Questões de Concurso sobre Procedimento para o oferecimento da proposta de transação penal

 
 
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Adriano praticou o crime de estelionato mediante falsificação de guias de recolhimento de contribuições previdenciárias, tendo ocorrido lesão à autarquia federal (Art. 171, §3º, do Código Penal). Ouvido em sede policial, Adriano, que era primário e não possuía antecedentes, negou a prática do crime. Os autos do inquérito foram relatados pela autoridade policial, com indiciamento de Adriano pelo referido crime, e remetidos ao Ministério Público.


Nessa hipótese, relativamente aos institutos despenalizadores previstos na legislação penal e processual, é correto afirmar que:


A

poderá o Ministério Público, com o oferecimento da denúncia, propor a Adriano a suspensão condicional do processo, em razão de sua primariedade;


B

poderá o juiz, rejeitando a denúncia, oferecer a Adriano acordo de não persecução penal, se não o fizer o Ministério Público;


C

poderá o Ministério Público oferecer a Adriano transação penal consistente em reparação do dano e prestação de serviços à comunidade pelo prazo de dois anos;


D

poderá o juiz, em caso de condenação não superior a dois anos, suspender a execução da pena privativa de liberdade, se não for cabível a substituição da pena;


E

poderá o Ministério Público oferecer a Adriano acordo de não persecução penal, condicionado à reparação do dano à administração.

Segundo a jurisprudência do STJ, a transação penal nas ações penais privadas


A

pode ser oferecida, apenas pelo Ministério Público, nos crimes puníveis com pena privativa de liberdade inferior a dois anos, desde que a cumulação das penas não ultrapasse tal limite.


B

é vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro, pois só se admite transação penal nas ações penais públicas.


C

pode ser oferecida, apenas pelo Ministério Público, nos crimes puníveis com pena privativa de liberdade inferior a dois anos, mesmo que a cumulação das penas ultrapasse esse limite.


D

pode ser oferecida, pelo ofendido, nos crimes puníveis com pena privativa de liberdade inferior a dois anos, desde que a cumulação das penas não ultrapasse tal limite.


E

pode ser oferecida, apenas pelo ofendido, nos crimes puníveis com pena privativa de liberdade inferior a dois anos, mesmo que a cumulação das penas ultrapasse esse limite.

José Nilton foi indiciado em inquérito policial pela prática do crime de estelionato, sendo ele, porém, primário e portador de bons antecedentes. Ouvido em sede policial, confessou formal e circunstancialmente o delito, comprometendo-se a reparar o dano causado à vítima. Contudo, 3 anos antes, José Nilton já havia sido beneficiado, em relação a outro crime, com o instituto da transação penal.


Diante desse cenário, relativamente ao crime de estelionato, é correto afirmar que:


A

poderá o Ministério Público oferecer acordo de não persecução penal a José Nilton;


B

poderá o Ministério Público oferecer proposta de transação penal a José Nilton;


C

poderá o juiz oferecer acordo de não persecução penal caso não o faça o Ministério Público;


D

poderá o juiz oferecer a transação penal a José Nilton, caso não o faça o Ministério Público;


E

poderá o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, propor a José Nilton a suspensão condicional do processo.

Vitor foi encaminhado para a Delegacia, onde foi lavrado termo circunstanciado, porque teria praticado um crime de ameaça (Pena: 1 a 6 meses de detenção, ou multa) contra João, delito esse de ação penal pública condicionada à representação. Ao analisar o procedimento, o promotor de justiça verificou que Vitor era tecnicamente primário e de bons antecedentes, mas que havia sido beneficiado com proposta de transação penal no ano anterior.


Considerando apenas as informações expostas, com base nas previsões da Lei nº 9.099/95, é correto afirmar que:


A

não poderá ser oferecida denúncia oral a ser reduzida a termo em caso de não aceitação pelo suposto autor do fato de quaisquer dos institutos despenalizadores, devendo a denúncia ser apresentada por escrito;


B

não poderá ser oferecida proposta de transação penal, em razão do benefício anteriormente concedido, mas caberá proposta de suspensão condicional do processo;


C

poderá ser oferecida composição civil dos danos, que não importará renúncia ao direito de representação em caso de aceitação;


D

não poderá ser oferecida composição civil dos danos, que somente é cabível nas ações penais de natureza privada;


E

poderá ser oferecida proposta de transação penal, já que o suposto autor do fato é tecnicamente primário.

Nos Juizados Especiais Criminais, o acordo civil homologado acarreta:


A

a prescrição.


B

a decadência.


C

a perempção.


D

a renúncia ao direito de queixa ou de representação.


E

o perdão do ofendido.

No que pertine à inépcia da denúncia ou da queixa, é correto afirmar que


A

a doutrina a entende como sinônimo de criptoimputacao.


B

ocorre quando, na denúncia/queixa, não há a identificação do acusado com seu verdadeiro nome ou outros qualificativos.


C

sucede quando faltar justa causa para o regular exercício da ação penal.


D

tem cabimento quando ausente uma ou algumas das condições da ação penal.


E

acontece quando a inicial acusatória não contém o rol de testemunhas.

Ainda sobre a transação penal assinale a alternativa correta.


A

A homologação da transação penal faz coisa julgada material e tem natureza condenatória.


B

A homologação da transação penal não faz coisa julgada material, mas tem natureza condenatória.


C

A homologação da transação penal não faz coisa julgada material e não possui natureza condenatória.


D

A homologação da transação penal não faz coisa julgada material e tem natureza absolutória.

 
 
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