (CP, art. 351).
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna tracejada do enunciado abaixo.
Plínio Sampaio, 17 anos de idade, durante os festejos de carnaval, quebrou a vitrine da Joalheria Esplendor, na cidade de Bagé. Na sequência, subtraiu diversos relógios e anéis que estavam expostos no local. Identificado pela autoridade policial, refugiou-se na casa de seu amigo, Plácido Sampaio, 21 anos de idade, que, ao tomar conhecimento dos fatos, auxiliou-o, escondendo-o no porão de sua residência, durante as buscas da autoridade policial. Na sequência, Plácido conduziu Plínio Sampaio, em seu carro, até a cidade de Dom Pedrito, frustrando a investigação policial. Nessa situação, é correto afirmar que a conduta de Plácido _______ .
tipifica favorecimento real
tipifica favorecimento pessoal
tipifica furto qualificado pelo concurso de agentes
tipifica condescendência criminosa
não tipifica crime algum
Admite realização também sob a modalidade estritamente culposa a figura legal de
dano.
peculato mediante erro de outrem.
furto.
receptação.
favorecimento pessoal.
Rogério, conhecido traficante do Morro do Bem-te-vi, foge da cadeia e busca auxílio para sair do Estado com seu irmão, Rafael. Este tenta ajudá-lo a fugir, levando-o no porta-malas do carro, mas ambos são presos na divisa com Minas Gerais. Rafael praticou o crime de:
favorecimento pessoal, mas é isento de pena por ser irmão de Rogério.
favorecimento pessoal.
favorecimento real, mas é isento de pena por ser irmão de Rogério.
favorecimento real.
fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança.