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Maria, paciente do sexo feminino com 63 anos de idade, residente em Londrina-PR, deu entrada na emergência de um hospital em Curitiba. Maria é usuária de crack por três anos, consome álcool diariamente e está tentando parar com o uso dessas substâncias. Chegou queixando-se de abstinência, apresentando ansiedade, agitação e tremores nos membros inferiores.
No atendimento à paciente da situação clínica precedente, o enfermeiro deverá
promover e ensinar o autoexame de mama.
corrigir as desinformações sobre processos de envelhecimento.
fazer recomendações escritas com letras grandes e bem espaçadas.
encorajar a paciente a deixar de fumar.
educar sobre autopreservação, riscos de drogas e de interações droga-fármaco, droga-álcool e droga-alimentos.
Sobre os critérios diagnósticos para síndrome de dependência química, analise as afirmativas abaixo.
I. Evidência de tolerância definida por necessidade de quantidades cada vez menores da substancia para obter intoxicação ou efeitos desejados.
II. Evidência de tolerância definida por aumento acentuado do efeito com o uso continuado da mesma quantidade da substancia.
III. Abandono ou redução de atividades sociais, ocupacionais ou recreativas em razão do uso da substancia.
IV. Desejo persistente ou esforços infrutíferos para reduzir ou controlar o uso da substância.
Estão corretas as afirmativas:
III e IV apenas
I, II e III apenas
II e III apenas
II, III e IV apenas
I, II, III e IV
As mortes por overdose de opioides nos Estados Unidos dobraram na última década. Vários estudos descobriram que o treinamento de ressuscitação direcionado para usuários de opioides e suas famílias e amigos está associado a taxas mais altas de administração de medicação antagonista. É aconselhável que os socorristas leigos recebam treinamento para responder à overdose de opioides. O antagonista de opioide indicado para o tratamento de emergência de superdose ou intoxicação aguda por opioide é:
Nadolol.
Naloxona.
Prazosina.
Oxicodona.
Fenoxibenzamina.
A Síndrome da Abstinência Alcoólica (SAA), é composta por diferentes sintomas que se apresentam em pacientes que se tornaram dependentes do álcool e que pararam de fazer uso da substância de forma abrupta. Para uma adequada assistência de enfermagem, é imprescindível ao profissional da saúde o conhecimento das medicações que o paciente faz uso. São medicamentos específicos, utilizados para o tratamento da SAA, EXCETO:
Benzodiazepínicos.
Neurolépticos.
Tiamina.
Antidepressivos.
Um paciente hipertenso de 30 anos refere, ao enfermeiro, que faz uso de Propranolol 40 mg uma vez ao dia, mas, por conta do seu uso crônico de cocaína (pelo menos 3x por semana), tem sentido sintomas de aumento da pressão. O enfermeiro deve orientar o paciente que o uso de cocaína e de betabloqueadores
causa redução da depuração hepática, inibindo a ação do Atenolol.
leva a arritmias, como bradicardia, depressão sinusal e atrioventricular.
leva à hipercalemia, causando desconforto. Além disso, deve orientar sobre a dosagem sérica de potássio.
aumenta o risco de angioedema, levando à dificuldade respiratória e ao cansaço.
potencializa os efeitos da cocaína.
A abordagem de usuários de álcool na atenção primária é um grande desafio, inclusive pela necessidade de conhecimento de ferramentas que os profissionais podem utilizar para um cuidado que tenha centralidade no sujeito, entre elas:
abordagens confrontativas.
redução de danos com uso de substâncias alucinógenas.
internação compulsória em CAPSad.
intervenção breve e uso de escalas.
detecção por bafômetro seguida de orientação.
A lei 13.840/2019, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, as condições de atenção aos usuários ou dependentes de drogas e o financiamento das políticas sobre drogas, determina que a internação involuntária de pessoas em uso prejudicial de substâncias psicoativas, sem autorização judiciária, poderá ocorrer quando realizada por:
indicação de um familiar ou de um responsável legal
indicação do profissional de política de saúde ou de assistência social
encaminhamento de serviços de saúde mental ou da segurança pública
encaminhamento de uma equipe de saúde da atenção básica ou da comunidade terapêutica
Os elementos descritos a seguir caracterizam qual tipo de síndrome que deve ser orientada a prevenção pelo Agente Comunitário de Saúde: “Compulsão: uma necessidade forte ou desejo incontrolável de beber; Perda de controle: a inabilidade frequente de parar de beber uma vez que a pessoa já começou; Dependência física: a ocorrência de sintomas de abstinência, como náuseas, suor, tremores, e ansiedade, quando se para de beber após um período bebendo-se muito”.
Conceito de sedentarismo ou também conhecido como “síndrome da pessoa parada”.
Conceito de compulsão alimentar.
Conceito de transtorno compulsivo obsessivo.
Conceito de alcoolismo, ou também conhecido como “síndrome da dependência do álcool”.
Conceito de déficit de atenção.
Sobre o alcoolismo, analisar os itens abaixo:
I. As mulheres, em geral, por sua constituição biológica, têm maior sensibilidade ao uso de álcool que os homens.
II. Não existem quantidades consideradas seguras para o consumo de álcool durante a gestação.
III. De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, a assistência aos usuários de álcool deve ser oferecida exclusivamente nos hospitais.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente os itens I e II
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
Nenhum dos itens.
Os hábitos maternos prejudiciais ao feto e ao recém-nascido incluem a dependência de drogas, tabagismo e etilismo. A Síndrome da Abstinência Neonatal (SAN) é o termo utilizado para descrever o conjunto de manifestações clínicas apresentadas pelo recém-nascido exposto a narcóticos ainda no útero. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA.
Os efeitos adversos da exposição do feto às drogas são diversos, podendo incluir mudanças transitórias de comportamento, alterações dos movimentos respiratórios fetais, ou defeitos irreversíveis, e até mesmo a morte fetal.
As manifestações clínicas podem variar em todos os sistemas: neurológicos, gastrointestinais, respiratórios, e sinais do sistema nervoso autônomo.
Mesmo que esses recém-nascidos suguem avidamente as mãos e apresentem um reflexo de busca intensa, eles se alimentam mal, uma vez que os reflexos sucção e deglutição são descoordenados e pouco efetivos.
Os recém-nascidos que apresentam abstinência neonatal por exposição de narcóticos não apresentam nenhuma desordem nos reflexos de sucção e deglutição, além de apresentarem fome constante e boa alimentação.
Sinais que podem ser encontrados em recém-nascidos expostos a drogas: vômitos em jato, choro, obstrução nasal, sudorese, taquicardia, febre e diarreia.
O conceito a seguir “Síndrome específica de cada substância, que ocorre após a interrupção ou redução da quantidade da droga ou substância de uso regular durante um período prolongado, caracteriza-se por sinais e sintomas fisiológicos, além de alterações psicológicas, como perturbações no pensamento, sentimentos e comportamento” refere-se à:
adição.
intoxicação.
abstinência.
neuroadaptação.
O uso de substâncias psicoativas é uma importante questão de saúde pública. Apesar de vários tipos de substâncias produzirem impacto importante sobre a saúde, o uso de crack tem recebido destaque nos meios de comunicação e também em ações de governos estaduais e do governo federal. Considerando os resultados do III Levantamento Nacional sobre uso de Drogas pela População Brasileira, assinale a alternativa correta.
A prevalência de dependência de crack atualmente equiparou-se à prevalência de dependência de álcool, demonstrando que a epidemia de dependência de crack vem se agravando nos últimos anos.
A maior parte das pessoas que relataram uso de crack em algum momento da vida também relataram não ter feito uso nos últimos trinta dias, na ocasião da pesquisa, apesar do alto risco de dependência.
A prevalência de dependência de crack não varia significativamente conforme a escolaridade das pessoas, atingindo sujeitos de diferentes níveis de instrução em proporções semelhantes.
O número total de usuários de crack diminuiu, porém a proporção de usuários que são dependentes aumentou, o que indica a circulação de formas mais potentes da substância.
Usuários de crack relatam uso exclusivo dessa substância, diferentemente do que ocorre com usuários de outras drogas, entre os quais é comum o consumo de várias substâncias.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, 2,5 milhões de pessoas morrem anualmente por problemas relacionados ao uso de álcool, que é a causa de vários tipos de doenças. Em relação à síndrome de abstinência do álcool, são critérios para o diagnóstico, EXCETO:
Insônia.
Agitação psicomotora.
Alucinações visuais, táteis ou auditivas transitórias.
Bradicardia e hipotensão.
Convulsões tipo grande mal.
Um paciente de 39 anos de idade, hipertenso desde os 24 anos de idade, chegou ao ambulatório de cardiologia com queixas de cefaleia e bastante agitado e taquilálico. Apresenta, à chegada, PA = 160 mmHg x 90 mmHg, FC = 175 bpm, FR = 22 irpm e TAx = 37,4 ºC. O paciente nega queixas álgicas em outros locais e outros desconfortos. Ele procurou a unidade porque, conforme relato à enfermeira, é usuário de clonidina 0,4 mg/dia e usuário crônico de cocaína (desde os 17 anos de idade), com utilização cinco vezes por semana, pelo menos. Além das informações gerais a respeito da doença e de medidas não farmacológicas para controle da hipertensão, a enfermeira orienta o paciente quanto ao fato de que o uso de bloqueadores de ação central e cocaína leva a algumas interações, sendo a(s) principal(is) delas a
potencialização do efeito da cocaína.
redução do efeito anti-hipertensivo.
redução dos sinais de hipoglicemia e o bloqueio da mobilização de glicose.
bradicardia e a depressão sinusal e atrioventricular.
hipotensão ortostática.
Os pacientes de trauma chegam frequentemente sob a influência de álcool ou drogas. A presença dessas substâncias altera sua resposta à lesão, além de sua reação aos estímulos. Diante disto, marque a alternativa CORRETA:
Os sintomas de abstinência aguda incluem medo incontrolável, ansiedade, alucinações, tremores, incontinência e agitação.
Os pacientes dependentes em geral são bem nutridos e não apresentam nenhum tipo de deficiência vitamínica.
O uso prolongado do álcool não causa insuficiência hepática, hipoglicemia, coagulopatia e nenhum tipo de dano ao fígado.
A presença de álcool ou drogas não altera sua resposta à lesão proveniente do trauma, nem sua reação aos estímulos. A resposta se mantem normal e não causa sonolência ou coma.
A história de uso de drogas e álcool do paciente não deve fazer parte da avaliação dos sistemas. A duração do uso, a quantidade e a substância não devem ser documentadas em prontuário.
A apresentação clínica da intoxicação pelo álcool é bastante variada, dependendo, sobretudo, do nível de álcool no sangue (alcoolemia) e do nível de tolerância previamente desenvolvido pelo paciente. Uma pessoa com uma concentração de álcool no sangue (g/100 ml) de 0,30-0,39 terá os seguintes efeitos sobre o corpo:
letargia profunda; perda de consciência; estado de sedação comparável ao de uma anestesia cirúrgica; morte (em muitos casos).
reflexos consideravelmente mais lentos; problemas de equilíbrio e de movimento; alteração de algumas funções visuais.
fala arrastada; vômito, sobretudo se essa alcoolemia for atingida rapidamente.
entorpecimento fisiológico de quase todos os sistemas; diminuição da atenção e da vigilância; reflexos mais lentos; dificuldade de coordenação e redução da força muscular.
redução da capacidade de tomar decisões racionais ou de discernimento; sensação crescente de ansiedade e depressão.
O objetivo da prevenção, segundo a OMS, é reduzir a incidência de problemas causados pelo uso indevido de drogas em uma pessoa e em um determinado meio ambiente. Sobre a prevenção secundária de drogas é CORRETO afirmar:
Evitar que o uso de drogas se instale, dirigindo-se a um público que não foi afetado.
Tratar os efeitos causados pelo uso da droga, melhorando a qualidade de vida das pessoas afetadas.
Efetuar ações que evitem a evolução do uso para usos mais prejudiciais.
Identificar fatores de risco e proteção ao uso de drogas.
Em 2017, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apresentou relatório com o método e os resultados do terceiro Levantamento Nacional sobre o uso de Drogas pela População Brasileira (III LNUD). O levantamento resultou de uma parceria entre a Fiocruz e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) e coletou dados epidemiológicos sobre o consumo de diversas substâncias psicoativas por pessoas de várias faixas etárias em todas as regiões do Brasil. O intuito era subsidiar a formulação de políticas e programas que visassem à redução das consequências do uso nocivo de substâncias em nosso país. Considerando os resultados desse levantamento, assinale a afirmativa correta.
Mudanças culturais nos papéis de gênero contribuíram para o aumento do consumo de álcool entre mulheres, de modo que atualmente elas representam cerca de 40% do total de pessoas consideradas dependentes de álcool.
A prevalência de dependência de álcool ocorre na mesma proporção entre pessoas de qualquer nível socioeconômico e qualquer nível de escolaridade, o que contraria estereótipos negativos comuns sobre pessoas com dependência de álcool.
Diferenças estatisticamente significativas entre homens e mulheres inexistem, se considerarmos apenas a prevalência de dependência de alguma substância que não seja álcool nem tabaco, embora haja algumas especificidades de gênero relacionadas à questão do uso de drogas.
A maconha costumava ser a substância ilícita mais consumida pela população brasileira, mas atualmente a cocaína passou a ser a mais consumida, se considerarmos todas as suas várias formas (em pó, injetável, pasta base e pedras de crack) somadas.
As substâncias psicoativas lícitas de acesso restrito mais consumidas, utilizadas apenas sob prescrição médica, são os esteróides anabolizantes à base de testosterona, usados para aumentar o desempenho físico e para induzir euforia e autoconfiança.
A política assistencial para Dependência Química (DQ) deve ser articulada com as demais políticas necessárias ao manejo do fenômeno, como a prevenção e o controle da oferta. Diminuir os danos que as substâncias causam às pessoas e à sociedade é um dos objetivos de uma política integral, necessária para reduzir o impacto do problema. (Associação Brasileira de Psiquiatria, 2014)
Sobre a Dependência Química (DQ), é INCORRETO afirmar que:
Não existe tratamento único e ideal. O tratamento visando à abstinência pode ser caro, longo e trabalhoso, mas ainda é o melhor que a medicina pode oferecer.
A DQ é uma doença aguda, grave, e não somente um problema social ou psicológico.
Devido à natureza da DQ, alguns pacientes podem beneficiar-se de intervenções breves, enquanto outros podem necessitar de tratamentos mais sistematizados e com diferentes níveis de complexidade e variedade de recursos.
A ação aguda do álcool e de qualquer droga produtora de dependência, o abuso e a dependência são padrões bastante diferentes e devem ser elucidados quando se inicia o contato com o paciente.
No acolhimento, o profissional de saúde deve estar atento às informações passadas pelo usuário de álcool e de outras drogas, como o relato, a postura e o olhar. Deve observar ainda as relações socioculturais e perceber que as relações com o ambiente no qual o paciente se insere também influenciam a condição atual de vida.
Certo
Errado