Questões de Concurso sobre Pavimentação

 
 
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O dimensionamento da estrutura de um pavimento de uma via consiste em se determinar as espessuras das camadas que comporão o pavimento assente sobre um subleito com uma capacidade de suporte quando a via estiver submetida a um determinado volume de tráfego. O método de dimensionamento de pavimento do extinto DNER consiste em se determinar as espessuras de materiais granulares Hm, Hn, H20, através de um ábaco ou pela equação: Ht=77,67.N 0,0482.ISC -0,598 . O método recomenda a utilização de espessuras mínimas de revestimento (R), a utilização de coeficientes de equivalência estrutural (k) e a aplicação de inequações, que são mostrados a seguir.


Espessura mínima de Revestimento Betuminoso

N

Espessura Mínima de Revestimento Betuminoso

N ≤ 106

Tratamentos superficiais betuminosos

106 < N ≤ 5 x 106

Revestimentos betuminosos com 5,0 cm de espessura

5 x 106 < N ≤ 107

Concreto betuminoso com 7,5 cm de espessura

107 < N ≤ 5 x 107

Concreto betuminoso com 10 cm de espessura

N > 5 x n107

Concreto betuminoso com 12,5 cm de espessura

Coeficiente de equivalência estrutural

Componentes do pavimento

Coeficiente k

Base ou revestimento de concreto betuminoso

2,00

Base ou revestimento pré-misturado a quente, de graduação densa

1,70

Base ou revestimento pré-misturado a frio, de graduação densa

1,40

Base ou revestimento betuminoso por penetração

1,20

Camadas granulares

1,00

Solo cimento com resistência à compressão a 7 dias, superior a 45kgf/cm2

1,70

Idem, com resistência á compressão a 7 dias, entre 45 kgf/cm2 e 28 kgf/cm2

1,40

Idem, com resistência à compressão a 7 dias, entre 28 kgf/cm2 e 21 kgf/cm2

1,20


inequações:

R . KR + B ≥ H20

R . KR + B . KB + h20 . K20 ≥ Hn

R . KR + B . KB + h20 . K20+ hn . Kref ≥ Hm


Seguindo as recomendações do método sintetizado, dimensionar a estrutura de um pavimento de uma via que se encontra em corte e em que foram realizados estudos de tráfego e geotécnicos.

Nos estudos de tráfego, foram determinados o número de solicitações (operações) do eixo padrão de 8,2 tf para a AASHTO e para o USACE, respectivamente, iguais a 3,0 x106 e 1,2 x 107. Nos estudos geotécnicos realizados no subleito, determinaram um CBR estatístico de 1,5 % e expansão de 4%, bem como a disponibilidade de materiais de jazida para o reforço do subleito, granulares para a sub-base e base. O material de reforço do subleito apresenta CBR igual a 10%, da sub-base ISC igual a 35% e o da base ISC superior a 80%, sendo que os coeficientes de equivalência estrutural dos materiais estudados são iguais a 1 ( um ). Como revestimento deverá ser utilizado CBUQ.


Portanto, em função dos estudos realizados, assinale a alternativa resultante da aplicação do método.


A

83,7 cm com material de reforço do subleito, 15 cm de sub-base, 15 cm de base e 10 cm de CBUQ.


B

Substituição de 1,00 m do subleito com reposição de 1,00 m com material de reforço, 8 cm de sub-base, 8,4 cm de base e 10 cm de CBUQ.


C

Substituição de 1,00 m do subleito com reposição de 1,00 m com material de reforço, 15 cm de sub-base, 17 cm de base e 5 cm de CBUQ.


D

83,1 cm de reforço do subleito, 15 cm de sub-base, 17 cm de base e 5 cm de CBUQ.


E

Substituição de 1,00 m do subleito com reposição de 1,00 m com material de reforço, 15 cm de sub-base, 15 cm de base e 10 cm de CBUQ.

Nos trabalhos para execução de sub-base ou base estabilizada granulometricamente para pavimentos, a cada 200 m de extensão da camada de sub-base ou base, e, no mínimo, a cada dois dias de trabalho, deve-se colher uma amostra na pista para executar um ensaio de


A

abrasão Los Angeles; um ensaio de granulometria e um ensaio de permeabilidade, com corpos de prova moldados na umidade ótima e com a energia especificada no projeto.


B

compactação; um ensaio de granulometria e um ensaio de compressão simples, com corpos de prova moldados na umidade ótima e com a energia especificada no projeto.


C

granulometria; um ensaio de limite de consistência e plasticidade e um ensaio de cisalhamento direto, com corpos de prova moldados na umidade ótima e com a energia especificada no projeto.


D

compactação; um ensaio de limite de liquidez e plasticidade e um ensaio de índice de suporte Califórnia, com corpos de prova moldados na umidade ótima e com a energia especificada no projeto.


E

granulometria; um ensaio para avaliação do teor de umidade e um ensaio de compactação, com corpos de prova moldados na umidade ótima e com a energia especificada no projeto.

No que tange ao dimensionamento, tendo em vista os pavimentos rígidos e flexíveis, constitui característica determinante em cada um deles, respectivamente,


A

a topografia do traçado da pista e a flexibilidade da plataforma contígua à pista.


B

o índice de coesão mínima e a capacidade de suporte.


C

a regularização do subleito e a absorção dos esforços de tração.


D

a resistência à ruptura e à flexão da secção transversal.


E

a resistência do próprio pavimento e a resistência do subleito.

Ano: 2016
Banca: FAEPESUL
Prova: FAEPESUL - Prefeitura - Engenheiro Civil - 2016

O Manual de Pavimentação do DNIT (2006) faz menção a uma metodologia para classificação de solos que permite retratar as peculiaridades dos mesmos quanto ao comportamento laterítico ou saprolítico, quantificando propriedades importantes para uso em serviços rodoviários. A metodologia a que a publicação se refere é denominada:


A

Proctor.


B

CBR.


C

MCT.


D

SUCS.


E

HRB.

Em relação ao controle tecnológico de compactação e pavimentação, é correto afirmar que


A

o grau de compactação de uma camada de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) poderá ser determinado pelo ensaio do frasco de areia.


B

o equipamento a ser utilizado na fase de imprimação da pavimentação asfáltica deve dispor de tacômetro, calibradores e termômetros, em locais de fácil observação.


C

em serviços de pavimentação o concreto rolado e a areia-asfalto a quente ou a frio são utilizados, respectivamente, em revestimento e base.


D

o controle tecnológico da suavidade (regularidade) bem como da homogenidade da superfície do pavimento é verificado por meio de régua e pela trena óptica.


E

para a caracterização do solo local, que será utilizado como camada de subleito na implantação de pavimento rodoviário, utiliza-se o ensaio de adensamento.

Na inspeção final da execução de pavimentação intertravada com peças de concreto, sujeita ao tráfego de pedestres, de veículos dotados de pneumáticos e áreas de armazenamento de produtos, é verificado se as juntas estão devidamente preenchidas com material de rejuntamento. Além disso, a superfície do pavimento não pode apresentar, em ponto algum, desnível maior que X mm, medido com régua metálica de Y m de comprimento. Os valores de X e Y são tais que o produto X·Y é igual a


A

24.


B

30.


C

36.


D

40.


E

42.

O Pré-Misturado a Frio (PMF) constitui uma mistura de agregados e materiais asfálticos pouco viscosos (emulsões) à temperatura ambiente, empregando algum equipamento misturador, sem a necessidade de aquecimento dos agregados ou ligante. Em relação a esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Um PMF apresentará, após sua execução, idênticos padrões mecânicos de um concreto asfáltico.


B

O PMF pode ser elaborado com diferentes distribuições granulométricas de agregados, resultando em misturas mais abertas ou mais fechadas.


C

Quando um PMF é aberto, seu índice de vazios pode chegar a 20%, resultando, nesse caso, em material bastante drenante.


D

O espalhamento do PMF pode ser realizado com o uso de motoniveladoras, sendo as vibroacabadoras mais aconselhadas para se evitar a segregação do material.

A estrutua do pavimento é concebida, em seu sentido puramente estrutural, para receber e transmitir esforços de maneira a aliviar pressões sobre as camadas inferiores, que geralmente são menos resistentes, embora isso não seja tomado como regra geral. Cada camada do pavimento deve proporcionar aos veículos as condições adequadas de suporte e rolamento em qualquer condição climática. Em relação a esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.


A

O subleito é constituído de material natural consolidado e compactado, por exemplo, nos cortes do corpo estradal, ou por um material transportado e compactado, no caso dos aterros.


B

As bases podem ser constituídas por solo estabilizado naturalmente, misturas de solos e agregados (solo-brita), brita graduada, solo estabilizado quimicamente com ligante hidráulico ou asfáltico, concretos, etc.


C

Quando a camada de base exigida para desempenhar a função de distribuir esforços para as camadas inferiores é muito espessa, procura-se, por razões de natureza construtiva e econômica, dividi-la em duas camadas, criando-se, assim, uma sub-base, geralmente de menor custo.


D

O emprego de camada de reforço de subleito é obrigatório, pois espessuras maiores de camadas superiores poderiam, em tese, aliviar as pressões sobre um subleito.

Em relação às diferentes camadas da seção transversal de um pavimento flexível, é CORRETO afirmar que:


A

o revestimento é a camada destinada a resistir diretamente às ações do tráfego, a impermeabilizar o pavimento, a melhorar as condições do rolamento, no que se refere ao conforto e à segurança, e a transmitir, de forma atenuada, as ações do tráfego às camadas superiores.


B

a base é a camada destinada a resistir indiretamente às ações dos veículos e a transmiti-las, de forma conveniente, ao subleito.


C

a sub-base é uma camada complementar à base, com as mesmas funções desta e executada quando, por razões de ordem econômica, for conveniente reduzir a espessura da base.


D

o reforço do subleito é a camada existente, no caso de pavimentos muito espessos, executada com objetivo de reduzir a espessura do próprio revestimento.


E

a regularização do subleito é a camada de espessura constante, executada quando se torna necessário preparar o leito da estrada para receber o pavimento.

A função da camada de ligação, também conhecida como binder, em um pavimento flexível com revestimento asfáltico, é

A
bloquear a penetração lateral das águas subsuperficiais existentes na estrutura do solo.

B
enrijecer a estrutura do pavimento, com o objetivo de atenuar significativamente as cargas transmitidas ao subleito.

C
garantir a drenagem das água subsuperficiais que penetrem na estrutura do pavimento pelas suas laterais.

D
proporcionar flexibilidade à estrutura do pavimento, por apresentar uma composição granulométrica mais aberta que a capa asfáltica.

E
proporcionar flexibilidade à estrutura do pavimento, por apresentar uma composição granulométrica mais fechada que a capa asfáltica.
Ano: 2016
Banca: FAEPESUL
Prova: FAEPESUL - Prefeitura - Engenheiro Civil - 2016

Um dos métodos de dimensionamento de pavimentos flexíveis mais empregados no Brasil é o do DNER, baseado no método original do USACE, e similar ao método da AASHTO. Estes métodos são baseados em análises mecanicistas e o dimensionamento visa fundamentalmente:


A

Evitar que ocorra exsudação da camada de CBUQ.


B

Proteger o subleito contra a geração de deformações elásticas (resilientes).


C

Adequar as deformações do subleito para que sejam similares às sofridas pela base e revestimento.


D

Proteger o subleito contra a geração de deformações plásticas.


E

Prevenir que ocorre trincamento por fadiga das camadas asfálticas.

Pavimento de uma rodovia é uma superestrutura constituída por um sistema de camadas de espessuras finitas assentes sob certo espaço com espessura considerada teoricamente infinita. Sobre os pavimentos é CORRETO afirmar:


A

Possuir revestimento com elevada rigidez em relação às camadas inferiores é característica do pavimeno semirrígido.


B

Não sofrer deformação elástica é característica do pavimento flexível.


C

Possuir base cimentada por algum aglutinante com propriedades cimentícias é característica do pavimento rígido.


D

Absorver praticamente todas as tensões do carregamento aplicado é característica do pavimento flexível.


E

A carga se distribuir em parcelas aproximadamente equivalentes entre as camadas é característica do pavimento flexível.

Os cimentos asfálticos de petróleo (CAP) são utilizados como material de pavimentação. Dentre as alternativas abaixo, a que assinala corretamente duas características desses materiais é:


A

grande atividade química e grandes sensibilidade à temperatura.


B

inércia química e alta permeabilidade.


C

baixa sensibilidade à temperatura e grande atividade química.


D

grande atividade química e impermeabilidade.


E

impermeabilidade e grande sensibilidade à temperatura.

A construção dos tratamentos superficiais consiste na aplicação de material asfáltico sobre a superfície em questão, seguida da distribuição uniforme de agregados sobre o material asfáltico, com posterior compactação. Essa sequência de operações é repetida no caso de tratamentos superficiais duplos ou triplos. Em relação a esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Quando há mais de uma camada de aplicação de agregados, as camadas superiores são executadas, sucessivamente, com agregados de dimensões máximas decrescentes.


B

Para os tratamentos superficiais, é sempre conveniente o emprego de agregado monogranular, ou seja, mal graduado.


C

Para os tratamentos superficiais, é sempre conveniente o emprego de agregados o menos cúbico possível.


D

Depois de executada cada camada de tratamento, deve-se esperar a fixação dos agregados pelo material asfáltico, para se realizar a varredura da superfície terminada para a retirada de material solto.

O agregado que, juntamente com o filer, compõe a dosagem dos inertes do concreto betuminoso, exercendo importante propriedade de impedir o amolecimento desse produto nos pavimentos viários em dias de calor intenso, é


A

a escória expandida de alto-forno.


B

o cascalho.


C

o seixo rolado.


D

a argila expandida.


E

a areia.

A denominação dada às camadas da superestrutura de uma estrada, da mais externa para a mais interna, é:


A

revestimento, base, sub-base e leito


B

leito, revestimento, base e sub-base


C

leito, base, sub-base e revestimento


D

base, sub-base, revestimento e leito


E

sub-base, base, revestimento e leito

O estudo da mecânica dos pavimentos possibilita classificar os solos em função de suas propriedades resilientes, permitindo, assim, qualificálos quanto ao comportamento mecânico em termos de deformabilidade elástica. Analise a figura abaixo e assinale a opção que define corretamente o grupo C de resistência.


MÓDULO RESILIENTE, MR (kgf/cm2) Imagem associada para resolução da questão

TENSÃO CONFINANTE, S3 (kgf/cm2)

Fonte: Adaptado de Manual de pavimentação, DNIT (2006)



A

Solos com grau intermediário de resiliência: podem ser usados em quase todas as camadas do pavimento, exceto subleito, resultando em estruturas com baixas deflexões.


B

Solos com grau de resiliência intermediário: podem ser empregados em estrutura de pavimentos como base, sub-base e reforço do subleito. Têm seu comportamento definido em função dependente ainda dos resultados de ensaios triaxiais de carregamento cíclico, parâmetros K1 e K2.


C

Solos com baixo grau de resiliência: podem ser empregados em todas as camadas do pavimento, resultando em estruturas com baixas deflexões.


D

Solos com elevado grau de resiliência: não devem ser empregados em estruturas de pavimentos e constituem-se de subleitos de péssima qualidade.

Em referência à manutenção de pavimentos, qual alternativa tem a definição correta para: ”efeito que ocorre quando o asfalto dilata e não havendo espaço para ele ocupar, seja pelo baixo volume de vazios ou pelo excesso de ligante, cria-se uma superfície brilhosa, geralmente na trilha das rodas”?


A

Fendas: fissuras e trincas.


B

Exsudação.


C

Escorregamento do revestimento betuminoso.


D

Panelas.


E

Desgaste.

Para todo carregamento de cimento asfáltico que chegar à obra, devem ser realizados, entre outros, os seguintes ensaios:


A

ponto de fulgor, viscosidade “Saybolt-furol” e suscetibilidade térmica.


B

penetração, ponto de fulgor e curva viscosidade × temperatura.


C

penetração, ponto de fulgor e suscetibilidade térmica.


D

penetração, ponto de fulgor e espuma.


E

ponto de fulgor, viscosidade “Saybolt-furol” e adesividade.

A verificação final da qualidade do revestimento de concreto asfáltico deve ser feita, considerando-se


A

os alinhamentos, com a verificação do eixo e bordo por meio de levantamentos topográficos, que não podem exceder 10 mm dos valores de projeto.


B

a determinação do índice de rugosidade, determinado a partir de rugosímetros devidamente calibrados que estabelecem o quociente de irregularidade superficial.


C

o controle de compactação, determinado a partir de corpos de prova extraídos da camada executada submetidos ao ensaio Marshall.


D

o acabamento de superfície, com a verificação feita por meio de nivelamentos topográficos precisos, não sendo aceitos desvios que excedam 5 mm.


E

a espessura da camada, determinada por meio da extração de corpos de prova, admitindo-se a variação de 5% em relação à espessura de projeto.

   
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