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A reportagem apresentada relaciona consumismo, padrão de beleza e inserção da criança no mundo adulto, três importantes conceitos que podem ser pensados criticamente e refletidos filosoficamente pelos estudantes do ensino médio, considerando-se, por exemplo, que, quando do surgimento da Barbie, tal boneca suscitava nas meninas a simulação do exercício da maternidade.
Certo
Errado
O padrão de beleza, perfeição e funcionalidade instituído pela sociedade ocidental como normal e aceitável estigmatiza aqueles que não são normotípicos relativamente a saúde mental, funcionalidades motoras ou completude física.
Certo
Errado
A invisibilidade social das pessoas com deficiência é uma barreira a ser transposta na sociedade brasileira, em observância ao ordenamento jurídico nacional, que determina processos de inclusão obrigatórios.
Certo
Errado
Com relação à possibilidade dos bons resultados do ensino de filosofia para a formação dos alunos do Ensino Médio, RODRIGO diz que podem ser extremamente significativos, porque promovem aquisição de noções iniciais de filosofia e de habilidades intelectuais necessárias para a vida. Possibilita ampliar a compreensão de certas realidades e de valores presentes na sociedade. Auxilia na capacidade de formular juízos bem fundamentados com argumentos. Dificuldades e limites existem, mas há possibilidade de avanços.
(RODRIGO, Lidia Maria, 2009)
Considere:
I. Aquisição de noções introdutórias de filosofia e desenvolvimento de habilidades importantes para a vida.
II. Compreensão de certos valores, e desenvolvimento de capacidade de emitir juízos mais bem fundamentados.
III. A aquisição de noções introdutórias de filosofia e o desenvolvimento de certas habilidades intelectuais são praticamente impossíveis de serem alcançados através do ensino de filosofia no ensino médio.
IV. Há sempre possibilidade de resultados formativos diversos, apesar das dificuldades.
V. As limitações da realidade dos jovens são muito grandes e isso impede qualquer otimismo em relação a resultados positivos.
Considerando-se o que diz a autora, contempla possíveis resultados positivos do ensino de filosofia o que consta APENAS de
I, IV e V.
I, III e V.
I, II e IV.
II, III e V.
III, IV e V.
Filosofar é um ato natural do ser humano, e a adolescência é um período propício para o exercício do conhecimento filosófico, dado que normalmente os adolescentes têm uma postura cética perante a vida e reproduzem os valores instituídos pela sociedade.
Certo
Errado
A reportagem em questão mostra a valorização social de determinado padrão de beleza como uma dimensão importante para a criação, manutenção e ampliação do consumismo.
Certo
Errado
As questões acerca do consumismo estão diretamente relacionadas ao conceito de fetiche da mercadoria, isto é, são caracterizadas pelos objetos de desejo que se vinculam a círculos sociais específicos.
Certo
Errado
No livro Metodologia do ensino de Filosofia: uma didática para o Ensino Médio, Sílvio Gallo (2012) indica como uma das possibilidades metodológicas para o ensino de Filosofia no Ensino Médio o que ele denomina de pedagogia do conceito na esteira de Deleuze e Guattari e que está articulada em torno de quatro momentos didáticos.
Os quatro momentos didáticos são as etapas de
exposição; elaboração de perguntas; pesquisa junto a diversas pessoas a respeito do que pensam sobre o tema em questão; organização das respostas obtidas na pesquisa.
sensibilização; estudo dirigido de texto; busca de resposta pronta em algum autor; leitura em grupos de texto de filósofo que tenha posição diferente do texto do estudo dirigido.
leitura de um texto filosófico; interpretação do texto filosófico; investigação; discussão do texto lido.
sensibilização; problematização; investigação; conceituação, isto é, criação ou recriação do conceito.
imaginação ou pensamento livre; leitura de texto; investigação; elaboração de conclusões.
Na Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio, a filosofia integra a Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
As categorias propostas no documento para organizar os conteúdos e abordagens dessa área são:
Ontologia e Epistemologia.
Empreendedorismo e Finanças.
Ética e Metafísica.
Diversidade e Solidariedade.
Política e Trabalho.
Quando um professor de filosofia declara em sala de aula: “Penso, logo existo”, ele está simplesmente dizendo que sabe que é um ser pensante, que existe pensando, sem a necessidade de provas ou demonstrações. Ora, essa afirmação nos leva às modalidades do conhecimento na história da filosofia, trazendo a compreensão de que:
Existe uma intuição intelectual captada em um único ato intelectual: a verdade do pensamento pensado em si mesmo. Portanto, é uma visão cartesiana sobre a área da filosofia que chamamos de teoria do conhecimento.
O conhecimento filosófico é a única forma de conhecer a verdade, cabendo ao professor pensar o que pensa sobre as possiblidades de pensar aquilo que foi pensado.
A teoria do conhecimento deve buscar explicar a relação paradoxal da mitologia com a fenomenologia do espírito, possibilitando o entendimento da verdade pelo simples ato de pensar aquilo que é possível ser pensado.
Existe uma intuição intelectual proferida pelo professor, fruto dos seus estudos da obra “Fenomenologia do espírito”, de Hegel.
Há uma intuição intelectual proferida pelo professor, fruto dos seus estudos da obra “Ética Nicômaco”, de Aristóteles.
Quanto à metodologia do ensino de filosofia e ao trabalho do professor de filosofia, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. O compromisso do professor com o exercício do filosofar decorre de ser o seu principal objetivo encaminhar os alunos na direção certa, guiá-los como um farol para que não se extraviem.
II. A aula de filosofia deve ser um espaço de discussão de conceitos, exposição plural de ideias e problematização para que permita aos educandos desenvolverem as competências necessárias para pensar por conta própria, ou seja, para a autonomia intelectual.
III. O professor-filósofo possui sua visão de mundo, como todo ser humano integrado a seu tempo. Nesse sentido, ao contrário dos demais professores de outras disciplinas, o professor de filosofia tem seu próprio método.
IV. Podemos destacar na formação do professor-educador três aspectos importantes: qualificação, formação pedagógica e formação ética e política.
Apenas I, II e III.
Apenas II, III e IV.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
Apenas II e IV.
A finalidade da educação cristã do jesuíta, no Brasil, era preparar missionários e padres de sua ordem, porém o desnível de cultura entre os habitantes das cidades do Oriente e os filhos das florestas do Brasil tornava impossível a imediata elevação destes a estudos superiores e a chefes e guias cristãos. Assim, o índio brasileiro é afastado da educação brasileira. É o primeiro grande triunfo da aristocratização do ensino do Brasil. Os colégios são freqüentados pelos filhos da nobreza.
Fonte: https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/18285/Curso_Lic-Peg_Historia-educacao.pdf?sequence=1&isAllowed=y
A educação e o currículo escolar dos jesuítas subdividem-se em três fases fundamentais:
A humanista, a educacional e a teológica, que sintetizam toda a pedagogia do Ratio Studiorum.
A humanista, a filosófica e a educacional, que sintetizam toda a pedagogia do Ratio Studiorum.
A humanista, a filosófica e a teológica, que sintetizam toda a pedagogia do Ratio Studiorum.
A pedagógica, a filosófica e a teológica, que sintetizam toda a pedagogia do Ratio Studiorum.
A construção do projeto de vida como parte da formação integral do aluno é um dos objetivos do Ensino Médio.
Essa construção pode ser realizada pelas ações listadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
Desenvolvimento de sujeitos críticos, com uma visão abrangente sobre o mundo.
Valorização da diversidade como dimensão enriquecedora das possibilidades de crescimento.
Atribuição de maior protagonismo aos interesses pessoais dos alunos em sua formação.
Orientação dos jovens conforme os valores morais determinados pela escola.
Preparação do aluno para os desafios das dinâmicas de transformação contemporâneas.
No livro Metodologia do ensino de Filosofia: uma didática para o Ensino Médio, Sílvio Gallo (2012) considera a possibilidade do ensino de filosofia e suas dificuldades e sugere caminhos para sua superação. Referindo-se a Fernando Savater (2001), sugere que o ensino de Filosofia deva ser um processo de ensino do filosofar por meio dos grandes temas que têm provocado indagações ao longo da história e em nossos dias e que, ao mesmo tempo em que convida os alunos a pensar reflexiva e criticamente nesses problemas, os leve a tomar contato com diversos filósofos que, nas mais diversas épocas, incomodaram-se com esses mesmos problemas e procuraram formas de equacioná-los. Essa é uma maneira de ajudar os alunos no aprendizado de conteúdos de filosofia e do filosofar.
Quanto ao ensino de filosofia, considere:
I. É fundamental focar no aprendizado do processo do filosofar, deixando o conteúdo filosófico produzido historicamente, em segundo plano.
II. É fundamental focar no aprendizado do processo do filosofar, mas isso não autoriza a prescindir do conteúdo filosófico já produzido historicamente.
III. É fundamental focar prioritariamente no aprendizado do conteúdo filosófico já produzido historicamente, pois isso produzirá o aprendizado do pensar por si próprio.
IV. É necessário considerar a filosofia como processo e produto ao mesmo tempo; só se pode filosofar pela história da filosofia e só se faz história da filosofia se for uma história filosófica, que não seja mera reprodução.
V. É possível ensinar filosofia não apenas como processo de transmissão de necessários conteúdos, mas também como convite ao pensamento próprio a partir de questões relativas aos grandes temas filosóficos.
Está correto o que se afirma APENAS em
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e V.
III, IV e V.
II, IV e V.
Em Filosofia em sala de aula: teoria e prática para o ensino médio (2009), Lidia Maria Rodrigo, aborda o “falso” dilema: ensinar filosofia ou ensinar a filosofar. Defende a presença do pensamento filosófico produzido, como algo substancial ao exercício do filosofar indicando: necessidade de associar aprendizagem da filosofia e do filosofar, sem reduzir a história da filosofia a uma espécie de arquivo morto. O pensamento dos filósofos oferece referenciais teóricos capazes de nutrir reflexões no presente. Não se trata de colocar o aluno de imediato diante de doutrinas e sistemas filosóficos, mas como um recurso para pensar as questões da contemporaneidade. Instigar os alunos a elaborarem questões relativas à sua realidade e, a partir delas, recorrer à história da filosofia.
A partir dessas ideias, o ensino de filosofia
não precisa conter estudo do pensamento de filósofos e sim dedicar-se a fazer os alunos problematizarem sua realidade e pensarem, por eles, respostas às questões colocadas debatendo-as entre eles e os argumentos que as acompanham.
deve contemplar estudo do pensamento de filósofos e o aprendizado do filosofar; instigar os alunos a expor questões que os afetam; auxiliar a investigar nos filósofos questões semelhantes e soluções que eles deram a elas; atualizar essas soluções para responder às questões postas pelos alunos, acrescentando contribuições novas.
deve ter claro se deseja ensinar filosofia ou ensinar a filosofar, pois, são duas abordagens distintas e antagônicas que, quando trabalhadas conjuntamente, criam perplexidade e embaraços desnecessários para alunos e professores.
precisa ter como foco principal o aprender a pensar argumentativamente para defender seus pontos de vista, pois isso é mais importante para a vida que saber das questões e das ideias produzidas pelos grandes filósofos.
não precisa se preocupar em fazer com que os alunos acessem os problemas e as ideias trabalhados pelos filósofos ao longo da história, visto que os problemas da atualidade são muito diversos dos problemas pensados por eles.
A reflexão acerca do ensino de filosofia, além de pensar no “quê” (quid - conteúdo próprio) desse ensino, deve debruçar-se também sobre o “como” (quod) desse ensino. Nesse sentido, ao analisarmos o processo didático-metodológico que conduz a ensinar filosofia, seja em qual proposta for, é possível sempre estabelecer algumas instâncias ou momentos característicos de cada proposta.
Considerando-se a proposta de Cerletti (2009), NÃO seria momento constitutivo do processo de ensino de filosofia o seguinte:
momento dialético/expositivo.
novo momento reflexivo crítico.
momento teórico/propositivo.
momento reflexivo crítico.
O modo de ser da sociedade de consumo ocupa espaço fundamental nas modificações históricas e, especialmente, na formação da identidade da sociedade burguesa, influenciando esferas como a religião e a cultura, sem atingir, contudo, a economia e a política.
Certo
Errado
O texto 4A3-I apresenta diretrizes de trabalho e desenvolvimento para a formação de uma sociedade mais inclusiva, e o texto 4A3-II retrata o exercício real de uma ação de inclusão.
Certo
Errado
Marcos é um aluno do primeiro ano do Ensino Médio que apresentou dificuldades na aprendizagem de matemática. Nas atividades de filosofia, por outro lado, obtinha bons rendimentos. Com o tempo, seu aprendizado em matemática melhorou significativamente e tanto ele como os docentes perceberam que havia uma relação entre seu desempenho nas atividades filosóficas e seu crescimento em matemática.
Assinale a opção que identifica corretamente a habilidade desenvolvida pelo ensino de filosofia que fez a diferença no aprendizado matemático de Marcos.
Exercício da dúvida sistemática e do diálogo.
Liberdade de pensamento e de escolha.
Uso consciente e crítico das novas tecnologias.
Respeito aos direitos humanos e à interculturalidade.
Domínio sobre processos de abstração e simbolização.
A filosofia ficou décadas fora do currículo escolar, porém, assim como todas as disciplinas, ela tem sua finidade e seu ethos, logo, quando a Lei nº 9.394/1996 afirma que, ao final do ensino médio, o estudante de filosofia e sociologia “deve dominar os conteúdos necessários para a cidadania”, o documento está propondo que a disciplina tenha:
Um viés ideológico de esquerda.
Um paradigma de transformação social.
Papel de construir um especialista do conteúdo.
A função de ser diferente e com mais eficiência do que as outras disciplinas.
A sua própria identidade como disciplina.