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O trabalho com grupos de dança exige do facilitador de oficina de dança habilidades de liderança e gestão de pessoas, além do conhecimento técnico. É comum lidar com grupos heterogêneos, com diferentes idades e habilidades. Sobre a orientação e acompanhamento de grupos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)O facilitador de oficina de dança deve promover a inclusão, adaptando os movimentos e as propostas coreográficas para que todos os alunos, independentemente de suas limitações físicas, possam participar.
(__)Conflitos interpessoais no grupo devem ser ignorados pelo facilitador, pois sua função é estritamente ensinar passos de dança, não mediar relações humanas.
(__)O feedback deve ser construtivo, apontando correções técnicas sem humilhar ou desmotivar o aluno, incentivando o progresso individual e coletivo.
(__)A formação de um grupo coeso depende do estímulo à competição acirrada entre os alunos, premiando apenas os melhores e excluindo os que têm dificuldades.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, F, V.
V, V, V, F.
F, F, V, V.
F, V, F, F.
V, F, V, F.
No estudo do movimento dançado, Rudolf Laban estabeleceu parâmetros que ajudam a compreender e analisar a movimentação corporal no espaço e no tempo. Esses fatores são essenciais para o facilitador de oficina de dança orientar seus alunos. Assim, analise as afirmativas a seguir:
I.O Fator Tempo refere-se à velocidade e à duração do movimento, podendo variar entre súbito (rápido) e sustentado (lento).
II.O Fator Peso diz respeito à força da gravidade e ao uso da tensão muscular, classificando o movimento como firme (forte) ou leve.
III.A Cinesfera é o espaço pessoal do dançarino, o limite natural de extensão dos seus membros sem deslocamento do eixo corporal.
IV.O Fator Fluência determina se o movimento é interrompido (contido) ou livre, mas não tem relação com a continuidade da dança.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I, II, III e IV.
I e IV.
III e IV.
II e III.
I, II e III.
O Facilitador de Oficina de Dança, como servidor público municipal, frequentemente é convocado a colaborar na realização de eventos culturais, cívicos e comunitários. Essa participação exige planejamento e alinhamento com as políticas públicas de cultura. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.A participação em eventos municipais visa dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nas oficinas, promovendo a valorização cultural e a integração da comunidade com o serviço público.
II.A escolha do repertório a ser apresentado deve considerar o público-alvo do evento, o contexto do local e a adequação faixa-etária dos alunos, evitando exposições inadequadas.
III.O facilitador de oficina de dança deve recusar-se a participar de qualquer evento que ocorra fora de sua sala de aula habitual, pois sua atribuição restringe-se ao ensino técnico em ambiente fechado.
IV.A contribuição nos eventos envolve não apenas a apresentação artística, mas também a organização prévia dos alunos, figurinos e logística de palcobastidores.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
II e III.
I e III.
III e IV.
I, II, III e IV.
I, II e IV.
O ensino da dança na escola pode ser organizado em quatro eixos principais: fazer, conhecer, interpretar e apreciar. Considerando essa proposta, analise as afirmativas:
I. O fazer dança envolve ampliar o repertório de movimentos e trabalhar os elementos básicos como corpo, espaço, força e tempo.
II. O interpretar dança implica vivenciar personagens clássicos, distantes da realidade sociocultural dos alunos.
III. O apreciar dança relaciona-se à fruição estética, incentivando a compreensão crítica daquilo que é assistido.
Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas I
Apenas II
Apenas I e III
Apenas II e III
I, II e III
Em situações de ensino de danças nas escolas, é imprescindível que o professor siga estritamente os passos e coreografias previamente elaborados, desestimulando a criação livre e a improvisação dos alunos, a fim de garantir a padronização e o rigor técnico da modalidade.
Certo
Errado
“O Hip Hop chegou ao Brasil no início dos anos 80, trazido por grupos de break dance que se reuniam na Galeria 24 de Maio e na estação São Bento, em São Paulo. Eles escutavam as músicas americanas e criavam seus próprios passos e coreografias. Os primeiros a ter contato com o Hip Hop no Brasil foram os dançarinos de break, chamados de b-boys. Um dos nomes mais importantes dessa cena foi Nelson Triunfo, considerado o pai do Hip Hop brasileiro.
O Hip Hop é um movimento cultural que se espalhou pelo mundo, influenciando a música, a dança, a arte e a sociedade. No Brasil, o Hip Hop chegou na década de 80 e se desenvolveu como uma forma de expressão artística, cultural e política dos jovens das periferias. O Hip Hop é uma cultura viva e dinâmica, que se reinventa constantemente e que representa a voz e a resistência da população negra e dos excluídos”.
A história e a evolução do HIP HOP no Brasil e no mundo. Disponível em: https://www.jornaldorap.com.br/noticias/a-historia-e-a-evolucao-do-hip-hop-no-brasil-e-no-mundo/. Acesso em: maio/2025.
A cultura Hip Hop e suas manifestações na música, nas artes visuais e na dança pode ser conteúdo das aulas de Educação Física no ensino médio. Assim, em uma proposta centrada nessa manifestação, o docente pode propor dinâmicas que foquem na exploração dos movimentos, do tempo e do espaço, aspectos culturais e sócio-históricos.
Diante do conhecimento acerca da cultura Hip Hip, é INCORRETO afirmar que:
Fontes: SÃO PAULO. Educação Física: movimento Hip Hop. Secretaria da Educação, 2024. Disponível em: https://acervocmsp.educacao.sp. gov.br/105180/613783.pdf.
Acesso em: mai. 2025. LABAN, Rudolf. Dança educativa moderna. Tradução de Maria da Conceição Parayba Campos. São Paulo: Ícone, 1990. MARQUES, Isabel. Dançando na escola. São Paulo: CORTEZ, 2003.
Os Footworks e Freezes, frequentemente realizados apoiando as mãos, os braços, o tronco e a cabeça no chão, são movimentos realizados sempre em plano alto.
Locking, Popping e House são estilos de movimentos usados pelos b-boy e b-girl.
Em relação ao tempo, a marcação do breaking dance sempre segue as batidas das músicas, mas a dança também pode ser realizada em contratempo.
“Batalha” é o nome dado a um confronto em que MCs e b-boys demonstram suas habilidade na música e na dança de forma improvisada.
Embora o Breaking dance seja expressivo no Brasil, a modalidade não teve nenhum representante brasileiro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Pautados na abordagem Critico Emancipatória, Kleinubing et al. (2012) apresenta uma experiência de danças no ensino médio planejadas a partir das categorias trabalho, interação e linguagem (Kunz, 2001). Assim, há reflexões sobre a apropriação desse conteúdo por uma parte dos professores de Educação Física, que poderiam assumir o papel de mediadores e problematizadores das experiências discentes.
Em relação ao conteúdo de danças e a abordagem Crítico-Emancipatória, é CORRETO afirmar que:
As vivências e conhecimentos prévios, originários de diferentes contextos, são desconsiderados na proposição das aulas de Educação Física escolar.
As influências midiáticas, bem como as redes sociais, não se configuram como espaço de mediação cultural entre diferentes perspectivas de mundo.
A competência objetiva se relaciona à categoria trabalho, ao “saber fazer”, buscando, de modo desinteressado, uma reflexão crítica sobre o fazer e ser sujeito do ato de dançar.
Os elementos constitutivos da dança, as famílias de movimento e expressividade são associados à categoria da linguagem dentro da competência comunicativa.
O “se movimentar” incorpora toda a subjetividade voltada aos discentes em movimento. Logo, o diálogo e as discussões auxiliam os estudantes a ler, interpretar e criticar a cultura da dança em diversos aspectos.
Confome Gallahue et al. (2013), as habilidades de locomoção consistem em um grupo de habilidades motoras fundamentais que permitem aos indivíduos deslocar-se no espaço ou movimentar o corpo de um ponto a outro. O desenvolvimento dessa competência básica é essencial para o engajamento em atividades físicas significativas para a saúde e para a movimentação efetiva em jogos e esportes. Exemplos de habilidades de locomoção são correr, galopar, saltitar em um só pé, saltar, skipping, passo longo saltado e corrida lateral. Os teóricos do desenvolvimento motor também referem-se a essas habilidades pelo termo:
Performance motora.
Filogenéticas.
Plasticidade desenvolvimental.
Ontogenéticas.
Padrão homolateral.
Em uma aula de dança moderna, o professor explica que criar uma dança envolve mais do que repetir movimentos técnicos, destacando que a produção artística deve expressar ideias e sentimentos. Ele reforça que, para isso, os alunos precisam compreender como a intenção orienta a construção formal da coreografia. Considerando esse contexto, qual alternativa apresenta corretamente o papel da intenção no processo coreográfico?
Garantir que todos os dançarinos executem o mesmo movimento em uníssono.
Determinar exclusivamente o ritmo musical utilizado na coreografia.
Substituir completamente a improvisação por sequências pré-estabelecidas.
Eliminar qualquer forma de avaliação durante o processo criativo.
Definir o efeito visual, emocional ou narrativo que orienta a criação dos movimentos.
A contribuição de Doris Humphrey, figura central para a consolidação da Dança Moderna, ficou particularmente reconhecida por:
Explorar o minimalismo coreográfico e dissociar progressivamente a dança do acompanhamento musical.
Criar espetáculos públicos que associavam crítica social e acrobacias inspiradas nas vanguardas plásticas.
Publicar "The Art of Making Dances" e sistematizar o princípio do fall–recovery (queda e recuperação).
Fundamentar sua produção coreográfica tão somente na corêutica espacial.
Introduzir efeitos de iluminação cênica como elemento central da dramaturgia.
Ao criar uma coreografia, é importante considerar diversos elementos que contribuem para a eficácia da performance. A compreensão profunda dessas teorias permite inovação, combinando movimentos de maneiras novas e surpreendentes para contar histórias ou evocar emoções específicas. Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE passos importantes para a criação coreográfica.
Escolha dos Dançarinos, Organização Espacial, Ritmo e Musicalidade, Interação entre o Público.
Escolha dos Movimentos, Organização Espacial, Ritmo e Musicalidade, Interação entre Dançarinos.
Escolha dos Dançarinos, Alinhamento Corporal, Ritmo e Musicalidade, Interação entre Dançarinos.
Escolha dos Movimentos, Organização Espacial, Ritmo e Musicalidade, Interação entre o Público.
Escolha dos Movimentos, Alinhamento Corporal, Ritmo e Musicalidade, Dinâmica das Articulações.
Segundo a Epistemologia Genética de Jean Piaget, o Estágio Operatório Concreto, aproximadamente dos 7 aos 11/12 anos, marca uma ruptura com o pensamento egocêntrico e o início da construção lógica. Para o Técnico Desportivo em Dança, compreender esse estágio é vital para adequar a linguagem e a exigência das tarefas motoras.
Com base no tema, assinale a alternativa que correlaciona as características cognitivas do Estágio Operatório Concreto com a metodologia de ensino da dança adequada para essa fase.
A criança desenvolve o pensamento hipotético-dedutivo, permitindo que o professor utilize explicações puramente teóricas sobre cinesiologia e metáforas abstratas, dispensando a demonstração prática, pois o aluno já é capaz de operar sobre enunciados verbais sem apoio na realidade.
Ocorre a aquisição da reversibilidade e da capacidade de seriar e classificar, o que permite à criança compreender sequências coreográficas com regras definidas e formações espaciais, desde que o ensino esteja ancorado em referências concretas e na demonstração visual.
A criança ainda se encontra presa ao pensamento transdutivo e ao animismo, sendo incapaz de diferenciar a fantasia da realidade; portanto, o ensino da técnica de dança deve ser evitado, priorizando-se exclusivamente o faz-de-conta e a imitação livre sem correção de movimentos.
O estágio é marcado pela ausência de estruturas lógicas e pela predominância da "moral de coerção", exigindo que o professor adote uma postura autoritária e focada na repetição mecânica (drills), visto que a criança não possui autonomia intelectual para compreender o "porquê" das regras.
Na criação coreográfica, o grupo escolhe um gesto simples, varia ritmo e direção, repete trechos e cria contraste entre uníssono e entradas em momentos diferentes. Esse processo se reconhece pelo(a)
reprodução de sequência pronta, priorizando cópia fiel de passos e manutenção de forma idêntica a cada repetição ao longo da aula.
registro de marca por tempo, em que o corpo busca velocidade máxima e controle de chegada para superar resultado em comparação entre grupos.
alternância de ataque e defesa, em que o movimento se organiza por disputa de posse e finalização em alvo, com transições rápidas.
confronto corpo a corpo, em que o movimento se define por agarramentos, quedas e domínio do adversário, conforme regra de combate.
composição de movimentos por repetição, variação e contraste, organizando tempo e espaço do grupo para comunicar uma intenção expressiva.
Na aula sobre danças urbanas, os alunos reconhecem batalhas, rodas e improviso como parte de uma cultura que nasceu em contextos periféricos e ganhou o mundo. Marque a afirmação CORRETA sobre esse campo.
Danças urbanas organizam-se por pares fixos e condução, com códigos de etiqueta de pista e repertório associado a salões e bailes formais.
Danças urbanas definem-se por ritos circulares tradicionais, com repetição de passos ligados a celebrações comunitárias e transmissão por gerações.
Danças urbanas articulam criação e identidade, com improviso, disputa simbólica e circulação em ruas e festas, em diálogo com hip hop e street dance.
Danças urbanas estruturam-se por técnica clássica de pontas e linhas verticais, com vocabulário codificado e foco em leveza e suspensão do corpo.
Danças urbanas baseiam-se em sequência fixa para competição por nota, com movimentos padronizados e avaliação centrada em execução idêntica do grupo.
Analise as afirmativas sobre danças de salão. Na vivência de forró e samba de gafieira, o professor observa como a interação social organiza a dança em pares e regula deslocamentos na pista.
I. A condução envolve comunicação corporal por contato, direção e ritmo, articulando intenção de movimento entre parceiros.
II. A interação social inclui leitura do espaço compartilhado e respeito ao fluxo da pista, organizando deslocamentos e convivência.
III. Forró e samba de gafieira ligam-se a matrizes culturais brasileiras e valorizam musicalidade, improviso e diálogo corporal em pares.
IV. Dança de salão estrutura-se por coreografia coletiva em fileiras, com marcações fixas e mudança de pares como eixo central.
V. Dança de salão define-se por rito circular, com roda como forma dominante e repetição de passos como marca principal da prática.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I – II – III.
I – III – IV.
II – V.
II – III – IV.
I – II – III – IV – V.
No ensino das danças, frequentemente ocorre a invisibilização ou folclorização das matrizes africanas e indÍgenas. Segundo a perspectiva da educação intercultural na Educação Física, como o professor deve atuar ao inserir manifestações como o maculelê, o jongo ou as danças urbanas no planejamento das aulas?
O educador precisa focar no ensino do ritmo europeu clássico, excluindo danças populares como o funk e o afoxé por considerá-las manifestações desprovidas de qualquer valor pedagógico.
O educador atua reproduzindo a visão eurocêntrica do movimento, folclorizando as práticas afro-brasileiras e omitindo o debate sobre as lutas por cidadania e a resistência contra o racismo.
O educador deve tratar as danças folcloricas brasileiras de modo performático, ignorando o potencial da expressividade, da criatividade e da comunicação corporal dos estudantes.
O educador deve contextualizar as raízes históricas e socioculturais das danças afro-brasileiras e indígenas, promovendo o respeito à diversidade e desconstruindo hierarquias e preconceitos associados a essas manifestações corporais.
A Dança configura manifestação da cultura corporal de movimento amplamente referenciada nos currículos de Educação Física escolar brasileira, com fundamentos consagrados pela literatura especializada (Rudolf Laban, Isabel Marques) e pela BNCC. Sobre a Dança e a Dança Criativa no contexto da Educação Física escolar, assinale a alternativa correta.
A abordagem da Dança no ambiente escolar desenvolve exercícios motores e atividades rítmicas relacionados à execução coordenada de gestos corporais, com organização das práticas conforme modelos tradicionais utilizados nas atividades pedagógicas escolares.
A Dança na Educação Física escolar organiza atividades voltadas à reprodução de sequências coreográficas padronizadas, com treinamento técnico das movimentações corporais e preparação dos estudantes para apresentações realizadas em eventos culturais promovidos pela escola.
A Dança Criativa na Educação Física escolar articula atividades corporais relacionadas à organização espacial dos movimentos e à execução sincronizada de sequências gestuais, com desenvolvimento de exercícios dirigidos para apresentações coletivas dos estudantes.
A Dança articula elementos relacionados ao movimento corporal, ao ritmo, ao espaço e ao tempo, com desenvolvimento de experiências expressivas, criação de movimentos e exploração das diferentes manifestações da cultura corporal presentes no contexto escolar.
Martha Graham, uma das mais importantes figuras da dança moderna, formou-se na escola Denishawn e posteriormente desenvolveu sua própria visão artística, opondo-se a algumas ideias de Isadora Duncan. Sobre Martha Graham e suas concepções, assinale a alternativa CORRETA.
Martha Graham seguiu fielmente os princípios de Isadora Duncan, dançando temas da natureza como ondas, árvores e nuvens, sem nunca se opor à sua antecessora.
Graham defendia que a dança deveria ser exclusivamente alegre e festiva, recusando-se a abordar temas como violência, guerra ou sofrimento em suas coreografias.
Os cinco princípios de Martha Graham ignoravam completamente a respiração, concentrando-se apenas em movimentos externos e na relação com o espaço.
Martha Graham queria dançar os problemas de seu século, retratando angústia e revolta com movimentos espasmódicos e violentos, e estudou cinco princípios: o ato de respirar, a intensificação do dinamismo, a relação com o chão, a totalidade e a criação poética.
Martha Graham rejeitou completamente qualquer influência da escola Denishawn, afirmando que nada aprendeu com Ruth Saint Denis ou Ted Shawn.
A dança de corte, como praticada nas cortes europeias durante o Renascimento e o Barroco, passou por um processo de estruturação e difusão que envolveu personagens históricos específicos e transformações sociais. Considerando a história da dança de corte na Europa, assinale a alternativa CORRETA.
A dança de corte foi estruturada inicialmente na Espanha, difundindo-se para a França por meio da rainha Isabel de Castela, que introduziu o balé como divertimento exclusivamente masculino.
A grande precursora da dança de corte na França foi Catarina de Médicis, italiana casada com o príncipe Henrique II, que levou a dança da corte italiana para a França, de onde se difundiu para outros países durante a era barroca.
A dança de corte surgiu na Inglaterra durante o reinado de Henrique VIII, sendo posteriormente levada para a Itália por artistas viajantes, mas nunca alcançou popularidade na França.
A dança de corte foi uma criação francesa independente, sem qualquer influência italiana, desenvolvida exclusivamente por Luís XIV, que proibiu a participação de nobres nas apresentações.
A difusão da dança de corte pela Europa ocorreu principalmente através da Alemanha, onde foi criado o primeiro balé da história, posteriormente adaptado pelos italianos.
O texto de Freire (2001) apresenta duas importantes abordagens para o trabalho com a dança-educação, especialmente no que se refere à diversidade corporal: o ContactImprovisation (Contato Improvisação), criado por Steve Paxton, e os estudos de Rudolf Laban sobre a análise do movimento. Sobre essas duas abordagens e suas relações com a expressividade e a inclusão na dança, assinale a alternativa CORRETA.
Rudolf Laban defendia que a análise do movimento deveria se restringir aos aspectos biomecânicos e fisiológicos, sem qualquer preocupação com a expressividade ou com a relação entre arte e ciência.
O Contact-Improvisation é definido como um processo criativo que ocorre quando duas ou mais pessoas se movimentam com apoio mútuo e jogam com a mudança de equilíbrio coletivo, sendo influenciado por técnicas da dança moderna e tendo como ponto principal o prazer de se movimentar de modo não planejado e espontâneo.
O Contact-Improvisation, segundo o texto, baseia-se exclusivamente na técnica do balé clássico e na reprodução de passos coreografados, não havendo espaço para improvisação ou contato entre os dançarinos.
Laban propôs que o movimento no palco não pode ser observado nem analisado, pois a arte do dançarino é puramente intuitiva e escapa a qualquer sistematização científica.
O Contact-Improvisation e os estudos de Laban são abordagens incompatíveis, pois o primeiro valoriza a espontaneidade e o contato físico, enquanto o segundo se baseia exclusivamente em códigos rígidos e padronizados de movimento.