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Sobre a filosofia de Thomas Hobbes, analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Foi altamente influenciado pela filosofia aristotélica e pela escolástica.
( ) Tentou explicar toda a realidade com base em apenas dois elementos: o corpo e o movimento.
( ) Os pressupostos que constituem a base da construção da sociedade e do Estado de Hobbes são fundamentalmente dois. Em primeiro lugar admite que, embora todos os bens sejam relativos, há, porém, entre eles um bem primeiro e originário, que constitui a vida e a sua conservação. Em segundo lugar, ele nega que existam justiça e injustiça naturais, já que, não existem valores absolutos, sustentando que os valores são frutos de convenções estabelecidas por nós mesmos e que, portanto, são cognoscíveis de modo perfeito e a priori, juntamente com tudo que delas deriva.
( ) O egoísmo e o convencionalismo são os pontos cardeais da nova ciência política, que, segundo Hobbes, pode se desdobrar como sistema dedutivo perfeito, assim como o da geometria euclidiana.
A sequência está correta em
Analise as afirmativas sobre o estado de natureza de que tratam os teóricos do pacto/contrato social:
I. Embora não seja belicoso ao estilo hobbesiano, também para Locke o estado de natureza pode acabar por tornar-se quase insuportável.
II. Para Locke, uma razão importante para que o estado de natureza não seja tão pacífico concerne à administração da justiça no tocante aos bens.
III. A visão de que o homem selvagem é naturalmente compassivo leva Rousseau a divergir quanto à superestimação que Hobbes e Locke fazem das probabilidades de conflitos no estado de natureza.
IV. No parecer de Rousseau, os filósofos que o precederam, na investigação dos fundamentos da sociedade, transferiram para o estado de natureza ideias adquiridas em sociedade, projetando, assim, qualidades do homem sociável no homem selvagem.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
III, apenas.
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Concepções filosóficas sobre a natureza humana divergiram muito entre filósofos da era moderna. Para Thomas Hobbes, o ser humano é naturalmente egoísta, preocupando-se apenas consigo mesmo. Para Jean Jacques Rousseau, por outro lado, o ser humano é naturalmente bom. Considerando estas duas perspectivas diversas, assinale a alternativa correta.
Para Hobbes, a organização do Estado permite ao ser humano permanecer egoísta.
Segundo Rousseau, a natureza humana precisa ser domesticada pela sociedade.
As teses sobre a natureza humana de Hobbes e Rousseau acabam coincidindo.
Na perspectiva de Rousseau, a vida em sociedade corrompe a natureza humana.
Hobbes defende uma perspectiva otimista sobre a verdadeira natureza humana.
Para John Locke, o poder legislativo é o mais importante dos poderes
e deve funcionar continuamente.
como forma de manter o pacto social.
para impedir a insurreição, mesmo que não obedeça ao pacto.
para garantir sempre o poder da sociedade política, mesmo que o pacto não seja mantido.
A conquista do Estado com o predomínio do poder soberano indica que o processo foi concretizado pela força, na concepção de
Marcel Mauss.
Émile Durkheim.
Thomas Hobbes.
Bronislaw Malinowski.
O pensamento de Rousseau é muitas vezes entendido como radical no que se refere à sua visão de democracia porque
propõe que só com o socialismo poderemos chegar a uma verdadeira democracia, pois assim se estabelece a igualdade entre os homens.
propõe o voto direto para todos os cargos de representantes do povo.
critica as formas de representação vigentes, dizendo que somente quando votamos é que somos livres e soberanos.
concebe a necessidade de um Estado acima da Sociedade que submete a todos igualmente.
defende, pela primeira vez, o direito de voto para as mulheres para que seja garantida a democracia.
Quanto ao estado de natureza Hobbes, tem-se que: “a natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar”. (Thomas Hobbes, Leviatã)
Assinale a alternativa correta.
É um momento da vida dos homens, um estado de guerra, que já passou definitivamente, que se situa no passado
É a condição anterior ao pacto que institui o Estado para preservação dos direitos naturais, como a vida, a liberdade e a propriedade
É o estado para o qual os homens recaem quando da dissolução ou enfraquecimento do poder soberano
É a tendência natural que os homens tem de associarem-se uns aos outros, pois não são capazes de satisfazer suas necessidades sozinhos
É a condição da vida dos selvagens encontrados nas Américas
J. J. Rousseau define o contrato social como
o pacto corresponde às vontades individuais do corpo coletivo, sem obedecer a nenhuma lei.
o contrato corresponde ao modo de associação, onde, com base na união, todos obedecem a todos.
uma livre associação do gênero humano, que decide compor uma determinada forma de sociedade política, com base na vontade geral, com vistas ao pacto social.
a expressão da permanência da desigualdade formal e da injustiça entre os homens, resolvidas sem que haja necessidade da alienação de cada componente do pacto social.

São considerados filósofos contratualistas:

São considerados filósofos contratualistas:
As obras “Novum Organum”, “Ensaio acerca do entendimento humano” e “Investigação sobre o entendimento humano”, foram escritas por:
George Berkeley, John Locke e David Hume.
Roger Bacon, John Locke e David Hume.
Francis Bacon, David Hume e John Locke.
Francis Bacon, John Locke e David Hume.
Roger Bacon, David Hume e John Locke.
Leia o texto abaixo.
“Para os filósofos ditos ‘contratualistas’, a origem da sociedade e do Estado baseia-se num contrato firmado entre os homens. Em decorrência, descarta-se a hipótese de que o homem é um ser social por natureza e aproxima-se do fato de que a vida em sociedade aparece como uma decorrência do desejo humano de autopreservação, algo, portanto, artificial” [...].
OLIVEIRA, Flávio; BORGES, Thiago. Unidos venceremos: Mas acabaremos com o medo? Ciência e vida – Filosofia. São Paulo. Lafonte Editora, 2013. N. 89. p. 22. Fragmento.
Esse texto evidencia que o contrato social firma um acordo entre os seres humanos, a fim de que eles vivam em sociedade. Compartilham dessa concepção, os seguintes filósofos “contratualistas”:
Descartes, Kant e Spinoza.
Hobbes, Locke e Rousseau.
Maquiavel, Marx e Sartre.
Pascal, Hegel e Nietzsche.
Sócrates, Platão e Aristóteles.
“Tudo aquilo que se infere de um tempo de guerra, em que todo homem é inimigo de todo homem, infere-se também do tempo durante o qual os homens vivem sem outra segurança senão a que lhes pode ser oferecida pela sua própria força e pela sua própria invenção. Numa tal condição (...) não há sociedade; e o que é pior do que tudo, um medo contínuo e perigo de morte violenta. E a vida do homem é solitária, miserável, sórdida, brutal e curta.
(HOBBES, Leviatã, I, XIII. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba:SEED,2009.)
De acordo com o texto e o pensamento de Hobbes, é correto afirmar que
a única saída para defesa da sociedade é a guerra de todos contra todos, embora a vida se torne com isso insustentável e curta.
faz-se necessário o estado político, com o que a sociedade se preserva e garante a justiça, isso estabelecido por contrato.
o homem tem de ser por natureza um animal político, pois no Estado Civil a política é um erro, o contrato insuficiente para inibir a guerra de todos contra todos.
o homem está fadado irreversivelmente ao extermínio, mesmo delegando poder de representação da garantia de seu direito à vida a um soberano estabelecendo o contrato.
Ora, nada é mais meigo do que o homem em seu estado primitivo, quando, colocado pela natureza a igual distância da estupidez dos brutos e das luzes funestas do homem civil e compelido tanto pelo instinto quanto pela razão a defender-se do mal que o ameaça, é impedido pela piedade natural de fazer mal a alguém sem ser a isso levado por alguma coisa ou mesmo depois de atingido por algum mal. Porque, segundo o sábio Locke, “não haveria afronta se não houvesse propriedade”.
(Jean-Jacques Rousseau, Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. Adaptado)
Baseando-se no texto, é correto afirmar que o pensamento do filósofo Rousseau
concebeu a existência da propriedade como origem das desigualdades sociais.
exaltou a civilização burguesa em detrimento das sociedades primitivas.
considerou a vida em estado de natureza como “guerra de todos contra todos”.
defendeu a autoridade totalitária do Estado contra os direitos individuais.
desenvolveu argumentos ideologicamente favoráveis ao colonialismo europeu.
“O Estado surge para dirimir os conflitos sociais por meio de um contrato social, no qual os indivíduos se dispõem a alienar os seus direitos e liberdades em favor do Estado”. Este trecho faz parte da obra Do Contrato Social, do pensador:
Karl Marx.
Friedrich Engels.
George Wilhelm Hegel.
Jean-Jacques Rousseau.
Benjamin Constant de Rebecque.
Em relação à ideia de contrato social em Hobbes, Locke e Rousseau, é CORRETO afirmar:
Segundo Thomas Hobbes, no pacto social cada indivíduo é parte integrante do poder soberano, no qual cada um se submete a uma vontade geral e não à vontade de outro indivíduo ou grupo.
Segundo Rousseau, o contrato social é um pacto de consentimento em que os homens concordam livremente em formar a sociedade civil para preservar e consolidar o direito natural à propriedade privada e garantir a proteção da comunidade.
Segundo John Locke, os homens viveriam, naturalmente, sem poder e sem organização que somente surgiriam depois de um pacto firmado por eles, estabelecendo as regras do convívio social e de subordinação política a um governo absoluto.
Segundo John Locke, no pacto social, a comunidade escolhe uma determinada forma de governo através do princípio da maioria, é proposta a separação entre os poderes executivo e legislativo, além do controle do governo pela própria sociedade civil.
Em relação ao pensamento político de Thomas Hobbes, NÃO é correto afirmar:
O medo da ira do governante absoluto afasta dos súditos a esperança de uma vida melhor e mais confortável, pois gera uma situação de terror permanente face à atuação do Estado soberano.
A igualdade natural entre os homens leva a uma situação de guerra de todos contra todos, uma vez que dois homens ou mais podem desejar a mesma coisa, gerando uma condição permanente de conflito e tensão.
O Estado soberano governa pelo temor que mais aflige os indivíduos: o medo da morte violenta, pois, sem esse medo, ninguém abriria mão de sua liberdade natural e, consequentemente, não obedeceria ao pacto social.
A liberdade natural significa a ausência de oposição para a ação dos indivíduos, pois não os impede de fazer tudo o que desejarem ou o que julgarem mais conveniente para satisfazer seus interesses e suas necessidades pessoais.