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Como são chamados os sinais e sintomas clássicos do Diabetes mellitus?
Os “três S’s”: sonolência, sede e sudorese.
Os “três V’s”: visão turva, vertigem e vômito.
Os “quatro S’s”: sede, sonolência, sudorese e sensibilidade aumentada ou diminuída.
Os “quatro F’s”: fome, fraqueza, fadiga e falhas da memória.
Os “quatro P’s”: poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada.
“O diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos. Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos, por exemplo, destruição das células beta do pâncreas (produtoras de insulina), resistência à ação da insulina, distúrbios da secreção da insulina, entre outros” (Brasil, 2006).
Com relação a informação descrita no trecho anterior, considere as afirmativas abaixo:
Assinale a sequência correta:
(V), (V), (V), (V), (V).
(V), (V), (F), (V), (F).
(V), (V), (V), (F), (F).
(V), (F), (V), (F), (V).
(F), (V), (F), (V), (V).
Diariamente, vários usuários portadores de diabete melito procuram a unidade básica de saúde (UBS), para monitorar a glicemia capilar. Ao realizar o teste, o técnico de enfermagem deve considerar que, de acordo com a Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023), para crianças e adolescentes, considera-se normal para a glicemia pós-prandial, ou seja, ________ após a refeição, o valor menor que ___________.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de modo correto a afirmação.
2 horas ... 180 mg/dL
1 hora ... 200 mg/dL
30 minutos ... 180 mg/dL
2 horas ... 200 mg/dL
1 hora ... 180 mg/dL
A Atenção Básica desenvolve estratégias para o cuidado ao paciente com diabetes mellitus (DM). A consulta de enfermagem pode ser considerada uma dessas estratégias, tendo como objetivo, exceto:
Auxiliar o indivíduo a entender sua condição de saúde.
Orientar o indivíduo sobre os fatores de risco correlacionados à DM.
Desenvolver a maior autonomia possível em relação ao seu tratamento.
Desenvolver dependência do indivíduo em relação à equipe de saúde para que o mesmo não abandone o tratamento.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma desordem metabólica crônica, caracterizada por deficiência na secreção e/ou ação da insulina. O DM tipo 2 representa de 90 a 95% dos casos, apresenta origem multifatorial, associada a idade avançada, predisposição genética, excesso de peso e sedentarismo, estando associado a maiores taxas de hospitalização e utilização de serviços de saúde. De acordo com a portaria SCTIE/MS n° 54, de 2020, que aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes terapêuticas (PCDT) do DM tipo 2, considere as afirmativas a seguir:
( ) Dentre os sinais e sintomas clássicos da doença está a poliúria, polidipsia, perda ponderal e polifagia. Já dentre as doenças intercorrentes estão a doença renal crônica, a neuropatia, a retinopatia, a catarata, a doença aterosclerótica e a infecções de repetição.
( ) O rastreamento deve ser realizado em todos os indivíduos com sobrepeso (IMC ≥ 25 kg/m2) e com fatores de risco adicionais como sedentarismo, familiar em primeiro grau com DM, história de doença cardiovascular, mulheres com diagnóstico de DM gestacional e outros.
( ) O tratamento farmacológico para o DM tipo 2 iniciado precocemente está associado a melhores resultados. Estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS): biguanidas (cloridrato de metformina), sulfonilureias (glibenclamida e glicazida), insulinas (NPH e regular) e SGLT2i (dapagliflozina).
( ) Pacientes portadores de DM tipo 2 com dificuldade para o autocuidado precisam de um suporte maior até que consigam ampliar seus conhecimentos e habilidades sobre a doença. O apoio ao paciente e sua educação deverão ser de responsabilidade somente da equipe de saúde, sem incluir outros personagens.
A sequência correta é
V – V – F – F.
V – V – F – V.
V – V – V – F.
F – F – F – V.
F – F – V – F.
De acordo com o Caderno de Atenção Básica - estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus (2013), a cetoacidose é uma emergência endocrinológica decorrente da deficiência absoluta ou relativa de:
ureia.
glicose.
sódio.
insulina.
potássio.
O termo “diabetes mellitus” (DM) refere-se a um transtorno metabólico, caracterizado por hiperglicemia e distúrbios no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, resultantes de defeitos da secreção e/ou da ação da insulina. Dentre as complicações crônicas do DM, as úlceras de pés e a amputação de extremidades são as mais graves e de maior impacto socioeconômico. De acordo com o Caderno de Atenção Básica nº 36 (2013), que apresenta estratégias para o cuidado da pessoa com DM, assinale a alternativa CORRETA.
Toda pessoa com diabetes mellitus deve realizar, a cada dois anos, o exame físico minucioso dos pés, que engloba a avaliação da pele, avaliação musculoesquelética, avaliação vascular e avaliação neurológica.
São fatores de risco para desenvolvimento de úlcera nos pés: tabagismo, deformidades, úlcera e/ou amputação prévia, neuropatia periférica, doença vascular periférica e bom controle glicêmico.
O calçado ideal para pessoas com DM deve privilegiar o conforto e o aumento das áreas de pressão, sendo preferível sapato de cano baixo, de material que permita a transpiração do pé e com estreitamento da lateral para controlar as deformidades.
As orientações educativas para prevenção de úlceras nos pés envolvem o exame diário do pé, lavagem e secagem cuidadosa, principalmente entre os dedos, hidratação diária com creme, cuidados com as unhas e cuidados com traumas externos.
Geralmente, as mulheres desenvolvem o diabetes mellitus gestacional (DMG) por conta de um defeito na adaptação do corpo às alterações que ocorrem durante a gestação, isto é, uma incapacidade de compensar a resistência à insulina que a gestação proporciona. O diagnóstico é realizado quando a gestante apresenta:
Glicemia de jejum ≥ 92mg/dL
1h após sobrecarga de glicose > 110mg/dL
Glicemia de jejum ≤ 88mg/dL
1h após sobrecarga de glicose > 100mg/dL
A respeito da nefropatia diabética, assinale a alternativa correta.
A Doença Renal do Diabetes deve ser rastreada a cada 5 anos em todos os indivíduos com DM.
O diagnóstico e a atual classificação da DRC em estágios levam em consideração níveis de TFG – essa se divide em três estágios com níveis decrescentes de função renal e cinco faixas de excreção urinária de albumina.
Para diagnosticar Nefropatia Diabética, é necessário longa duração do DM, controle glicêmico insatisfatório, presença de outros órgãos-alvo envolvidos, ausência de manifestações clínicas e laboratoriais que possam sugerir outra etiologia.
O controle da terapia na fase pré-dialitica se dá principalmente pela glicemia em jejum.
Considerando o processo farmacológico do diabetes mellitus tipo 2, o principal componente do acompanhamento do tratamento é a dosagem de:
Hemoglobina glicada.
Glicemia plasmática em jejum.
Glicemia em qualquer horário.
Glicemia após 2h de sobrecarga oral de 75 g de glicose.
O aumento da prevalência do Diabetes está associado a diversos fatores, como rápida urbanização, transição epidemiológica, transição nutricional, maior frequência de estilo de vida sedentário, maior frequência de excesso de peso, crescimento e envelhecimento populacional e, também, a maior sobrevida dos indivíduos com Diabetes. (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2019)
Sobre o Diabetes e seu manejo clínico, é INCORRETO afirmar que:
Na fase clinicamente manifesta do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), o início é, em geral, abrupto, podendo ser a cetoacidose diabética a primeira manifestação da doença em um terço dos casos.
O cuidado nutricional de crianças e adolescentes difere daquele do adulto com Diabetes Mellitus, em razão das mudanças na sensibilidade a insulina relacionadas com o crescimento físico e a maturação sexual.
Sacarose e alimentos contendo sacarose não são proibidos para indivíduos com Diabetes, uma vez que não aumentam a glicemia mais do que outros carboidratos, quando ingeridos em quantidades equivalentes.
Quando a insulina é aplicada erroneamente por via intradérmica, ela tem absorção mais lenta, com risco de perda de insulina no local da aplicação, o que diminui a dose injetada e leva a consequente hiperglicemia.
Eventos estressantes (por exemplo, doença, trauma, cirurgia, choque etc.) podem piorar o controle glicêmico e precipitar cetoacidose diabética, hiperglicemia hiperosmolar, condições de risco de vida que exigem cuidados médicos imediatos para evitar complicações e morte.
Diversos estudos sobre diabetes indicam que a prática de atividade física diminui a necessidade de aplicação de insulina. A associação entre o uso de insulina para o tratamento de diabetes e os indicadores de atividade física em diferentes domínios (deslocamento, domicílio, lazer e trabalho) se apresenta como um fator de proteção em decorrência de um maior gasto energético semanal em atividade física em adultos e idosos no Brasil.
Considere as afirmativas abaixo.
I - Em idosos, é possível observar que há tendência de redução do uso de insulina à medida que se aumenta a quantidade de domínios ativos.
II - A ocorrência da diabetes cresceu consideravelmente nos últimos anos, principalmente nos países de renda média como o Brasil.
III- O trabalho noturno está associado à redução de chances de tal doença. Também costuma ser associado a maiores níveis de atividade física e a menor tempo em comportamento sedentário.
Quais estão corretas?
Apenas I
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação metabólica aguda do Diabete Mellitus (DM) caracterizada por hiperglicemia, é uma condição clínica potencialmente grave quando não conduzida corretamente. Assinale a alternativa CORRETA das manifestações da CAD:
Poliúria, polidipsia, polifagia, astenia, fraqueza, emagrecimento, desidratação, taquicardia, taquipneia, náuseas, êmese, dor abdominal, respiração profunda e suspirosa ou acidótica (ritmo de Kussmaul), hálito cetônico, confusão mental e redução progressiva do nível de consciência (sonolência ou coma).
Disúria, polidipsia, polifagia, astenia, fraqueza, emagrecimento, desidratação, taquicardia, taquipneia, náuseas, êmese, dor abdominal, respiração profunda e suspirosa ou acidótica (ritmo de Kussmaul), hálito cetônico, confusão mental e redução progressiva do nível de consciência (sonolência ou coma).
Disúria, polidipsia, polifagia, astenia, fraqueza, emagrecimento, desidratação, taquicardia, taquipneia, náuseas, êmese, dor abdominal, hipopnéia com períodos de hiperpnéia (ritmo Cheyne-Stokes), hálito cetônico, confusão mental e redução progressiva do nível de consciência (sonolência ou coma).
Poliuria, polidipsia, polifagia, astenia, fraqueza, emagrecimento, desidratação, taquicardia, taquipneia, náuseas, êmese, dor abdominal, hemoptise, respiração profunda e suspirosa ou acidótica (ritmo de Kussmaul), hálito cetônico, confusão mental e redução progressiva do nível de consciência (sonolência ou coma).
O controle adequado da glicemia é uma meta no tratamento do diabetes mellitus (DM), considerando que a hiperglicemia persistente está associada a complicações crônicas micro e macrovasculares, além do aumento de morbimortalidade. Qual método é indicado para avaliar o seguimento do controle da glicemia nos últimos 3 a 4 meses em pacientes com DM já diagnosticado?
Glicemia em jejum.
Hemoglobina glicada.
Glicemia pós-prandial.
Teste oral de tolerância à glicose.
A neuropatia diabética apresenta diversos sinais e sintomas que variam de acordo sua localização em fibras nervosas sensoriais, motoras e/ou autonômicas. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
Neuropatia sudomotora é um tipo de neuropatia autonômica. Manifesta-se pela anidrose plantar, com pele seca, fissuras e hiperqueratose nos pés, favorecendo o surgimento das úlceras neuropáticas.
Mononeuropatias são formas raras de início súbito, natureza assimétrica e de curso autolimitado. Exemplos de mononeuropatias com déficit motor são a paralisia facial, oculomotora e ciático-poplítea; um exemplo de mononeuropatia sensitiva é a ocorrência de forte dor na região intercostal.
Polineuropatia simétrica distal é a forma mais comum de neuropatia diabética periférica e apresenta três estágios: inicial, sintomático e grave. O estágio inicial é, em geral, assintomático, mas pode haver diminuição de sensibilidade.
Pacientes com neurites compressivas apresentam quadro clínico de dor e atrofia muscular intensa na cintura pélvica, nádegas e coxas com início insidioso.
O Guia de Orientações para atuação da equipe de enfermagem na atenção primária à saúde (COREN-MG, 2017) traz algumas recomendações no manejo clínico do paciente portador de diabetes mellitus.
No que se refere ao manejo clínico desse paciente, o enfermeiro NÃO deve:
repetir a medicação (hipoglicemiante oral) de pacientes controlados e sem intercorrências.
orientar os pacientes sobre automonitorização (glicemia capilar) e aplicação de insulina.
realizar consulta de enfermagem com pessoas com maior risco para diabetes do tipo 2 identificadas pelo agente comunitário de saúde e encaminhar ao médico quando necessário.
encaminhar os pacientes não aderentes, de difícil controle e portadores de lesões em órgãos-alvo (cérebro, coração, rins, olhos, vasos, pé diabético) para consultas trimestrais com o médico.
O diabetes mellitus (DM) é uma condição crônica, que requer gerenciamento contínuo, sendo caracterizado por hiperglicemia e deficiência absoluta e/ou relativa de insulina, influenciando o metabolismo dos glicídios, proteínas, lipídios, água e vitaminas. Durante sua evolução, na dependência do controle metabólico, podem advir complicações agudas e crônicas, que são classificadas em microvasculares, como a retinopatia, a nefropatia e a neuropatia diabética, e as macrovasculares, que são importantes causas da morbimortalidade associada ao diabetes. Ao desenvolver um plano de cuidados para a prevenção dessas complicações, quais ações devem ser destacadas pelo(a) enfermeiro(a)?
Monitorar o peso corporal, utilizando o cálculo do IMC (IMC=Peso/Altura), mantendo-o, preferencialmente, acima de 29,9 Kg/m².
Nas complicações macrovasculares, observar os sinais e sintomas de angina no peito que podem ocorrer de forma atípica tanto na apresentação como na caracterização da dor, devido à neuropatia periférica presente nesse paciente.
Em pacientes com complicações crônicas do Diabetes Mellitus, verificar a pressão arterial é fundamental. Para realizar o procedimento, posicionar o paciente, apenas, na posição sentado, com o objetivo de flagrar um quadro de hipotensão postural.
Implementar medidas farmacológicas e não farmacológicas para o controle da hiperglicemia, hipertensão, dislipidemia e a microalbuminúria. As medidas farmacológicas necessitam estar prescritas, e as não farmacológicas vão desde o controle do peso corpóreo à mudança de estilo de vida.
A retinopatia é uma das complicações microvasculares que deve ser rastreada desde o diagnóstico, incentivando o paciente ao controle rigoroso da glicemia e da neuropatia autossômica, que tem influência direta nesse tipo de complicação.
Em relação ao exame dos pés, o principal diagnóstico de enfermagem para o planejamento da assistência deve ser:
Síndrome do idoso frágil caracterizada por deambulação prejudicada.
risco de perfusão tissular periférica ineficaz associada a diabetes mellitus.
perfusão tissular periférica ineficaz caracterizada por pulsos periféricos diminuídos.
planejamento de atividade ineficaz relacionada à percepção irreal de capacidades pessoais.
intolerância a atividade caracterizada por fraqueza generalizada.
O controle dos níveis glicêmicos é essencial para o tratamento do Diabetes Mellitus (DM). Assim, a monitorização da glicemia capilar a todas as pessoas com DM tipo 1 outipo 2, em uso de insulina em doses múltiplas, é recomendada
três ou mais vezes ao dia.
uma vez ao dia, em dias alternados.
a cada 12 horas, devido ao tempo de ação da insulina.
pela manhã, se níveis normais, em pelo menos duas aferições.
apenas após o almoço.
Pacientes com Diabetes Melitus tipo 1 têm deficiência absoluta de insulina endógena, razão por que a insulinoterapia é obrigatória no tratamento (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 1, 2020). Sobre o tratamento insulínico, analise as opções abaixo e marque a correta.
As Análogo de insulina de ação rápida possuem quatro representantes: glargina U100, detemir, degludeca e glargina U300. Cada insulina análoga é formada por sequência de aminoácidos semelhante à insulina humana, diferindo apenas pela troca de alguns desses aminoácidos.
A insulina NPH contém como princípio ativo a insulina humana monocomponente, hormônio idêntico àquele produzido pelo pâncreas humano, e não possui modificações em sua molécula.
A insulina regular é uma suspensão cristalina de insulina formada pela adição de uma molécula de protamina, que prolonga seu efeito e promove ação intermediária; assim, essas modificações deram origem a insulina com perfil cinético próprio.
O esquema insulínico intensivo acarreta maior risco de hipoglicemias, incluindo hipoglicemias graves. O risco destas hipoglicemias pode ser três vezes maior quando em tratamento intensivo em comparação ao tratamento não intensivo.