Questões de Concurso sobre Os Contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau)

 
 
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Considerando os capítulos I e II do segundo livro Do Contrato Social, de Jean-Jacques Rousseau, é possível dizer que a soberania deve ser

A
alienável e divisível.

B
submetida ao poder judiciário.

C
submetida ao poder executivo.

D
inalienável e indivisível.

E
submetida à vontade única do rei.

Thomas Hobbes, em sua obra Leviatã, descreve um hipotético estado de natureza primitivo como sendo um estado de guerra de todos contra todos. Para ele, a razão desse estado de guerra reside na


A

ausência de um poder comum capaz de manter a todos em mútuo respeito.


B

natural propensão humana para buscar a guerra.


C

ausência do desejo de autoconservação nos homens.


D

desigualdade radical entre os homens no estado de natureza.

Hobbes, em sua obra Leviatã, sustenta que a liberdade política consiste antes de tudo na liberdade do Estado, de modo que “a liberdade dos súditos concerne apenas àquelas coisas que, ao regular suas ações, o soberano permitiu” - depende do silêncio da lei, portanto. Para ele, essa liberdade consiste


A
na capacidade humana de iniciar algo novo.

B

na possibilidade de os súditos agirem em conjunto.


C

na possibilidade de o súdito estabelecer deveres para si próprio.


D

na ausência de impedimentos externos à satisfação do interesse próprio.

No Leviatã, Hobbes opõe-se à tese aristotélica de que o homem é sociável por natureza, dizendo que

A
a constituição de uma sociedade organizada é impossível.

B
a socialização desvirtua o homem, tornando-o indefeso.

C
ninguém quer renunciar à sua liberdade e viver em sociedade.

D
os homens são naturalmente inclinados à discórdia e à luta de uns contra outros.

E
toda ciência política é desprovida de valor, já que os homens não foram feitos para viver em sociedade.
Os principais representantes do jusnaturalismo (teoria dos direitos naturais) são

A
Maquiavel e La Boétie.

B
Hobbes, Locke e Rousseau.

C
Montesquieu e Diderot.

D
Toqueville e Stuart Mill.

E
Kant e Montesquieu.

Nascemos fracos, precisamos de força; nascemos desprovidos de tudo, temos necessidade de assistência; nascemos estúpidos, precisamos de juízo. Tudo que não temos ao nascer, e de que precisamos quando adultos, é-nos dado pela educação.

Rousseau. O Emílio ou da Educação. São Paulo: Bertrandbrasil, 1995, p. 10 (com adaptações).

A respeito do tema educação em Rousseau, assinale a alternativa correta.


A

A educação da natureza consiste em aprender com as flores e as outras manifestações naturais; por isso, não há distinção entre natureza e hábito.


B

Uma educação livresca é mais eficiente que uma educação de fatos, pois as interpretações do preceptor ou dos autores auxiliam o educando no entendimento real dos acontecimentos.


C

O primeiro papel do educador é proteger o seu aluno das influências da sociedade e dos julgamentos dos outros, para que este possa desenvolver sua própria capacidade de pensar.


D

Não há como separar a educação da natureza, a educação das coisas e a educação dos homens, pois as três podem ser controladas do mesmo modo.


E

A educação é uma ciência cujo êxito pode ser provado; por isso, pode ser controlada e previsível para todos os homens.

Rousseau critica o liberalismo porque


A

não existem direitos naturais.


B

o indivíduo, em razão do pacto social, renuncia para sempre aos próprios direitos naturais.


C

os direitos naturais são inalienáveis


D

a soberania não pode ser delegada e o poder não pode ser dividido.


E

os direitos naturais são uma criação social.

Estou certo de que, numa democracia, a maioria dos cidadãos é capaz de exercer as mais cruéis opressões sobre a minoria.

(Edmund Burke. Reflexões sobre a Revolução na França)

Sendo os indivíduos, por natureza, tornados livres, iguais e independentes, ninguém pode ser submetido ao poder político de outrem sem dar consentimento.

(John Locke. Segundo Tratado sobre o Governo Civil)

É ponto comum entre o pensamento liberal de Locke e o pensamento conservador de Burke


A

a defesa do sufrágio universal.


B

a crença na impossibilidade de eliminar a desigualdade entre os homens.


C

o trabalho, que confere valor a tudo quanto existe.


D

os homens que são portadores de uma natureza social intrínseca.


E

a necessidade de combater as formas de violação da propriedade privada.

Thomas Hobbes é conhecido por sua descrição do estado de natureza como um estado de guerra de todos os homens contra todos os homens. Para superar essa condição inicial de insegurança Hobbes propõe a instituição de um Estado


A

pautado por um ideal de isonomia e igualdade social.


B

civil mediante um pacto que transfere todo direito natural dos indivíduos a um soberano.


C

liberal que assegure o direito à propriedade privada e às liberdades do indivíduo.


D

pautado por valores democráticos, no plano político, e pelo mercado, no econômico.


E

fundado no despotismo esclarecido e nos ideais iluministas.

O contratualismo esteve entre as posições dominantes da filosofia política moderna.

A idéia de um contrato social que assegure a instituição de um estado liberal é característica de


A

Maquiavel.


B

Hobbes.


C

Hume.


D

Descartes.


E

Locke.

Assinale a definição correta de idéia segundo Locke.


A

Idéia é sempre uma intuição intelectual.


B

Idéia é uma representação metafísica da realidade.


C

Idéia é conhecimento virtual presente no espírito.


D

Idéia é tudo que se encontra na mente.


E

Idéia é representação inata que possibilita o conhecimento.

No romance Emílio, o princípio básico do programa educacional de Rousseau consiste


A

na liberdade orientada pela razão.


B

em abandonar-se à voz dos instintos.


C

no desenvolvimento do senso estético.


D

em cultivar a instrução livresca.


E

no constrangimento físico e moral.

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A alternativa que expressa as idéias expostas no texto é:


A

A sociedade civil consiste na união de homens livres por natureza, para que todos em conjunto possam melhor desfrutar de suas propriedades.


B

Somente quando unidos numa sociedade civil os homens podem desfrutar da liberdade.


C

É o poder vigente na sociedade civil que institui a propriedade, razão pela qual deve prover os meios de sua preservação e proteção.


D

Liberdade e propriedade não existem no estado de natureza, e essa seria a principal razão que levaria os homens a unir-se na sociedade civil.


E

Os laços que unem os indivíduos na sociedade civil provêm de mecanismos de coerção, e não da livre concordância de todos.

Jean-Jacques Rousseau, um dos principais pensadores do século XVIII, afirmava que o fundamento da sociedade era o interesse comum pela vida social, na renúncia unânime das vontades particulares em favor da comunidade.


C
Certo

E
Errado

A filosofia social dos séculos XVII e XVIII compreendia que as relações econômicas e sociais eram regidas por leis físicas e naturais, funcionando de maneira racional.


C
Certo

E
Errado

Segundo a noção de bom selvagem, desenvolvida por Jean-Jacques Rousseau, o ser humano é uma tábula rasa, não nascendo nem bom, nem mau, cabendo ao Estado constituí-lo a partir de uma educação adequada.


C
Certo

E
Errado

Para a maioria das teorias contratualistas do direito e da ordem social, um princípio fundamental seria o da alienação da liberdade dos súditos em nome de um poder soberano. Uma crítica radical a este princípio é o ponto de partida da Teoria de


A

Pufendorf.


B

Rousseau.


C

Bodin.


D

Hobbes.


E

Grotius.

Para Locke, a extensão é uma idéia:


A

complexa, de substância.


B

complexa, de modo.


C

complexa, de relação.


D

simples, de reflexão.


E

simples, de sensação.

Para Hobbes, o "corpo social", principal objeto de estudo da filosofia política, é


A

o conjunto dos indivíduos que, ao ceder o poder a uma instância soberana, é desafiado a instituir mecanismos de controle e legitimação deste poder


B

a reunião de indivíduos visando exclusivamente à preservação da própria vida e à garantia do direito natural e inalienável à propriedade.


C

a multidão que, cedendo o poder ao Estado soberano, a ele se opõe, mantendo-se contudo obediente, salvo em caso de ameaça à própria vida.


D

um refém do estado soberano que chega a devorar seus filhos, tal como o monstro bíblico Leviatã, apenas para demonstrar sua força e manter seu domínio.


E

uma unidade de indivíduos movidos por paixões e agindo como máquinas, concebida com base no modelo mecanicista da física da época.

   
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