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Para que o aleitamento materno exerça bom efeito anticonceptivo, ele deve ser exclusivo, com intervalos de até 3 horas durante o dia ou de 4 horas à noite. Assim, podemos dizer que o aleitamento materno oferecido de modo exclusivo:
Mantém 37% das mulheres em amenorreia até o 6o mês após o parto e apenas 70% até o primeiro ano pós-parto.
Mantém os níveis séricos elevados de prolactina e lactogênio placentário.
É responsável ao retorno paulatino dos níveis séricos de FSH e LH aos valores pré-gravídicos independente da eficiência da amamentação.
Até 6 meses pós-parto em mulheres em amenorreia tem eficácia contraceptiva de 98%.
Tem o mesmo efeito contraceptivo do que a retirada manual, por ordenha, ou retirada mecânica do leite.
Assinale a alternativa CORRETA. No manejo da amamentação em situações especiais, como nos casos de prematuros limítrofes, com coordenação entre sucção, deglutição e respiração, mas com uma sucção lenta, podemos orientar a mãe à:
Ordenhar as mamas com frequência e oferecer o leite ordenhado acrescido de fórmula láctea infantil para que a criança não perca peso.
Oferecer fórmula láctea infantil em mamadeira e em tempos regulares.
Manter a ordenha das mamas, oferecer a mama ao recém-nascido e complementar com o leite materno cru no copinho.
Ordenhar as mamas com frequência e oferecer o leite ordenhado em mamadeira para estimular a sucção e evitar engasgos
Oferecer leite de vaca concentrado para aumentar a quantidades de nutrientes em pouco volume
O profissional de saúde deve conhecer e adotar as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial de Saúde.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao assunto.
( ) Aleitamento materno exclusivo é quando a criança recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos.
( ) Aleitamento materno predominante é quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos.
( ) Aleitamento materno complementado é quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.
( ) Aleitamento materno é quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de receber ou não outros alimentos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • V • F
V • V • F • V
V • F • F • V
F • V • V • F
F • F • V • V
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) tem o Brasil como referência em Aleitamento Materno. É sabido que a amamentação é essencial para as crianças até dois anos, pois reforça a proteção contra infecções, diarreias e alergias, reduzindo a mortalidade infantil.
No entanto, nem todas as mães podem amamentar e nem todos os Recém Nascidos (RN) podem receber o leite materno.
Assinale abaixo a alternativa que apresenta uma contraindicação temporária ao Aleitamento Materno:
RN com galactosemia.
Mãe com HIV.
Mãe com HTLV.
Mãe com varicela.
Já está devidamente comprovada, por estudos científicos, a superioridade do leite materno sobre os leites de outras espécies. Sobre as vantagens do aleitamento materno, assinale a alternativa incorreta.
O exercício que a criança faz para retirar o leite da mama é muito importante para o desenvolvimento adequado de sua cavidade oral, propiciando uma melhor conformação do palato duro, o que é fundamental para o alinhamento correto dos dentes e uma boa oclusão dentária.
A proteção do leite materno contra infecções respiratórias é maior quando a amamentação é exclusiva nos primeiros seis meses. Além disso, a amamentação diminui a gravidade dos episódios da infecção.
Por ser da mesma espécie, o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimos da criança pequena, além de ser mais bem digerido, quando comparado com leites de outras espécies.
A amamentação é um excelente método anticoncepcional nos primeiros seis meses após o parto (98% de eficácia), desde que a mãe esteja amamentando exclusiva ou predominantemente e ainda não tenha menstruado. O Ministério da Saúde tem adotado esta medida, inclusive para prevenir gravidez na adolescência.
Durante o atendimento da puericultura, trabalhar a alimentação é uma das recomendações necessárias para a vigilância do crescimento e desenvolvimento saudáveis. O alimento ideal para as crianças até completarem o sexto mês de vida está no aleitamento materno exclusivo, pelo qual elas recebem tudo de que precisam para um crescimento saudável. As boas práticas em aleitamento dependem de apoio e esclarecimentos fornecidos à mãe, pela equipe de saúde, o mais precocemente possível e durante todo o período necessário.
O que garante o sucesso desse apoio é esclarecer às mães que
o tempo para esvaziamento da mama depende de cada bebê. Há aqueles que conseguem fazê-lo em poucos minutos e outros que o fazem em trinta minutos ou mais. A pega errada prejudica o esvaziamento total da mama, impedindo que o bebê mame o leite do final da mamada, rico em gordura, interferindo na saciedade e encurtando os intervalos entre as mamadas. Por isso, a mãe pode pensar que seu leite é insuficiente ou fraco.
o colostro, leite dos primeiros dias pós-parto, é produzido em quantidade suficiente para os primeiros dias de vida, mas muitos bebês prematuros não conseguem ganhar peso, pelo alto teor de proteínas desse alimento. Por isso, a puérpera necessita beber bastante água, diversas vezes ao dia.
a oferta de chás, sucos e água é desnecessária, principalmente quando oferecidos em chuquinhas ou mamadeiras, pois pode fazer com que o bebê engula mais ar (aerofagia), ocasionando desconforto abdominal. Porém, cabe esclarecer que a criança não faz confusão de bicos, nem podem aumentar os riscos de problemas ortodônticos e fonoaudiológicos, caso venham a ser utilizados esses utensílios de apoio à amamentação.
a produção do leite materno tem em média o volume de um litro por dia. Para que isso se mantenha, a mãe necessita repor em seu organismo o líquido utilizado no processo de lactação. É importante que ela faça a ingestão de maior quantidade de líquido, incluindo água (filtrada e fervida) e, principalmente, líquidos com calorias, como sucos, chás, refrigerantes e refrescos.
Em relação ao ingurgitamento mamário deve orientar a puérpera, entre outros cuidados, a
aplicar compressas frias nas mamas por, pelo menos, trinta minutos, entre as mamadas.
realizar a ordenha manual da aréola, de forma delicada, se estiver tensa antes da mamada, para que fique macia, facilitando a pega adequada do bebê.
estabelecer o intervalo máximo de três horas entre as mamadas, propiciando o esvaziamento regular e adequado das mamas.
utilizar protetores/intermediários de mamilo para facilitar a pega e facilitar o esvaziamento mamário por meio da sucção efetiva do bebê.
retirar o sutiã no momento da mamada favorecendo a liberação do leite bloqueado nos ductos lactíferos e o posicionamento correto do bebê.
Sobre o aleitamento materno, o trauma mamilar, traduzido por eritema, edema, fissuras, bolhas, entre outros, é uma relevante causa de desmame e, por isso, a sua prevenção é muito importante. Dessa forma, são medidas preventivas para o trauma mamilar, EXCETO
estimular a amamentação em livre demanda.
utilizar produtos para limpeza antes da mamada, como sabões ou produtos secantes.
realizar ordenha manual da aréola antes da mamada, se ela estiver ingurgitada.
não utilizar protetores mamilares (bico intermediário).
evitar ingurgitamento mamário.
Os profissionais de saúde devem orientar as mães sobre as técnicas corretas para a amamentação. A técnica de amamentação está inadequada quando:
A mama parece arredondada, não repuxada.
A cabeça e o corpo do bebê estão alinhados.
Vê-se muito a aréola durante a mamada.
As bochechas estão arredondadas (não encovadas) ou achatadas contra a mama.
Os bancos de leite humano (BLHs) têm se configurado como um dos mais importantes elementos estratégicos da política pública em favor da amamentação. Em relação às doadoras e doações de leite humano, é incorreto afirmar que:
O controle clínico das doadoras é de suma importância. Por meio dele, é possível detectar algumas doenças que podem ser transmitidas aos recém-nascidos, as quais impedem a amamentação e a doação do leite humano.
São consideradas doadoras as nutrizes saudáveis que apresentam secreção láctica superior às exigências de seu filho e que se dispõem a doar o excedente por livre e espontânea vontade.
É indicado o aleitamento cruzado, ou seja, o aleitamento da criança por nutriz que não seja a mãe biológica (ama de leite).
Considerando que as doações de leite humano ordenhado são destinadas prioritariamente para recém-nascidos prematuros e/ou doentes, a utilização de qualquer medicamento pela doadora pode potencializar ou prejudicar o efeito dos tratamentos estabelecidos para essas crianças.
Durante os cuidados no pré-natal, é importante conversar sobre as vantagens da amamentação para a mulher, a criança, a família e a comunidade, além de garantir orientações sobre o manejo da amamentação.
São vantagens da amamentação para a mãe, exceto:
Contribui para a diminuição do intervalo entre gestações.
Favorece a involução uterina e reduz o risco de hemorragia.
Contribui para o retorno ao peso normal.
Fortalece o vínculo afetivo.
Amamentar vai muito além de apenas nutrir a criança, constituindo-se num processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de implicações na saúde física e psíquica da mãe. Apesar dos esforços nacionais e internacionais, as prevalências de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão bastante aquém das recomendadas, e o profissional de saúde tem papel fundamental na reversão desse quadro, cabendo-lhe o papel de identificar e compreender o aleitamento materno no contexto sociocultural e familiar e, a partir dessa compreensão, auxiliar mãe, bebê e família. Para tal é importante conhecer e utilizar as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecidas mundialmente, que costumeiramente classificam o aleitamento materno exclusivo quando
a criança recebe, além do leite materno, água ou outras bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas coados e fluidos rituais.
a criança recebe, além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semissólido com a finalidade de complementá-lo, podendo substituí-lo.
a criança recebe somente leite materno, sugado ou ordenhado, ou humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, à exceção de gotas/xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos.
a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de receber ou não outros alimentos ou outros tipos de leite e alimentos semissólidos.
São benefícios do aleitamento materno para a mãe, exceto:
Involução uterina mais rápida e redução na hemorragia uterina pós-parto, devido à liberação de ocitocina.
Praticidade, pois o leite materno está sempre pronto para ser consumido; diminuição do risco de câncer de mama e intestino.
Perda mais rápida do peso acumulado na gestação; auxílio no aumento do intervalo entre as gestações.
Maior interação mãe-bebê; benefício relativo aos aspectos econômicos, uma vez que o leite materno não tem custos.
Em uma ação educativa com gestantes sobre aleitamento materno, a enfermeira da Unidade Básica de Saúde explica a importância de deixar que o bebê sugue o leite de uma mama até seu esvaziamento total para depois oferecer a outra, pois o leite do fim da mamada
tem mais gordura e, por isso, mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso.
tem mais água e mata a sede, eliminando a necessidade de oferecer água nos intervalos.
é mais rico em água, açúcares e imunoglobulinas, favorecendo a imunidade do bebê.
corresponde ao leite maduro, rico em todos os nutrientes, refletindo a alimentação da mãe.
é mais rico em lactose, favorecendo o crescimento do bebê e protegendo contra alergias.
Ao orientar as nutrizes, o enfermeiro deve reforçar a importância de o bebê esvaziar bem a mama durante a mamada porque
a concentração de proteínas no leite aumenta no decorrer da mamada, tornando sua digestão mais fácil.
a mamada prolongada inibe a ação da prolactina, hormônio envolvido na produção do leite, o que reduz o risco para a ocorrência de fissuras nas mamas.
o teor de gordura no leite aumenta no decorrer de uma mamada e, devido a isso, o leite posterior é mais rico em calorias e sacia melhor a criança.
a concentração de anticorpos IgA, IgM e IgG presentes no leite do final da mamada é maior, conferindo melhor proteção ao bebê.
grande parte do leite de uma mamada é produzida enquanto a criança mama, sob o estímulo da ocitocina.
O Caderno de Atenção Básica nº 23/2015 do Ministério da Saúde, que versa sobre o Aleitamento Materno, nos traz que amamentar é muito mais que nutrir a criança. Apesar de todas as evidências científicas provando a superioridade da amamentação sobre outras formas de alimentar a criança pequena, e apesar dos esforços de diversos organismos nacionais e internacionais, as prevalências de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão bastante aquém das recomendadas. Sendo assim, assinale a alternativa correta.
Aleitamento materno complementado ocorre quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.
A introdução precoce de outros alimentos está associada a maior absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco.
A amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida não é capaz de diminuir o risco de alergia à proteína do leite de vaca.
Crianças nascidas com baixo peso e amamentadas apresentam melhor desempenho cognitivo do que crianças não amamentadas.
O ato do aleitamento materno não possui correlação com a diminuição da prevalência de câncer de mama em mães.
Em relação ao Aleitamento Materno, é correto afirmar que:
A amamentação do recém-nascido após o nascimento deverá ocorrer 10 horas após o parto.
É um método tecnicamente natural, de fácil aprendizagem, higiênico e praticamente isento de custos.
Do ponto de vista nutricional, o leite humano é capaz de suprir todas as necessidades da criança até os dois anos de vida.
O funcionamento da mama está relacionado a três fases concomitantes, que são: fase mamotrófica ou mamogênica, fase galactogênica ou de lactação e fase da galactopoiese.
Devido à ansiedade e alteração hormonal da gestante, deve-se evitar a abordagem sobre manejo da amamentação durante as consultas de pré-natal.